EXIT! CRISE E CRÍTICA DA SOCIEDADE DAS MERCADORIAS

CRÍTICA DO CAPITALISMO PARA O SÉCULO XXI. Com Marx para além de Marx: o projecto teórico do Grupo "EXIT!" Deutsch

Robert Kurz 

A MULHER COMO CADELA DO HOMEM

O cinismo de Mandeville só é ultrapassado pelo do famoso Marquês de Sade (1740-1814), que justamente goza da duvidosa honra de ter o nome associado ao prazer de torturar, que é o sadismo. Na sequência directa de Hobbes e num tom ainda mais duro, Sade também caracterizou, em frases tão secas como claras, a forma de mónada do homem capitalista, logo no início desta ordem social, até hoje a mais monstruosa. “Não nascemos todos isolados? Digo mais: todos inimigos uns dos outros, num estado de guerra perpétuo e recíproco?” (Sade, 2013, p. 87) E, tal como Mandeville, Sade expressou as convicções fundamentais do liberalismo capitalista, sempre apenas insuficientemente veladas, com uma franqueza que, mesmo nas posteriores ideologias racistas, só parcialmente conseguiu ressurgir.

A obra mais difundida de Sade, a história alegórica de Justine, está intimamente relacionada com a fábula das abelhas, tanto no conteúdo como na elaboração. Pequeno volume originalmente, a obra foi sucessivamente aumentada nas diversas versões publicadas entre 1787 e 1797, tendo o autor adicionado inúmeros episódios e digressões filosóficas sempre novas. Se, nas primeiras versões, Sade procedera como se a história tivesse sido escrita com propósitos dissuasivos, ele acabou por tirar também esse véu (de qualquer maneira muito fraco). É em uníssono com Mandeville, e aprovando-o, que faz dizer um de seus personagens, um vilão rico e  liberal:

“Tudo o que sabe a esmola e caridade é coisa tão repugnante para o meu carácter que, mesmo que tivesse três vezes mais ouro, jamais pensaria em dar um tostão a um mendigo. Tenho princípios sobre estas coisas, dos quais jamais me afastarei. O pobre faz parte da ordem da natureza… ajudá-lo equivale a eliminar a ordem estabelecida, e combater a ordem da natureza é destruir o equilíbrio que se encontra na base das suas mais sublimes disposições. É trabalhar em prol de uma igualdade perigosa para a sociedade; é encorajar a indolência e a preguiça.” (Sade, s/d, p. 96/97)

À objecção de que tais ideias significam a perda dos fracos (em sentido capitalista), Sade responde friamente: “Que importa? A França tem mais súbditos do que precisa; o governo, que vê tudo em  grande, pouco se preocupa com os indivíduos, contanto que a máquina (!) funcione bem.” (Sade, s/d, p. 18) E aos suspiros de uma vítima da desigualdade social (“Seria então melhor que nos tivessem asfixiado quando nascemos?”) a voz cortante da razão iluminista responde: “Mais ou menos, mas deixemos...” (Sade, s/d, p. 18) Em seu panfleto A filosofia na alcova, Sade deixa-se mesmo levar por uma espécie de ódio existencial contra os "trabalhadores pobres" e a sua demasiado numerosa descendência "supérflua", e enfurece-se, aqui ultrapassando Mandeville, contra qualquer ajuda pública às casas de pobres:

A mulher como cadela do homem - (Robert Kurz; Maio 1999) Deutsch Livros

Thomas Meyer

BUSINESS AS USUAL

Sobre a loucura continuada do modo de produção capitalista

É sempre agradável, na análise do capitalismo em geral e da crise em 2007/2008 em particular, que a loucura real do capitalismo seja efectivamente percebida e a partir daí se formule uma crítica do mesmo. Acho que é esse o caso do livro de Paul Mattick Jr. (1), escrito em 2011 e traduzido para alemão em 2012, Business as Usual – The Economic Crisis and the Failure of Capitalism. (2)

Neste livro, Mattick descreve a história das crises económicas e pugna por um debate histórico concreto sobre o capitalismo. Por regra, no entanto, as crises não são realmente explicadas nem compreendidas, por incapacidade de relacioná-las com a história interna e com a lógica de valorização do capitalismo. Isto acontece frequentemente porque o capitalismo é percebido como natural, e nem se pensa em considerá-lo historicamente. É o que Mattick tenta remediar neste livro.

O capitalismo como imposição e crise

A situação é conhecida: Com o estouro da bolha imobiliária em 2007/2008 começou a chamada crise financeira. A maioria dos comentários comungavam de uma real falta de compreensão do capitalismo. Com razão se acusou o mainstream da economia, principalmente da neoclássica, (3) de não ter conseguido formular previsões razoavelmente confiáveis, nem ter explicações plausíveis para a actual situação económica. Os críticos do neoliberalismo, da desregulamentação, etc., por sua vez, também foram cegos perante a História, como o keynesiano Paul Krugman, que não se ocupou das razões por que a teoria keynesiana ficou desacreditada nos anos de 1970 (p. 25 )."

Business as usual - (Thomas Meyer; EXIT! nº 14 Maio de 2017) Deutsch

Thomas Meyer

VIGIAR E PUNIR

Terror de Estado democrático em tempos de neoliberalismo

"É sabido que, no patriarcado produtor de mercadorias, o ser humano apenas é reconhecido na medida em que possa provar que é um trabalhador produtivo. Os direitos que lhe são concedidos pela autoridade do Estado são válidos apenas sob reserva. O ser humano tem de enfiar-se à força na capa da forma da subjectividade burguesa, para poder depois lutar pela sua "felicidade" como "agente do trabalho abstracto" (Robert Kurz) (1) ; o que, desde logo, significa ter de vender-se de corpo e alma. Ao mesmo tempo, as categorias reais capitalistas, como dinheiro, mercadorias e trabalho, são consideradas pelo senso comum burguês como determinações ontológicas da existência humana. Assim que se começa a questioná-los na prática, os muito alardeados tolerância e pluralismo burgueses esbarram no seu limite absoluto, e os sujeitos começam a sentir claramente a força da mão visível do Estado (na verdade, já clara nas lutas sociais puramente imanentes ao sistema, como mostram o passado e o presente) (2).

No entanto, se a venda da própria força de trabalho não for bem sucedida, os desastres sociais que se seguem são percebidos, mesmo pelo Estado de direito mais liberal, apenas como um "problema de segurança". (3) Como Robert Kurz anotou no seu livro Schwarzbuch Kapitalismus [O Livro Negro do Capitalismo], a reacção contra os caídos fora e contra os pobres na terceira revolução industrial apenas pode assumir a forma de uma guerra contra os factos, a forma de uma cruzada ("A última cruzada do liberalismo"). (4)

Quanto à guerra contra os factos sociais, o sociólogo francês Loic Wacquant (5), no seu livro Punir os Pobres: a nova gestão da miséria nos Estados Unidos, analisou a mudança na política de justiça criminal e prisional e suas causas nas últimas décadas. Essas mudanças reflectem-se sobretudo na crescente população prisional. (6) Embora o livro já tenha sido lançado há alguns anos [edição original 2009], e também então tenha sido objecto de recensão, ainda vale a pena prestar-lhe atenção, dado que o conjunto das observações de Wacquant, em tempos de limite interno e de estado de excepção permanente, não está de modo nenhum obsoleto, mas continua válido e eficaz. Ainda que Wacquant olhe principalmente para a situação nos EUA, na parte final também entra em desenvolvimentos paralelos na Europa. (7) Naturalmente que nem todos os detalhes e aspectos podem ser aqui delineados, sendo que o material reunido por Wacquant é muito extenso."

Vigiar e punir - Terror de Estado democrático em tempos de neoliberalismo - (Thomas Meyer; EXIT! nº 14 Maio de 2017) Deutsch

Robert Kurz

O FIM DA ECONOMIA NACIONAL

"Que o capitalismo especulativo de simulação se encontrava em rápido processo de decomposição e dissolução categorial em fins do século XX já está claro em muitos aspectos. Não somente o contexto social se dissolve em uma atomização social jamais vista, e não apenas partes inteiras do mundo experimentam uma queda civilizatória em grandes colapsos econômicos; também a nação burguesa, uma categoria essencial da socialização capitalista, cambaleia. Se a nação foi inventada somente no curso da história da modernização capitalista, então, no fim dessa história, ela explodiu em seu próprio interior – a economia fora de controle do capitalismo de crise, que faz explodir a “bela máquina”, destrói seu próprio sistema de referência também nesse aspecto.

     É claro que não se precisa derramar lágrima alguma pela nação. Ela foi, desde o princípio, um constructo manchado de sangue da concorrência capitalista, da repressão social e da exclusão em todos os sentidos. Essa forma distorcida de um falso “nós” serviu sempre para a desorientação e domesticação dos movimentos sociais, a fim de vincular as vítimas da “bela máquina” por uma lealdade irracional. No entanto, a retirada do Estado, ou seja, a decomposição da nação em um cego “processo natural” do capitalismo de crise, não leva à liberdade social, mas aos horrores da dessocialização. No lugar do destrutivo “nós” nacional não surge nenhuma forma social nova, mas apenas o regime de terror econômico da economia empresarial e suas consequências. A nação não desaparece simplesmente, mesmo porque nenhuma estrutura mais desenvolvida ocupa seu lugar; em sua ausência de estrutura, a sociedade se asselvaja."

O fim da economia nacional - (Robert Kurz; Maio 1999) Deutsch Livros

Thomas Meyer

Nota prévia a "A crise do valor de troca", de Robert Kurz

"Apresenta-se aqui expressamente de novo um texto fundamental da crítica do valor, "A crise do valor de troca", escrito por Robert Kurz há já 32 anos. Este texto foi o ponto de partida para posteriores textos e livros sobre a teoria da crise, em que as ideias deste texto continuaram a ser desenvolvidas ou foram mais explicadas, não em último lugar tendo por fundo uma crítica da crítica androcêntrica do valor, formulada por Roswitha Scholz no seu texto "O valor é o homem" (1) e em vários outros. Note-se que este texto fundamental da teoria da crise não é mencionado em lado nenhum por Trenkle e Lohoff no seu livro "A grande desvalorização" (2), sendo que "O colapso da modernização" (3), também de Robert Kurz, é mencionado apenas de passagem, numa nota de pé de página. É uma desonestidade sugerir que a teoria da crise teria saído mais ou menos da cabeça deles (citando aí os dois autores para o efeito também Postone e Konicz).

Mas a motivação para aqui apresentar este texto novamente também se alimenta do facto de ideias muito importantes de Kurz já então terem sido explicitamente formuladas neste texto, de modo que algumas críticas provenientes da esquerda tradicional de modo nenhum podem ser minimizadas como um "mal-entendido", mas devem ser consideradas falhas intelectuais sérias.

Kurz escreveu explicitamente que a desvalorização do valor é um processo que durará décadas:"

Nota prévia a "A crise do valor de troca", de Robert Kurz - (Thomas Meyer; Novembro de 2018) Deutsch Italiano

Gerd Bedszent

A OLIGARQUIA COMO MANIFESTAÇÃO DA EROSÃO DO PODER DE ESTADO

"O termo "oligarquia", herdado da Antiguidade grega, mais não significava realmente do que "poder da minoria", e é geralmente usado no sentido de "domínio dos ricos". O que leva frequentemente os marxistas tradicionais à conclusão apressada de que os Estados capitalistas são todos oligarquias.

É claro que um Estado capitalista moderno só com muita reserva pode ser comparado às formações de poder da Antiguidade. Assim, o termo sofreu uma mudança de significado no nosso tempo. Como oligarcas são actualmente designados os magnatas da economia, que podem estabelecer e impor as suas próprias regras, devido à posição económica proeminente num território limitado, na ausência de um poder estatal em funcionamento. Isso foi possível nas fases iniciais do desenvolvimento do Estado burguês e é-o ainda mais agora, na fase de desmoronamento do poder estatal moderno.

Durante a transição do capitalismo inicial da Europa Ocidental, de cunho estatal, para o livre mercado, indivíduos particularmente enérgicos e brutalmente activos foram capazes de se apoderar temporariamente de ramos económicos inteiros, ditando as condições do respectivo governo. Nos EUA, onde, como é sabido, o capitalismo pôde desenvolver-se livremente, sem ter em consideração as relíquias feudais das relações de produção e de poder que ainda perturbavam a Europa, expandindo-se numa massa de terra aparentemente sem dono, foram chamados oligarcas indivíduos economicamente dominantes, que em territórios recém-explorados exerceram um poder exclusivo, antes que o poder estatal burguês se estabelecesse depois deles. A imposição desta estatalidade, contra a lei da selva concentrada nas mãos de indivíduos, tornou-se parte do mito histórico dos Estados Unidos, e é hoje soprada em numerosos romances de cordel e filmes westerns."

