EXIT! CRISE E CRÍTICA DA SOCIEDADE DAS MERCADORIAS

CRÍTICA DO CAPITALISMO PARA O SÉCULO XXI. Com Marx para além de Marx: o projecto teórico do Grupo "EXIT!" Deutsch

 

Gerd Bedszent

Concorrência Total ou Administração Repressiva das Pessoas?

O poder de Estado em tempos de crise

Marxismo e crítica do Estado

"Maldição ao rei, rei dos ricaços, / Que não abrandaram os nosso cansaços, / Que nos arrancou os últimos vinténs / E nos faz metralhar como a cães".

Heinrich Heine "Die schlesischen Weber" (Os Tecelões da Silésia)

 

Não existe uma teoria marxista do Estado acabada. Karl Marx, o antepassado dos marxistas, já numa fase inicial se tinha debatido com o direito constitucional de Hegel. Num artigo publicado em Agosto de 1844 – que tratava principalmente da repressão da revolta da fome dos tecelões da Silésia pelos militares prussianos – escreveu, por exemplo, que mesmo "os políticos radicais e revolucionários (...) não (procuram) a causa do mal na essência do Estado, mas numa certa forma de Estado, no lugar da qual querem colocar outra forma de Estado." (1) Mais tarde, Marx viu o foco principal do seu trabalho numa crítica fundamental às bases económicas da sociedade capitalista e só ocasionalmente incluiu observações sobre a natureza do Estado burguês nos seus escritos. Afinal, na sua obra principal, O Capital, em ligação com a acumulação original de capital, descreveu o poder estatal como a "violência concentrada e organizada da sociedade". (2)

Concorrência Total ou Administração Repressiva das Pessoas? O poder de Estado em tempos de crise - (Gerd Bedszent; Outubro 2021) Deutsch

Andreas Urban

A superfluidade como instituição total

Sobre a história, a lógica e a função do lar de idosos

 

A contribuição de Andreas Urban é dedicada à história do lar de idosos como instituição moderna. Com isso, ele segue directamente a sua tese, desenvolvida num artigo anterior (in: exit! nº 15), de uma "superfluidade" capitalista das pessoas idosas (como base de uma hostilidade estrutural à velhice nas sociedades modernas) – uma superfluidade que talvez seja materialmente objectivada de modo particularmente impressionante no lar de idosos. Mostra que o lar de idosos é histórica e logicamente uma instituição para a custódia de idosos como 'improdutivos' e 'supérfluos'. Esta função ainda hoje é válida, apesar das numerosas mudanças superficiais que os lares de idosos têm sofrido nas últimas décadas. Isto pode ser visto em particular no facto de que a segregação espacial e social e o confinamento de facto de idosos e necessitados de cuidados ainda fazem parte da essência mesmo dos mais confortáveis e acolhedores lares e "casas de repouso". Além disso, o cuidado dos idosos (não só, mas sobretudo institucional) está sujeito a cálculos económicos de custo-benefício, bem como a lógicas de tempo resultantes da estrutura capitalista da dissociação-valor. Neste contexto, o artigo também fornece algumas prespectivas críticas sobre fenómenos e tendências que estão a ser discutidos actualmente na academia e nos media sob as palavras-chave "estado de necessidade na assistência" e "crise de cuidados", por exemplo, a progressiva redução de custos no sistema de assistência, condições de trabalho inaceitáveis nos cuidados, negligência e violência contra pessoas que necessitam de cuidados etc. (Apresentação do texto na exit! nº 17)

 

1. O lar de idosos como instituição de custódia no discurso social * 2. Do disciplinamento do trabalho à custódia dos idosos – História do lar de idosos desde o século XVII até meados do século XX * 3. Desenvolvimentos desde os anos 60 – Sobre a custódia dos idosos após o fim das instituições de custódia * 4. Resumo: Porque não pode haver lares de idosos sem a custódia de pessoas idosas

A superfluidade como instituição total - (Andreas Urban: exit! nº 17 Abril 2020) (pdf) Deutsch

Roswitha Scholz

O ASSELVAJAMENTO DO PATRIARCADO

NA PÓS-MODERNIDADE

1.

Na segunda metade da década 80 eram favoráveis os prognósticos sobre o desmantelamento das hierarquias e discriminações das mulheres. Partia-se do princípio de que, na sequência das tendências de individualização, as mulheres também teriam ganho mais possibilidades de acção, de modo indirectamente proporcional à desintegração da família nuclear. Algumas interpretações chegaram ao ponto de dizer que os indivíduos podiam agora escolher se queriam ser homens ou mulheres. Houve até “donos de casa” que chamaram a atenção para si mesmos como novidade, espalhando a esperança de que em breve talvez se pudesse ver uma grande tendência nesse sentido. Nos anos 80, ao mesmo tempo, as tendências da "nova feminilidade" eram vistas como expressão da viragem conservadora-liberal. Mas não poucas pessoas presumiram que não passariam duma simulação da feminilidade moderna.

Em contraste, nos anos 90 começou por se falar de uma "reacção negativa". A generalizada viragem à direita e o agravamento da situação económica tinham varrido um dos principais temas dos anos 80, as relações assimétricas de género. No entanto, ainda nos anos 90 subsistem avaliações feministas que “em princípio” vêem o fim do patriarcado (por exemplo, Libreria delle donne di Milano, 1996)..."

O Asselvajamento do Patriarcado na Pós-Modernidade - (Roswitha Scholz; Janeiro 2000) Deutsch

Tomasz Konicz

A NORMALIZAÇÃO DOS TALIBÃS

Os centros do sistema mundial descobrem o islamofascismo como um instrumento repressivo de administração da crise na periferia

Falar com os Talibãs? A Sra. Merkel não pode perder tempo a este respeito. Enquanto pessoas em pânico mergulham na morte no aeroporto de Cabul agarradas aos aviões que descolam, enquanto islamistas do Estado islâmico fazem explodir dezenas de pessoas em fuga em ataques suicidas, a Chanceler declarou o domínio talibã no Afeganistão uma nova realidade, que era "amarga" mas com que tínhamos de nos "ocupar". Isto significa, acima de tudo, manter conversações com os islamistas da Idade da Pedra "a fim de poder preservar algo do que beneficiou o povo do Afeganistão nos últimos 20 anos" (só se pode esperar que a Chanceler não se refira, por exemplo, aos maciços ataques aéreos alemães, que levaram o percurso profissional de um Coronel Klein até ao posto de general). (1) Segundo Merkel, o governo alemão já está a disponibilizar 500 milhões de euros para fins humanitários. Com isto se espera "continuar a proteger as pessoas" no Afeganistão após a evacuação que terminará dentro de "alguns dias". (2)"

A Normalização dos Talibãs - (Tomasz Konicz; Setembro de 2021) Deutsch

Leni Wissen

Sobre a história da assistência aos pobres

O "trabalho", como forma central de actividade no capitalismo, implica uma relação especial com o não-trabalho. A relação entre “trabalho” e “não-trabalho” é particularmente importante para a estruturação das relações sociais. Isso reflete-se na forma como a pobreza é tratada, como mostra um olhar sobre a história da assistência aos pobres. Com a emergência da sociedade da dissociação-valor, a distinção entre os pobres dignos, isto é, trabalhadores, e os indignos, isto é, não trabalhadores, começou a prevalecer, o que teve uma influência decisiva na configuração do sistema de assistência social emergente. A história da assistência aos pobres está intimamente ligada à história do anticiganismo. Pois no anticiganismo a discriminação social e a racista estão inseparavelmente ligadas. Tendo em conta as tendências gerais de asselvajamento na senda da dinâmica de crise pós-moderna do capitalismo, um "anticiganismo estrutural" (Roswitha Scholz) parece ser a forma ideal de lidar com a crise para uma classe média em declínio, e também tem de ser considerado como um ruído de fundo para a reestruturação do Estado social no capitalismo em decadência, como mostra Wissen no exemplo do "Estado social activador" na Alemanha. (Apresentação do texto na exit! nº 17)

 

1. Introdução * 2. O surgimento da assistência aos pobres * 2.1 Sobre a reavaliação da pobreza no contexto da implementação do moderno ethos do trabalho * 2.2 Sobre a deterioração geral das condições de vida no início da história capitalista * 2.3 As casas de correcção e as casas de trabalho como instituições de "educação para o trabalho" * 3. A assistência aos pobres no tempo da Primeira Revolução Industrial * 4. A assistência aos pobres no contexto da Segunda Revolução Industrial * 4.1 O assistência aos pobres na época dos fundadores * 4.2 O sistema de assistência no tempo da Primeira Guerra Mundial * 4.3 A assistência social na República de Weimar * 4.4 O Estado social no nacional-socialismo * 5. O Estado social na República Federal da Alemanha * 5.1 A caminho do 'Estado social activador' * 5.2 O 'Estado social activador' * 6. A angústia da classe média, a demarcação para baixo e o anticiganismo estrutural * Bibliografia

Sobre a história da assistência aos pobres - (Leni Wissen: exit! nº 17 Abril 2020) (pdf) Deutsch

Tomasz Konicz

Transformação do sistema ou barbárie

Não é possível evitar as piores consequências da catástrofe climática sem ultrapassar o capital com a sua compulsão de valorização

O debate sobre o clima é sem dúvida o campo de batalha mais deprimente da campanha eleitoral para o Parlamento Federal, já que aqui o abismo entre a ideologia e a realidade atingiu agora dimensões alucinantes. As medidas em discussão pública estão tão distantes do que seria necessário para evitar o colapso sócio-ecológico que involuntariamente vem à memória a fase final do socialismo realmente existente, quando os esclerosados aparelhos do Estado e do partido se revelaram absolutamente incapazes de mudar de rumo para combater a enfermidade das suas sociedades..."

Transformação do sistema ou barbárie - (Tomasz Konicz; Agosto de 2021) Deutsch

Robert Kurz

ÍNDICE Deutsch

 O LIVRO NEGRO DO CAPITALISMO - Robert Kurz; Maio 1999 (pdf) Deutsch Livros

O LIVRO NEGRO DO CAPITALISMO - Robert Kurz; Maio 1999 (epub) Deutsch Livros

O Livro Negro do Capitalismo

Epílogo

Pessoas privadas de qualquer autodeterminação das suas vidas sob o ditame da "responsabilidade pessoal" capitalista, não sendo elas próprias nada, inevitavelmente pedem uma "receita" quando se vêem sem saída no seu modo de viver. Apenas provam assim que até a ultrapassagem do capitalismo querem manter presa nas categorias capitalistas. Pois uma "receita" já pressupõe que a autodeterminação a que se aspira tem de proceder de acordo com os padrões prefabricados de uma instância externa, ou seja, que a si própria se desmente. O que pode ser dado não são "receitas" de acordo com um sistema social de construção modular (que não seria senão tecnologia social, que só pode ter lugar no capitalismo), mas sim critérios de emancipação. A "horizontal mal-comportada" não começa com o desenrolar de um programa preconcebido, mas sim com a rebelião social contra as imposições ultrajantes da "economia de mercado e democracia".

É preciso unir a crítica teórica radical e a rebelião, não a "ética" enfraquecida e o apelo a uma "justa" administração democrática da humanidade. O conceito de "justiça social" faz parte do vocabulário plástico dos políticos dos media, ou seja, do discurso da administração democrática da crise. Com ele não se exige a libertação da produção de riqueza das absurdas restrições capitalistas, mas a protestante atribuição "justa" de rações de necessidade, precisamente sob este ditame da falsa lei natural. Assim, em Julho de 1999, o chamado "Apelo Duisburg" de uma iniciativa dita "Renúncia para todos", significativamente instigada pelo protestante "Serviço da Igreja no Mundo do Trabalho", exigiu com toda a seriedade "aumentos zero também para os trabalhadores com melhores salários" – a "planeada ligação dos empregados à renúncia dos reformados" deve ser "complementada pela solidariedade de todos os outros" (Nürnberger Nachrichten, 30.7.1999). É uma ideia simplesmente tola reagir à catástrofe de natureza social do capitalismo com uma "solidariedade" meramente negativa, como se se tratasse da visitação de um Deus irado que pudesse ser apaziguado pela "renúncia" geral. Para além do facto de esta "renúncia" não fazer qualquer sentido económico (nas condições da Terceira Revolução Industrial, não desviaria o dinheiro do consumo para o investimento real, mas sempre apenas para a bolha especulativa), tais iniciativas indicam que, após a alegada "morte da crítica", a ética regurgitada à saciedade só pode transformar-se em tolice, em vez de traçar uma linha de resistência contra a barbárie aberta..."

Livro Negro do Capitalismo: Epílogo - (Robert Kurz; Maio 1999) Deutsch Livros

Livro Negro do Capitalismo: Introdução à nova edição de 2009 - (Robert Kurz; Maio 2009) Deutsch Livros

Tomasz Konicz

Uns mais vacinados que outros.

Em condições de pandemia, o nacionalismo da vacina é a continuação da concorrência de localização por outros meios

Uma pandemia pode fornecer bom material ilustrativo sobre as relações de dominação no capitalismo tardio. No prazo de 24 horas, Angela Merkel foi persuadida a retirar a decisão de introduzir dois "dias de descanso" adicionais no fim-de-semana da Páscoa. Funcionários do capital da Federação das Indústrias Alemãs, das Federações Metalúrgicas, da Indústria Automóvel e da famigerada "Associação de Empresários Familiares" precisaram apenas de um dia de imprensa para derrubar o plano, com avisos do crescente "desespero" nas fileiras dos "empregadores", de danos irreparáveis, custos astronómicos – o Instituto da Economia Alemã avançou com o valor de 4,45 mil milhões de euros em vendas perdidas por feriado – e as habituais referências à competitividade internacional."

Uns mais vacinados que outros - (Tomasz Konicz; Junho de 2021) Deutsch

Roswitha Scholz

O capitalismo, a crise ... o divã – e o declínio do patriarcado capitalista

Notas críticas sobre o marxismo lacaniano de Slavoj Žižek e Tove Soiland

Roswitha Scholz

1. Introdução * 2. Pontos-chave da teoria de Žižek * 2.1 Lacan e Hegel * 2.2 Crítica do pós-modernismo * 2.3 Economia, ideologia e socialização fetichista * 3. Žižek e a crítica da dissociação-valor * 3.1 Marx e Adorno * 3.2 Economia, ideologia e socialização fetichista * 3.3 Psicanálise – Crítica social – Psicologia social – Carácter social narcisista hoje * 3.4 Resumo: Žižek e a crítica da dissociação-valor * 4. Tove Soiland, Žižek, Irigaray e esboços de um marxismo feminista? * 4.1 Tove Soiland e a sua crítica feminista do sujeito pós-edipiano * 4.2 A crítica estruturalista do valor de Tove Soiland * 4.3 Tove Soiland e seus esboços de um feminismo marxista: Luxemburgo e Bennholdt-Thomsen na perspectiva de um capitalismo/patriarcado capitalista que eternamente se vai regulando * 4.4 Tove Soiland e as diferenças em relação à crítica da dissociação-valor * 5. Žižek, Soiland e a crítica da dissociação-valor * Bibliografia

O capitalismo, a crise ... o divã – e o declínio do patriarcado capitalista - (Roswitha Scholz; exit! nº 17 Abril 2020) Deutsch

Tomasz Konicz

Mais do que administração da miséria?

Os contornos das políticas sociais e económicas da administração Biden estão a tornar-se cada vez mais claros

Estará a América actualmente a viver uma viragem à esquerda, que revê o legado político e social do neoliberalismo no seu país de origem? A imprensa de referência da Alemanha parece certamente pensar assim. Na Spiegel-Online (1) o novo presidente dos EUA já em Fevereiro foi apelidado de "Camarada Biden", que estaria a dar ao seu país "uma volta à esquerda".

O Tagesschau (2) no final de Março quis mesmo identificar uma "revolução Biden" nos Estados Unidos. O chefe de Estado democrata quereria uma "mudança total de paradigma" em que “o sistema económico e a imagem da sociedade moldados pelo neoliberal Presidente Ronald Reagan fossem virados de pernas para o ar".

Mais do que a administração da miséria? - (Tomasz Konicz; Abril de 2021) Deutsch

Thomas Meyer

Feminismo e Física? Comentário ao texto de Heinz-Jürgen Voß "Problemas de géneroJudith Butler no mundo de língua alemã".

Há alguns anos que se fala cada vez mais de feminismo materialista. Inicialmente sobretudo em demarcação e crítica de um feminismo que se foca na análise do discurso e entende o género principalmente como um acto performativo. As condições materiais da vida, ou seja, as situações (psico-)sociais e reprodutivas das mulheres não são consideradas. É claro que muitas vezes se esquece aqui que críticas deste tipo já existiam nos anos 90, na época do surgimento dos estudos de género e do queer (cf. Soine 1999, Selders 2003, Scholz 1992). Outro motivo de crítica é o"asselvajamento ideológico" repetidamente evidente na cena pós-estruturalista e queer. Por exemplo em posições anti-sionistas, que chegam ao ponto de mostrar uma compreensão parcial pelos atentados bombistas suicidas (cf. por exemplo, Rabuza 2017)."

Feminismo e Física? Comentário ao texto de Heinz-Jürgen Voß "Problemas de género - Judith Butler no mundo de língua alemã" - (Thomas Meyer; Abril de 2020) Deutsch

Thomas Meyer

As "catástrofes naturais sociais" e o novo movimento de defesa do clima

1.