 A Oligarquia como manifestação da erosão do poder de estado - (Gerd Bedszent: EXIT! nº14 Maio 2017) Deutsch

Thomas Meyer

A liberdade da servidão

O anarcocapitalismo como pária do anarquismo

Introdução

Em tempos de crise, são cada vez mais aceites posições que antes ainda podiam ser tidas como minoritárias, ou como um excesso literário. Daí a possibilidade do seu impacto social. A meu ver, isso também se aplica ao "anarcocapitalismo". Não só se lhe referem revistas relevantes da nova direita (como a eigentümlich frei [verdadeiramente livre]), mas também é representado por pessoas mais ou menos notáveis, como Oliver Janich, que considera a UE uma ditadura socialista, e Hans-Hermann Hoppe, para quem uma monarquia seria um mal menor que a democracia.

Poderia supor-se que o anarquismo de esquerda se confrontaria teoricamente com o anarcocapitalismo (ou com os libertários de direita em geral). Mas não é esse o caso. (1) Na minha opinião, principalmente por incapacidade para fazê-lo, devido à sua falta de teoria e de conceitos. Pelo contrário, é possível estabelecer possibilidades de ligações recíprocas.

Para mostrar isso, vamos começar por esboçar as posições anarcocapitalistas, de que são exemplo as de Murray Rothbard, para concluir salientando os déficits teóricos decisivos que o anarquismo de esquerda tem em comum com o anarcocapitalismo.

A Liberdade da servidão - (Thomas Meyer; Junho de 2017) Deutsch

Thomas Meyer

Big Data e o novo mundo inteligente como estádio supremo do positivismo

Em seu artigo "Big Data e o novo mundo inteligente como estádio supremo do positivismo", Thomas Meyer aborda uma tendência recente no panorama científico, para a "física social" e o Big Data, que são aplicáveis em quase toda parte. Os apologistas das "Big Data Sciences" e das suas aplicações esperam resolver assim todos os tipos de problemas. Esses apologistas mostram nisso um forte impulso tecnocrático e uma completa falta de compreensão da sociedade e da história. Assim, Meyer delineia a pretensão da física social, como ela é formulada principalmente pelo cientista da computação Alex Pentland. São ainda inventariadas várias possibilidades de aplicação do Big Data, implementadas em muitos algoritmos. Por exemplo, na luta (preventiva) contra o crime e no prognóstico de possíveis “reincidentes”. A concluir são referidas várias críticas de esquerda (liberais) contra o Big Data, como as de Cathy O'Neil, que podem ser encontradas repetidamente no discurso público. Devido ao enorme barateamento dos sensores, câmaras, etc., todos os tipos de aparelhos podem ser equipados com eles e ligados à Internet. É assim que a "Internet das Coisas" é formada. Aqui, o mundo digital vem, por assim dizer, com inúmeras promessas de salvação: por exemplo, com "dispositivos inteligentes", pode economizar eletricidade e ajudar as pessoas a consumir "verde" e "sustentável". Também para a Internet das Coisas, "do novo mundo inteligente", são referidos críticos de esquerda (liberais), principalmente Evgeny Morozov, e mostradas as suas apreensões. Como regra, o indivíduo burguês é pressionado e ameaçado, na sua maioridade e liberdade de escolha, pelo Big Data e por uma infraestrutura cada vez mais "inteligente". No entanto, a digitalização não é vista por essas críticas no contexto da crise, da repressão social e da dinâmica da valorização capitalista em geral. Por princípio, o sistema de terror capitalista está armado digitalmente. A concluir, Meyer expõe algumas declarações da comunidade científica, que pretendem que, na sequência do Big Data, até é possível dizer adeus à necessidade de elaboração teórica e conceptual. Embora esta afirmação não não deixe de ser contestada na comunidade científica, pode-se aqui, de facto, falar, em citação livre de Lenine, do estádio supremo e último do positivismo. Não podia haver cabecinha académica mais vazia. (Resumo do texto na revista exit! nº 15, Abril de 2018)

1. Introdução: A mediação da teoria e da empiria como totalidade concreta * 2. Algumas ideias críticas sobre o uso da matemática nas ciências (sociais) * 3. A física social de Alex Pentland * . 4. Matemática aplicada como meio de repressão * 5. A Internet das Coisas e a idiotice do indivíduo abstracto * 6. Excurso: Sobre o problema da ética ou moral na crítica social * 7. Big Data e o "Fim da Teoria"

Big Data e o novo mundo inteligente como estádio supremo do positivismo - (Thomas Meyer; EXIT! nº 15 Abril de 2018) Deutsch

Timm Graßmann

DEPOIS DE NÓS, O DILÚVIO

Recensão do livro de Kohei Saito: Natur gegen Kapital. Marx’ Ökologie in seiner unvollendeten Kritik des Kapitalismus [A Natureza contra o Capital. A ecologia de Marx em sua inacabada crítica do capitalismo].

Figuras supostamente ligadas a Marx, segundo se ouve dizer, alertaram para a ecologia como "o novo ópio das massas", (1) afirmaram que "[a] natureza não existe" (2) e explicaram que "a sustentabilidade como tal não é um tema de esquerda" (3). Em sua presente dissertação, Kohei Saito remove essas excentricidades, mostrando que às vezes vale a pena dar outra olhadela ao trabalho inacabado de Karl Marx. E consegue provar que o "casamento infeliz" entre marxismo e ecologia não pode ser estabelecido a partir da própria obra de Marx. Não só Marx não era um modernista ingénuo, que tivesse sido porta-voz dum produtivismo sem ressalvas e glorificado a era industrial, mas "o verdadeiro objectivo da crítica da economia política de Marx não pode ser entendido correctamente [...] se se negligenciar o aspecto da ecologia" (p. 14). Saito acabou por realizar o seu ambicioso projeto: retratar com tal detalhe o pensamento ecológico de Marx, com base na sua crítica da economia, é uma novidade. (4)

Depois de nós, o dilúvio - (Timm Graßmann; Maio de 2018) Deutsch

Tomasz Konicz

Marx é que está a dar, no trabalho, no desporto e a brincar

O actual jubileu de Marx revela sobretudo uma coisa: o crescente conservadorismo duma esquerda que se adapta cada vez mais ao reaccionário espírito do tempo

Marx é que está a dar, no trabalho, no desporto e a brincar - (Tomasz Konicz; Maio de 2018) Deutsch Italiano

Robert Kurz

ESPLENDOR E MISÉRIA DO ANTI-AUTORITARISMO

Tópicos para a história ideal e real da “Nova Esquerda” 

 

Esplendor e miséria do anti-autoritarismo - Robert Kurz; Dezembro de 1988) Deutsch

 

EXIT! Crise e crítica da sociedade da mercadoria, nº 15 (Abril 2018)

Índice e Editorial

EXIT! Theoriezeitschrift

Editorial

A AfD entrou no Parlamento Alemão com quase 13 por cento no Outono de 2017. Um resultado eleitoral não tão surpreendente. (1) A viragem à direita e o sucesso eleitoral dos partidos populistas de direita e neofascistas continuam sem parar. Ao mesmo tempo, soaram contra eles as correspondentes revoltas hipócritas dos democratas burgueses. Acima de tudo, a sua falsidade torna-se clara no facto de estes valentes democratas não poderem conceber aqueles como os seus próprios parentes. Sua característica comum é, sem dúvida, a submissão ao imperativo de valorização do capitalismo. A democracia, portanto, dificilmente poderia ser considerada mais que um polo contrário positivo do populismo de direita, uma vez que o "estado de excepção", ou uma possível ditadura de crise, já estão incluídos na “lógica da dominação da democracia". (2) A única questão é quem – quando necessário – está disponível para ser o cão sanguinário. E a disponibilidade para impor o estado de excepção é o pressuposto tácito da "capacidade de governo" em geral. O neofascismo pode, portanto, ser perfeitamente entendido como continuação do neoliberalismo e da administração de crise repressiva e, ou seja, da democracia por outros (ou pelos mesmos) meios – e precisamente sob condições severas de crise. Além disso, a diferença entre a AfD e os outros partidos é apenas gradual. Se os "velhos partidos" se apresentam como um baluarte da democracia contra o racismo, etc., isso não é para levar a sério. As posições da AfD ou de outros partidos de direita encontram-se sem problemas em representantes dos outros partidos, sejam eles Boris Palmer ("Nós não podemos ajudar toda a gente"), a ordo-liberal Sahra Wagenknecht, com suas posições "nacional-sociais" (4), o agitador da frente transversal Oskar Lafontaine, (5) ou Christian Lindner, que também assumiu posições da AfD na campanha eleitoral de 2017. Em última instância, a AfD apenas terá acelerado a viragem à direita dos outros partidos, ou, mais precisamente, o seu vir a si repressivo."

Índice e Editorial da Revista EXIT! nº 15 - (Thomas Meyer; Dezembro de 2017) Deutsch

Herbert Böttcher

CAPACIDADE DE ACÇÃO E EM CONCRETO!

Carta aberta às pessoas interessadas na EXIT! na passagem de 2017 para 2018

Capacidade de Acção - E em Concreto! - (Herbert Böttcher: Dezembro de 2017) Deutsch

Ler Marx!

Marx lesen

Os textos mais importantes de Marx para o século XXI

Editados e comentados por Robert Kurz

Tradução de Boaventura Antunes

"Marx Lesen", Frakfurt am Main: Eichborn, 2001. ISBN 3-8218-1644-9.

ÍNDICE Deutsch Español

Tomasz Konicz

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E CAPITAL

Can, what is playing you, make it to level-2?

Nick Land

Na singularidade ansiosamente esperada por Silicon Valley

viria a si mesmo o sujeito automático

"Estará a humanidade pronta para servir com devoção os senhores robots, que em breve estarão entre nós? Esta questão, que costuma aparecer nas produções-lixo da indústria cultural, poderia tornar-se de facto bastante real em breve, na opinião de muitos críticos da pesquisa de inteligência artificial (IA). Se os senhores robots ainda quisessem governar a humanidade e não decidissem livrar-se rapidamente dos "sacos de carne" irritantes, numa reedição dos filmes do Exterminador Implacável.

As vozes que advertem contra a pesquisa, em grande parte não regulamentada, sobre inteligência artificial, nos laboratórios de grandes empresas internacionais de alta tecnologia, estão a fazer-se ouvir cada vez mais ultimamente e vêm de uma grande variedade de figuras proeminentes da comunidade da ciência e da alta tecnologia. (1)"

Inteligência artificial e capital - (Tomasz Konicz; Fevereiro de 2018) Deutsch Italiano

Daniel Späth

FRENTE TRANSVERSAL EM TODA A PARTE!

Ou:

A 'novíssima direita', a 'novíssima esquerda' e o

fim da transcendência na crítica social

 

As divagações transversais dos misturadores e mediadores de teorias, que procedem como se o conflito não residisse na coisa em si, mas apenas na unilateralidade do pensamento dos protagonistas até que os amistosos pensadores queer mostrem o meio-termo dourado, que, infelizmente, sempre leva apenas à desrealização pós-moderna da coisa em si tais divagações não permanecem apenas no inofensivo universo do jogo pós-moderno, como mostra Daniel Späth, tomando por tema o movimento de frente transversal em crescimento desde o crash de 2007/8. Nesta primeira parte do seu artigo "Frente transversal em toda a parte! Ou: A 'novíssima direita', a 'novíssima esquerda' e o fim da transcendência na crítica social", ele apresenta o contexto condicional social real e histórico que faz avançar o neofascismo na Alemanha e na Europa, e submete a "novíssima direita" a uma crítica nos vários planos da "totalidade concreta". Depois de um desenvolvimento histórico-teórico da relação entre a universalidade negativa e a particularidade nacional, com especial destaque da ideologia alemã, é estabelecida a relação entre a socialização de crise pós-moderna e a formação do neofascismo alemão, em que assume uma particular importância a reflexão sobre uma viragem imanente pós-moderna. Em seguida, são apresentadas as três alas do neofascismo – "Alternativa para a Alemanha (AfD)", "Vigílias de Segunda-Feira" e “Europeus Patriotas contra a Islamização do Ocidente (Pegida)" – , tanto na sua unidade como também nas suas diferenças. Finalmente, a "dialéctica das ideologias" predominante é submetida a uma análise detalhada, pois as controvérsias internas do neofascismo podem ser reduzidas ao jogar da própria ideologia contra outra, pelo que estas disputas dentro do fascismo serão abordadas em pormenor. (Apresentação do texto na EXIT! nº 14)

Frente  transversal em toda a parte - (Daniel Späth; EXIT! n º 14 Maio de 2017) (pdf) Deutsch

Richard Aabromeit

JEREMY RIFKIN:

A SOCIEDADE DO CUSTO MARGINAL ZERO

Recensão do seu último livro

JEREMY RIFKIN: A sociedade do custo marginal zero (Recensão do seu último livro) - (Richard Aabromeit: EXIT! nº 14 Maio 2017) Deutsch

Robert Kurz

A Honra Perdida do Trabalho

Antigona

A Honra Perdida do Trabalho

O socialismo dos produtores como impossibilidade lógica

A honra perdida do trabalho - (Robert Kurz; Krisis nº10 Janeiro de 1991) Deutsch Español

Tomasz Konicz 

DA SUPERSTIÇÃO À CRENÇA CIENTÍFICA

A nova "Marcha pela Ciência" também revela

como a regressão social  está adiantada no capitalismo tardio

 Da superstição à crença científica - (Tomasz Konicz; Maio de 2017) Deutsch

 

DISSOCIAÇÃO-VALOR, GÉNERO E CRISE DO CAPITALISMO

CLARA NAVARRO RUIZ ENTREVISTA ROSWITHA SCHOLZ

 

Dissociação-valor, Género e Crise do capitalismo Clara Navarro Ruiz entrevista Roswitha Scholz; Dezembro 2017) Deutsch

Robert Kurz

MARX 2000. LA IMPORTANCIA DE UNA TEORÍA DADA POR MUERTA PARA EL SIGLO XXI

(não traduzido em Português) Deutsch English Español

Andreas Urban

Curso intensivo de apologia da medicina moderna

Impressões de uma visita à "Torre dos Loucos" de Viena

Recentemente tive o prazer de visitar pela primeira vez a chamada "Narrenturm" (Torre dos Loucos) em Viena. É um edifício em forma de torre do Antigo Hospital Geral (assim chamado simplesmente pelos vienenses), no qual está a maior colecção de preparados de anatomia patológica do mundo. Integra actualmente cerca de 45.000 objectos tanto preparações húmidas (órgãos conservados em formaldeído) e preparações secas (principalmente ossos e esqueletos), como também as chamadas moldagens (figuras fiéis na forma e na cor de partes do corpo doente, em cera ou parafina, que nos cursos de medicina serviam como material visual, antes da fotografia). Esta colecção anatómica é decididamente merecedora de ser vista, e sobretudo não se deve dispensar uma visita guiada, pois aí como a seguir se verá a pessoa é confrontada com uma continuidade maciça e quase ininterrupta dos mais antigos e cruéis ideologemas que a medicina moderna e a ciência como um todo servem, como base de legitimação social, desde o seu nascimento na fase inicial da modernidade capitalista, e que marcaram duradouramente o auto-entendimento de gerações de médicos (1). Um verdadeiro curso intensivo de apologia da medicina moderna é o que se oferece na "Torre dos Loucos".

Curso intensivo de apologia da medicina moderna - Andreas Urban; Junho de 2017) Deutsch

GRAVAÇÕES AUDIO DAS APRESENTAÇÕES NO SEMINÁRIO EXIT! 2017

As apresentações de Roswitha Scholz, Fabian Hennig, Daniel Späth e Herbert Böttcher podem ser obtidas ou ouvidas em Lesekreis Hamburg ou em Archive.org .

Convite e programa do seminário em português aqui.

Convite para o seminário EXIT! 2017 - (Roswitha Scholz; Outubro de 2017) Deutsch

Thomas Meyer

Crimes económicos e outras bagatelas" Breve comentário ao novo livro de Gerd Bedszent

 "Crimes económicos e outras bagatelas" - Breve comentário ao novo livro de Gerd Bedszent - (Thomas Meyer: Novembro de 2017) Deutsch

Thomas Meyer

Entre a ignorância e a insolência – a apologética da ciência como práxis afirmativa da dominação

 

Nota prévia

Na pequena polémica que segue pretende-se comentar a recentemente surgida apologia académica do transumanismo, que é bem sintomática de uma academia burguesa irrefletida e afirmativa da dominação. Não se fará aqui uma crítica do transumanismo em si, nem da sua imagem do ser humano (nem sequer uma crítica da crítica; no máximo alusões, na medida do necessário); para os interessados, curiosos e críticos/as da ciência são feitas algumas referências bibliográficas (1). Também não pretendo aqui debater se e em que medida os resultados e possibilidades da tecnologia (especialmente biomédica), que foram (ou poderão vir a ser) produzidos pelo capitalismo, poderiam ter um propósito útil num mundo não-capitalista e emancipado, nem como eles teriam então de ser eventualmente transformados para o efeito.

Entre a ignorância e a insolência - a apologética da ciência como práxis afirmativa da dominação - (Thomas Meyer: Novembro de 2016) Deutsch

Daniel Späth

Teoria da alienação e pós-modernidade tardia

O "pesadelo das gerações" e o seu regresso zombie em tempos de desintegração social

 

O renascimento da teoria da alienação e o início da era pós-marxista * Crítica da dissociação-valor e "duplo Marx" * A recepção marxista em contradição – a luta pelo "verdadeiro Marx" e os seus pressupostos burgueses * O "Marx exotérico" da crítica da alienação * O contexto condicional social real da crítica da alienação: A pós-modernidade tardia e a naturalização do sujeito em desintegração do estado de necessidade * A redução da crítica da identidade de Marx na lógica da identidade e o fundo tácito da forma androcêntrica da teoria * "Crítica categorial" ou barbárie

Teoria da alienação e pós-modernidade tardia - (Daniel Späth; Julho de 2017) Deutsch

Robert Kurz

DISSIDÊNCIA PREGUIÇOSA

As características da síndrome de oposição destrutiva na teoria crítica *

O texto inédito de Robert Kurz "Dissidência preguiçosa. As características da síndrome de oposição destrutiva na teoria crítica" baseia-se em muitos anos de experiência justamente com uma “oposição destrutiva” em contextos teóricos de esquerda. Trata-se no essencial do seguinte: "Cada posição da teoria social crítica contém necessariamente contradições internas não resolvidas e questões em aberto, é inacabada e marcada na sua formulação pela individualidade nem sempre nobre dos seus autores. Nenhum corpus de publicações teóricas pode, portanto, ser subscrito integralmente por todos e todas neste contexto comum até ao último detalhe, por assim dizer com o próprio sangue ... A dissidência pode ser bastante proveitosa, quando ocorre como mudança de via histórica, no local intelectual do fim de uma época." Como exemplo ele cita a constituição da antiga crítica do valor ou a crítica da dissociação-valor. Neste caso, no entanto, corre-se o risco de uma forma de dissidência que é tudo menos apontada para a frente: "Teria de se falar, nesse sentido, de uma dissidência regressiva, que geralmente também pode ser designada como dissidência preguiçosa; aludindo, com certeza, ao conceito hegeliano de 'existência preguiçosa'. Trata-se aqui, nomeadamente, não apenas de um papel regressivo no interior de uma transformação teórica, mas mesmo de um impulso de auto-afirmação abstracta destrutiva, ou de uma oposição vazia ... especialmente hoje, em tempos pós-modernos, cujas criaturas se assustam perante qualquer definição, quando parecem ter aderido a um grupo teórico ou político." Vemos repetidamente que temáticas amplamente trabalhadas, como, por exemplo, uma referência crítica ao iluminismo, a rejeição de um entendimento de práxis problematicamente imediato e de uma referência filosófica existencial a "a vida" (ver acima), a definição da relação de dissociação sexual como relação equiparada ao valor para a determinação da forma social, etc., são questionadas no meio mais próximo da EXIT!, sendo proferidos de novo contra elas argumentos mais que velhos, como se fossem algo "completamente novo". Isto é cansativo e não leva longe, tanto mais que existem alguns textos em que essas posições já foram longa e amplamente discutidas e criticadas. Neste contexto, Kurz critica também uma divagação transversal (e/ou queer) pós-moderna, que propaga um pluralismo de opiniões abstracto, sem referência ao conteúdo. “Os misturadores de teorias e mediadores de teorias procedem como se o conflito não residisse na coisa em si, mas apenas na unilateralidade do pensamento dos protagonistas; até que os amistosos pensadores queer mostrem o meio-termo dourado, que, infelizmente, sempre leva apenas à desrealização pós-moderna da coisa em si". (Apresentação do texto na EXIT! nº 14)

 

Diferença, dissenso e dissidência * Pensar por si engorda * Liberdade de crítica * Kannitverstan [não entendo] * Incómodo é agradável * Presente e contra * Heroicamente contra as proibições de pensar * Pensar transversal (e/ou queer) liberta

 

Dissidência preguiçosa - (Robert Kurz; EXIT! nº 14 Maio 2017) Deutsch

Roswitha Scholz

CRÍTICA DA DISSOCIAÇÃO-VALOR E TEORIA CRÍTICA

l.

Donde surge a crítica da dissociação-valor? Em que medida o seu ponto de partida é a teoria crítica? Fui socializada no tempo dos chamados novos movimentos sociais, tendo o movimento das mulheres sido para mim o ponto de referência central. O que se passou então, a meu ver, foi como Silvia Bovenschen descreveu uma vez o ambiente nos primeiros tempos do movimento das mulheres: "Acordámos e o mundo estava diferente". No entanto, logo me chocou o que na teoria crítica se chama "falsa imediatidade". Natureza/ecologia, a questão da mulher, etc. eram agora separadas da intenção original de crítica do capitalismo. Um best-seller na década de 1980 chamava-se Technik und Herrschaft [Tecnologia e dominação], o problema da dominação era agora deslocado para a tecnologia e a mãe natureza tornou-se o verdadeiro ponto de referência do feminismo para partes do movimento das mulheres. Neste contexto, na primeira metade da década de 1980 deparei-me com a Dialéctica do iluminismo, que me pareceu oferecer um ponto de partida para a "questão primordial" do feminismo desde 1968: Como juntar Marx e feminismo, mais a questão ecológica e outras com a repressão da natureza interior? Ao mesmo tempo, entrei então em contacto com os começos de um marxismo crítico do valor, que já em meados dos anos de 1980 tinha feito prognósticos precisos (não profecias) sobre a desintegração do capitalismo nas décadas seguintes, os quais em grande medida foram entretanto confirmados empiricamente.

Crítica da dissociação-valor e teoria crítica - (Roswitha Scholz; EXIT! nº 14 Maio 2017) Deutsch Italiano

 

Robert Kurz

A frieza para com o próprio eu

e a pulsão de morte do sujeito sem fronteiras

A frieza para com o próprio eu e a pulsão de morte do sujeito sem fronteiras - (Robert Kurz; EXIT! nº 14 Maio 2017) Deutsch

Klaus Kempter

 

A importância da crítica do valor e da crítica da dissociação-valor para a ciência da história

Sobre a relevância persistente de Karl Marx

 A importância da crítica do valor e da crítica da dissociação-valor para a ciência da historia - (Klaus Kempter; Maio de 2016) Deutsch

 

Leni Wissen

A matriz psicossocial do sujeito burguês na crise

Uma leitura da psicanálise de Freud do ponto de vista da crítica da dissociação-valor

"Um olhar sobre a imposição e desenvolvimento da sociedade patriarcal capitalista deixa claro que a história interna do capitalismo é perpassada por crises. Socialização capitalista e crises não podem ser pensadas em separado. Mas desde a década de 1970 apresenta-se-nos um processo de crise que aponta para a questão de um "limite interno absoluto do capital" (Kurz 2007, 1ª ed. 2006, 280). Já Karl Marx tinha apontado a possibilidade de um limite interno do capital; a teoria da crise da crítica da dissociação-valor vê esse 'limite interno absoluto da socialização do valor' tornar-se historicamente actual com o aumento dos processos de crise no contexto da terceira revolução industrial: pois, por meio da revolução microeletrónica, é tornado supérfluo mais trabalho no conjunto da sociedade do que pode ser compensado com a expansão dos mercados etc. Este contexto tem sido muitas vezes apontado por parte da crítica da dissociação-valor."

 

A matriz psicossocial do sujeito burguês na crise: Uma leitura da psicanálise de Freud do ponto de vista da crítica da dissociação-valor - (Leni Wissen; EXIT! nº 14 Maio 2017) Deutsch

 

EXIT! Crise e crítica da sociedade da mercadoria, nº 14 (Maio 2017)

 

Índice e Editorial

preciso fazer valer veementemente as distinções e as diferenças, e afirmar claramente uma posição. Aqui se inclui também o reconhecimento de que a Krisis e a EXIT! se distinguem por princípio no que respeita ao individualismo metodológico, à questão da substância do capital e à crítica da dissociação-valor. No entanto, mesmo em eventos e seminários deparamo-nos repetidamente com pessoas que querem fazer uma unificação obrigatória, quase à força, independentemente das tendências de compatibilidade com a frente transversal que saltam à vista, sobretudo no caso das Streifzüge, sendo que da parte da EXIT! desde muito cedo se chamou a atenção para o desvio de direita da crítica do valor (ver, por exemplo, Scholz: Maio chegou," EXIT!, nº 2, 2005).