A rápida propagação do movimento de defesa do clima pelo mundo é de facto notável (cf. Haunss; Verão 2020). Também notável é o ódio de que este movimento é por vezes objecto, especialmente o ódio contra Greta Thunberg. O sujeito burguês em crise simplesmente não quer admitir que o seu modo de vida capitalista se tenha tornado insustentável. Mesmo as mais pequenas alterações nos parafusos do ajustamento põem o "cidadão preocupado" em fúria. Assim, o movimento climático não é visto como uma ocasião ou uma oportunidade de reflexão. Em vez disso, é interrompido desde o início por "histéricas reacções defensivas" (cf. Hartmann 2020, 118ss.) A "masculinidade tóxica" descarrega-se em inúmeros comentários de ódio e em contra-movimentos tão absurdos e completamente reaccionários como as "Sextas-feiras pela cilindrada" (actualmente com cerca de 500.000 membros). (1) Aqueles que vêem o seu grande carro como uma extensão da pila parece que se sentem simbolicamente castrados por uma jovem."

As "catástrofes naturais sociais" e o novo movimento de defesa do clima - (Thomas Meyer; Fevereiro de 2020) Deutsch

Thomas Meyer

Alternativas ao capitalismo – Em teste: Buen Vivir e o fim do desenvolvimento atrasado

1. Introdução

Com o "colapso da modernização" (cf. Kurz 1994) e o fim do capitalismo de Estado soviético, o paradigma da modernização atrasada ficou obsoleto. Numerosas regiões do mundo tornaram-se, desde há muito tempo, um "terreno fértil para barões da droga, senhores da guerra e guerreiros do ordenamento mundial" (cf. Bedszent 2014). Embora o capitalismo esteja sempre à procura de novas possibilidades de valorização (Green New Deal, digitalização, I.A., biotecnologia), qualquer nova 'modernização' conduz a pouco mais do que ao 'progresso' na favelização do mundo (cf. Davis 2011) e à progressão da catástrofe ecológica (cf. Konicz 2020). Assim, é natural rejeitar todas as reivindicações e promessas de "modernização" e "desenvolvimento". É neste contexto que se situa o 'Sumak Kawsay', ou em espanhol 'Buen Vivir'. Sobre Buen Vivir, Tatiana López-Ayala escreve: "Buen Vivir como conceito surgiu na Bolívia e no Equador, tendo como pano de fundo os crescentes protestos dos movimentos sociais (indígenas) contra o desenvolvimento neoliberal e as políticas económicas impostas pelo FMI e pelo Banco Mundial. A expansão do modelo de exportação extractivista, bem como a privatização de sectores económicos centrais, como o sector da água na Bolívia, levou a uma crescente desigualdade social, bem como a uma crescente destruição dos habitats naturais, especialmente das florestas tropicais [...]. Buen Vivir entra assim em cena como resposta a uma percepção de "crise do modelo de civilização ocidental" [sic] [...]. Esta crise manifesta-se, apesar de todos os esforços de desenvolvimento, no aumento contínuo da pobreza global, na diminuição dos recursos naturais e nas consequências devastadoras das alterações climáticas. Os representantes de Buen Vivir responsabilizam por esta crise em particular o sistema económico capitalista, que se baseia na subjugação sistemática da natureza e num paradigma de crescimento sem fim, tornando-se assim uma ameaça à vida no planeta [...]. Contudo, a crítica do moderno modelo de civilização e desenvolvimento ocidental não se limita a uma mera crítica do capitalismo. Pelo contrário, Buen Vivir vira-se contra toda a infra-estrutura ideológica da modernidade europeia, que se baseia, entre outras coisas, nos conceitos de individualismo, colonialismo, racionalismo e institucionalismo [...] (López-Ayala 2017, 12)."

Alternativas ao capitalismo - Em teste: Buen Vivir e o fim do desenvolvimento atrasado - (Thomas Meyer; Março de 2021) Deutsch

Herbert Böttcher 

O espírito do mundo anda por aí... ou estará talvez a chegar ao fim?

Sobre o entendimento do 'espírito do mundo' (1)

Kant tinha perguntado o que constitui o sujeito do conhecimento e a autonomia da sua razão. Com Hegel, entrou em foco o todo do mundo e da história, e com ele a questão do que mantém tudo junto e em fluxo. A resposta "Deus" tinha-se tornado questionável no iluminismo. Hegel recorre ao 'espírito do mundo' como resposta. Como "a ideia geral e única", é o absoluto que constitui tudo o que é particular. Como ideia geral, o espírito do mundo realiza-se no mundo e cria-o como um mundo orientado para a razão. Após a sua realização, regressa a si próprio, a fim de se realizar a si próprio numa nova fase de desenvolvimento e regressar a si próprio uma e outra vez. Nesta realização permanente do espírito do mundo e no seu regresso a si próprio, surge a história, e surge como "realização da liberdade e da razão", como resume Assheuer. Esta é a base filosófica para o mito burguês do progresso. Apesar de todos os percalços e danos colaterais, a história progride para o objectivo da liberdade e da razão estabelecido pelo espírito do mundo."

O espírito do mundo anda por aí... ou estará talvez a chegar ao fim? - (Herbert Böttcher: Março de 2021) Deutsch

Robert Kurz

A crise que veio do Leste

Contra a ilusão da "vitória" do Ocidente e da sua economia de mercado

É famosa a profecia de Alexis de Tocqueville de há mais de 150 anos: "Há hoje dois grandes povos na Terra que – partindo de pontos diferentes – parecem avançar para o mesmo objectivo: os russos e os anglo-americanos [...] Para alcançar o seu objectivo, o americano confia no interesse privado e deixa a força e a razão do indivíduo trabalhar sem o dirigir. O russo, por assim dizer, congrega todo o poder da sociedade num só homem. A liberdade é o estímulo de um, a servidão o do outro. O seu ponto de partida é diferente, diferentes são os seus caminhos; e no entanto, de acordo com algum plano secreto da Providência, cada um parece chamado a dirigir os destinos de metade da Terra um dia".

A crise que veio do Leste - (Robert Kurz : Janeiro de 1991) Deutsch

Herbert Böttcher / Leni Wissen

Entre a auto-referencialidade e a solidariedade?

O coronavírus no vazio do capitalismo

1. Monitor – um flash em tempos de coronavírus

No programa de televisão "Monitor" da WDR do início de Dezembro de 2020, foram ligados dois fenómenos que podem ser entendidos como um flash sobre a situação social em tempos de coronavírus: a insistência em liberdade e democracia nos movimentos de direita e a intensificação da repressão contra os refugiados. O exemplo de Bautzen serviu para mostrar como a direita, na sua associação com fantasistas da conspiração e negadores do coronavírus, encontrou uma "nova autoconfiança" e se estabeleceu firmemente numa sociedade urbana. Na imagem aparece uma loja de brinquedos para crianças no centro da cidade, onde um super-herói num cartaz à porta indica que as pessoas sem máscara também são bem-vindas. A leitura da direita está exposta na montra da loja. Já a cena de abertura é sinistra: a vista cai sobre um troço de 50 km de estrada, onde pessoas munidas de bandeiras do Reich e bandeiras alemãs expressam o seu descontentamento contra a "ditadura do coronavírus"; e isto apesar do aumento maciço dos números na própria região."

Entre a auto-referencialidade e a solidariedade? O coronavírus no vazio do capitalismo - (Herbert Böttcher / Leni Wissen; Janeiro 2021) Deutsch

Tomasz Konicz

Pandemia da fome

O aumento da desnutrição e da miséria que ameaça a vida

"Toda tentativa de romper as imposições da natureza rompendo a natureza, resulta numa submissão ainda mais profunda às imposições da natureza".

Dialéctica do Iluminismo

A fome tem sido sempre uma companheira constante do capital nos seus cerca de trezentos anos de expansão. Desde a crua miséria do início da Modernidade capitalista, que até fez os níveis de oferta da Alta Idade Média parecerem "bons velhos tempos", até à actual crise global de fome: a sobreprodução, o desperdício alimentar e milhões de carências existenciais constituem apenas momentos diferentes de um modo económico irracional e destrutivo, ao qual as necessidades humanas – na medida em que podem ser forçadas à forma do valor monetário na procura do mercado – servem apenas como um meio, para o fim em si mesmo da valorização sem limites do capital."

Pandemia da Fome - (Tomasz Konicz; Dezembro de 2020) Deutsch

Herbert Böttcher 

"A Tabuada do Iluminismo"

Este é o título de um texto de Stephan Grigat (cf. https://taz.de/Plaedoyer-gegen-abstrakten-Atheismus/!5721820/). Nele apela a uma crítica consequente da religião, que ao mesmo tempo distinga entre as religiões. O contexto, bem actual, é o assassinato terrorista de um professor parisiense que tinha incluído caricaturas de Maomé nas suas aulas. A base do apelo de Grigat para a "crítica da religião – também de esquerda" é o iluminismo. Mas nisto ele não vai longe; com efeito:

"A tabuada do iluminismo" não é necessariamente a melhor base para a crítica da religião. Isto vale independentemente merecer aprovação o apelo de Grigat "para uma crítica mais consequente à religião por parte da esquerda". O terror islamista dá razões mais do que suficientes para tal. Aqui seria necessário distinguir "entre as religiões", mas também no interior de cada religião, mais precisamente, entre tradições teocraticamente orientadas, com as suas implicações de dominação e violência, e orientações emancipatórias."

"Tabuada do Iluminismo" - (Herbert Böttcher: Fevereiro de 2021) Deutsch

Thomas Meyer

Sobre a persistente aporia da história – Aditamento a "Dinheiro – é claro, não é?"

Observação preliminar: De seguida pretende-se retomar o texto "Dinheiro – é claro, não é?" de Richard Aabromeit na exit! nº 14, pois este texto – com toda a razão – tem sido frequentemente criticado. Não satisfaz de modo nenhum as exigências teóricas da crítica da dissociação e do valor. Embora a elaboração teórica da crítica da dissociação e do valor dificilmente possa ser considerada um todo canonicamente fechado (e isto provavelmente assim permanecerá enquanto existir capitalismo), pode-se insistir em não ficar atrás do estado de elaboração teórica já alcançado, de uma forma em parte bastante desajeitada (ver especialmente a secção 3). Para o efeito, serão apresentadas algumas ideias básicas para uma teoria da história em termos de crítica da dissociação e do valor, tal como foram sugeridas nas discussões durante a reunião do conselho consultivo em Maio de 2018.

Sobre a persistente aporia da história - Aditamento a "Dinheiro - é claro, não é?" exit! nº 16 - (Thomas Meyer; Maio de 2019) (pdf) Deutsch

Roswitha Scholz

Luta das mulheres = Luta de classes como resposta à crise fundamental? O género mais uma vez como contradição secundária!? Crítica do manifesto "Feminismo para os 99%"

Após um período de feminismo desconstrucionista, as abordagens marxistas-materialistas têm dominado o discurso feminista nos últimos anos, desde os episódios de crise no final dos anos 90 (crise dos Tigres Asiáticos, estabelecimento do Hartz-IV, crise do mercado financeiro 2008ss. e outros). (1) Quanto mais o "colapso da modernização" (Robert Kurz) se torna evidente desde então, mais o pêndulo ameaça oscilar completamente na direcção do marxismo vulgar. Na minha opinião, isto torna-se claro no manifesto "Feminismo para os 99%", de Cinzia Arruzza, Tithi Bhattacharya e Nancy Fraser (2019), em que raça, classe e género, por exemplo, são apenas superficialmente mediados entre si, supostamente em pé de igualdade. A posição aí assumida vai assim dar simplesmente ao capitalismo androcêntrico, como um complexo-mestre, sem realmente ter em conta o Outro do capitalismo enquanto tal. Do mesmo modo, a dominação da natureza é atribuída apenas a um capitalismo orientado unicamente para o "fazer mais" e aos seus agentes. Neste sentido, é preciso criticar neste manifesto 'feminista' não em último lugar que a relação de género assimétrica, mas também o racismo, a homofobia, etc., sejam mais uma vez transformados em contradições secundárias, como acontecia antes nas concepções marxistas tradicionais. Este será um dos tópicos da crítica que se segue.

Concluirei expondo o ponto de vista da crítica da dissociação e do valor, que se opõe a tais materialismos primitivos, os quais mais uma vez se estão a intensificar na crise do coronavírus (cf. Scholz 2011). Arruzza & Cª expuseram a sua posição em onze teses, e eu, pela minha parte, vou resumi-las em cinco pontos, mais o epílogo."

Luta das mulheres = Luta de classes como resposta à crise fundamental? O género mais uma vez como contradição secundária!? Crítica do manifesto "Feminismo para os 99% - (Roswitha Scholz; Janeiro de 2021) Deutsch

exit! Crise e Crítica da Sociedade das Mercadorias nº 18 sai na Primavera de 2021 – Índice e Editorial

Índice

Editorial, carta aberta e apelo a donativos

No "ano do coronavírus" 2020, o curso da crise intensificou-se. O coronavírus cai mesmo no meio da crise do capitalismo. Isto tem um efeito particularmente dramático nos sistemas de saúde arruinados pela poupança e pela economificação, mas ainda mais quando as pessoas, nas regiões em crise, estão completamente indefesas contra o vírus, e impotentes perante os efeitos das medidas tomadas no decurso da "luta contra a pandemia". Além disso, o coronavírus não surgiu do nada no mundo, mas está ligado à dominação capitalista sobre a natureza. No que diz respeito ao surto da pandemia, há muito a dizer sobre a chamada zoonose, uma infecção que pode ser transmitida dos animais para os seres humanos. Com o avanço da crise do capitalismo, está a tornar-se cada vez mais difícil – apesar de toda a "retórica ecológica" – proteger a natureza e, com ela, também os animais do processo da valorização e, portanto, da destruição pelo capital. Com a crescente ausência de substância do capital, cresce cada vez mais a pressão para sujeitar os fundamentos naturais da vida ao processo de valorização. A produção de carne, o comércio de animais selvagens, o extermínio de espécies, a destruição da floresta tropical etc. alimentam a transmissão de vírus. O comércio global e as rotas de viagem asseguram a sua propagação."

 Índice e Editorial da Revista exit! nº 18 - (Thomas Meyer; Novembro de 2020) Deutsch

Thomas Meyer

Os cérebros pequeno-burgueses na crise – A 'zombieficação' da mente e o declínio do capitalismo

I.

O facto de terem sido formuladas muitas críticas ao ponto de vista do liberalismo dificilmente leva os liberais a (querer) tomar nota delas, como a experiência tem demonstrado. Um exemplo recente de um liberalismo em que a estreiteza do cérebro burguês se torna clara é o de Markus Krall, cujo último livro é "Die bürgerliche Revolution – Wie wir unsere Freiheit und unsere Werte erhalten" ("A Revolução Burguesa – Como Preservamos a Nossa Liberdade e os Nossos Valores"). (1) Este é mais um livro com muita saída, com o qual os cidadãos contribuintes tentam dar sentido à crise. Ora Krall quer não só diagnosticar, mas também mostrar uma saída para a crise. Ao fazê-lo, torna-se claro que o seu ponto de vista pequeno-burguês é inflacionado a ponto de vista da sociedade como um todo, como será demonstrado no texto que se segue. O liberalismo não só continua a ter uma mente estreita, como está agora a tornar-se atrevido. Escusado será dizer que o chamado "mainstream" (social-democratas, verdes-oliva, etc.) não está nada melhor.

Os cérebros pequeno-burgueses na crise - A `zombieficação` da mente e o declínio do capitalismo - (Thomas Meyer; Junho de 2020) Deutsch

Roswitha Scholz

Exit! – Ora diga lá o que pensa da religião?

Um esclarecimento

Há já algum tempo que no contexto de Exit! se vem expressando repetidamente o descontentamento por também teólogos trabalharem e publicarem connosco. Fala-se de "círculos anti-clericais" que se ofendem com isso. Estão a surgir receios de que a Exit! possa vir a derivar para a esfera religiosa, e que a revista possa ser invadida pelas respectivas tendências. A crítica da dissociação e do valor teria de ser ateísta – já que "o avô nazi é que teria feito as suas genuflexões na igreja" etc. É posta a questão crucial. Trata-se aqui, obviamente, de arcaicos receios da esquerda, enraizados nos sentimentos marxistas tradicionais. Será que também aqui se articula uma redutora crítica do iluminismo, que tem dificuldade em aceitar que a sociedade capitalista é moldada pelo seu irracional fim-em-si de multiplicação do capital e da concomitante dissociação? Há aqui alguns mal-entendidos a esclarecer.

Para que fique claro: A maioria de nós não acredita em Deus (qualquer Deus) nem é religiosa de maneira nenhuma. Para nós, contudo, as reflexões filosófico-teológicas são uma direcção na qual a crítica da dissociação e do valor pode ser trabalhada. Nem mais nem menos. A teologia representa aqui, num contexto interdisciplinar, um campo ao lado de outros campos, por exemplo, psicologia social, feminismo, crítica das ciências naturais, teoria política, etc., a fim de apreender o patriarcado capitalista a diferentes níveis e nas suas diferentes facetas. O estudo da teologia não fará também sentido para compreender melhor o carácter fetichista das relações capitalistas e a sua irracionalidade?..."

Exit! - Ora diga lá o que pensa da religião? Um esclarecimento - (Roswitha Scholz; Dezembro de 2020) Deutsch

Herbert Böttcher 

Auto-referencialidade...

... tal como no capital, também em nós próprios

"Durante uma semana,o governo federal e os governos estaduais sentaram-se juntos, num comboio em direcção à perda de controlo da pandemia", foi como o Kölner-Stadt-Anzeiger (1) comentou a luta, ou melhor, a rixa para encontrar medidas contra a epidemia, que já atingiu o número recorde de bem mais de 400 mortes em dois dias consecutivos na Alemanha. Não há qualquer menção à miséria nas unidades de cuidados intensivos, à sobrecarga do pessoal, e muito menos ao que o vírus está a fazer no resto do mundo..."

Auto-referencialidade... tal como no capital, também em nós próprios - (Herbert Böttcher: Dezembro de 2020) Deutsch

Gerd Bedszent

Criminalidade de clã no passado e no presente

O termo "criminalidade de clã" ultimamente tem vindo a aparecer cada vez mais nos media. Refere-se em geral a estruturas de crime organizado constituídas por membros de minorias étnicas. Estas estruturas criminosas são consideradas extremamente patriarcais e agem com base num sistema de valores anacrónico. Segundo os criminologistas, é extraordiáriamente difícil aos investigadores infiltrados penetrarem em clãs assim isolados..."

Criminalidade de clã no passado e no presente - (Gerd Bedszent; Dezembro 2020) Deutsch

Herbert Böttcher 

Novo confinamento (parcial) e velhas inconsistênciasBreve intervenção

O que era previsível aconteceu: um segundo confinamento, mesmo que 'apenas' parcial. Nas discussões que vamos acompanhar, as irritações e a excitação, e acima de tudo as inconsistências, tornaram-se evidentes.

Fala "a ciência e a classe médica"

Pouco antes das negociações da Chanceler com os Primeiros Ministros dos Estados federados, os virologistas Streeck e Schmidt-Chanasit e o Presidente da Associação de Médicos de Seguros de Saúde, Gassen, tomam a palavra. Apresentam uma posição escrita. É apresentada, tão enfatuada como incorrectamente, como "posição conjunta da ciência e da classe médica". Assim se considera a necessidade de legitimar as próprias preferências através da "ciência" ou, pelo menos, de as poder colocar formalmente em perspectiva: Há também "outras posições" – sem ter de se referir ao objecto de disputa. O que desaparece por detrás do lugar comum "ciência e classe médica" é que instituições científicas como a Fundação Alemã de Investigação, a Sociedade Fraunhofer, a Associação Leibniz, a Sociedade Max Planck ou a Academia Nacional das Ciências Leopoldina chegam a avaliações completamente diferentes em declarações dos seus presidentes. Também desaparece que nem os médicos de cuidados intensivos nem a Sociedade Alemã de Virologia assinaram o documento "Ciência e classe médica". (1)

Novo confinamento (parcial) e velhas inconsistências - Breve intervenção - (Herbert Böttcher: Dezembro de 2020) Deutsch

Herbert Böttcher 

Moria – Uma Catástrofe Previsível

Condições no campo

A catástrofe sobre os refugiados em Moria não se abateu como o destino, sobre a ilha e sobre as pessoas que lá vivem. Isto aplica-se desde logo às condições no campo. Antes de o coronavírus chegar, já a informação sobre as condições desumanas estava em cima da mesa. Houve relatos de doenças que só ocorrem nos países mais pobres, de um desespero que levava muitos à automutilação e ao suicídio. Houve avisos das consequências, caso o coronavírus se espalhasse em tais condições. Este caso previsível ocorreu e mostrou literalmente como a situação era "perigosamente inflamável". O perigo de incêndio, para que os voluntários e as vozes críticas em vão tinham alertado publicamente, transformou-se num incêndio em que os refugiados perderam tudo, e que se está a espalhar sob a forma de desespero e medo, 'atingindo' as aldeias vizinhas com particular ferocidade."

Moria - Uma Catástrofe Previsível - (Herbert Böttcher: Novembro de 2020) Deutsch

Thomas Meyer

O género entre 'ficha de jogo' performativa e biologização – Crítica da queerness pós-moderna tardia e do discurso médico sobre a 'transexualidade'

Nos últimos anos, a "política de identidade" de esquerda e dos liberais de esquerda tem sido criticada muitas vezes. Também na cena queer a crítica tem fervilhado ultimamente, como mostra a publicação do livro "Beißreflexe" [Reflexões mordazes] de 2017 e outras publicações subsequentes na chamada "Kreischreihe" [Série gritante]. Thomas Meyer trata em particular da política de identidade queer no seu texto "O género entre 'ficha de jogo' performativa e biologização – Crítica da queerness pós-moderna tardia e do discurso médico sobre a 'transexualidade'". Ele salienta que as críticas, tal como são formuladas hoje contra o "queer", já estavam presentes do lado feminista na década de 1990. Em particular, o texto aborda o facto de que a pretensão formulada pela cena queer de reconhecer identidades "desviantes" não é necessariamente sem problemas. Meyer tenta mostrar isso por meio do fenómeno da "transexualidade", reproduzindo seu discurso médico. Assim deverá ficar claro que, através do discurso sobre a transexualidade (o "transexualismo"), um mal-estar na compulsão de género binário e um fracasso na auto-classificação inequívoca nos caracteres de género burgueses assumem historicamente a forma de um problema médico, fundamentalmente cirúrgico. Desse modo, a sexualização compulsiva não é criticada, mas perpetuada e factualmente biologizada. Uma flexibilização dos códigos de género na pós-modernidade não alterou realmente nada a este respeito. A política de reconhecimento queer é assim de muito curto alcance, sobretudo no contexto de um "asselvajamento do patriarcado" (Roswitha Scholz) e de movimentos fascistas que exigem relações de género "tradicionais". (Apresentação do texto na exit! nº 16)

O género entre `ficha de jogo` performativa e biologização - Crítica da queerness pós-moderna tardia e o discurso médico sobre a `transexualidade` - (Thomas Meyer; exit! nº 16: Maio de 2019) (pdf) Deutsch

Knut Hüller 

Por (batidos) maus caminhos

Uma análise do livro (quase) homónimo de Klaus Müller

1. Saltando como um tigre crítico * 2. Pousando como um domesticado apresentador de modelos * 3. Marx como ele nunca foi * 4. A mais-valia é uma lei da natureza – mas a exploração é evitável * 5. O dinheiro misterioso – o que ele (não) ‘é’ * 6. O dinheiro misterioso – o que ele (não) ‘faz’ * 7. Observação final * Notas

Por (batidos) maus caminhos - (Kunt Hüller: Julho de 2020) Deutsch

Roswitha Scholz

It’s the class, stupid? Desclassificação, degradação e renascimento do conceito de classe (1)

1. Introdução

Pelo menos desde a eleição de Trump e o surgimento da AfD, dos Pegida etc., a questão das classes tem estado de novo na boca de toda a gente. Justamente nas zonas industriais arruinadas, Trump foi votado sobretudo por trabalhadores da indústria. Há críticas de que a esquerda terá prestado demasiada atenção à cultura, às mulheres, aos migrantes."

It´s the class, stupid? Desclassificação, degradação e renascimento do conceito de classe - (Roswitha Scholz; Outubro de 2018) Deutsch

Roswitha Scholz

Entrevista à revista konkret, Julho de 2020

 

Uma crise como a do coronavírus agrava as desigualdades sociais em geral. Em que medida afecta as mulheres?

A questão central é que, com o encerramento das creches e infantários, elas tiveram de supervisionar as crianças e fazer o trabalho de casa, para além de trabalho ao domicílio, por exemplo em teletrabalho. Também li que mulheres, na sua maioria empregadas a tempo parcial, abandonaram a actividade profissional. Até 25 por cento..."

 Entrevista à revista Konkret, Julho de 2020 - (Roswitha Scholz; Julho de 2020) Deutsch

Fetichismo Sexual

Notas sobre a lógica de feminilidade e masculinidade

1. O fim da velha crítica do capitalismo e as dores do marxofeminismo * 2. O teorema da dissociação * 3. Excurso I: Relação de género e crítica das "grandes teorias” * 4. Excurso II: A dimensão psicanalítica na crítica da forma de mercadoria * 5. A metafísica do valor de uso * 6. O misticismo da esfera do consumo * 7. O que é a sensibilidade? * 8. A miséria do luxo capitalista * 9. Formas de pseudo-emancipação de género * 10. A "ilusão do grande casal" no fim da sociedade das mercadorias

Fetichismo Sexual - Notas sobre a lógica de feminilidade e masculinidade - (Robert Kurz; Krisis nº 12 1992) Deutsch

Herbert Böttcher 

Regresso à normalidade capitalista?

As discussões e o activismo em torno do coronavírus estão a ganhar força e a assumir traços de um irracionalismo assustador.

Quem oferece mais?

Ao que parece não há como parar o desconfinamento para regressar à normalidade capitalista. Os primeiros-ministros de cada um dos Estados federais excedem-se uns aos outros em exercícios de desconfinamento. Os políticos cedem à pressão económica e psicológica e/ou acrescentam alguma. Com o descrédito geral dos virologistas, foi obviamente resolvido um debate relacionado com o conteúdo sobre conhecimentos virológicos. O FDP afirmou que os hospitais subutilizados são a prova de que "os virologistas" pintaram cenários de horror. Já não há necessidade de desperdiçar uma reflexão sobre o facto de que os cenários de horror poderem ter sido evitados porque os políticos – até sob a pressão das imagens de Itália e Espanha – tiraram as conclusões correctas das descobertas dos virologistas."

Regresso à normalidade capitalista? - (Herbert Böttcher: Maio de 2020) Deutsch

A discussão sobre o coronavírus

Desde o nosso primeiro texto sobre o coronavírus na crise do capitalismo, alguns dos receios aí expressos já foram confirmados. A discussão prossegue. Estão a surgir novas facetas. Perante algumas delas impõem-se as seguintes observações:

No debate sobre o coronavírus, o Presidente do Bundestag, Schäuble, adverte contra a necessidade de dar prioridade absoluta à "protecção da vida" em detrimento de outros bens. (1) Contra isto não se pode opor um "céu de princípios" em que se agitam verdades supostamente intemporais. E, assim, também aqueles a quem, por profissão ou vocação, são confiadas verdades intemporais e as conhecem, como os filósofos e os teólogos, se apressaram a concordar com Schäuble."

A discussão sobre o coronavírus - (Herbert Böttcher: Maio de 2020) Deutsch

Roswitha Scholz

‘A democracia continua a devorar os seus filhos’ – hoje ainda mais!

Reflexões sobre um texto de 25 anos e alguns comentários críticos sobre o artigo de Daniel Späth 'Frente transversal em toda a parte!’

Roswitha Scholz comenta o artigo de Robert Kurz "A democracia devora os seus filhos – Notas sobre o novo radicalismo de direita" de 1993. Ela extrai teses centrais deste texto em várias dimensões (economia, política, relação de género, etc.), descrevendo os desenvolvimentos nestas várias áreas até meados de 2018. Ela conclui que a determinação central de Kurz de que a democracia e o nacional-socialismo/fascismo não são estruturalmente opostos, mas que as aspirações de direita e uma correspondente forma de pensar da democracia nascem como forma de organização do próprio capitalismo, mesmo que não sejam a mesma coisa. Hoje, após o crash financeiro de 2008, quando as ideologias de direita, o correspondente populismo e violência de direita, também por parte dos aparelhos policiais e militares, que por sua vez se asselvajaram, se espalham pelo mundo, apenas se tornam visíveis em toda sua extensão, diz Scholz. Seu ensaio é, portanto, chamado "A democracia continua a devorar os seus filhos – hoje ainda mais". Na parte final, Scholz critica o artigo de Daniel Späth "Frente transversal em toda a parte", que foi publicado na exit! nº 14. Späth não considerou suficientemente o desenvolvimento de direita pelo menos desde o fim do socialismo do Bloco de Leste, mas deu a impressão de que a viragem para a direita nos últimos anos tinha caído do céu. Späth, portanto, desconsidera elaborações essenciais no contexto da crítica (da dissociação e) do valor, incluindo o texto de Kurz de 1993. Além disso, ele não se pronuncia sobre as sobreposições entre o espectro de esquerda e o de direita, que o conceito de frente transversal geralmente engloba, mas toma por seu verdadeiro tema as sobreposições entre neoliberalismo e (novas) ideologias de direita. (Apresentação do texto na exit! nº 16)

Introdução * 1. Argumentação fundamental * 2. Dimensões em que o novo radicalismo de direita se manifesta * 2.1 Economia * 2.2 Análise de classe obsoleta * 2.3 Partidos, política e radicalismo de direita * 2.4 Aparelho de violência: forças armadas e polícia * 2.5 Os de 1968 e o novo radicalismo de direita * 2.6 Relações de género e feminismo * 2.7 Porque tem o país de se modificar...? * 3. Resumo: A democracia devora os seus filhos – hoje * 3.1 Continuidades e rupturas * 3.2 ‘Frente transversal em toda a parte!’? * Bibliografia

'A democracia continua a devorar os seus filhos'  - hoje ainda mais! exit! nº 16 - (Roswitha Scholz; Maio de 2019) Deutsch

Coronavírus e o Colapso da Modernização

O coronavírus é o gatilho, mas não é a causa do agravamento da situação de crise. Vai acelerar a desintegração do capitalismo. Em contraste com a crise de 2007/8, que se agudizou nos bancos "sistemicamente importantes", agora também a economia real tem de receber milhares de milhões em ajuda. Mais uma vez é exigido o Estado (social), que na marcha triunfal do neoliberalismo foi desacreditado como uma espreguiçadeira social e um peso morto na concorrência pela localização do investimento. O que se tinha emproado como um modelo de sucesso do capitalismo da localização do investimento e "financeiramente impulsionado" não era mais do que uma estratégia para prolongar a crise do capitalismo. Portanto, não é por acaso que o coronavírus nos encontra com um sistema de saúde parcialmente privatizado que foi danificado pelos cortes e, nas regiões em crise, com o colapso por vezes completo das estruturas do mercado e do Estado."

Coronavírus e o Colapso da Modernização - (Roswitha Scholz e Herbert Böttcher: Março de 2020) Deutsch Español Italiano Français

Tomasz Konicz

Tempo de curandeiros

Uma visão polémica dos esforços de adaptação da ideologia capitalista

em tempos de crise climática manifesta.

 

"A ideologia não se sobrepõe ao ser social como uma camada destacável, mas mora no ponto mais íntimo do ser social".

Adorno, Dialéctica Negativa

Perante a crise climática, a confiança da humanidade no capitalismo como o melhor de todos os mundos possíveis está a derreter-se ainda mais depressa do que os icebergues e os glaciares do Ártico. É "um resultado alarmante" o que revelou um inquérito global abrangente sobre a confiança na ordem económica capitalista, afirmou em Janeiro de 2020 uma porta-voz da "empresa de comunicação", Edelman. (1)

Tempo de curandeiros - (Tomasz Konicz; Abril de 2020) Deutsch

Convite ao sacrifício - (Tomasz Konicz; Abril de 2020) Deutsch

Claus Peter Ortlieb

O Ritmo do Absoluto

"Ao compasso do dinheiro", de Eske Bockelmann

Para nós, sujeitos modernos, divididos em "cabeça" e "estômago", quase nada parece pertencer tão claramente a este último, isto é, enraizado na nossa própria corporeidade, como o nosso sentido do ritmo. O que é rítmico e o que não é pode ser difícil de pôr em palavras de uma forma geralmente aceite, mas, no entanto, sabemos o que é assim que o ouvimos. Faz sentido considerar uma sensação tão elementar como natural, como parte do nosso equipamento biológico básico, e assim também acontece quando o sentido do ritmo está ligado ao batimento cardíaco ou ao ritmo do caminhar (de duas pernas). Mas não é assim. Como tantas coisas que o pensamento iluminista considera erroneamente como "universalmente humanas", ou mesmo fundadas na biologia, o nosso ritmo, nomeadamente o ritmo do compasso, é também historicamente específico. Ele apareceu pela primeira vez no início do século XVII, e somente na Europa Ocidental; ele não existiu em nenhum outro lugar antes da sociedade burguesa, pertence a ela e somente a ela."

O Ritmo do Absoluto "Ao compasso do dinheiro", de Eske Bockelmann - Claus Peter Ortlieb; Abril de 2004) Deutsch

Thomas Meyer

Entre a autodestruição e a ilusão de viabilidade tecnocrática

O transumanismo é a higiene racial actual

1. Introdução * 2. Sobre a produção de ideologia das ciências * 3. A mania da optimização transumanista: eugenia, aperfeiçoamento e perpetuação das fantasias do sujeito burguês * 4. O transumanismo como culto da morte da imanência total * 5. O transumanismo como espectáculo de masturbação narcisista * 6. Conclusão * Bibliografia

Entre a autodestruição e a ilusão de viabilidade tecnocrática - (Thomas Meyer; Janeiro de 2020) Deutsch

Claus Peter Ortlieb

Ilusão Matemática

Com o texto "Ilusão matemática", Claus Peter Ortlieb volta ao fundamental de uma crítica das ciências matemáticas da natureza. Sabe-se que, particularmente as ciências naturais, reivindicam para si uma objectividade que pretende nada ter a ver com os sujeitos investigadores, nem com o seu interesse social específico no conhecimento, nada ter a ver com a forma social; assume-se, por assim dizer, a "visão de lugar nenhum" (Elisabeth Pernkopf). Ortlieb opõe-se à ideia, amplamente generalizada nas ciências exactas, de que a realidade é, na sua essência, de natureza matemática, de que a matemática e as leis formuladas na sua linguagem seriam, portanto, uma qualidade natural, independente das pessoas e do seu olhar sobre o mundo. A análise exacta do procedimento matemático-científico real prova que esta ideia está errada. Trata-se de um fetichismo, que projecta a sua própria forma de conhecimento historicamente específica e os seus instrumentos no objecto do conhecimento, fazendo daqueles propriedade deste. A conexão com o fetichismo da mercadoria é óbvia, e também pode ser mostrado que o conhecimento matemático da natureza tem como seu pressuposto a dissociação do feminino. (Apresentação do texto na exit! n º 15, Abril de 2018).