Se necessário, porém, a teoria crítica também tem de ter a coragem, como sempre, de hibernar numa cabana pobre, e não andar a insinuar-se a todos por toda a parte. Decisivo aqui é o conteúdo e não uma falsa atenção à fraqueza humana, à abertura vazia e à afabilidade. Talvez nunca tenha sido tão necessária como hoje uma distância crítica para com as condições sociais, numa situação em que a crítica (da dissociação e) do valor, tradicionalmente distanciada, parece ter-se tornado obsoleta no seu estar nas nuvens. Quando Wilhelm Heitmeyer hoje constata um desejo de normalidade perigoso e, na verdade, reacionário, que representa o terreno fértil para a sociedade da exclusão por ele estudada há décadas, e verifica com razão que já teríamos podido ter reparado nisso (der Freitag 13.10.2016), o mesmo se aplica também, e por maioria de razão, à crítica radical da dissociação-valor, que prevê (previu) a decadência e finalmente o colapso do capitalismo. Já há mais de 20 anos ela denunciou uma sociedade "de porteiros" (Scholz, Die Metamorphosen des teutonischen Yuppie [As Metamorfoses do Yuppie Teutónico] Krisis 16/17, 1995)."

Índice e Editorial da Revista EXIT! nº 14 - (Roswitha Scholz; Fevereiro de 2017) Deutsch Italiano

Roswitha Scholz

A MÁSCARA DA MORTE VERMELHA

Capitalismo de casino, movimento feminista e desconstrução

Nota Prévia * Juventude, capitalismo de casino e “(des)construção” * A estetização da oposição radical * (Mulheres) em movimento à moda antiga após o colapso do bloco de Leste * Baile de máscaras dos sexos e alienação * Desconstrução e (etno)fundamentalismo * Após a desconstrução… * Bibliografia * Notas

A máscara da morte vermelha - (Roswitha Scholz; Krisis nº 15 1995) Deutsch

Robert Kurz

11. DA GUERRA DE ORDENAMENTO MUNDIAL

AO AMOQUE NUCLEAR?

(Cap. 11 do Livro A GUERRA DE ORDENAMENTO MUNDIAL, Robert Kurz, Janeiro 2003)

"Saber em que extensão e a que velocidade se processará o amoque nuclear da potência mundial democrática depende literalmente da conjuntura do capitalismo das bolhas financeiras; ou seja, de ver por quanto tempo se vai arrastar a sua agonia e em que horizonte temporal serão libertados processos de crise irresolúveis da sociedade mundial para além do seu estado actual. As agulhas já estão acertadas. E não pode subsistir qualquer dúvida de que os EUA, com a primeira arma nuclear que utilizarem na guerra de ordenamento mundial impossível de ganhar contra os fantasmas da crise do capitalismo, também selam a sua autodestruição. A última potência mundial e o “imperialismo global ideal” do Ocidente (cujos componentes restantes, apesar da sua hesitação, terão de partilhar inevitavelmente o destino da sua potência hegemónica) assim apenas acelerarão a ruína do seu princípio de realidade; não serão capazes de manter afastados de si os efeitos secundários da destruição nuclear, ou mesmo de lidar com os mesmos de um modo “calculado”; e ficarão alvo do ódio ilimitado e implacável de uma maioria esmagadora da humanidade que encontrará meios de se vingar, nem que seja de uma forma igualmente desumanizada e infernal."

Da guerra de ordenamento mundial Ao amoque nuclear? - Capitulo 11. (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

A Guerra de Ordenamento Mundial

O Fim da Soberania e as Metamorfoses do Imperialismo na Era da Globalização

jpg

A crise do sistema mundial e o novo vazio conceptual - (Robert Kurz; Janeiro de 2003) Español

As Metamorfoses do Imperialismo - Capitulo 1. (Robert Kurz; Janeiro 2003) Español English

Os Fantasmas Reais da Crise Mundial - Capitulo 2. (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

O Médio Oriente e a Síndrome do Anti-Semitismo - Capitulo 4. (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

O Império e os Seus Teóricos - Capitulo 7. (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

Da guerra de ordenamento mundial Ao amoque nuclear? - Capitulo 11. (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

Robert Kurz

VENDEDORES DE ALMAS

 

Como a crítica da sociedade das mercadorias se torna ela própria uma mercadoria

  

Sumário:

Empresário independente pós-moderno e empresa de crítica de esquerda / Crítica do valor como oferta de mercadorias / O vendedor de bugigangas “de crítica do valor” / Uso múltiplo / O conta-assinantes / Bonzinhos descarados / Auto-promotores mostrando a fraqueza humana / Também eu estou entre as celebridades no panteão / O design é a mensagem / Política de slogans e terapia ocupacional para a clientela / Lirismo da preocupação como literatura de edificação / Para a metafísica de uma compreensibilidade comum / A síntese do encadernador / O princípio do Karaoke / “Apropriação” como mania de originalidade e validade aparentemente autónomas / O clique dos idiotas / O pequeno burguês “crítico do valor” como obra de arte total

Vendedores de almas - (Robert Kurz; Abril de 2010) Deutsch

2.ª edição de MANIFESTO CONTRA O TRABALHO

Manifesto Contra o Trabalho | Grupo Krisis | Antígona

2.ª edição de Manifesto Contra o Trabalho - (Antigona; Abril de 2017

TRABALHO E CAPITAL SÃO AS DUAS FACES DA MESMA MOEDA

"A esquerda política sempre adorou o trabalho com particular fervor. Não só elevou o trabalho ao estatuto de essência do Homem, como produziu a mistificação de transformá-lo num princípio pretensamente oposto ao capital. Na sua perspectiva, o escândalo não é o trabalho, mas sim a exploração do trabalho pelo capital. Por isso, o programa de todos os «partidos dos trabalhadores» sempre foi somente «libertar o trabalho», mas não libertar do trabalho. Ora, o antagonismo social entre capital e trabalho é uma mera contradição de interesses distintos no interior da finalidade autotélica do capitalismo (embora o poder de cada uma das partes seja muito diferente). A luta de classes era a forma de expressão desses interesses antagónicos no terreno social comum do sistema de produção de mercadorias. Fazia parte da dinâmica interna da valorização do capital. Quer a luta fosse por salários, por direitos, por condições de trabalho, ou por postos de trabalho, o seu pressuposto cego continuava sempre a ser a engrenagem dominante com os seus princípios irracionais."

Edição Portuguesa Deutsch Español English

Roswitha Scholz 

O ódio às mulheres está novamente a aumentar

O ódio às mulheres está novamente a aumentar - (Roswitha Scholz; Março de 2017 Deutsch

 Herbert Böttcher

Alguma coisa ainda vai andando! - Sobre o sonho de vida capitalista eterna através de todas as crises.

Carta aberta às pessoas interessadas na EXIT! na passagem de 2016 para 2017

Alguma coisa vai andando! - Sobre o sonho de vida capitalista eterna através de todas as crises. - (Herbert Böttcher: Dezembro de 2016) Deutsch

Roswitha Scholz 

El Patriarcado Productor de Mercancías.

Tesis Sobre Capitalismo y Relaciones de Género

El Patriarcado Productor de Mercancías. Tesis Sobre Capitalismo y Relaciones de Género (pdf) - Roswitha Scholz; Agosto 2013 Deutsch

Richard Aabromeit

As transformações milagrosas da criação de valor

Uma pequena história

"A criação de valor na economia capitalista é desde há cerca de 400 anos uma grandeza fixa, mas também um tema recorrente nas discussões de tipo económico, político, social e até mesmo moral. O que começou por ser estudado em livros e levou a novos livros, é hoje carregado e comunicado na Internet numa parte significativa. Assim me deparei eu há alguns meses, enquanto nela navegava, com o conceito de "criação de valor digital", ou de "cadeias de criação de valor digitais". Portanto, agora também o valor, ou a sua criação, a sua produção, teria recaído na digitalização. Como poderia uma categoria abstracta real ser "digitalizada"? Isso não estava imediatamente claro assim eu pesquisei um pouco, para esclarecer um pouco a história deste neologismo e a curta história ficou pronta!"

As transformações milagrosas da criação de valor  - (Richard Aabromeit; Outubro de 2016) Deutsch Italiano

Robert Kurz

IMPERIALISMO DE EXCLUSÃO E ESTADO DE EXCEPÇÃO

Uma vez que a crise fundamental se tem agudizado cada vez mais, em crashes financeiros, bancarrotas nacionais, conflitos armados, movimentos de refugiados, fome e miséria e não só, vamos publicar de novo nesta edição certas partes do livro esgotado Weltordnungskrieg [A guerra de ordenamento mundial] de ROBERT KURZ. Dada a miséria dos refugiados, no contexto de um ser supérfluo generalizado no decurso do tornar-se obsoleto do trabalho abstrato, a que corresponde o terror da exclusão e uma expansão global cada vez mais visível do estado de excepção, queremos combater também uma (nova) ausência de ideias, que se exprime bem, na sua forma mais aberta, mais brutal e mais imediata, na construção de muros e em actos de violência racista, mas pode assumir formas muito mais subtis e mais hipócritas (por exemplo, na restrição do direito de asilo) e exprimir-se numa suspeita e demasiado "amigável" cultura de boas-vindas. É preciso mostrar aqui que o estado de excepção tem uma longa história, que é mesmo decididamente constitutivo para o capitalismo desde o seu surgimento, e que é necessária uma crítica radical e categorial para abolir as respectivas estruturas. Neste sentido, selecionámos do livro de Kurz capítulos e passagens que têm por temas "imperialismo de exclusão" e "estado de excepção". Já está em andamento uma reedição do livro. (Apresentação do texto no editorial da revista EXIT! nº 13)

Imperialismo de exclusão e estado de excepção - (Robert Kurz; Exit! nº 13 Janeiro de 2016) (pdf) Deutsch Italiano

Daniel Späth

A "pós-verdade" e o último combate de rectaguarda da pós-modernidade neoliberal

Notas sobre a especificidade histórica das conjunturas ideológicas

 

I.

característico de cada variante da consciência burguesa que, após assumir um papel hegemónico, depressa se mostra novamente ultrapassada pela processualidade histórica da constituição fetichista do patriarcado produtor de mercadorias. As ideologias mostram assim, em cada caso sem excepção, que fixam analiticamente a forma da dissociação-valor de uma dada constelação histórica, para jogá-la contra outra época da relação de capital. Consequentemente, o conceito burguês de crítica também se limita a este campo de conflito imanente, sendo que a crítica, ou se refere positivamente à configuração actual da disociação-valor, em cujo nome é denunciada a insuficiência de épocas passadas, ou procura idealizar o passado, perante cujo brilho a decadência do presente vem à luz. Tanto o quadro de referência da ideologia da modernização como o da ideologia da decadência permanecem categorialmente presos na positividade da consciência burguesa, assim acabando o próprio conceito de crítica por ser reduzido ao absurdo."

A "pós-verdade" e o último combate de rectaguarda da pós-modernidade neoliberal - (Daniel Späth; Janeiro de 2017) Deutsch

Roswitha Scholz

"Sem luta nada se consegue"

Roswitha Scholz à conversa com Fabian Henning

sobre dissociação-valor e patriarcado

"Sem luta nada se consegue" - (Roswitha Scholz; Novembro de 2016 Deutsch Italiano

Gerd Bedszent

Da Obamania ao último combate

Comentários a uma vitória eleitoral não tão completamente surpreendente

"Uma estridente gritaria de horror domina os grandes media alemães perante o resultado das recentes eleições presidenciais nos EUA. Dos radicais de mercado de linha dura até às esquerdas que restam, toda a gente está de acordo que o presidente recém-eleito é um desastre. E, naturalmente, também não falta a acusação de que a esquerda é a culpada da vitória eleitoral do candidato presidencial republicano. O que, naturalmente, é um disparate, pois no fim até o (pequeno) Partido Comunista dos EUA apelara ao voto na neoliberal declarada Hillary Clinton. Significativamente, a vitória eleitoral do republicano arquiconservador Trump é aclamada na Alemanha apenas pela direita radical e pela ala direita dos partidos da coligação."