Ilusão matemática - Claus Peter Ortlieb; exit! n º 15; Abril de 2018) (pdf) Deutsch

Objectividade Inconsciente

Aspectos da Crítica das Ciências Matemáticas da Natureza

Objectividade Inconsciente - (Claus Peter Ortlieb; 1998) Deutsch Español

 

Superação da Forma

Entrevista de Wilhelm Beermann

a Robert Kurz

"Acho que há aqui um mal-entendido. A crítica do capital não é automaticamente uma crítica da forma social, da própria forma da mercadoria. Esse é o problema central. Referir-se à forma da universalidade, no sentido em que se diz que há aqui uma autocontradição, isto é, que a forma da universalidade não é tão universal como diz – isso é um mal-entendido para mim. Pois a forma que está aqui em questão, a conotação que ressoa aqui, é naturalmente a universalidade de tudo o que tem o rosto humano, num sentido positivo. Mas se a virarmos e dissermos que esta universalidade, esta abstração da forma, é que é em si negativa, então também podemos identificá-la com a forma da mercadoria, sendo que todos estamos entretanto na forma da mercadoria, e também na subjectividade. E agora, na medida em que elas hoje se tornam assim, ou se tornaram reais, a negatividade dessa universalidade também emerge, e terá de ser criticada como tal. Assim, não mais em sua autocontradição, onde a universalidade ainda teria de ser redimida, mas na superação dessa universalidade abstracta em si e, portanto, na superação da liberdade e da igualdade, que como abstrações puras que são nada mais reflectem do que a liberdade e a igualdade da própria forma. Isso – penso eu – é uma diferença decisiva relativamente a Theunissen."

A Superação da Forma - (Entrevista de Wilhelm Beermann a Robert Kurz; Maio de 1992) Deutsch

Roswitha Scholz

O fim da pós-modernidade e a

ascensão de "novos" pseudo-realismos.

Objecções da crítica da dissociação e do valor ao novo realismo,

ao realismo especulativo e ao aceleracionismo

O artigo aborda as muito discutidas linhas de pensamento do novo realismo, do realismo especulativo e do aceleracionismo. Embora com isso regressem ao centro das atenções conceitos como verdade, realismo, materialismo e "coisa em si" (Kant), ao contrário do desconstrucionismo até recentemente dominante, no entanto, significativamente, ao mesmo tempo esses conceitos voltam a ser revogados, como se verá. A constituição fetichista da socialização patriarcal capitalista, que é o que importa agora, permanece excluída. Em vez disso, tais linhas de pensamento voltam a cair de maneiras diferentes no positivismo, na racionalidade, na ideia de progresso e/ou num irracionalismo, ou seja, em arquétipos do pensamento burguês-patriarcal, que se alimenta em grande parte da dissociação do feminino. Elas provam ser completamente incapazes de contribuir com qualquer coisa para transcender a catastrófica socialização patriarcal capitalista. Tais movimentos de pensamento são, portanto, mais uma fuga à realidade do que uma preocupação em transcendê-la (criticamente).(Apresentação do texto na exit! nº 15.

O fim da pós modernidade e a ascensão de "novos" pseudo-realismos. - (Roswitha Scholz; exit! n º 15; Abril de 2018) (pdf) Deutsch

Boaventura Antunes

AS DÉCADAS DA ANTÍGONA

"Quando a Antígona iniciou a actividade em Junho de 1979, com a publicação do livro Declaração de Guerra às Forças Armadas e Outros Aparelhos Repressivos do Estado, já se acumulavam os sinais do “fim de uma época”. A rebelião do movimento estudantil de 1968, contra o “mofo milenar” das instituições sociais repressivas, espalhara-se como fogo na pradaria all over the worl. Mesmo nesta ocidental praia lusitana, quando em 1974 as forças armadas entraram em greve contra o anacrónico colonialismo que já não ia além da Taprobana, mulheres e homens de todas as idades ensaiaram em conjunto novas formas de socialização, para lá dos aparelhos repressivos alienados. O infantil ícone do cravo na ponta da espingarda mostrou, mais do que pretendia, a irreversível erosão das instituições sociais, ao tentar desconstruí-las."

As Décadas da Antígona - (Boaventura Antunes; Abril de 2019) Français

A Guerra de Ordenamento Mundial

O Fim da Soberania e as Metamorfoses do Imperialismo na Era da Globalização

A GUERRA DE ORDENAMENTO MUNDIAL - Robert Kurz (pdf)

A GUERRA DE ORDENAMENTO MUNDIAL - Robert Kurz (epub)

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A crise do sistema mundial e o novo vazio conceptual - (Robert Kurz; Janeiro de 2003) Español

As Metamorfoses do Imperialismo - Capitulo 1. (Robert Kurz; Janeiro 2003) Español English

Os Fantasmas Reais da Crise Mundial - Capitulo 2. (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

O Médio Oriente e a Síndrome do Anti-Semitismo - Capitulo 4. (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

O Império e os Seus Teóricos - Capitulo 7. (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

Da guerra de ordenamento mundial Ao amoque nuclear? - Capitulo 11. (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

Roswitha Scholz à conversa com Kim Posster

Entrevista à Jungle World de 28.02.2019

Afirmou uma vez que sem luta nada se alcança como mulher. Como podem as mulheres lutar contra o patriarcado produtor de mercadorias, objecto da sua análise, e, nesse combate, quais poderiam ser as aliadas e companheiras de luta?

Penso que não existe a alavanca central na qual nos possamos apoiar. Acho no entanto que a greve das mulheres já é um sinal. Mesmo na vida quotidiana se depara com muito sexismo enquanto mulher. Também isso tem de ser debatido. Existem para tal diferentes níveis. O meu é o da reflexão teórica, mas estou um pouco receosa de que esse boom de movimento possa matar a reflexão sobre de onde toda a repressão realmente vem. No que diz respeito a companheiras de luta, eu acho que não se pode nomear nenhum sujeito ou grupo em particular, no sentido de “agora vamos orientar-nos por eles”. Temos simplesmente de nos juntar a todas as pessoas que ainda têm os parafusos no lugar.

Roswitha Scholz à conversa com Kim Posster - (Roswitha Scholz; Fevereiro de 2019) Deutsch

Boaventura Antunes

O FIM DA “SOCIEDADE DO TRABALHO” E O FIM DA SOCIEDADE DO DINHEIRO

(Introdução ao debate do livro de Yuval Noah Harari Sapiens: História Breve da Humanidade)

O fim da "sociedade do trabalho" e o Fim da sociedade do dinheiro - (Boaventura Antunes; Fevereiro de 2019)

Roswitha Scholz

El sexo del capitalismo

Teorías Feministas y Metamorfosis Posmoderna del Patriarcado

Introducción:

 Sobre el problema de la culturalización de lo social desde los años 80.

La teoría de Marx no juega un papel importante en el feminismo, al menos desde la caída del bloque oriental. Preguntas que dominaron la discusión hasta mediados de los años ochenta (por ejemplo: ¿Cómo puede la llamada "cuestión de género", la relación asimétrica de género, estar orgánicamente ligada a la concepción de Marx? ¿Cómo se puede desglosar la neutralidad de género de las categorías marxianas? ¿Cuáles son las indagaciones teóricas necesarias para este propósito?), hoy parecen sólo propias del pasado. En un momento en el que las grandes crisis sociales, económicas y ecológicas sacuden literalmente al mundo, en el que innumerables guerras civiles se desatan en todo el planeta, en el que la situación de penuria social se agudiza cada vez más, en el que se hicieron ostensibles los etnofundamentalismos y nacionalismos, en el que la destrucción de las bases naturales guiada por la lógica de los costes de las empresas progresa y en el que se cierne la amenaza constante de crash financiero, las denominadas "grandes teorías", que podrían esclarecer conceptualmente la situación de la crisis mundial, han caído en descrédito."

O Sexo do Capitalismo. Segunda edição - (Roswitha Scholz; Junho de 2011) Deutsch Español

O Sexo do Capitalismo [Excertos] - (Roswitha Scholz; Janeiro de 2000) Deutsch Español

Robert Kurz

Gris es el árbol dorado de la vida,

verde es la teoría

El problema de la praxis como un tema recurrente de una crítica truncada del capitalismo y la historia de la izquierda

Cinzenta é a Arvore Dourada da Vida e Verde é a Teoria - (Robert Kurz; EXIT! nº 4 Junho de 2007) Deutsch Español English

Ler Marx!

Marx lesen

Os textos mais importantes de Marx para o século XXI

Editados e comentados por Robert Kurz

Tradução de Boaventura Antunes

"Marx Lesen", Frakfurt am Main: Eichborn, 2001. ISBN 3-8218-1644-9.

Ler Marx! Os textos mais importantes de karl Marx para o século XXI. Editados e comentados por Robert Kurz (pdf)  - (Robert Kurz; 2001) Deutsch

ÍNDICE Deutsch Español

Roswitha Scholz

As Metamorfoses do Yuppie Teutónico

Prefácio à nova publicação

O texto "As Metamorfoses do Yuppie Teutónico", de 1995, é publicado novamente na homepage da exit!, na rubrica "Aktuelles", dado que hoje, às vezes, mesmo nas discussões no contexto da exit!, parece como se a viragem à direita dos últimos anos tivesse caído do céu de repente. Este texto mostra que já antes eram previsíveis alguns desenvolvimentos que agora atingem o ponto culminante – alimentados pelo crash de 2007/8 e pela dinâmica da crise social mundial, que necessariamente trazem consigo movimentos massivos de refugiados – e significam um novo nível de barbárie e decadência pós-modernas. Tendo a primeira publicação, em meados dos anos 90, sido recebida com forte desagrado na redacção da Krisis de então e no respectivo meio, entretanto há anos que o "anti-semitismo estrutural", no contexto dos processos de globalização, constitui um componente estável da Krisis residual. É claro que o conflito de então nem sequer é mencionado.

O artigo sobre o "Yuppie Teutónico" baseia-se, entre outras, em análises anteriores de Jürgen Elsässer, que entretanto se converteu à direita, à moda da frente transversal, como outros (antigos) esquerdistas. Suas considerações do início dos anos 90, em muitos aspectos plenamente acertadas, confirmam-se hoje nele mesmo: ele tornou-se aquilo para que então insistentemente alertara.

As tarefas da crítica da dissociação-valor então formuladas não foram entretanto concluídas, mas continuaram a ser desenvolvidas a traços largos, justamente no que define a relação de mediação entre "raça"/anti-semitismo, classe e género (por exemplo, Scholz, “Diferenças da crise – crise das diferenças”, 2005), sendo que também foi evidenciada a central estrutura de exclusão no que respeita ao anticiganismo, amplamente negligenciado na esquerda (designadamente, Scholz, “Homo sacer e os ciganos”, 2007).

Roswitha Scholz pela Redacção da exit!, Novembro de 2018

 

As metamorfoses do Yuppie Teutónico - (Roswitha Scholz; Maio de 1995) Deutsch

Robert Kurz

A MULHER COMO CADELA DO HOMEM

O cinismo de Mandeville só é ultrapassado pelo do famoso Marquês de Sade (1740-1814), que justamente goza da duvidosa honra de ter o nome associado ao prazer de torturar, que é o sadismo. Na sequência directa de Hobbes e num tom ainda mais duro, Sade também caracterizou, em frases tão secas como claras, a forma de mónada do homem capitalista, logo no início desta ordem social, até hoje a mais monstruosa. “Não nascemos todos isolados? Digo mais: todos inimigos uns dos outros, num estado de guerra perpétuo e recíproco?” (Sade, 2013, p. 87) E, tal como Mandeville, Sade expressou as convicções fundamentais do liberalismo capitalista, sempre apenas insuficientemente veladas, com uma franqueza que, mesmo nas posteriores ideologias racistas, só parcialmente conseguiu ressurgir..."

A mulher como cadela do homem - (Robert Kurz; Maio 1999) Deutsch Livros

Robert Kurz

O FIM DA ECONOMIA NACIONAL

"Que o capitalismo especulativo de simulação se encontrava em rápido processo de decomposição e dissolução categorial em fins do século XX já está claro em muitos aspectos. Não somente o contexto social se dissolve em uma atomização social jamais vista, e não apenas partes inteiras do mundo experimentam uma queda civilizatória em grandes colapsos econômicos; também a nação burguesa, uma categoria essencial da socialização capitalista, cambaleia. Se a nação foi inventada somente no curso da história da modernização capitalista, então, no fim dessa história, ela explodiu em seu próprio interior – a economia fora de controle do capitalismo de crise, que faz explodir a “bela máquina”, destrói seu próprio sistema de referência também nesse aspecto."

O fim da economia nacional - (Robert Kurz; Maio 1999) Deutsch Livros

Thomas Meyer

Nota prévia a "A crise do valor de troca", de Robert Kurz

"Apresenta-se aqui expressamente de novo um texto fundamental da crítica do valor, "A crise do valor de troca", escrito por Robert Kurz há já 32 anos. Este texto foi o ponto de partida para posteriores textos e livros sobre a teoria da crise, em que as ideias deste texto continuaram a ser desenvolvidas ou foram mais explicadas, não em último lugar tendo por fundo uma crítica da crítica androcêntrica do valor, formulada por Roswitha Scholz no seu texto "O valor é o homem" (1) e em vários outros. Note-se que este texto fundamental da teoria da crise não é mencionado em lado nenhum por Trenkle e Lohoff no seu livro "A grande desvalorização" (2), sendo que "O colapso da modernização" (3), também de Robert Kurz, é mencionado apenas de passagem, numa nota de pé de página. É uma desonestidade sugerir que a teoria da crise teria saído mais ou menos da cabeça deles (citando aí os dois autores para o efeito também Postone e Konicz)..."

Nota prévia a "A crise do valor de troca", de Robert Kurz - (Thomas Meyer; Novembro de 2018) Deutsch Italiano

Thomas Meyer

Big Data e o novo mundo inteligente como estádio supremo do positivismo

1. Introdução: A mediação da teoria e da empiria como totalidade concreta * 2. Algumas ideias críticas sobre o uso da matemática nas ciências (sociais) * 3. A física social de Alex Pentland * . 4. Matemática aplicada como meio de repressão * 5. A Internet das Coisas e a idiotice do indivíduo abstracto * 6. Excurso: Sobre o problema da ética ou moral na crítica social * 7. Big Data e o "Fim da Teoria"

Big Data e o novo mundo inteligente como estádio supremo do positivismo - (Thomas Meyer; EXIT! nº 15 Abril de 2018) Deutsch

Robert Kurz

ESPLENDOR E MISÉRIA DO ANTI-AUTORITARISMO

Tópicos para a história ideal e real da “Nova Esquerda” 

 

Esplendor e miséria do anti-autoritarismo - Robert Kurz; Dezembro de 1988) Deutsch

Robert Kurz

A Honra Perdida do Trabalho

Antigona

A Honra Perdida do Trabalho

O socialismo dos produtores como impossibilidade lógica

A honra perdida do trabalho - (Robert Kurz; Krisis nº10 Janeiro de 1991) Deutsch English Español 

DISSOCIAÇÃO-VALOR, GÉNERO E CRISE DO CAPITALISMO

CLARA NAVARRO RUIZ ENTREVISTA ROSWITHA SCHOLZ

 

Dissociação-valor, Género e Crise do capitalismo Clara Navarro Ruiz entrevista Roswitha Scholz; Dezembro 2017) Deutsch

Robert Kurz

MARX 2000. LA IMPORTANCIA DE UNA TEORÍA DADA POR MUERTA PARA EL SIGLO XXI

(não traduzido em Português) Deutsch English Español

Thomas Meyer

Crimes económicos e outras bagatelas" Breve comentário ao novo livro de Gerd Bedszent

 "Crimes económicos e outras bagatelas" - Breve comentário ao novo livro de Gerd Bedszent - (Thomas Meyer: Novembro de 2017) Deutsch

Robert Kurz

DISSIDÊNCIA PREGUIÇOSA

As características da síndrome de oposição destrutiva na teoria crítica *

O texto inédito de Robert Kurz "Dissidência preguiçosa. As características da síndrome de oposição destrutiva na teoria crítica" baseia-se em muitos anos de experiência justamente com uma “oposição destrutiva” em contextos teóricos de esquerda. Trata-se no essencial do seguinte: "Cada posição da teoria social crítica contém necessariamente contradições internas não resolvidas e questões em aberto, é inacabada e marcada na sua formulação pela individualidade nem sempre nobre dos seus autores. Nenhum corpus de publicações teóricas pode, portanto, ser subscrito integralmente por todos e todas neste contexto comum até ao último detalhe, por assim dizer com o próprio sangue ... A dissidência pode ser bastante proveitosa, quando ocorre como mudança de via histórica, no local intelectual do fim de uma época." Como exemplo ele cita a constituição da antiga crítica do valor ou a crítica da dissociação-valor. Neste caso, no entanto, corre-se o risco de uma forma de dissidência que é tudo menos apontada para a frente: "Teria de se falar, nesse sentido, de uma dissidência regressiva, que geralmente também pode ser designada como dissidência preguiçosa; aludindo, com certeza, ao conceito hegeliano de 'existência preguiçosa'. Trata-se aqui, nomeadamente, não apenas de um papel regressivo no interior de uma transformação teórica, mas mesmo de um impulso de auto-afirmação abstracta destrutiva, ou de uma oposição vazia ... especialmente hoje, em tempos pós-modernos, cujas criaturas se assustam perante qualquer definição, quando parecem ter aderido a um grupo teórico ou político." Vemos repetidamente que temáticas amplamente trabalhadas, como, por exemplo, uma referência crítica ao iluminismo, a rejeição de um entendimento de práxis problematicamente imediato e de uma referência filosófica existencial a "a vida" (ver acima), a definição da relação de dissociação sexual como relação equiparada ao valor para a determinação da forma social, etc., são questionadas no meio mais próximo da EXIT!, sendo proferidos de novo contra elas argumentos mais que velhos, como se fossem algo "completamente novo". Isto é cansativo e não leva longe, tanto mais que existem alguns textos em que essas posições já foram longa e amplamente discutidas e criticadas. Neste contexto, Kurz critica também uma divagação transversal (e/ou queer) pós-moderna, que propaga um pluralismo de opiniões abstracto, sem referência ao conteúdo. “Os misturadores de teorias e mediadores de teorias procedem como se o conflito não residisse na coisa em si, mas apenas na unilateralidade do pensamento dos protagonistas; até que os amistosos pensadores queer mostrem o meio-termo dourado, que, infelizmente, sempre leva apenas à desrealização pós-moderna da coisa em si". (Apresentação do texto na EXIT! nº 14)

Diferença, dissenso e dissidência * Pensar por si engorda * Liberdade de crítica * Kannitverstan [não entendo] * Incómodo é agradável * Presente e contra * Heroicamente contra as proibições de pensar * Pensar transversal (e/ou queer) liberta

 

Dissidência preguiçosa - (Robert Kurz; EXIT! nº 14 Maio 2017) Deutsch

Roswitha Scholz

CRÍTICA DA DISSOCIAÇÃO-VALOR E TEORIA CRÍTICA

l.