Da Obamania ao último combate - (Gerd Bedszent: Novembro 2016) Deutsch Italiano

Richard Aabromeit 

Agência pós-moderna de viagens a eventos em dificuldades

Agência pós-moderna de viagens a eventos em dificuldade - (Richard Aabromeit; Agosto de 2016) Deutsch Italiano

SEMINÁRIO LER MARX

LER MARX! TESES PARA UM SEMINÁRIO

Seminário ler Marx - (Roswitha Scholz; Setembro de 2016) Deutsch Italiano

Thomasz Konicz

CAPITALISMO DE ROSTO HUMANO

Capitalismo de rosto humano - (Tomasz Konicz; Julho de 2016) Deutsch

Thomasz Konicz

"Halt ze German advance"

Com a vitória do campo do Brexit a forma actual da UE dominada pela Alemanha chegou de facto ao fim. A questão é: o que vem a seguir?

"Halt ze German advance" - (Tomasz Konicz; Junho de 2016) Deutsch Italiano

Thomas Meyer

Crítica do feminismo neoconservador de Birgit Kelle – ou a miséria da análise no milieu queer

Crítica do feminismo neoconservador de Birgit Kelle - ou a miséria da análise no milieu queer - (Thomas Meyer: Junho de 2016) Deutsch

Gerd Bedszent

O PLANETA DOS SUPÉRFLUOS

O Planeta dos Supérfluos - (Gerd Bedszent: EXIT! nº13 Janeiro 2016) Deutsch Italiano

Daniel Späth

Adornitas encasacados e masculinidade sensível

Roswitha Scholz

CRISTÓVÃO COLOMBO FOREVER?

Para a crítica das actuais teorias da colonização no contexto do "Colapso da modernização"

ROSWITHA SCHOLZ neste artigo discute as recentes teorias da colonização no contexto do "Colapso da modernização". Tais teorias ganharam ímpeto no debate da esquerda, pelo menos desde o crash de 2007/2008. Segundo Klaus Dörre, o pressuposto básico, apesar de todas as diferenças em cada abordagem, é que o capitalismo precisa de um exterior para continuar a existir. Frequentemente pressupõe-se uma "acumulação primitiva" sucessivamente repetida. Esta não é considerada limitada aos primórdios do capitalismo, mas é declarada a lei central eterna do capitalismo. Scholz, neste ensaio, contrapõe ao teorema da colonização e correspondentes hipóteses de uma permanente "acumulação primitiva" a dinâmica essencial do capital como “contradição em processo". Para evidenciar as diferenças relativamente à crítica da dissociação-valor, Scholz foca-se nas concepções de colonização de Klaus Dörre e Silvia Federici, proeminentes na Alemanha e não só, sendo que se pode atribuir Dörre uma orientação mais sindical e a Silvia Federici uma orientação mais operaista-feminista. Neste contexto, o artigo prossegue ainda com a dimensão negligenciada por Dörre e Federici das guerras civis mundiais hoje. Mas Scholz também mostra que não é suficiente colocar no centro a "contradição em processo", pelo contrário, a dissociação-valor tem de ser ser entendida como contexto dinâmico de base. Para, entre outras coisas, fazer justiça às diferentes disparidades sociais (económicas, racistas, anti-semitas, etc.) com as suas qualidades próprias, ela tem em conta a dialéctica negativa de Adorno, que naturalmente está em conformidade com a lógica do não idêntico da crítica da dissociação-valor. (Resumo na Revista EXIT! nº 13)

Cristóvão Colombo Forever? - (Roswitha Scholz: EXIT! nº13 Janeiro 2016) Deutsch Italiano

EM MEMÓRIA DE UDO WINKEL

(1937-2015)

"Conheci Udo na Primavera de 1984. Um seminário sobre a Escola de Frankfurt no meu curso exigia alguns conhecimentos básicos sobre Marx e O Capital e assim me inscrevi num curso introdutório da “Initiative marxistische Kritik”. Aí encontrei então Udo, entre outros, que insistiam na teoria de Marx, procurando uma nova orientação contra o espírito do tempo, o qual visava sobretudo criticamente a técnica e as forças produtivas e colocava em primeiro plano a política na primeira pessoa, a preocupação. Udo era um antigo soixante-huitard que tinha fundado a SDS (1) na Universidade de Erlangen-Nuremberga com Robert Kurz e outros. No entanto não foi este o ponto de partida da sua carreira político-teórica."

Em memória de Udo Winkel - (Roswitha Scholz: EXIT! nº13 Janeiro 2016) Deutsch

Bernd Czorny

Ernst Lohoff e o individualismo metodológico

"Lohoff, como se disse, vai por outro caminho, no qual assume um processo de comoditização da riqueza material em mercadoria e depois o do capital dinheiro em mercadoria própria, em vez de tomar como ponto de partida o processo de constituição do capital global. Ele pensa que é necessário extrapolar este processo, determinando uma terceira fase de comoditização, ou seja, a formação de capital fictício como uma mercadoria que desempenha um papel dominante no capitalismo da terceira revolução industrial. Como veremos mais tarde, Lohoff bloqueia assim o caminho para uma teoria objectiva da crise.

Lohoff, portanto, não tem em conta o processo global do capital como pressuposto do movimento dos capitais individuais e das mercadorias individuais. Pois se o capital é o verdadeiro pressuposto da forma da mercadoria, então o "capital global" ou o "processo global" do capital tem de ser o verdadeiro pressuposto do capital individual e, portanto, da mercadoria individual, pois as categorias reais do capital, desde o início e em todos os planos da sua exposição, devem ser entendidas como categorias do todo social, do capital global e do seu movimento como massa global. "Apenas e só o capital global, o todo fetichista, é a entidade categorial." (Kurz 2012, 177 [157])"

 Ernst Lohoff e o individualismo metodológico - (Bernd Czorny; Fevereiro de 2016) Deutsch

Robert Kurz

O CLÍMAX DO CAPITALISMO

Breve esboço da dinâmica histórica da crise

O Clímax do capitalismo - (Robert Kurz; Janeiro de 2012) Deutsch Italiano

Roswitha Scholz 

O REGRESSO DO JORGE

Notas sobre a "cristianização" do espírito do tempo pós-moderno

e sua viragem para o decisionismo autoritário

"Paulo declara na Epístola aos Romanos que só devido à proibição do desejo tinha tido a ideia de desejar, tendo assim já prevaricado contra a lei do ‘não desejarás’, tornando-se pecador e dando deste modo à lei a possibilidade de se legitimar. O objectivo da lei consistiria então única e exclusivamente em justificar a sua própria dominação (!) e em assegurar as relações vigentes. Por isso mesmo, ela também poderia ser abolida por completo. Tirando esta última consequência, a acepção pauliana da lei corresponde à definição de Carl Schmitt, segundo a qual o soberano é aquele que decide sobre o estado de excepção" (Akrap, 2005).

É neste contexto que Badiou reclama agora um "novo Lenine", do qual, a seu ver, o apóstolo Paulo representa um protótipo. Acresce, diz ele, que o "gesto pauliano" deixa antever a perspectiva de Che Guevara, nomeadamente a "de que um outro mundo é possível". Do mesmo modo, também Slavoy Zizek intitula o seu novo livro "A revolução vem aí". Akrap comenta o feito: "Também poderia ter-lhe chamado ‘O modelo Paulo com barbicha à Lenine’" (Akrap, 2005). A este propósito também são de algum interesse os comentários de Anke Deuber-Mankowsky à ideia de Agamben de "Homo sacer": "Schmittiana é (…) também a interpretação da coincidência do interior com o exterior, como irrupção da catástrofe, que segundo Schmitt equivale à catástrofe da vinda do Anticristo (!). Assim, segundo Agamben, a catástrofe da Modernidade é a consequência da anulação da diferença entre a existência política (bios) e a vida nua (zoe) pelo facto de a vida nua – em vez de se distinguir da dimensão política – se tornar o fundamento da dimensão política no campo" (Deuber-Mankowsky, 2001, p. 107)."

O Regresso do Jorge - (Roswitha Scholz; EXIT! nº3 Janeiro 2006) Deutsch

Roswitha Scholz

MAIO CHEGOU

O padrão de digestão ideológica da crise nos contextos da crítica do valor

Da mesma forma que a crise dissolve a capacidade de reprodução da "classe média", que até agora se considerava em segurança, também a esquerda é tomada pelos padrões de elaboração ideológica que, pelos vistos, a ela estão ligados forçosamente. Roswitha Scholz demonstra neste texto que a "crítica do valor" surgida ao longo destes anos também disso não está a salvo. Os conceitos fundamentais da crítica do valor tiveram que ser implementados na esquerda, a custo, só no princípio dos anos noventa, por isso é que hoje se põe o problema da sua banalização, não só por uma recepção superficial nas diversas "cenas" da esquerda, como também pelas próprias tendências regressivas numa parte do anterior círculo da crítica do valor. Neste cenário, representado não apenas pelo resto da "Krisis", recorre-se agora à "preocupação" e a um "quotidiano" amplamente acrítico, bem como a uma ligação populista de esquerda com um mais vasto público do movimento. Há, no entanto, um perigo de recuperação por parte da direita e de posições conservadoras, se porventura, em caso de agravamento da crise, for esquecida a constituição da subjectividade da concorrência patriarcal-burguesa. Como fundamento desta crítica ideológica a uma versão banalizada da própria teoria crítica do valor designa Scholz o pano de fundo social comum de todas as tendências correspondentes: nomeadamente, "a transformação dos homens em donas-de-casa" (Claudia von Werlhof), incluindo nos círculos teóricos de esquerda, no domínio dos média etc., e "a queda da classe média" (Barbara Ehrenreich). Uma "crítica de trabalho" reducionista, bem como um conceito androcêntrico reduzido da "realidade social" têm que dar o mote da crítica do valor na colectânea "Dead Men Working"; racismo, anti-semitismo e sexismo são outra vez degradados a contradições secundárias com novas vestes, em vez de serem compreendidos no seu entretecimento com as disparidades económicas, a relação entre sexos e a construção da "raça", como faz a crítica da dissociação-valor. (Resumo na Revista EXIT! nº 2)

Maio chegou - (Roswitha Scholz; Exit! nº2 Março de 2005 Deutsch

Robert Kurz

INTERESSES LOUCOS

As metamorfoses do imperialismo e a crise das interpretações 

Interesses loucos - (Robert Kurz; Abril de 2001) Deutsch

Richard Aabromeit

VALOR SEM CRISE – CRISE SEM VALOR?

Sobre a ausência de uma teoria da crise em Moishe Postone

Do seminário do círculo de leitura da crítica da dissociação-valor de Dresden, em Maio de 2014, sob o tema "Moishe Postone entre a crítica do valor e o marxismo tradicional".

Valor sem crise - crise sem valor? - (Richard Aabromeit: EXIT! nº13 Janeiro 2016) Deutsch

Revista EXIT! nº 13, Janeiro de 2016

SUMÁRIO E EDITORIAL

"Tempos áureos para teóricos e teóricas da crise!" poder-se-ia pensar, pois afinal dispõe-se de algo parecido com ter os meios teóricos para avaliar a situação social, ou mesmo com ter "sabido da coisa antecipadamente". Em última análise, no entanto, perante a violência das circunstâncias da decadência, está-se mais ou menos tão desamparado como toda a gente. Ainda assim, o poder analítico de uma teoria crítica da sociedade e a irreconciliável intenção de revolucionamento desta, que já lhe está sempre subjacente, talvez possam ajudar a manter uma visão das distorções actuais "realista" no melhor sentido, visão que, designadamente, não seja determinada pela expressão prática de situações sentidas justificadamente como ameaça ou coerção, nem pelas ilusões de estratégias redutoras de superação."

Sumário e Editorial da Revista EXIT! nº 13 - Janeiro de 2016) Deutsch Resumos Italiano Resúmenes

Homo Sacer e os ciganos : uma resenha de Larissa Costa Murad

Homo Sacer e os ciganos: uma resenha de Larissa Costa Murad - (Julho 2015)

Roswitha Scholz 

Homo Sacer e Os Ciganos

O Anticiganismo – Reflexões sobre uma variante essencial e por isso esquecida do racismo moderno

Homo Sacer e os Ciganos

ANTÍGONA

«Nas relações patriarcais capitalistas, a dissociação-valor é o princípio fundamental de socialização, e não apenas o “valor”. A dissociação é um pressuposto para a formação do trabalho abstracto, tanto como este, inversamente, é também seu pressuposto. Existe uma relação dialéctica entre ambos, que se foi transformando no decurso de um processo histórico. Na Modernidade “a mulher” é considerada um “ser natural domesticado”. Pelo contrário, enquanto banido o cigano é livre como um pássaro (vogelfrei); encontra-se no exterior do mundo do trabalho e da lei, e precisamente nesta exclusão ele está dialecticamente incluído na forma jurídica, como homo sacer par excellence – sem dúvida de uma forma diferente da concepção burguesa da relação entre os sexos. Se a dissociação-valor como princípio fundamental se manifesta, por exemplo, no facto de se imaginar a cigana como prostituta, vagabunda e (não em último lugar) ladra, representando o pólo oposto à dona de casa virtuosa e mãe da Modernidade, esta circunstância prende-se com a existência como homo sacer, que representa a “lei” autêntica e fundamental da socialização da dissociação-valor na forma da ausência da lei. Importante é também que a forma feminina, portanto a imagem da cigana, não por acaso representa o cigano enquanto tal, circunstância que deve lembrar que as modernas ideias sobre os papéis dos sexos também contribuíram para a constituição das relações ciganas aparentemente autóctones.»

Homo Sacer e "Os Ciganos"  - (Roswitha Scholz; Exit! nº4 Junho de 2007 Deutsch

Robert Kurz

WOLPERTINGER NO PARQUE JURÁSSICO

A regressão imparável dos círculos da esquerda radical alemã  

"Os fantasmas que andam por aí não são originais, mas dinossauros bonzai, resquícios de um passado glorioso que não chegam aos calcanhares do objecto da sua idolatria. É que Lenine e os verdadeiros coriféus do passado foram, no seu tempo, tudo menos papagaios dos esplendores passados de movimentos e revoluções mas, sim, revolucionários da teoria. E hoje, o que está na ordem do dia, é a revolução da crítica do valor, e não a nostalgia teórica.

Será que os diversos sósias do marxismo do movimento operário acreditam mesmo que podem incutir, uma vez mais, uma "consciência de classe adequada" a um aglomerado social feito de desempregados permanentes, mães solteiras dependentes das prestações da segurança social, sociedades anónimas unipessoais, trabalhadores apenas aparentemente independentes, empresários do pão que o diabo amassou, trabalhadores temporários, aristocratas operários da indústria de armamentos, burocratas sociais da administração de crise etc.? Acreditam mesmo que podem, uma vez mais, recorrer à resistência social sob o rótulo da "luta de classes"? Acreditam mesmo poderem, uma vez mais, abarcar um capitalismo globalizado em função dos imperativos da economia industrial com os conceitos dos imperialismos nacionais? Acreditam mesmo ser-lhes possível reivindicarem, uma vez mais, num mundo marcado pela sobreacumulação estrutural, por crises de dívida e por um capital fictício globalizado, a "mais-valia usurpada" para a "classe criadora de todos os valores", o que, de qualquer forma, sempre foi mais a opção de Lassalle que a de Marx? Acreditam mesmo poderem formular como objectivo socialista, após o colapso da "modernização recuperadora", uma vez mais uma "produção de mercadorias planificada" instituída por um "estado operário"? Quando a esquerda restante, incapaz de renovar a crítica do capitalismo com recurso à crítica do valor, cacareja, na falta de outros conceitos, "luta de classes", em nada contribui para um desenvolvimento ulterior dos esboços de um movimento social.

A regressão em curso de uma esquerda que, na realidade, há muito tempo que deixou de ser radical, já nem sequer pode ser designada, segundo a tão esforçada sentença de Marx, como a farsa que se segue à tragédia. É que a farsa já passou. Quando a "nova esquerda" celebrou, por ocasião das greves de Setembro de 1969 na indústria automóvel, a "redescoberta da classe operária", já se tratava de um malentendido histórico grosseiro. Hoje não existe qualquer manifestação social real que convide a um revivalismo das palavras de ordem do marxismo do movimento operário. Trata-se de uma necessidade puramente ideológica de uma esquerda residual atolada no passado, do mero produto da decomposição de um edifício de ideias em dissolução."

Wolpertinger no Parque Jurássico - (Robert Kurz; Dezembro de 2003) Deutsch

Roswitha Scholz 

Self-Service Canibalesco

Na homepage da revista Streifzüge foi reproduzida a 29 de Abril de 2015 uma homenagem a Robert Kurz publicada antes em Nachdenkseiten, com o título Das Nirwana des Geldes. Zum Gedenken an Robert Kurz [O nirvana do dinheiro. Em memória de Robert Kurz], de Götz Eisenberg. Há aqui uma usurpação fraudulenta de Robert Kurz, como que um self-service canibalesco. Robert Kurz, desde a cisão da Krisis em 2004 até à sua morte em 2012, nunca se cansou de atacar uma crítica do valor redutora que, escaqueirada e com carga vitalista, se esforça por obter um "impacto alargado", de maneira populista. Sobretudo no texto Seelenverkäufer. Wie die Kritik der Warengesellschaft selbst zur Ware wird [Vendedores de almas. Como a crítica da sociedade das mercadorias se torna ela própria uma mercadoria], ele submeteu a uma severa crítica o auto-entendimento e a orientação pluralista da Streifzüge, como exemplo do “movimento interno da contradição de forma e conteúdo da crítica categorial”.

Esta crítica é silenciosamente ignorada pela Streifzüge e sugere-se que Robert Kurz tenha sido sempre um dos "seus". Isso decorre também da ideia de Robert Kurz dada após o texto, ao apresentá-lo como "co-editor  da revista Krisis e membro do grupo com o mesmo nome até este se partir em conflitos internos". Nem uma palavra da Streifzüge sobre o facto de esses "conflitos internos" terem por conteúdo não em último lugar uma popularização problemática e de isso ter levado à criação da revista teórica EXIT!. Para se ter uma ideia da relação entre Robert Kurz, que de facto já não se pode defender, e a Streifzüge, e para prevenir a doença de Alzheimer, mais uma vez se remete vivamente para o texto Seelenverkäufer [Vendedores de almas] de 2010, bem como para toda a rubrica Zur Kritik der verkürzten Wertkritik [Para a crítica da crítica do valor redutora] (1) na homepage da EXIT!, onde também outros autores e autoras apresentam contribuições sobre este tema.

Roswitha Scholz pela Redacção da EXIT!

(1) Dos 12 textos da rubrica estão traduzidos para português dois: DEAD MEN WRITING. Instruções de uso: como transformar a crítica emancipatória num objecto especulativo ao serviço da reprodução pessoal dum bando da intelligentsia lumpen e O DESVALOR DO DESCONHECIMENTO. “Crítica do valor” truncada como ideologia de legitimação de uma nova pequena-burguesia digital (Nt. Trad.)

Self-Service canibalesco - (Roswitha Scholz: Maio 2015) Deutsch Italiano

Boaventura Antunes

Intervenção no XVIII Congresso do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, Lisboa 9-10 Outubro 2015

Intervenção no XVIII Congresso do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, Lisboa - (Boaventura Antunes; Outubro de 2015)

DINHEIRO

Da crítica social à crítica categorial

Dinheiro: Da crítica social à crítica categorial - (Boaventura Antunes; Setembro de 2015)

Johannes Bareuther

O ANDROCENTRISMO DA RAZÃO DOMINADORA DA NATUREZA (1ª PARTE)

Natureza demoníaca e natureza mecânica

1. A derivação da revolução científica feita por Bockelmann a partir da análise da forma de pensar * 2. Separações estruturais na relação com a natureza * 3. Francis Bacon como propagandista da razão dominadora da natureza * 4. A caça às bruxas como crime fundador do patriarcado produtor de mercadorias e o seu papel no estabelecimento da racionalidade científica * 5. Resumo e visão histórica

O androcentrismo da razão dominadora da natureza (1ª parte) EXIT! nº 12 - (Johannes Bareuther; Novembro de 2014) Deutsch

Robert Kurz

Dinheiro sem valor

Linhas gerais para a transformação da crítica da economia política

Dinheiro sem Valor

ANTÍGONA

"A lavandaria automática do capital também parece ter deixado de funcionar. Na realidade, os guardiões institucionais do graal do capitalismo estão a adiar o choque da desvalorização mais que devido, com recurso a métodos cada vez mais aventurosos, porque, no mínimo, intuem que com ele todo o sistema mundial entraria em colapso e, no sentido da economia do capital, apenas restaria terra queimada. Nesta medida, as elites, dispostas a qualquer crime a que uma situação de emergência obrigue, ainda dão provas de uma maior consciência da realidade do que os marxistas residuais e os pós-marxistas – e, mais que todos, Michael Heinrich. Paradoxalmente, ele está aqui em conformidade com, nem mais nem menos, os ideólogos neoliberais hardcore cegos à realidade que, relativamente ao “ajustamento”, se deixam levar pela mesma ilusão e, por isso, exigem que as medidas de resgate sejam abandonadas para que a “natureza” possa finalmente seguir o seu curso. Por outras palavras: a sua tese do “ajustamento” [Bereinigung] revela ser ideologia tão pura e dura como a tese ultraliberal do “ajustamento”

Dinheiro sem valor (Prefácio e Índice) - (Robert Kurz; Maio de 2012) Deutsch

Cap. 20 - O sacrifício e o regresso perverso do arcaico (Dinheiro sem valor) - (Robert Kurz: Maio de 2012) Deutsch

Roswitha Scholz 

A IMPORTÂNCIA DE ADORNO PARA O FEMINISMO HOJE

Retrospectiva e perspectiva de uma recepção contraditória

Neste artigo Roswitha Scholz mostra que na teoria feminista se manteve a capacidade de chegar a uma crítica da forma do patriarcado capitalista até à segunda metade da década de oitenta. Em vez disso passou-se para padrões de pensamento formais e sociologistas. Scholz esclarece aqui a importância de Adorno para a crítica da dissociação-valor, ainda que ele parta apenas da troca e não do valor (mais-valia) como princípio social fundamental, e muito menos eleve a relação hierárquica de género na configuração da dissociação-valor à posição de conceptualidade basilar da sociedade, tratando-a de modo meramente descritivo e como tal a criticando. Scholz também assume de Adorno para a crítica da dissociação-valor a rejeição de um pensamento restringido à lógica da identidade, o que significa além do mais que esta crítica tem de ter em conta as diferentes disparidades sociais. Enquanto isto pertence ao cerne da crítica da dissociação-valor, a partir das contradições da lógica da troca ou do valor só se consegue obter uma crítica da lógica da identidade quando muito à força. Assim, a crítica da dissociação-valor impulsiona para lá de si mesmo não só a Adorno, mas também a ela própria. Ela tem de pôr-se a si mesma em questão para fazer jus à sua essência íntima. Assim se põe em causa o iluminismo. Embora também a crítica da dissociação-valor em certo sentido assente ela própria no iluminismo, ela não exclui uma crítica radical do mesmo. Na crítica da dissociação-valor decide-se designadamente ir ao mesmo tempo radicalmente para lá do pensamento iluminista, mesmo até para lá da dialéctica negativa de Adorno, para manter em aberto a possibilidade – em primeiro lugar de modo apenas conceptual e abstracto – de futuras formas de pensar e de viver não capitalistas nem patriarcais. (Resumo na Revista EXIT! nº 10)

A importância de Adorno para o feminismo hoje - (Roswitha Scholz: EXIT! nº 10 Dezembro 2012) Deutsch

Robert Kurz

A LUTA PELA VERDADE

Notas sobre o mandamento pós-moderno de relativismo na teoria crítica da sociedade

Um fragmento

Conflitos sobre a verdade * Da teorização da política à politização da teoria * (Da politização do privado à privatização do político) * Na ordem do dia estão a táctica, a estratégia, o mimetismo, a camuflagem * O dogma "anti-dogmático" da pós-modernidade * O apertar do parafuso * O lugar na história como campo de batalha das ideias * Linguistic turn * Totalitarismo da linguagem e coisa em si * (Anti-essencialismo) * (A atitude existencial) * (Subjectivismo estrutural) * (A falta de fundamentos da narrativa, construção/desconstrução e discurso) * (Crítica da objectividade negativa ou positivismo do discurso?) * (Relativismo histórico e pós-história) * (Esclarecer o adversário e esclarecer-se si mesmo) * (Negar a objectividade da verdade) * (Do positivismo dos factos ao positivismo da narrativa, da construção e do discurso) * (História da formação e história interna) * (Relativismo estrutural, sem conceito da totalidade) * A história como campo de batalha das ideias, as ideias como armas da história (Os títulos entre parêntesis são de capítulos que não chegaram a ser elaborados: Nota do trad.)