Donde surge a crítica da dissociação-valor? Em que medida o seu ponto de partida é a teoria crítica? Fui socializada no tempo dos chamados novos movimentos sociais, tendo o movimento das mulheres sido para mim o ponto de referência central. O que se passou então, a meu ver, foi como Silvia Bovenschen descreveu uma vez o ambiente nos primeiros tempos do movimento das mulheres: "Acordámos e o mundo estava diferente". No entanto, logo me chocou o que na teoria crítica se chama "falsa imediatidade". Natureza/ecologia, a questão da mulher, etc. eram agora separadas da intenção original de crítica do capitalismo. Um best-seller na década de 1980 chamava-se Technik und Herrschaft [Tecnologia e dominação], o problema da dominação era agora deslocado para a tecnologia e a mãe natureza tornou-se o verdadeiro ponto de referência do feminismo para partes do movimento das mulheres. Neste contexto, na primeira metade da década de 1980 deparei-me com a Dialéctica do iluminismo, que me pareceu oferecer um ponto de partida para a "questão primordial" do feminismo desde 1968: Como juntar Marx e feminismo, mais a questão ecológica e outras com a repressão da natureza interior? Ao mesmo tempo, entrei então em contacto com os começos de um marxismo crítico do valor, que já em meados dos anos de 1980 tinha feito prognósticos precisos (não profecias) sobre a desintegração do capitalismo nas décadas seguintes, os quais em grande medida foram entretanto confirmados empiricamente.

Crítica da dissociação-valor e teoria crítica - (Roswitha Scholz; EXIT! nº 14 Maio 2017) Deutsch Italiano

 

Robert Kurz

A frieza para com o próprio eu

e a pulsão de morte do sujeito sem fronteiras

A frieza para com o próprio eu e a pulsão de morte do sujeito sem fronteiras - (Robert Kurz; EXIT! nº 14 Maio 2017) Deutsch

 

Leni Wissen

A matriz psicossocial do sujeito burguês na crise

Uma leitura da psicanálise de Freud do ponto de vista da crítica da dissociação-valor

"Um olhar sobre a imposição e desenvolvimento da sociedade patriarcal capitalista deixa claro que a história interna do capitalismo é perpassada por crises. Socialização capitalista e crises não podem ser pensadas em separado. Mas desde a década de 1970 apresenta-se-nos um processo de crise que aponta para a questão de um "limite interno absoluto do capital" (Kurz 2007, 1ª ed. 2006, 280). Já Karl Marx tinha apontado a possibilidade de um limite interno do capital; a teoria da crise da crítica da dissociação-valor vê esse 'limite interno absoluto da socialização do valor' tornar-se historicamente actual com o aumento dos processos de crise no contexto da terceira revolução industrial: pois, por meio da revolução microeletrónica, é tornado supérfluo mais trabalho no conjunto da sociedade do que pode ser compensado com a expansão dos mercados etc. Este contexto tem sido muitas vezes apontado por parte da crítica da dissociação-valor."

 

A matriz psicossocial do sujeito burguês na crise: Uma leitura da psicanálise de Freud do ponto de vista da crítica da dissociação-valor - (Leni Wissen; EXIT! nº 14 Maio 2017) Deutsch

Roswitha Scholz

A MÁSCARA DA MORTE VERMELHA

Capitalismo de casino, movimento feminista e desconstrução

Nota Prévia * Juventude, capitalismo de casino e “(des)construção” * A estetização da oposição radical * (Mulheres) em movimento à moda antiga após o colapso do bloco de Leste * Baile de máscaras dos sexos e alienação * Desconstrução e (etno)fundamentalismo * Após a desconstrução… * Bibliografia * Notas

A máscara da morte vermelha - (Roswitha Scholz; Krisis nº 15 1995) Deutsch

Robert Kurz

VENDEDORES DE ALMAS

 

Como a crítica da sociedade das mercadorias se torna ela própria uma mercadoria

  

Sumário:

Empresário independente pós-moderno e empresa de crítica de esquerda / Crítica do valor como oferta de mercadorias / O vendedor de bugigangas “de crítica do valor” / Uso múltiplo / O conta-assinantes / Bonzinhos descarados / Auto-promotores mostrando a fraqueza humana / Também eu estou entre as celebridades no panteão / O design é a mensagem / Política de slogans e terapia ocupacional para a clientela / Lirismo da preocupação como literatura de edificação / Para a metafísica de uma compreensibilidade comum / A síntese do encadernador / O princípio do Karaoke / “Apropriação” como mania de originalidade e validade aparentemente autónomas / O clique dos idiotas / O pequeno burguês “crítico do valor” como obra de arte total

Vendedores de almas - (Robert Kurz; Abril de 2010) Deutsch

2.ª edição de MANIFESTO CONTRA O TRABALHO

Manifesto Contra o Trabalho | Grupo Krisis | Antígona

2.ª edição de Manifesto Contra o Trabalho - (Antigona; Abril de 2017

TRABALHO E CAPITAL SÃO AS DUAS FACES DA MESMA MOEDA

"A esquerda política sempre adorou o trabalho com particular fervor. Não só elevou o trabalho ao estatuto de essência do Homem, como produziu a mistificação de transformá-lo num princípio pretensamente oposto ao capital. Na sua perspectiva, o escândalo não é o trabalho, mas sim a exploração do trabalho pelo capital. Por isso, o programa de todos os «partidos dos trabalhadores» sempre foi somente «libertar o trabalho», mas não libertar do trabalho. Ora, o antagonismo social entre capital e trabalho é uma mera contradição de interesses distintos no interior da finalidade autotélica do capitalismo (embora o poder de cada uma das partes seja muito diferente). A luta de classes era a forma de expressão desses interesses antagónicos no terreno social comum do sistema de produção de mercadorias. Fazia parte da dinâmica interna da valorização do capital. Quer a luta fosse por salários, por direitos, por condições de trabalho, ou por postos de trabalho, o seu pressuposto cego continuava sempre a ser a engrenagem dominante com os seus princípios irracionais."

Edição Portuguesa Deutsch Español English

Roswitha Scholz 

O ódio às mulheres está novamente a aumentar

O ódio às mulheres está novamente a aumentar - (Roswitha Scholz; Março de 2017 Deutsch

Roswitha Scholz 

El Patriarcado Productor de Mercancías.

Tesis Sobre Capitalismo y Relaciones de Género

El Patriarcado Productor de Mercancías. Tesis Sobre Capitalismo y Relaciones de Género (pdf) - Roswitha Scholz; Agosto 2013 Deutsch

Robert Kurz

IMPERIALISMO DE EXCLUSÃO E ESTADO DE EXCEPÇÃO

Uma vez que a crise fundamental se tem agudizado cada vez mais, em crashes financeiros, bancarrotas nacionais, conflitos armados, movimentos de refugiados, fome e miséria e não só, vamos publicar de novo nesta edição certas partes do livro esgotado Weltordnungskrieg [A guerra de ordenamento mundial] de ROBERT KURZ. Dada a miséria dos refugiados, no contexto de um ser supérfluo generalizado no decurso do tornar-se obsoleto do trabalho abstrato, a que corresponde o terror da exclusão e uma expansão global cada vez mais visível do estado de excepção, queremos combater também uma (nova) ausência de ideias, que se exprime bem, na sua forma mais aberta, mais brutal e mais imediata, na construção de muros e em actos de violência racista, mas pode assumir formas muito mais subtis e mais hipócritas (por exemplo, na restrição do direito de asilo) e exprimir-se numa suspeita e demasiado "amigável" cultura de boas-vindas. É preciso mostrar aqui que o estado de excepção tem uma longa história, que é mesmo decididamente constitutivo para o capitalismo desde o seu surgimento, e que é necessária uma crítica radical e categorial para abolir as respectivas estruturas. Neste sentido, selecionámos do livro de Kurz capítulos e passagens que têm por temas "imperialismo de exclusão" e "estado de excepção". Já está em andamento uma reedição do livro. (Apresentação do texto no editorial da revista EXIT! nº 13)

Imperialismo de exclusão e estado de excepção - (Robert Kurz; Exit! nº 13 Janeiro de 2016) (pdf) Deutsch Italiano

SEMINÁRIO LER MARX

LER MARX! TESES PARA UM SEMINÁRIO

Seminário ler Marx - (Roswitha Scholz; Setembro de 2016) Deutsch Italiano

Roswitha Scholz

CRISTÓVÃO COLOMBO FOREVER?

Para a crítica das actuais teorias da colonização no contexto do "Colapso da modernização"

ROSWITHA SCHOLZ neste artigo discute as recentes teorias da colonização no contexto do "Colapso da modernização". Tais teorias ganharam ímpeto no debate da esquerda, pelo menos desde o crash de 2007/2008. Segundo Klaus Dörre, o pressuposto básico, apesar de todas as diferenças em cada abordagem, é que o capitalismo precisa de um exterior para continuar a existir. Frequentemente pressupõe-se uma "acumulação primitiva" sucessivamente repetida. Esta não é considerada limitada aos primórdios do capitalismo, mas é declarada a lei central eterna do capitalismo. Scholz, neste ensaio, contrapõe ao teorema da colonização e correspondentes hipóteses de uma permanente "acumulação primitiva" a dinâmica essencial do capital como “contradição em processo". Para evidenciar as diferenças relativamente à crítica da dissociação-valor, Scholz foca-se nas concepções de colonização de Klaus Dörre e Silvia Federici, proeminentes na Alemanha e não só, sendo que se pode atribuir Dörre uma orientação mais sindical e a Silvia Federici uma orientação mais operaista-feminista. Neste contexto, o artigo prossegue ainda com a dimensão negligenciada por Dörre e Federici das guerras civis mundiais hoje. Mas Scholz também mostra que não é suficiente colocar no centro a "contradição em processo", pelo contrário, a dissociação-valor tem de ser ser entendida como contexto dinâmico de base. Para, entre outras coisas, fazer justiça às diferentes disparidades sociais (económicas, racistas, anti-semitas, etc.) com as suas qualidades próprias, ela tem em conta a dialéctica negativa de Adorno, que naturalmente está em conformidade com a lógica do não idêntico da crítica da dissociação-valor. (Resumo na Revista EXIT! nº 13)

Cristóvão Colombo Forever? - (Roswitha Scholz: EXIT! nº13 Janeiro 2016) Deutsch Italiano

EM MEMÓRIA DE UDO WINKEL

(1937-2015)

"Conheci Udo na Primavera de 1984. Um seminário sobre a Escola de Frankfurt no meu curso exigia alguns conhecimentos básicos sobre Marx e O Capital e assim me inscrevi num curso introdutório da “Initiative marxistische Kritik”. Aí encontrei então Udo, entre outros, que insistiam na teoria de Marx, procurando uma nova orientação contra o espírito do tempo, o qual visava sobretudo criticamente a técnica e as forças produtivas e colocava em primeiro plano a política na primeira pessoa, a preocupação. Udo era um antigo soixante-huitard que tinha fundado a SDS (1) na Universidade de Erlangen-Nuremberga com Robert Kurz e outros. No entanto não foi este o ponto de partida da sua carreira político-teórica."

Em memória de Udo Winkel - (Roswitha Scholz: EXIT! nº13 Janeiro 2016) Deutsch

Robert Kurz

O CLÍMAX DO CAPITALISMO

Breve esboço da dinâmica histórica da crise

O Clímax do capitalismo - (Robert Kurz; Janeiro de 2012) Deutsch Italiano

Roswitha Scholz

O REGRESSO DO JORGE

Notas sobre a "cristianização" do espírito do tempo pós-moderno

e sua viragem para o decisionismo autoritário

"Paulo declara na Epístola aos Romanos que só devido à proibição do desejo tinha tido a ideia de desejar, tendo assim já prevaricado contra a lei do ‘não desejarás’, tornando-se pecador e dando deste modo à lei a possibilidade de se legitimar. O objectivo da lei consistiria então única e exclusivamente em justificar a sua própria dominação (!) e em assegurar as relações vigentes. Por isso mesmo, ela também poderia ser abolida por completo. Tirando esta última consequência, a acepção pauliana da lei corresponde à definição de Carl Schmitt, segundo a qual o soberano é aquele que decide sobre o estado de excepção" (Akrap, 2005).

É neste contexto que Badiou reclama agora um "novo Lenine", do qual, a seu ver, o apóstolo Paulo representa um protótipo. Acresce, diz ele, que o "gesto pauliano" deixa antever a perspectiva de Che Guevara, nomeadamente a "de que um outro mundo é possível". Do mesmo modo, também Slavoy Zizek intitula o seu novo livro "A revolução vem aí". Akrap comenta o feito: "Também poderia ter-lhe chamado ‘O modelo Paulo com barbicha à Lenine’" (Akrap, 2005). A este propósito também são de algum interesse os comentários de Anke Deuber-Mankowsky à ideia de Agamben de "Homo sacer": "Schmittiana é (…) também a interpretação da coincidência do interior com o exterior, como irrupção da catástrofe, que segundo Schmitt equivale à catástrofe da vinda do Anticristo (!). Assim, segundo Agamben, a catástrofe da Modernidade é a consequência da anulação da diferença entre a existência política (bios) e a vida nua (zoe) pelo facto de a vida nua – em vez de se distinguir da dimensão política – se tornar o fundamento da dimensão política no campo" (Deuber-Mankowsky, 2001, p. 107)."

O Regresso do Jorge - (Roswitha Scholz; EXIT! nº3 Janeiro 2006) Deutsch

Roswitha Scholz

MAIO CHEGOU

O padrão de digestão ideológica da crise nos contextos da crítica do valor

Da mesma forma que a crise dissolve a capacidade de reprodução da "classe média", que até agora se considerava em segurança, também a esquerda é tomada pelos padrões de elaboração ideológica que, pelos vistos, a ela estão ligados forçosamente. Roswitha Scholz demonstra neste texto que a "crítica do valor" surgida ao longo destes anos também disso não está a salvo. Os conceitos fundamentais da crítica do valor tiveram que ser implementados na esquerda, a custo, só no princípio dos anos noventa, por isso é que hoje se põe o problema da sua banalização, não só por uma recepção superficial nas diversas "cenas" da esquerda, como também pelas próprias tendências regressivas numa parte do anterior círculo da crítica do valor. Neste cenário, representado não apenas pelo resto da "Krisis", recorre-se agora à "preocupação" e a um "quotidiano" amplamente acrítico, bem como a uma ligação populista de esquerda com um mais vasto público do movimento. Há, no entanto, um perigo de recuperação por parte da direita e de posições conservadoras, se porventura, em caso de agravamento da crise, for esquecida a constituição da subjectividade da concorrência patriarcal-burguesa. Como fundamento desta crítica ideológica a uma versão banalizada da própria teoria crítica do valor designa Scholz o pano de fundo social comum de todas as tendências correspondentes: nomeadamente, "a transformação dos homens em donas-de-casa" (Claudia von Werlhof), incluindo nos círculos teóricos de esquerda, no domínio dos média etc., e "a queda da classe média" (Barbara Ehrenreich). Uma "crítica de trabalho" reducionista, bem como um conceito androcêntrico reduzido da "realidade social" têm que dar o mote da crítica do valor na colectânea "Dead Men Working"; racismo, anti-semitismo e sexismo são outra vez degradados a contradições secundárias com novas vestes, em vez de serem compreendidos no seu entretecimento com as disparidades económicas, a relação entre sexos e a construção da "raça", como faz a crítica da dissociação-valor. (Resumo na Revista EXIT! nº 2)

Maio chegou - (Roswitha Scholz; Exit! nº2 Março de 2005 Deutsch

Robert Kurz

INTERESSES LOUCOS

As metamorfoses do imperialismo e a crise das interpretações 

Interesses loucos - (Robert Kurz; Abril de 2001) Deutsch

Homo Sacer e os ciganos: uma resenha de Larissa Costa Murad

Homo Sacer e os ciganos: uma resenha de Larissa Costa Murad - (Julho 2015)

Roswitha Scholz

Homo Sacer e Os Ciganos

O Anticiganismo – Reflexões sobre uma variante essencial e por isso esquecida do racismo moderno

Homo Sacer e os Ciganos

ANTÍGONA

«Nas relações patriarcais capitalistas, a dissociação-valor é o princípio fundamental de socialização, e não apenas o “valor”. A dissociação é um pressuposto para a formação do trabalho abstracto, tanto como este, inversamente, é também seu pressuposto. Existe uma relação dialéctica entre ambos, que se foi transformando no decurso de um processo histórico. Na Modernidade “a mulher” é considerada um “ser natural domesticado”. Pelo contrário, enquanto banido o cigano é livre como um pássaro (vogelfrei); encontra-se no exterior do mundo do trabalho e da lei, e precisamente nesta exclusão ele está dialecticamente incluído na forma jurídica, como homo sacer par excellence – sem dúvida de uma forma diferente da concepção burguesa da relação entre os sexos. Se a dissociação-valor como princípio fundamental se manifesta, por exemplo, no facto de se imaginar a cigana como prostituta, vagabunda e (não em último lugar) ladra, representando o pólo oposto à dona de casa virtuosa e mãe da Modernidade, esta circunstância prende-se com a existência como homo sacer, que representa a “lei” autêntica e fundamental da socialização da dissociação-valor na forma da ausência da lei. Importante é também que a forma feminina, portanto a imagem da cigana, não por acaso representa o cigano enquanto tal, circunstância que deve lembrar que as modernas ideias sobre os papéis dos sexos também contribuíram para a constituição das relações ciganas aparentemente autóctones.»

Homo Sacer e "Os Ciganos"  - (Roswitha Scholz; Exit! nº4 Junho de 2007 Deutsch

Robert Kurz

WOLPERTINGER NO PARQUE JURÁSSICO

A regressão imparável dos círculos da esquerda radical alemã  

"Os fantasmas que andam por aí não são originais, mas dinossauros bonzai, resquícios de um passado glorioso que não chegam aos calcanhares do objecto da sua idolatria. É que Lenine e os verdadeiros coriféus do passado foram, no seu tempo, tudo menos papagaios dos esplendores passados de movimentos e revoluções mas, sim, revolucionários da teoria. E hoje, o que está na ordem do dia, é a revolução da crítica do valor, e não a nostalgia teórica."

Wolpertinger no Parque Jurássico - (Robert Kurz; Dezembro de 2003) Deutsch

Roswitha Scholz

Self-Service Canibalesco

Na homepage da revista Streifzüge foi reproduzida a 29 de Abril de 2015 uma homenagem a Robert Kurz publicada antes em Nachdenkseiten, com o título Das Nirwana des Geldes. Zum Gedenken an Robert Kurz [O nirvana do dinheiro. Em memória de Robert Kurz], de Götz Eisenberg. Há aqui uma usurpação fraudulenta de Robert Kurz, como que um self-service canibalesco. Robert Kurz, desde a cisão da Krisis em 2004 até à sua morte em 2012, nunca se cansou de atacar uma crítica do valor redutora que, escaqueirada e com carga vitalista, se esforça por obter um "impacto alargado", de maneira populista. Sobretudo no texto Seelenverkäufer. Wie die Kritik der Warengesellschaft selbst zur Ware wird [Vendedores de almas. Como a crítica da sociedade das mercadorias se torna ela própria uma mercadoria], ele submeteu a uma severa crítica o auto-entendimento e a orientação pluralista da Streifzüge, como exemplo do “movimento interno da contradição de forma e conteúdo da crítica categorial”.

Esta crítica é silenciosamente ignorada pela Streifzüge e sugere-se que Robert Kurz tenha sido sempre um dos "seus". Isso decorre também da ideia de Robert Kurz dada após o texto, ao apresentá-lo como "co-editor  da revista Krisis e membro do grupo com o mesmo nome até este se partir em conflitos internos". Nem uma palavra da Streifzüge sobre o facto de esses "conflitos internos" terem por conteúdo não em último lugar uma popularização problemática e de isso ter levado à criação da revista teórica EXIT!. Para se ter uma ideia da relação entre Robert Kurz, que de facto já não se pode defender, e a Streifzüge, e para prevenir a doença de Alzheimer, mais uma vez se remete vivamente para o texto Seelenverkäufer [Vendedores de almas] de 2010, bem como para toda a rubrica Zur Kritik der verkürzten Wertkritik [Para a crítica da crítica do valor redutora] (1) na homepage da EXIT!, onde também outros autores e autoras apresentam contribuições sobre este tema.

Roswitha Scholz pela Redacção da EXIT!

(1) Dos 12 textos da rubrica estão traduzidos para português dois: DEAD MEN WRITING. Instruções de uso: como transformar a crítica emancipatória num objecto especulativo ao serviço da reprodução pessoal dum bando da intelligentsia lumpen e O DESVALOR DO DESCONHECIMENTO. “Crítica do valor” truncada como ideologia de legitimação de uma nova pequena-burguesia digital (Nt. Trad.)

Self-Service canibalesco - (Roswitha Scholz: Maio 2015) Deutsch Italiano

Boaventura Antunes

Intervenção no XVIII Congresso do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, Lisboa 9-10 Outubro 2015

Intervenção no XVIII Congresso do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, Lisboa - (Boaventura Antunes; Outubro de 2015)

DINHEIRO

Da crítica social à crítica categorial

Dinheiro: Da crítica social à crítica categorial - (Boaventura Antunes; Setembro de 2015)

Robert Kurz

Dinheiro sem valor

Linhas gerais para a transformação da crítica da economia política

Dinheiro sem Valor

ANTÍGONA

"A lavandaria automática do capital também parece ter deixado de funcionar. Na realidade, os guardiões institucionais do graal do capitalismo estão a adiar o choque da desvalorização mais que devido, com recurso a métodos cada vez mais aventurosos, porque, no mínimo, intuem que com ele todo o sistema mundial entraria em colapso e, no sentido da economia do capital, apenas restaria terra queimada. Nesta medida, as elites, dispostas a qualquer crime a que uma situação de emergência obrigue, ainda dão provas de uma maior consciência da realidade do que os marxistas residuais e os pós-marxistas – e, mais que todos, Michael Heinrich. Paradoxalmente, ele está aqui em conformidade com, nem mais nem menos, os ideólogos neoliberais hardcore cegos à realidade que, relativamente ao “ajustamento”, se deixam levar pela mesma ilusão e, por isso, exigem que as medidas de resgate sejam abandonadas para que a “natureza” possa finalmente seguir o seu curso. Por outras palavras: a sua tese do “ajustamento” [Bereinigung] revela ser ideologia tão pura e dura como a tese ultraliberal do “ajustamento”

Dinheiro sem valor (Prefácio e Índice) - (Robert Kurz; Maio de 2012) Deutsch

Cap. 20 - O sacrifício e o regresso perverso do arcaico (Dinheiro sem valor) - (Robert Kurz: Maio de 2012) Deutsch

Roswitha Scholz

A IMPORTÂNCIA DE ADORNO PARA O FEMINISMO HOJE

Retrospectiva e perspectiva de uma recepção contraditória

Neste artigo Roswitha Scholz mostra que na teoria feminista se manteve a capacidade de chegar a uma crítica da forma do patriarcado capitalista até à segunda metade da década de oitenta. Em vez disso passou-se para padrões de pensamento formais e sociologistas. Scholz esclarece aqui a importância de Adorno para a crítica da dissociação-valor, ainda que ele parta apenas da troca e não do valor (mais-valia) como princípio social fundamental, e muito menos eleve a relação hierárquica de género na configuração da dissociação-valor à posição de conceptualidade basilar da sociedade, tratando-a de modo meramente descritivo e como tal a criticando. Scholz também assume de Adorno para a crítica da dissociação-valor a rejeição de um pensamento restringido à lógica da identidade, o que significa além do mais que esta crítica tem de ter em conta as diferentes disparidades sociais. Enquanto isto pertence ao cerne da crítica da dissociação-valor, a partir das contradições da lógica da troca ou do valor só se consegue obter uma crítica da lógica da identidade quando muito à força. Assim, a crítica da dissociação-valor impulsiona para lá de si mesmo não só a Adorno, mas também a ela própria. Ela tem de pôr-se a si mesma em questão para fazer jus à sua essência íntima. Assim se põe em causa o iluminismo. Embora também a crítica da dissociação-valor em certo sentido assente ela própria no iluminismo, ela não exclui uma crítica radical do mesmo. Na crítica da dissociação-valor decide-se designadamente ir ao mesmo tempo radicalmente para lá do pensamento iluminista, mesmo até para lá da dialéctica negativa de Adorno, para manter em aberto a possibilidade – em primeiro lugar de modo apenas conceptual e abstracto – de futuras formas de pensar e de viver não capitalistas nem patriarcais. (Resumo na Revista EXIT! nº 10)

A importância de Adorno para o feminismo hoje - (Roswitha Scholz: EXIT! nº 10 Dezembro 2012) Deutsch

Robert Kurz

A LUTA PELA VERDADE

Notas sobre o mandamento pós-moderno de relativismo na teoria crítica da sociedade

Um fragmento

Conflitos sobre a verdade * Da teorização da política à politização da teoria * (Da politização do privado à privatização do político) * Na ordem do dia estão a táctica, a estratégia, o mimetismo, a camuflagem * O dogma "anti-dogmático" da pós-modernidade * O apertar do parafuso * O lugar na história como campo de batalha das ideias * Linguistic turn * Totalitarismo da linguagem e coisa em si * (Anti-essencialismo) * (A atitude existencial) * (Subjectivismo estrutural) * (A falta de fundamentos da narrativa, construção/desconstrução e discurso) * (Crítica da objectividade negativa ou positivismo do discurso?) * (Relativismo histórico e pós-história) * (Esclarecer o adversário e esclarecer-se si mesmo) * (Negar a objectividade da verdade) * (Do positivismo dos factos ao positivismo da narrativa, da construção e do discurso) * (História da formação e história interna) * (Relativismo estrutural, sem conceito da totalidade) * A história como campo de batalha das ideias, as ideias como armas da história (Os títulos entre parêntesis são de capítulos que não chegaram a ser elaborados: Nota do trad.)

A luta pela verdade - (Robert Kurz: Exit! nº 12 Novembro de 2014) Deutsch

Roswitha Scholz

APÓS POSTONE

Sobre a necessidade de transformação da ‘crítica do valor fundamental'. Moishe Postone e Robert Kurz em comparação – e a crítica da dissociação-valor

Introdução * A argumentação de base de Postone * Individualismo metodológico, estrutura-acção e afins * Forma da mercadoria e forma do capital * Dinheiro – circulação – forma do capital – mais-valia * Relação entre trabalho abstracto e trabalho concreto * Tempo abstracto, tempo histórico concreto, tempo biográfico, tempo do mundo do dia-a-dia e tempo concreto do colapso do capitalismo * Sujeito revolucionário e socialização de classe média * Dissociação-valor, totalidade fragmentada e disparidades sociais: algumas observações necessariamente incompletas sobre o contexto da dissociação-valor como contexto social basilar

Após Postone - (Roswitha Scholz: EXIT! nº12 Novembro 2014) Deutsch

Udo Winkel

A I GUERRA MUNDIAL

"No centenário da eclosão da I Guerra Mundial surgiu uma enchente de análises e literatura de memórias. Ela é repetida e incorrectamente designada como “ruptura civilizacional”, embora o capitalismo se tenha desenvolvido com violência brutal desde o seu nascimento na “acumulação primitiva” (Marx). Só a dimensão mudou, com artilharia, gás venenoso e depois também aviões e tanques."

A I Guerra Mundial - Udo Winkel:  EXIT! nº 12 Novembro de 2014) Deutsch

Roswitha Scholz

VIVA O FETICHE!

 

Sobre a dialéctica da crítica do fetichismo no actual processo de ‘Colapso da modernização’. Ou: quanto establishment pode suportar a crítica social radical?

1. A Nova Leitura de Marx – breve história da crítica do fetichismo desde 1965 e sua multiplicação/massificação hoje * 2. O "Novo espírito do capitalismo", o "Eu empresarial" e a crítica do fetichismo * 3. Crítica do fetichismo e vida académica * 4. Crítica do fetichismo, verdade e conteúdo * 5. Feminismo e crítica do fetichismo * 6. A vontade de viver o mais possível “de modo não fetichista”… * 7. Resumo: crítica do fetichismo como processamento da contradição ou crítica radical?

Viva o Fetiche! - (Roswitha Scholz; Exit! nº 12 Novembro de 2014 Deutsch

FEMINISMO – CAPITALISMO – ECONOMIA – CRISE

Objecções da crítica da dissociação-valor a algumas abordagens da actual crítica feminista da economia

Feminismo - Capitalismo - Economia - Crise - (Roswitha Scholz; EXIT! nº11 Julho 2013) Deutsch

Robert Kurz

CRISE E CRÍTICA

O limite interno do capital e as fases do definhamento do marxismo.

Um fragmento. Segunda parte

 

"Nenhuma crise histórica no capitalismo pode ser derivada de “lutas voluntárias” imediatas; mas a nova crise económica mundial iniciada no Outono de 2008 muito menos que qualquer das anteriores. Pois aqui já nem sequer superficialmente é possível construir uma conexão causal real com “lutas” ou com “políticas” conscientes, ou quando muito só por meio de fantasmagorias óbvias. O estourar das bolhas financeiras, a falência do Lehman Brothers e o que se seguiu não foi um complot do empire, nem sequer foi devido à mínima “luta social”, tanto nos EUA como noutros lados. Isso até os normalizados construtores de casinhas da Opel e os faz-tudo do submundo da esquerda radical compreendem. Por isso a ideologia de crise subjectivista, perante esta situação, tem de cair no apelo puramente mistificatório a um “nós” ideológico, na realidade dificilmente existente.

 

Crise e Crítica (Segunda parte) - (Robert Kurz; Exit! nº 11 Julho de 2013) Deutsch

 

CRISE E CRÍTICA

O limite interno do capital e as fases do definhamento do marxismo.

Um fragmento. Primeira parte

  

Crise e Crítica (Primeira parte) - (Robert Kurz; Exit! nº 10 Outubro de 2012) Deutsch

Roswitha Scholz

El "Patriarcado Productor de Mercancías": la teoria del valor-escisión de Roswitha Scholz

El "Patriarcado Productor de Mercancías": la teoria del valor-escisión de Roswitha Scholz: (Álvaro Briales Conseco; Outubro 2013). pdf)

El "patriarcado productor de mercancías" debate con Roswitha Scholz em Madrid (áudio); Novembro 2013 Deutsch

Robert Kurz

A HISTÓRIA COMO APORIA

Teses preliminares para a discussão em torno da historicidade das relações de fetiche

(3ª Série)

SINOPSE: 1. A abordagem da teoria da história para além do marxismo tradicional/ 2. A problemática do conceito de história como constructo moderno/ 3. Aporias solúveis e insolúveis/ 4. A crítica radical da modernidade não pode deixar de ter uma teoria da história/ 5. Dissociação e fetiche/ 6. Capitalismo e Religião/ 7. Sobre o conceito de relações de fetiche/ 8. Metafísica, transcendência e transcendentalidade/ 9. Da divisão de épocas ao relativismo da história/ 10. Alinhar com o processo de desmoronamento da filosofia burguesa da história?/ 11. Que significa pensar contra si mesmo?/ 12. A dialéctica da teoria da história em Adorno/ 13. Crítica do conhecimento da teoria da dissociação e crítica do conceito de história/ 14. Teoria negativa da história e programa de desontologização/ 15. Um novo conceito de unidade entre continuidade e descontinuidade/ 16. Conceitos afirmativos da reprodução e conceitos histórico-críticos da reflexão/ 17. Ruptura ontológica e “superavit crítico [kritischer Uberschuss]”/ 18. Insuficiências e conteúdos de ideologia alemã, reaccionários, da hermenêutica da história/ 19. Fossilização ontológica como vingança da dialéctica/ 20. Consequências possíveis: pose neo-existencialista, decisionismo, reformismo neo-verde.

  A História como aporia (3ª série) - Robert Kurz; Maio de 2007 Deutsch

A História como aporia (2ª Série) - Robert Kurz; Setembro de 2006 Deutsch

A História como aporia (1ª Série) - (Robert Kurz; Agosto de 2006) Deutsch

Roswitha Scholz

LÓGICA DA IDENTIDADE E CRÍTICA DO CAPITALISMO

Notas sobre as reacções da esquerda aos ataques terroristas em Nova Iorque e Washington

De modo tão ilusório como na "questão da mulher", neste contexto o Ocidente também é apresentado como ultra-aberto no que diz respeito ao comportamento sexual, à homossexualidade masculina e feminina etc. A tolerância superficial face aos trans-flexi pretende esconder o facto de que, mais do que permitir diferentes orientações sexuais, o objectivo é impor identidades compulsoriamente flexíveis compatíveis com a globalização e perfeitamente economificadas sem, por isso, suplantar a estrutura fundamental compulsivamente heterossexual. Os Talibãs bárbaros como inimigos das mulheres e adversários dos "perversos" são assim transformados em mera superfície de projecção para poder esconder completamente, na celebração da civilidade burguesa, a relação básica de género inimiga das mulheres e compulsivamente heterossexual que serve de fundamento à sociedade burguesa...

Lógica da identidade e crítica do capitalismo - (Roswitha Scholz; Novembro 2001) Deutsch

Robert Kurz

A INDÚSTRIA CULTURAL NO SÉCULO XXI

 

Sobre a actualidade da concepção de Adorno e Horkheimer

 

Da crítica aparente da burguesia intelectual ao culto pós-moderno da superficialidade * Crítica cultural elitista ou emancipatória? * Reducionismo tecnológico * A publicidade como percepção cultural do mundo e de si mesmo * A continuação do "trabalho abstracto" e da concorrência por outros meios * A Internet como novo meio central da indústria cultural * A virtualização do mundo da vida * Interatividade da Web 2.0 e individualização * Uma cultura grátis paga cara * O limite interno do capital e a crise económica da indústria cultural * A caminho do esgotamento das reservas culturais * O mundo não é um acessório. Por que é impossível uma "revolução cultural" separada

A Indústria Cultural no Século XXI - (Robert Kurz; EXIT! nº 9  Março de 2012) Deutsch Vídeo English 

ESTENDE O TEU MANTO, MARIA!