A luta pela verdade - (Robert Kurz: Exit! nº 12 Novembro de 2014) Deutsch

Roswitha Scholz

APÓS POSTONE

Sobre a necessidade de transformação da ‘crítica do valor fundamental'. Moishe Postone e Robert Kurz em comparação – e a crítica da dissociação-valor

Introdução * A argumentação de base de Postone * Individualismo metodológico, estrutura-acção e afins * Forma da mercadoria e forma do capital * Dinheiro – circulação – forma do capital – mais-valia * Relação entre trabalho abstracto e trabalho concreto * Tempo abstracto, tempo histórico concreto, tempo biográfico, tempo do mundo do dia-a-dia e tempo concreto do colapso do capitalismo * Sujeito revolucionário e socialização de classe média * Dissociação-valor, totalidade fragmentada e disparidades sociais: algumas observações necessariamente incompletas sobre o contexto da dissociação-valor como contexto social basilar

Após Postone - (Roswitha Scholz: EXIT! nº12 Novembro 2014) Deutsch

Udo Winkel

A I GUERRA MUNDIAL

"No centenário da eclosão da I Guerra Mundial surgiu uma enchente de análises e literatura de memórias. Ela é repetida e incorrectamente designada como “ruptura civilizacional”, embora o capitalismo se tenha desenvolvido com violência brutal desde o seu nascimento na “acumulação primitiva” (Marx). Só a dimensão mudou, com artilharia, gás venenoso e depois também aviões e tanques."

A I Guerra Mundial - Udo Winkel:  EXIT! nº 12 Novembro de 2014) Deutsch

Roswitha Scholz

VIVA O FETICHE!

 

Sobre a dialéctica da crítica do fetichismo no actual processo de ‘Colapso da modernização’. Ou: quanto establishment pode suportar a crítica social radical?

1. A Nova Leitura de Marx – breve história da crítica do fetichismo desde 1965 e sua multiplicação/massificação hoje * 2. O "Novo espírito do capitalismo", o "Eu empresarial" e a crítica do fetichismo * 3. Crítica do fetichismo e vida académica * 4. Crítica do fetichismo, verdade e conteúdo * 5. Feminismo e crítica do fetichismo * 6. A vontade de viver o mais possível “de modo não fetichista”… * 7. Resumo: crítica do fetichismo como processamento da contradição ou crítica radical?

Viva o Fetiche! - (Roswitha Scholz; Exit! nº 12 Novembro de 2014 Deutsch

Robert Kurz

O sacrifício e o regresso perverso do arcaico

«Este fantasmático sistema do “trabalho abstracto” como forma de movimento da “riqueza abstracta” está no mundo, mas não é deste mundo. Não é nenhum deus, mas o sacrificado que despertou para uma vida própria sintética, deveras fantasmal. Nunca ninguém viu fisicamente deus nenhum, mas o dinheiro transcendentalmente autonomizado pode tocar-se com a mão e até meter na boca, caso se queira. No entanto, continua a ser um extraterrestre. A sua redução a impulsos de lançamento electrónicos, por seu lado, nada altera no apriorismo transcendental; não é por isso que se evapora rumo ao céu. O que são as fantasias mais audaciosas da ficção científica perante esta monstruosidade histórica? O capitalismo não é nenhuma religião, mas sim a dissolução de toda a religião num movimento sacrificial terreno autonomizado: o fetiche do capital. Os fins limitados e imanentemente compreensíveis, diversos e, numa fase inicial, surgidos separadamente, da história da transformação e da constituição (revolução militar, protestantismo, evasões do emaranhado das relações de obrigação pessoais) confluíram, à medida que eram postos em prática, numa autopoiesis objectivada, ou seja, na dominação absurda sobre os humanos de um objecto por eles próprios criado. O “domínio do Homem sobre o Homem” de Marx já não é imediato, constituído de forma pessoal-sacral, mas a função objectivada de uma sujeição a essa tal acumulação como fim-em-si da antiga objectualidade do sacrifício."

O sacrifício e o regresso perverso do arcaico (Dinheiro sem valor) - (Robert Kurz: Maio de 2012) Deutsch

FEMINISMO – CAPITALISMO – ECONOMIA – CRISE

Objecções da crítica da dissociação-valor a algumas abordagens da actual crítica feminista da economia

Feminismo - Capitalismo - Economia - Crise - (Roswitha Scholz; EXIT! nº11 Julho 2013) Deutsch

Robert Kurz

CRISE E CRÍTICA

O limite interno do capital e as fases do definhamento do marxismo.

Um fragmento. Segunda parte

 

"Nenhuma crise histórica no capitalismo pode ser derivada de “lutas voluntárias” imediatas; mas a nova crise económica mundial iniciada no Outono de 2008 muito menos que qualquer das anteriores. Pois aqui já nem sequer superficialmente é possível construir uma conexão causal real com “lutas” ou com “políticas” conscientes, ou quando muito só por meio de fantasmagorias óbvias. O estourar das bolhas financeiras, a falência do Lehman Brothers e o que se seguiu não foi um complot do empire, nem sequer foi devido à mínima “luta social”, tanto nos EUA como noutros lados. Isso até os normalizados construtores de casinhas da Opel e os faz-tudo do submundo da esquerda radical compreendem. Por isso a ideologia de crise subjectivista, perante esta situação, tem de cair no apelo puramente mistificatório a um “nós” ideológico, na realidade dificilmente existente.

 

Crise e Crítica (Segunda parte) - (Robert Kurz; Exit! nº 11 Julho de 2013) Deutsch

 

CRISE E CRÍTICA

O limite interno do capital e as fases do definhamento do marxismo.

Um fragmento. Primeira parte

  

Crise e Crítica (Primeira parte) - (Robert Kurz; Exit! nº 10 Outubro de 2012) Deutsch

Roswitha Scholz 

El "Patriarcado Productor de Mercancías": la teoria del valor-escisión de Roswitha Scholz

El "Patriarcado Productor de Mercancías": la teoria del valor-escisión de Roswitha Scholz: (Álvaro Briales Conseco; Outubro 2013). pdf)

El "patriarcado productor de mercancías" debate con Roswitha Scholz em Madrid (áudio); Novembro 2013 Deutsch

Robert Kurz

A HISTÓRIA COMO APORIA

Teses preliminares para a discussão em torno da historicidade das relações de fetiche

(3ª Série)

SINOPSE: 1. A abordagem da teoria da história para além do marxismo tradicional/ 2. A problemática do conceito de história como constructo moderno/ 3. Aporias solúveis e insolúveis/ 4. A crítica radical da modernidade não pode deixar de ter uma teoria da história/ 5. Dissociação e fetiche/ 6. Capitalismo e Religião/ 7. Sobre o conceito de relações de fetiche/ 8. Metafísica, transcendência e transcendentalidade/ 9. Da divisão de épocas ao relativismo da história/ 10. Alinhar com o processo de desmoronamento da filosofia burguesa da história?/ 11. Que significa pensar contra si mesmo?/ 12. A dialéctica da teoria da história em Adorno/ 13. Crítica do conhecimento da teoria da dissociação e crítica do conceito de história/ 14. Teoria negativa da história e programa de desontologização/ 15. Um novo conceito de unidade entre continuidade e descontinuidade/ 16. Conceitos afirmativos da reprodução e conceitos histórico-críticos da reflexão/ 17. Ruptura ontológica e “superavit crítico [kritischer Uberschuss]”/ 18. Insuficiências e conteúdos de ideologia alemã, reaccionários, da hermenêutica da história/ 19. Fossilização ontológica como vingança da dialéctica/ 20. Consequências possíveis: pose neo-existencialista, decisionismo, reformismo neo-verde.

  A História como aporia (3ª série) - Robert Kurz; Maio de 2007 Deutsch

A História como aporia (2ª Série) - Robert Kurz; Setembro de 2006 Deutsch

A História como aporia (1ª Série) - (Robert Kurz; Agosto de 2006) Deutsch

Robert Kurz

CINZENTA É A ÁRVORE DOURADA DA VIDA E VERDE É A TEORIA

O problema da práxis como evergreen de uma crítica truncada do capitalismo e a história das esquerdas

«A necessidade de aliviar-se “de qualquer maneira” na prática e de um activismo que não quer receber e continuar a exercer a teoria enquanto tal, mas que a quer “realizar” de forma imediatamente prática, e que a apreende em geral a priori num “horizonte de aplicação” parece ser tão forte como a necessidade de urinar. Assim sendo, deter-se “na” teoria provoca um mal-estar semelhante a uma bexiga cheia, mesmo quando ainda não se empreendeu nem se apreendeu muito do ponto de vista teórico. Antes de se entregar à nova problemática da reflexão, antes de desenvolver um pensamento teórico em geral, já não é possível segurar-se e já se quer passar a “vias de facto”, o que geralmente acaba por sujar a roupa. O importante é que seja “prático”. Uma tal incontinência no tocante à tão invocada relação entre teoria e práxis aponta para um entendimento truncado, e arraigado no marxismo tradicional, um entendimento que sempre liga a reflexão teórica a uma “capacidade de acção” ou a uma práxis já pré-estabelecida. A teoria crítica deverá então ser, por um lado, um “manual de instruções para a acção”, merecendo, nesse sentido, gozar de estima; mas, por outro lado, como algo inferior e não-autónomo perante a ominosa “práxis”, ela só deverá ter validade na relação de aplicação.`»

Cinzenta é a Arvore Dourada da Vida e Verde é a Teoria - (Robert Kurz; EXIT! nº 4 Junho de 2007) Deutsch

Roswitha Scholz

LÓGICA DA IDENTIDADE E CRÍTICA DO CAPITALISMO

Notas sobre as reacções da esquerda aos ataques terroristas em Nova Iorque e Washington

De modo tão ilusório como na "questão da mulher", neste contexto o Ocidente também é apresentado como ultra-aberto no que diz respeito ao comportamento sexual, à homossexualidade masculina e feminina etc. A tolerância superficial face aos trans-flexi pretende esconder o facto de que, mais do que permitir diferentes orientações sexuais, o objectivo é impor identidades compulsoriamente flexíveis compatíveis com a globalização e perfeitamente economificadas sem, por isso, suplantar a estrutura fundamental compulsivamente heterossexual. Os Talibãs bárbaros como inimigos das mulheres e adversários dos "perversos" são assim transformados em mera superfície de projecção para poder esconder completamente, na celebração da civilidade burguesa, a relação básica de género inimiga das mulheres e compulsivamente heterossexual que serve de fundamento à sociedade burguesa...

Lógica da identidade e crítica do capitalismo - (Roswitha Scholz; Novembro 2001) Deutsch

NÃO HÁ REVOLUÇÃO EM LADO NENHUM

Carta aberta às pessoas interessadas na EXIT! na passagem de 2011 para 2012

"A esquerda que cheira o traseiro de cada manifestação social à vista na rua o que mais gostaria era de se regalar nas paisagens florescentes de um ano revolucionário em 2011. Para além da falta de vergonha para voltar a desenterrar e a remoer freneticamente a palavra começada por R, que estava enterrada e esquecida, a mera adulação dos diversos protestos e levantamentos não ajuda nada a causa da libertação social. Marx sublinhou com razão que uma transformação verdadeiramente revolucionária apenas progride na medida em que os seus começos e fases de transição são criticados sem dó nem piedade, para os superar e para repelir as suas meias-verdades, falácias e aberrações. Se assim não for, todo o empreendimento se pode transformar no seu contrário. Decisiva aqui é a importância da reflexão teórica. Isto é especialmente verdade numa situação como a de hoje, em que ainda não há uma ideia desenvolvida da ruptura revolucionária com a ordem estabelecida. A forma de mediação é a polémica contra o estado dos movimentos, e não o envolvimento disposto a adaptar-se, reagindo de modo puramente táctico às dificuldades ideológicas e limitando-se a reflectir afirmativamente para os intervenientes a sua falsa consciência imediatista. Depois de mais de 250 anos de história da modernização não há mais espontaneidade inocente..."

Não há revolução em lado nenhum - (Robert Kurz; Janeiro de 2012) Deutsch Français

Robert Kurz

A INDÚSTRIA CULTURAL NO SÉCULO XXI

 

Sobre a actualidade da concepção de Adorno e Horkheimer

 

Da crítica aparente da burguesia intelectual ao culto pós-moderno da superficialidade * Crítica cultural elitista ou emancipatória? * Reducionismo tecnológico * A publicidade como percepção cultural do mundo e de si mesmo * A continuação do "trabalho abstracto" e da concorrência por outros meios * A Internet como novo meio central da indústria cultural * A virtualização do mundo da vida * Interatividade da Web 2.0 e individualização * Uma cultura grátis paga cara * O limite interno do capital e a crise económica da indústria cultural * A caminho do esgotamento das reservas culturais * O mundo não é um acessório. Por que é impossível uma "revolução cultural" separada

A Indústria Cultural no Século XXI - (Robert Kurz; EXIT! nº 9  Março de 2012) Deutsch Vídeo

Roswitha Scholz

Reedição 

O SEXO DO CAPITALISMO

Teorias feministas e a metamorfose pós-moderna do capital

As teses fundamentais deste livro, cuja primeira edição saiu na Primavera de 2000, relacionaram directamente pela primeira vez a crítica do patriarcado moderno com as formas capitalistas basilares de "trabalho abstracto" e valor, em vez de se ficarem no plano sociológico. Ultrapassando o feminismo anterior desenvolve-se a abordagem de uma teorização que apresenta a relação de género burguesa no mesmo nível de abstracção que a crítica da economia política de Marx. Indo para lá quer da antiga noção marxista de "contradição secundária" quer da dissolução pós-moderna do princípio fundamental capitalista em diferenças e situações particulares, a teoria da dissociação sexual ousa afirmar uma nova compreensão da totalidade social que rompe com o universalismo androcêntrico do aparelho conceptual dominante.