Produção e reprodução na crise do capitalismo

Estende o teu manto, Maria! - (Roswitha Scholz; Junho 2010) Deutsch Français

Roswitha Scholz

SIMONE DE BEAUVOIR HOJE

O Tabu da Abstracção no Feminismo - (Roswitha Scholz; EXIT! nº8 Julho 2011) Deutsch

Robert Kurz

NÃO HÁ LEVIATÃ QUE VOS SALVE

 

Teses para uma teoria crítica do Estado. Segunda parte

Nota prévia * 23 Por que não constitui o anarquismo qualquer alternativa. A crítica não-conceptual do Estado de Bakunin & Cª. * 24 A discussão conceptualmente confusa com os bakuninistas * 25 A luta pelas necessidades vitais no capitalismo e a constituição automática da política * 26 A "ditadura do proletariado" e o deficit da teoria do Estado * 27 O trauma da Comuna de Paris e a sua lenda * 28 O problema da síntese social como "caixa negra" da ideologia cooperativista * 29 Subjectivação e individualização metodológicas da forma da vontade transcendental * 30 A ditadura de crise do Leviatã ou o estado de excepção como pressuposto e consequência da "vontade geral" * 31 A política como definição do inimigo existencial * 32 Estado de excepção e capacidade política * 33 Executores e executados do estado de excepção * 34 Catástrofe humanitária, pragmatismo de emergência consciente e ideologia de salvação da democracia de esquerda * 35 A miséria do positivismo jurídico * 36 A crença positiva da social-democracia no Estado e as suas metamorfoses * Antevisão da terceira parte

Não há Leviatã que vos salve. Teses para uma teoria crítica do Estado. Segunda parte - (Robert Kurz; EXIT! nº 8  Julho de 2011) Deutsch

NÃO HÁ LEVIATÃ QUE VOS SALVE

 

Teses para uma teoria crítica do Estado. Primeira parte

 

 1 O Estado como "última instância" e as formas de desenvolvimento da crise capitalista mundial • 2 A insuficiência da teoria do Estado e o debate sobre a teoria radical da crise • 3 Desenvolvimento capitalista e historicidade da teoria. A "herança" do iluminismo burguês afirmativo na esquerda da modernização • 4 A teoria do contrato de direito natural e o poder estatal absoluto em Hobbes • 5 O patriarcado objectivado da modernidade e o carácter androcêntrico do Leviatã • 6 "Economia política" absolutista e liberdade de concorrência dos burgueses proprietários • 7 Do liberalismo teológico à forma transcendental da "vontade geral" em Rousseau • 8 O "imperativo categórico" kantiano e a automenorização esclarecida • 9 Adam Smith e a "mão invisível" da máquina da concorrência como a outra face da "vontade geral" • 10 O idealismo de Estado alemão como superação ideológica aparente da duplicação da "vontade geral" • 11 A diferenciação "nacional" anglo-saxónica, francesa e alemã da "vontade geral" • 12 O "estado de natureza" violento entre os Leviatãs e a sua limitação pelo mercado mundial • 13 A "paz perpétua" kantiana como visão duma instituição meta-estatal da "vontade geral" repressiva e o seu desmentido por Hegel • 14 A batalha dos Leviatãs imperiais pelo poder mundial nacional da "vontade geral" • 15 Duas nações em uma. O entendimento do Estado do burguês proprietário como atraso da modernização • 16 O Estado burguês como horizonte de emancipação redutora e a função modernizadora do movimento operário • 17 A repetição feminista da emancipação redutora • 18 O idealismo de Estado alemão como "herança" do movimento operário e a expansão capitalista das funções do Estado • 19 A crítica do Estado no jovem Marx: as contradições da "vontade geral" transcendental • 20 O duplo Marx e a dupla definição do político • 21 O conceito de Estado reduzido à sociologia das classes em Marx e Engels • 22 Trinta anos depois. A reprodução do conceito redutor de Estado no Anti-Duhring de Engels • Antevisão da segunda parte

Não há Leviatã que vos salve. Teses para uma teoria crítica do Estado. Primeira parte - (Robert Kurz; EXIT! nº 7  Dezembro de 2010) Deutsch

Roswitha Scholz

NÃO DIGO NADA SEM A MINHA ALLTOURS

A identidade (masculina) pós-moderna entre a mania da diferenciação e a segurança da teoria marxista vulgar. Réplica às críticas à teoria da dissociação e do valor

Não digo nada sem a minha alltours - (Roswitha Scholz; EXIT! nº7 Dezembro 2017) Deutsch

Roswitha Scholz

FORMA SOCIAL E TOTALIDADE CONCRETA

Na urgência de um realismo dialéctico hoje

Totalidade concreta em Georg Lukács * Totalidade concreta em Theodor W. Adorno * Totalidade concreta em Moishe Postone * Totalidade concreta e crítica da dissociação e do valor * Crítica do fetiche e da reificação como falsa imediatidade em John Holloway * Imediatidade antidialéctica em Hardt/Negri e em Badiou * O falso retorno da dialéctica após o seu suposto fim * Conclusão: alegações finais por um realismo dialéctico, hoje, para lá dos esquematismos tradicionais

 Forma social e totalidade concreta  - (Roswitha Scholz; Exit! nº6 Outubro de 2009 Deutsch

O DESVALOR DO DESCONHECIMENTO

“Crítica do valor” truncada como ideologia de legitimação de uma nova pequena-burguesia digital

O Desvalor do Desconhecimento - (Robert Kurz; Maio 2008) Deutsch

Claus Peter Ortlieb

UMA CONTRADIÇÃO ENTRE MATÉRIA E FORMA

Sobre a importância da produção de mais-valia relativa para a dinâmica de crise final

1. A última crise do capital? Uma controvérsia * 2. Produtividade, valor e de riqueza material * 3. A produção da mais-valia relativa * 4. A tendência de desenvolvimento da mais-valia relativa * 5. Crescimento compulsivo, expansão histórica do capital e limites materiais * 6. Crescimento compulsivo e destruição do ambiente * 7. Conclusão

 

Uma contradição entre matéria e forma - Claus Peter Ortlieb; Setembro de 2008 Deutsch

Robert Kurz

CRISE ECONÓMICA MUNDIAL, MOVIMENTO SOCIAL E SOCIALISMO. 12 TESES.

Comunicação apresentada na Conferência do Fórum Marxista da Saxónia em 14.11.2009

Crise Económica Mundial, Movimento Social e Socialismo - Robert Kurz; Novembro de 2009 Deutsch

Roswitha Scholz

LÓGICA DA IDENTIDADE E CRÍTICA DO CAPITALISMO

Notas sobre as reacções da esquerda aos ataques terroristas em Nova Iorque e Washington

Lógica da identidade e crítica do capitalismo - (Roswitha Scholz; Novembro 2001) Deutsch

WASTE TO WASTE

Os Roma e “nós”

WASTE TO WASTE Os Roma e "nós" - (Roswitha Scholz; Setembro 2008) Deutsch

Robert Kurz

ENTREVISTA À REVISTA ON-LINE “TELEPOLIS”

(Hannover, Alemanha)

Entrevista à REVISTA ON-LINE "TELEPOLIS" - (Robert Kurz; Outubro 2008) Deutsch

A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno

A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno - (Roswitha Scholz; Agosto de 2004 Deutsch

O ser-se supérfluo e a "angústia da Classe média"

O fenómeno da exclusão e a estratificação social no capitalismo

1. Introdução: "Situação de classe", exclusão específica de uma classe, ou desclassificação generalizada? Eis a questão, hoje! 2. O fenómeno do ser-se supérfluo no capitalismo até ao fim do século XIX – breve esboço 3. A "sociedade de classe média nivelada" 4. Individualização para lá da classe e da camada? 5. A destruição da "nova classe média" e os "novos independentes" precários 6. O fetiche da luta de classes 7. Luta sem classes? 8. O último estádio da classe média 9. A sociedade da classe média e o género 10. A sociedade da classe média e a migração 11. A exclusão como problema fundamental do capitalismo. 12. Algumas observações sobre o debate das ciências sociais em torno da exclusão social e da "vulnerabilidade social" nas classes médias 13. A socialização de classe média, a exclusão e a forma social da dissociação-valor.

O Ser-se Supérfluo e a "Angústia da Classe Média"  - (Roswitha Scholz; Exit! nº5 Maio de 2008 Deutsch

PODER MUNDIAL E DINHEIRO MUNDIAL

A função económica da máquina militar dos Estados Unidos no capitalismo global e os motivos ocultos da nova crise financeira

Nota prévia (22.01.2008): O texto que segue foi escrito em Novembro de 2007 para a revista de debates de esquerda "Widersprüch" (Zurique) e aí foi publicado no início de Janeiro [nº 53]. Sob o signo da crise financeira em curso e do mais recente crash bolsista, ele adquire uma actualidade insuspeitada.

Poder Mundial e Dinheiro Mundial - Robert Kurz; Novembro de 2007 Deutsch

BARBÁRIE, MIGRAÇÃO E GUERRAS DE ORDENAMENTO MUNDIAL

Para uma caracterização da situação contemporânea da sociedade mundial

Barbárie, Migração e Guerras de Ordenamento Mundial - Robert Kurz; Janeiro de 2005  Deutsch

"O COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO" - 15 ANOS DEPOIS

Entrevista à Revista "Reportagem", São Paulo, Outubro de 2004

"O COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO" - 15 anos depois  (Entrevista) - (Robert Kurz; Novembro 2004) (pdf) Deutsch Español Italiano

SERES HUMANOS NÃO RENTÁVEIS

Ensaio sobre a relação entre história da modernização, crise e darwinismo social neo-liberal

Nota Prévia: Este texto constitui a versão escrita de uma apresentação efectuada a 15.11.2005 em Brunnen, Suiça, nas Jornadas Anuais da INTEGRAS (Schweizer Fachverband für Sozial- und Heilpädagogik) [Associação Profissional de Pedagogia Médica e Social]. O texto não desenvolve ideias novas, mas consegue dar, ainda assim, uma perspectiva sobre as afirmações standard na análise da crítica do valor e da dissociação, de outro modo só possível de encontrar espalhada em diversos artigos ou no contexto da argumentação mais extensa dos livros. Os sub-títulos são de responsabilidade da redacção da INTEGRAS. As apresentações desta jornada serão publicadas brevemente em brochura

    Seres Humanos não Rentáveis - Robert Kurz; Janeiro de 2006 Deutsch

A Substância do Capital

O trabalho abstracto como metafísica real social e o limite interno absoluto da valorização.

Primeira parte: A qualidade histórico-social negativa da abstracção "trabalho".

O Absoluto [Absolutheit] e a relatividade na História. Para a crítica da redução fenomenológica da teoria social - O conceito filosófico de substância e a metafísica real capitalista - O conceito negativo de substância do trabalho abstracto na crítica da economia política de Marx - O conceito positivo do trabalho abstracto na ontologia do trabalho marxista - Para a crítica do conceito de trabalho em Moishe Postone - O trabalho abstracto e o valor como apriori social - O que é abstracto e real no trabalho abstracto? - O tempo histórico concreto do capitalismo

A Substância do Capital (primeira parte) - (Robert Kurz; EXIT! nº1 Agosto 2004) Deutsch

Segunda parte: O fracasso das teorias da crise do marxismo da ontologia do trabalho e as barreiras ideológicas contra a continuação do desenvolvimento da crítica radical do capitalismo.

"Teoria do colapso" como palavra de toque e conceito de falsificação da história da teoria marxista - Teorias do colapso reduzidas como posição minoritária marxista na época da guerra mundial I: Rosa Luxemburgo - Teorias do colapso reduzidas como posição minoritária marxista na época da guerra mundial II: Henryk Grossmann - Da diabolização de Grossmann ao atrofiar do debate marxista da crise e do colapso - Sujeito e objecto na teoria da crise. A solução aparente do problema em meras relações de vontade e de forças - A crise e a crítica, a ilusão política e a relação de dissociação sexual - O conceito de quantidade de trabalho abstracto e a acusação de "naturalismo"

A Substância do Capital (segunda parte) - (Robert Kurz; EXIT! nº2 Março 2005) Deutsch

A NOVA CRÍTICA SOCIAL E O PROBLEMA DAS DIFERENÇAS

Disparidades económicas, racismo e individualização pós-moderna.

Algumas teses sobre o valor-dissociação na era da globalização

A Nova Crítica Social e o Problema das Diferenças - (Roswitha Scholz; EXIT! nº1 Agosto 2004) Deutsch

TABULA RASA

Até onde é desejável, obrigatório ou lícito que vá a crítica ao Iluminismo?

Tabula Rasa - (Robert Kurz; Krisis 27 - Novembro 2003)

A IDEOLOGIA ANTI-ALEMÃ

Do antifascismo ao imperialismo de crise: crítica da novíssima essência sectária alemã de esquerda nos seus profetas teóricos

A Ideologia Anti-Alemã (prefácio) - (Robert Kurz; Agosto 2003)

ONTOLOGIA NEGATIVA

Os obscurantistas do Iluminismo e a metafísica histórica da Modernidade

A libertação tem de ser repensada. Após o fim do marxismo e do socialismo do movimento operário, não resta dúvida de que quanto a este postulado abstracto existe um consenso entre a maioria das teóricas e dos teóricos de esquerda que ainda continuem a querer sê-lo. No entanto, mal se trate de definir o novo, que é o que se supõe estar em causa, este não se revela apenas regularmente como o velho em traje novo, mas, antes de mais, como o mais vetusto de entre o velho; nomeadamente, como recaída para o que antecede o marxismo, para o seio da Filosofia iluminista burguesa, em vez de uma tentativa de ir para além do marxismo.

Ontologia Negativa - (Robert Kurz; Krisis 26 - Janeiro de 2003)

Robert Kurz

Razão Sangrenta

20 Teses contra o chamado Iluminismo e os "Valores Ocidentais"

O capitalismo a si mesmo se vence até à morte, tanto materialmente como no plano ideal. Quanto maior a brutalidade com que esta forma de reprodução, tornada modelo social universal, devasta o mundo, mais ela vai infligindo golpes a si mesma e minando a própria existência. Neste quadro se inscreve também o comum ocaso intelectual das ideologias da modernização, numa ignorância e falta de ideias de tipo novo: direita e esquerda, progresso e reacção, justiça e injustiça coincidem de forma imediata, uma vez que o pensamento nas formas do sistema produtor de mercadorias paralisou por completo. Quanto mais estúpida se torna a representação intelectual do sujeito do mercado e do dinheiro, mais horroroso fica o seu tagarelar repetitivo das estafadas virtudes burguesas e valores ocidentais. Não há paisagem do planeta, marcada pela miséria e pelos massacres, sobre a qual não chovam a cântaros lágrimas de crocodilo, de um humanitarismo policial democrático; não há vítima desfigurada pela tortura que não seja usada como pretexto na exaltação das alegrias da individualidade burguesa. Qualquer idiota servidor do estado, que se esforça por escrever umas linhas, invoca a democracia ateniense; qualquer patife ambicioso, da política ou da ciência, pretende bronzear-se à luz do iluminismo.

Razão Sangrenta - tradução revista - (Robert Kurz; Junho de 2002) Deutsch Español

AUSCHWITZ COMO ÁLIBI?

Auschwitz como Álibi? - (Robert Kurz; Junho 2000) Deutsch Español

Textos, entrevistas, conferências

-2020-

Gruppe Fetischkritik Karlsruhe

O vírus

Crítica da pandemia política

O Vírus crítica da pandemia  - (Gruppe Fetischkritik Karlsruhe; Novembro de 2020) Deutsch

Gruppe Fetischkritik Karlsruhe

O Vírus – Crítica da Pandemia Política II

Será que temos de viver com o vírus? Contenção do vírus versus eliminação do vírus

O Vírus crítica da pandemia II - (Gruppe Fetischkritik Karlsruhe; Dezembro de 2020) Deutsch

-2019-

Günther Salz 

Alternativas ao Capitalismo

Em Teste: Rendimento Básico Incondicional

Alternativas ao Capitalismo  Em Teste: Rendimento Básico Incondicional - (Günther Salz: Junho de 2019) Deutsch

Dominic Kloos

Alternativas ao capitalismo

Em teste: A economia do bem comum

Alternativas ao capitalismo Em teste: A economia do bem comum (pdf) - Dominic Kloos; Fevereiro de 2019) Deutsch

-2018-

Timm Graßmann

DEPOIS DE NÓS, O DILÚVIO

Depois de nós, o dilúvio - (Timm Graßmann; Maio de 2018) Deutsch

-2017-

EXIT! Crise e crítica da sociedade da mercadoria, nº 15 (Abril 2018)

Índice e Editorial

Índice e Editorial da Revista EXIT! nº 15 - (Thomas Meyer; Dezembro de 2017) Deutsch

Daniel Späth

A "pós-verdade" e o último combate de rectaguarda da pós-modernidade neoliberal

Notas sobre a especificidade histórica das conjunturas ideológicas

A "pós-verdade" e o último combate de rectaguarda da pós-modernidade neoliberal - (Daniel Späth; Janeiro de 2017) Deutsch

-2016-

Revista EXIT! nº 13, Janeiro de 2016

SUMÁRIO E EDITORIAL

"Tempos áureos para teóricos e teóricas da crise!" poder-se-ia pensar, pois afinal dispõe-se de algo parecido com ter os meios teóricos para avaliar a situação social, ou mesmo com ter "sabido da coisa antecipadamente". Em última análise, no entanto, perante a violência das circunstâncias da decadência, está-se mais ou menos tão desamparado como toda a gente. Ainda assim, o poder analítico de uma teoria crítica da sociedade e a irreconciliável intenção de revolucionamento desta, que já lhe está sempre subjacente, talvez possam ajudar a manter uma visão das distorções actuais "realista" no melhor sentido, visão que, designadamente, não seja determinada pela expressão prática de situações sentidas justificadamente como ameaça ou coerção, nem pelas ilusões de estratégias redutoras de superação."

Sumário e Editorial da Revista EXIT! nº 13 - Janeiro de 2016) Deutsch Resumos Italiano Resúmenes

-2015-

Richard Aabromeit

QUE ESCOLHA RESTA À GRÉCIA DEPOIS DAS ELEIÇÕES?

Πἁντα ῥεῖ – apenas na Grécia não?

  Que escolha resta à Grécia depois das eleições? - (Richard Aabromeit; Setembro de 2015) Deutsch

Tomasz Konicz 

MAIS UMA VEZ SE PÕE A QUESTÃO

Quando estoura a grande bolha de liquidez em que está preso o sistema financeiro mundial?

Mais uma vez se põe a questão - (Tomasz Konicz; Junho de 2015) Deutsch

ESTARÁ A CHINA NA IMINÊNCIA DE UM COLAPSO?

O crescimento da economia chinesa financiado pelo endividamento não aguenta mais

Estará a china na iminência de um colapso? - (Tomasz Konicz; Maio de 2015) Deutsch

-2014-

UCRÂNIA – A DUALIDADE DE NACIONALISMO E DESMORONAMENTO DO ESTADO

Ucrânia - a dualidade de nacionalismo e desmoronamento do estado - (Gerd Bedszent: EXIT! nº 12 Novembro 2014) Deutsch

-2013-

BATER CONTRA A PAREDE

Bater contra a parede - (Claus Peter Ortlieb; Novembro de 2013 Deutsch

LIMITES NO ENDIVIDAMENTO E TRAVÕES NA RACIONALIDADE

Limites no endividamento e travões na racionalidade  - (JustIn Monday; Novembro de 2013 Deutsch

FIM DO JOGO

Fim do jogo - (Claus Peter Ortlieb; Agosto de 2013 Deutsch

ELOGIO DO ESBANJAMENTO

Elogio do esbanjamento - (JustIn Monday; Agosto de 2013 Deutsch

-2012-

Robert Kurz

NÃO HÁ REVOLUÇÃO EM LADO NENHUM

Carta aberta às pessoas interessadas na EXIT! na passagem de 2011 para 2012

Não há revolução em lado nenhum - (Robert Kurz; Janeiro de 2012) Deutsch Français

ESPIRAL DESCENDENTE

Espiral descendente - (Claus Peter Ortlieb; Novembro de 2012 Deutsch

O cocktail de desejos do keynesianismo de esquerda

O cocktail de desejos do keynesianismo de esquerda - (Claus Peter Ortlieb; Setembro de 2012 Deutsch Français Italiano

"MUITAS VENDAS E MUITO TRABALHO"

 "Muitas vendas e muito trabalho" - (JustIn Monday; Agosto de 2012 Deutsch

Em memória de Robert Kurz

Em memória de Robert Kurz - (Claus Peter Ortlieb; EXIT! nº 10 Dezembro de 2012) Deutsch

O TERROR DA CRISE

O terror da crise - (Robert Kurz; Março de 2012) Deutsch Français

-2011-

Robert Kurz

CEGOS NA CRISE

Cegos na crise - Claus Peter Ortlieb; Novembro de 2011 Deutsch

O FIM DA FÁBULA DO AUTOMÓVEL

O fim da fábula do automóvel - (Robert Kurz; Agosto de 2011) Deutsch

O TERROR DA POUPANÇA E A REVOLTA

O Terror da Poupança e a Revolta - (Robert Kurz; Julho de 2011) Deutsch

REAÇÃO EM CADEIA PÓS-NACIONAL

Reação em Cadeia Pós-Nacional - Robert Kurz; Junho de 2011 Deutsch

UM HERÓI DO MUNDO PÓS-MODERNO

Um Herói do Mundo Pós-Moderno - Robert Kurz; Março de 2011 Deutsch

TRABALHO SEM VALOR

Trabalho sem valor - Robert Kurz; Maio de 2011 Deutsch

O CONSUMO DO FUTURO

O Consumo do Futuro - Robert Kurz; Janeiro de 2011 Deutsch

-2010-

PRÉMIO NOBEL PARA O HARTZ IV

Prémio Nobel para o Hartz IV - Robert Kurz; Outubro de 2010 Deutsch

O FIM DA ECONOMIA DA POTÊNCIA MUNDIAL

O Fim da economia da potência mundial - Robert Kurz; Agosto de 2010 Deutsch

A BOLHA CHINESA

A bolha chinesa - Robert Kurz; Abril de 2010 Deutsch

Falência do Estado e assalto aos bancos

Falência do Estado e assalto aos bancos - Robert Kurz; Fevereiro de 2010 Deutsch

NO FIO DA NAVALHA

Carta aberta às pessoas interessadas na EXIT! na passagem de ano 2009/2010

No fio da navalha - Robert Kurz; Janeiro de 2010 Deutsch

-2009-

SOBREPRODUÇÃO

SOBREPRODUÇÃO - Robert Kurz; Dezembro de 2009 Deutsch

QUEM REGULA O QUÊ?

Porque está a cimeira do G20 com medo da sua própria coragem já na fase preparatória

Quem regula o quê? - Robert Kurz; Setembro de 2009 Deutsch

CAPITALISMO SEM MAIS-VALIA?

Um debate insuficiente sobre os limites do crescimento

 Capitalismo sem mais-valia - Robert Kurz; Julho de 2009 Deutsch

ECONOMIA E PSICOLOGIA

Economia e Psicologia - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch

A GUERRA CONTRA OS JUDEUS

A Guerra Contra os Judeus - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch Italiano

DEFLAÇÃO E INFLAÇÃO

Deflação e Inflação - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch Español

-2008-

O CARISMA DA CRISE

Por que está a obamania condenada ao fracasso

O Carisma da Crise - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch

NÃO HÁ SEGUNDO NEW DEAL

Não há Segundo New Deal - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch

ENTREVISTA À REVISTA IHU ON-LINE

Universidade do Vale do Rio dos Sinos, S. Leopoldo, Porto Alegre, Brasil

Entrevista à REVISTA IHU ON-LINE - (Robert Kurz; Outubro 2008) Deutsch Revista IHU

A ÚLTIMA INSTÂNCIA

A Última Instância - Robert Kurz; Setembro de 2008 Deutsch

A MISÉRIA DA POLÍTICA CONJUNTURAL

A ressurreição do keynesianismo é mais que duvidosa

A Miséria da Política Conjuntural - Robert Kurz; Agosto de 2008 Deutsch

CAPITALISMO POPULAR NUNCA MAIS

A longa ressaca após o desastre da Telekom

Capitalismo Popular Nunca Mais - Robert Kurz; Abril de 2008 Deutsch

A GRANDE QUEIMA DE DINHEIRO

Pacotes de salvamento para bancos em situação catastrófica e caça aos criminosos fiscais

 A Grande Queima de Dinheiro - Robert Kurz; Fevereiro de 2008 Deutsch

-2007-

O lado obscuro do capital

O lado obscuro do capital - (Johannes Vogele; Outubro de 2007) Français

TEMPO É ASSASSÍNIO

   Tempo é assassínio - Robert Kurz; - Abril de 2007 Deutsch

DESARMAMENTO MORAL

A cultura do escândalo como expressão da falta de perspectiva social

Desarmamento Moral  - Robert Kurz; Fevereiro de 2007 Deutsch

A PRÓXIMA ONDA DE RACIONALIZAÇÃO

A próxima onda de racionalização - (Robert Kurz; Janeiro 2007) Deutsch

-2006-

A BOMBA RELÓGIO DAS PENSÕES EMPRESARIAIS

A Bomba Relógio das Pensões Empresariais - (Robert Kurz; Agosto 2006) Deutsch

CRISE DO DÓLAR E CRISE DO EURO

Crise do Dólar e Crise do Euro - (Robert Kurz; Junho 2006) Deutsch

O REGRESSO DO JORGE

Notas sobre a "cristianização" do espírito do tempo pós-moderno

e sua viragem para o decisionismo autoritário

O Regresso do Jorge - (Roswitha Scholz; EXIT! nº3 Janeiro 2006) Deutsch

A PRIMAVERA NEGRA DO ANTI-IMPERIALISMO

Uma aliança não santa de transviados da modernização

A Primavera Negra do Anti-imperialismo - (Robert Kurz; Janeiro 2006) Deutsch

-2005-

A MÁQUINA UNIVERSAL DE HARRY POTTER

O conceito de trabalho imaterial e o neo-utopismo reduzido à tecnologia

A Máquina Universal de Harry Potter - (Robert Kurz; Outubro 2005) Deutsch

ECONOMIA POLÍTICA DO ANTI-SEMITISMO

Economia Política do Anti-Semitismo - (Robert Kurz; Setembro de 1995) Deutsch

O ESTADO DE EXCEÇÃO MOLECULAR

Consciência de crise e "theological turn" da pós-modernidade

O Estado de Exceção Molecular - (Robert Kurz; Agosto 2005) Deutsch

MAIS VALIA ABSOLUTA

Mais Valia Absoluta - (Robert Kurz; Fevereiro 2005) Deutsch

-2004-

EXIT! – AUTO-APRESENTAÇÃO PROGRAMÁTICA

EXIT! - Auto-apresentação programática - (Dezembro de 2004) Deutsch Español Italiano

A RESSURREIÇÃO ECONOMISTICA DA RELIGIÃO

A Ressurreição Economistica da Religião - (Robert Kurz; Dezembro 2004) Deutsch Español

Novos e velhos combates

A humanidade não está preparada, mas tampouco tem outra escolha.

Novos e velhos combates (Entrevista) - (Robert Kurz; Novembro 2004) (pdf) Deutsch Español

O COMITÉ NOBEL PASSOU-SE

Apanhado de uma simpática ronda jornalística de homens

O Comité Nobel Passou-se - (Robert Kurz; Outubro 2004) Deutsch

O ÚLTIMO ESTÁDIO DA CLASSE MÉDIA

O Ultimo Estádio da Classe Média - (Robert Kurz; Setembro 2004) Deutsch Español

A nova simultaneidade histórica

O fim da modernização e o começo de uma outra história mundial.

A Nova Simultaneidade Histórica - (Robert Kurz; Janeiro 2004) Deutsch Español Francais English

-2003-

AS PERFÍDIAS DO CAPITAL FINANCEIRO

LIMITES INTERNOS DA ACUMULAÇÃO, CRÍTICA REDUZIDA DO CAPITALISMO E SÍNDROMA ANTI-SEMITA

As Perfídias do Capital Financeiro - (Robert Kurz; Novembro de 2003) Deutsch Español

O que é a terciarização?

Perspectivas de mudança social.

O que é a terciarização - (Robert Kurz; Novembro 2003) Deutsch Español English Italiano

Um corte maior: Anulação das dívidas

Um corte maior: Anulação das dívidas - (Robert Kurz; Setembro 2003) Deutsch

Não-rentáveis, uni-vos!

Não-rentáveis, uni-vos - (Robert Kurz; Maio de 2003) Deutsch Español English Francais

A MÃE DE TODAS AS BATALHAS

A Mãe de Todas as Batalhas - (Robert Kurz; Abril de 2003) Deutsch Italiano Español English Français

IMPERIALISMO DE CRISE

6 Teses sobre o carácter das novas guerras de ordenamento mundial

Imperialismo de crise - (Robert Kurz; Março de 2003) Deutsch Español English Français Italiano

-2002-

A GUERRA CONTRA A CRISE

A Guerra Contra a Crise - (Robert Kurz; Novembro de 2002) Español

ECONOMIA POLÍTICA DOS DIREITOS HUMANOS

Economia política dos direitos humanos - (Robert  Kurz; Outubro de 2002) Deutsch English Español Italiano

CONTRA-REALISMO

Contra-Realismo - (Robert Kurz; Outubro de 2002) Deutsch Español Francais English

A pulsão de morte da concorrência

Assassinos amoque e suicidas como sujeitos da crise

A pulsão de morte da concorrência - (Robert Kurz; Maio de 2002) Español

A guerra dos dois mundos

A guerra dos dois mundos - (Robert Kurz; Abril de 2002) Español

-2001-

Economia totalitária e paranóia do terror

A pulsão de morte da razão capitalista  

Economia totalitária e paranóia do terror - (Robert  Kurz; Setembro de 2001) Deutsch English Italiano

As leituras de Marx no Século XXI

As leituras de Marx no Século XXI - (Robert Kurz; 2001) Español

POPULISMO HISTÉRICO

A confusão de sentimentos burgueses e a busca de bodes expiatórios

Populismo histérico - (Robert Kurz; Janeiro de 2001) Deutsch English Español Italiano

-2000-

Uma vida humana? Só sem mercado, estado e trabalho.

Robert Kurz fala sobre o Livro Negro do Capitalismo (2000) Español

-1999-

MANIFESTO CONTRA O TRABALHO

Edição Portuguesa Deutsch Español English

O Homem Flexível

O homem flexível - (Robert Kurz; Julho de 1999) Deutsch Español Italiano

A expropriação do tempo

A expropriação do tempo - (Robert Kurz; 1999) Español Français

-1998-

APOCALYPSE NOW!

Sobre a relação entre emancipação e pessimismo cultural

Apocalypse Now! - (Robert Kurz; Janeiro 1998) Deutsch

O DUPLO MARX

O Duplo Marx - (Robert Kurz; Fevereiro 1998) Deutsch Español

Objetividade inconsciente

Aspectos de uma crítica das ciências matemáticas da natureza

Objectividade Inconsciente - (Claus Peter Ortlieb; 1998) Deutsch Español

-1997-

ANTIECONOMIA E ANTlPOLÍTICA

Sobre a reformulação da emancipação social após o fim do "marxismo"

Antieconomia e antipolítica - (Robert Kurz; Krisis 19 - 1997) Deutsch Español

Canhões e Capitalismo

A revolução militar como origem da modernidade

Canhões e Capitalismo - (Robert Kurz; de Março 1997) Deutsch Español English Français

-1996-

Os últimos combates

O Maio parisiense de 1968, o Dezembro parisiense de 1995 e o recente acordo trabalhista alemão.

Os últimos combates - (Robert Kurz; Março de 1996) Deutsch Español

-1995-

ECONOMIA POLÍTICA DO ANTI-SEMITISMO

Economia Política do Anti-Semitismo - (Robert Kurz; Setembro de 1995) Deutsch

O PÓS-MARXISMO E O FETICHE DO TRABALHO

Sobre a contradição histórica na teoria de Marx

O Pós-Marxismo e o Fetiche do Trabalho - (Robert Kurz; Krisis 15 - 1995) Deutsch

A ASCENSÃO DO DINHEIRO AOS CÉUS

Os limites estruturais da valorização do capital, o capitalismo de casino e a crise financeira global

A ascensão do dinheiro aos céus - (Robert Kurz; Julho de 1995) Deutsch Italiano Español

-1994-

O FIM DA POLÍTICA

Teses sobre a crise do sistema de regulação da forma da mercadoria

O Fim da Política - (Robert Kurz; Krisis 14 - 1994) Deutsch Español Italiano

-1993-

DOMINAÇÃO SEM SUJEITO

SOBRE A SUPERAÇÃO DE UMA CRÍTICA SOCIAL REDUTORA

Dominação sem sujeito - (Robert Kurz; Krisis 13 - 1993) Deutsch Español

-1992-

O valor é o homem

Teses sobre a socialização pelo valor e a relação entre sexos

O valor é o homem - (Roswitha Scholz; 1992) Deutsch

-1991-

A HONRA PERDIDA DO TRABALHO

O socialismo dos produtores como impossibilidade lógica.

A honra perdida do trabalho - (Robert Kurz; Krisis nº10 Janeiro de 1991) Deutsch English Español  Italiano antigona

A Superação da Crise e "Utopia"

Os passageiros do Titanic querem ficar no convés, e que a banda continue tocando. Se tivermos que viver mesmo o "fim da história", não será um final feliz.

A Superação da Crise e "Utopia" (Robert Kurz; 1991)

Pequeno Glossário (Robert Kurz; 1991)

Outros Textos

A Dialéctica do Esclarecimento e outros textos de Theodor W. Adorno

A Sociedade do Espectáculo e outros textos de Guy Debord

Trabalho espiritual e corporal - (A. Sohn-Rethel; 1998)

Teses sobre o conceito da história - (Walter Benjamin; 1940)

Crítica do Programa de Gotha - (Karl Marx)

O CAPITAL, CAPITULO I - A Mercadoria - (Karl Marx)

Últimos textos: "EXIT! Crise e crítica da sociedade da mercadoria, nº 18 - Índice e Editorial"... " CRÍTICA DO CAPITALISMO PARA O SÉCULO XXI" "EXIT! - AUTO-APRESENTAÇÃO PROGRAMÁTICA" ...Robert Kurz; "O sacrifício e o regresso perverso do arcaico" "NÃO HÁ REVOLUÇÃO EM LADO NENHUM" "Não há Leviatã que vos salve" "OS ASSASSINOS DE CRIANÇAS DE GAZA" "CINZENTA É A ÁRVORE DOURADA DA VIDA  E VERDE A TEORIA" "O PRÓXIMO ORIENTE E A SÍNDROME DO ANTI-SEMITISMO" "A HISTÓRIA COMO APORIA (3ª série)" "A SUBSTÂNCIA DO CAPITAL (segunda parte)" "A PRIMAVERA NEGRA DO ANTI-IMPERIALISMO" "A DESCER NO ELEVADOR DA HISTÓRIA" "O ESTADO DE EXCEÇÃO MOLECULAR" ... Roswitha Scholz; "FEMINISMO – CAPITALISMO – ECONOMIA – CRISE" O TABU DA ABSTRACÇÃO NO FEMINISMO" "NÃO DIGO NADA SEM A MINHA ALLTOURS" "FORMA SOCIAL E TOTALIDADE CONCRETA " "A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno" "O ser-se supérfluo e a "angústia da classe média"  "Homo Sacer e "Os Ciganos" "SOBRE O CONCEITO DE VALOR E DE VALOR-DISSOCIAÇÃO" "O REGRESSO DO JORGE" "DON’T TREAT EVERY "THING" ALIKE!" "A NOVA CRÍTICA SOCIAL E O PROBLEMA DAS DIFERENÇAS" ...Veja todos os textos por ordem cronológica em índice, por autores clic em autores.

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