O Sexo do Capitalismo. Segunda edição - (Roswitha Scholz; Junho 2011) Deutsch

O Sexo do Capitalismo [Excertos] - (Roswitha Scholz; Janeiro 2000) Deutsch

 

ESTENDE O TEU MANTO, MARIA!

Produção e reprodução na crise do capitalismo

Estende o teu manto, Maria! - (Roswitha Scholz; Junho 2010) Deutsch Français

Roswitha Scholz 

SIMONE DE BEAUVOIR HOJE

O Tabu da Abstracção no Feminismo - (Roswitha Scholz; EXIT! nº8 Julho 2011) Deutsch

Robert Kurz

NÃO HÁ LEVIATÃ QUE VOS SALVE

 

Teses para uma teoria crítica do Estado. Segunda parte

Nota prévia * 23 Por que não constitui o anarquismo qualquer alternativa. A crítica não-conceptual do Estado de Bakunin & Cª. * 24 A discussão conceptualmente confusa com os bakuninistas * 25 A luta pelas necessidades vitais no capitalismo e a constituição automática da política * 26 A "ditadura do proletariado" e o deficit da teoria do Estado * 27 O trauma da Comuna de Paris e a sua lenda * 28 O problema da síntese social como "caixa negra" da ideologia cooperativista * 29 Subjectivação e individualização metodológicas da forma da vontade transcendental * 30 A ditadura de crise do Leviatã ou o estado de excepção como pressuposto e consequência da "vontade geral" * 31 A política como definição do inimigo existencial * 32 Estado de excepção e capacidade política * 33 Executores e executados do estado de excepção * 34 Catástrofe humanitária, pragmatismo de emergência consciente e ideologia de salvação da democracia de esquerda * 35 A miséria do positivismo jurídico * 36 A crença positiva da social-democracia no Estado e as suas metamorfoses * Antevisão da terceira parte

Não há Leviatã que vos salve. Teses para uma teoria crítica do Estado. Segunda parte - (Robert Kurz; EXIT! nº 8  Julho de 2011) Deutsch

NÃO HÁ LEVIATÃ QUE VOS SALVE

 

Teses para uma teoria crítica do Estado. Primeira parte

 

 1 O Estado como "última instância" e as formas de desenvolvimento da crise capitalista mundial • 2 A insuficiência da teoria do Estado e o debate sobre a teoria radical da crise • 3 Desenvolvimento capitalista e historicidade da teoria. A "herança" do iluminismo burguês afirmativo na esquerda da modernização • 4 A teoria do contrato de direito natural e o poder estatal absoluto em Hobbes • 5 O patriarcado objectivado da modernidade e o carácter androcêntrico do Leviatã • 6 "Economia política" absolutista e liberdade de concorrência dos burgueses proprietários • 7 Do liberalismo teológico à forma transcendental da "vontade geral" em Rousseau • 8 O "imperativo categórico" kantiano e a automenorização esclarecida • 9 Adam Smith e a "mão invisível" da máquina da concorrência como a outra face da "vontade geral" • 10 O idealismo de Estado alemão como superação ideológica aparente da duplicação da "vontade geral" • 11 A diferenciação "nacional" anglo-saxónica, francesa e alemã da "vontade geral" • 12 O "estado de natureza" violento entre os Leviatãs e a sua limitação pelo mercado mundial • 13 A "paz perpétua" kantiana como visão duma instituição meta-estatal da "vontade geral" repressiva e o seu desmentido por Hegel • 14 A batalha dos Leviatãs imperiais pelo poder mundial nacional da "vontade geral" • 15 Duas nações em uma. O entendimento do Estado do burguês proprietário como atraso da modernização • 16 O Estado burguês como horizonte de emancipação redutora e a função modernizadora do movimento operário • 17 A repetição feminista da emancipação redutora • 18 O idealismo de Estado alemão como "herança" do movimento operário e a expansão capitalista das funções do Estado • 19 A crítica do Estado no jovem Marx: as contradições da "vontade geral" transcendental • 20 O duplo Marx e a dupla definição do político • 21 O conceito de Estado reduzido à sociologia das classes em Marx e Engels • 22 Trinta anos depois. A reprodução do conceito redutor de Estado no Anti-Duhring de Engels • Antevisão da segunda parte

Não há Leviatã que vos salve. Teses para uma teoria crítica do Estado. Primeira parte - (Robert Kurz; EXIT! nº 7  Dezembro de 2010) Deutsch

Roswitha Scholz

NÃO DIGO NADA SEM A MINHA ALLTOURS

A identidade (masculina) pós-moderna entre a mania da diferenciação e a segurança da teoria marxista vulgar. Réplica às críticas à teoria da dissociação e do valor

Não digo nada sem a minha alltours - (Roswitha Scholz; EXIT! nº7 Dezembro 2010) Deutsch

Roswitha Scholz

FORMA SOCIAL E TOTALIDADE CONCRETA

Na urgência de um realismo dialéctico hoje

Totalidade concreta em Georg Lukács * Totalidade concreta em Theodor W. Adorno * Totalidade concreta em Moishe Postone * Totalidade concreta e crítica da dissociação e do valor * Crítica do fetiche e da reificação como falsa imediatidade em John Holloway * Imediatidade antidialéctica em Hardt/Negri e em Badiou * O falso retorno da dialéctica após o seu suposto fim * Conclusão: alegações finais por um realismo dialéctico, hoje, para lá dos esquematismos tradicionais

 Forma social e totalidade concreta  - (Roswitha Scholz; Exit! nº6 Outubro de 2009 Deutsch

O DESVALOR DO DESCONHECIMENTO

“Crítica do valor” truncada como ideologia de legitimação de uma nova pequena-burguesia digital

O Desvalor do Desconhecimento - (Robert Kurz; Maio 2008) Deutsch

Claus Peter Ortlieb

UMA CONTRADIÇÃO ENTRE MATÉRIA E FORMA

Sobre a importância da produção de mais-valia relativa para a dinâmica de crise final

1. A última crise do capital? Uma controvérsia * 2. Produtividade, valor e de riqueza material * 3. A produção da mais-valia relativa * 4. A tendência de desenvolvimento da mais-valia relativa * 5. Crescimento compulsivo, expansão histórica do capital e limites materiais * 6. Crescimento compulsivo e destruição do ambiente * 7. Conclusão

 

Uma contradição entre matéria e forma - Claus Peter Ortlieb; Setembro de 2008 Deutsch

Robert Kurz

CRISE ECONÓMICA MUNDIAL, MOVIMENTO SOCIAL E SOCIALISMO. 12 TESES.

Comunicação apresentada na Conferência do Fórum Marxista da Saxónia em 14.11.2009

Crise Económica Mundial, Movimento Social e Socialismo - Robert Kurz; Novembro de 2009 Deutsch

Roswitha Scholz

LÓGICA DA IDENTIDADE E CRÍTICA DO CAPITALISMO

Notas sobre as reacções da esquerda aos ataques terroristas em Nova Iorque e Washington

Lógica da identidade e crítica do capitalismo - (Roswitha Scholz; Novembro 2001) Deutsch

WASTE TO WASTE

Os Roma e “nós”

WASTE TO WASTE Os Roma e "nós" - (Roswitha Scholz; Setembro 2008) Deutsch

Robert Kurz

ENTREVISTA À REVISTA ON-LINE “TELEPOLIS”

(Hannover, Alemanha)

Entrevista à REVISTA ON-LINE "TELEPOLIS" - (Robert Kurz; Outubro 2008) Deutsch

A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno

A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno - (Roswitha Scholz; Agosto de 2004 Deutsch

O ser-se supérfluo e a "angústia da Classe média"

O fenómeno da exclusão e a estratificação social no capitalismo

1. Introdução: "Situação de classe", exclusão específica de uma classe, ou desclassificação generalizada? Eis a questão, hoje! 2. O fenómeno do ser-se supérfluo no capitalismo até ao fim do século XIX – breve esboço 3. A "sociedade de classe média nivelada" 4. Individualização para lá da classe e da camada? 5. A destruição da "nova classe média" e os "novos independentes" precários 6. O fetiche da luta de classes 7. Luta sem classes? 8. O último estádio da classe média 9. A sociedade da classe média e o género 10. A sociedade da classe média e a migração 11. A exclusão como problema fundamental do capitalismo. 12. Algumas observações sobre o debate das ciências sociais em torno da exclusão social e da "vulnerabilidade social" nas classes médias 13. A socialização de classe média, a exclusão e a forma social da dissociação-valor.

O Ser-se Supérfluo e a "Angústia da Classe Média"  - (Roswitha Scholz; Exit! nº5 Maio de 2008 Deutsch

PODER MUNDIAL E DINHEIRO MUNDIAL

A função económica da máquina militar dos Estados Unidos no capitalismo global e os motivos ocultos da nova crise financeira

Nota prévia (22.01.2008): O texto que segue foi escrito em Novembro de 2007 para a revista de debates de esquerda "Widersprüch" (Zurique) e aí foi publicado no início de Janeiro [nº 53]. Sob o signo da crise financeira em curso e do mais recente crash bolsista, ele adquire uma actualidade insuspeitada.

Poder Mundial e Dinheiro Mundial - Robert Kurz; Novembro de 2007 Deutsch

A RUPTURA ONTOLÓGICA

Antes do início de uma outra história mundial

A Ruptura Ontológica - Robert Kurz; Agosto de 2004 Deutsch

BARBÁRIE, MIGRAÇÃO E GUERRAS DE ORDENAMENTO MUNDIAL

Para uma caracterização da situação contemporânea da sociedade mundial

Barbárie, Migração e Guerras de Ordenamento Mundial - Robert Kurz; Janeiro de 2005  Deutsch

O PRÓXIMO ORIENTE E A SÍNDROME DO ANTI-SEMITISMO

(Cap. IV do Livro A GUERRA DE ORDENAMENTO MUNDIAL, Robert Kurz, Janeiro 2003)

O Próximo Oriente e a Síndrome do Anti-Semitismo  - Capitulo IV - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

"O COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO" - 15 ANOS DEPOIS

Entrevista à Revista "Reportagem", São Paulo, Outubro de 2004

"O COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO" - 15 anos depois  (Entrevista) - (Robert Kurz; Novembro 2004) (pdf) Deutsch Español Italiano

SERES HUMANOS NÃO RENTÁVEIS

Ensaio sobre a relação entre história da modernização, crise e darwinismo social neo-liberal

Nota Prévia: Este texto constitui a versão escrita de uma apresentação efectuada a 15.11.2005 em Brunnen, Suiça, nas Jornadas Anuais da INTEGRAS (Schweizer Fachverband für Sozial- und Heilpädagogik) [Associação Profissional de Pedagogia Médica e Social]. O texto não desenvolve ideias novas, mas consegue dar, ainda assim, uma perspectiva sobre as afirmações standard na análise da crítica do valor e da dissociação, de outro modo só possível de encontrar espalhada em diversos artigos ou no contexto da argumentação mais extensa dos livros. Os sub-títulos são de responsabilidade da redacção da INTEGRAS. As apresentações desta jornada serão publicadas brevemente em brochura

    Seres Humanos não Rentáveis - Robert Kurz; Janeiro de 2006 Deutsch

A Substância do Capital

O trabalho abstracto como metafísica real social e o limite interno absoluto da valorização.

Primeira parte: A qualidade histórico-social negativa da abstracção "trabalho".

O Absoluto [Absolutheit] e a relatividade na História. Para a crítica da redução fenomenológica da teoria social - O conceito filosófico de substância e a metafísica real capitalista - O conceito negativo de substância do trabalho abstracto na crítica da economia política de Marx - O conceito positivo do trabalho abstracto na ontologia do trabalho marxista - Para a crítica do conceito de trabalho em Moishe Postone - O trabalho abstracto e o valor como apriori social - O que é abstracto e real no trabalho abstracto? - O tempo histórico concreto do capitalismo

A Substância do Capital (primeira parte) - (Robert Kurz; EXIT! nº1 Agosto 2004) Deutsch

Segunda parte: O fracasso das teorias da crise do marxismo da ontologia do trabalho e as barreiras ideológicas contra a continuação do desenvolvimento da crítica radical do capitalismo.

"Teoria do colapso" como palavra de toque e conceito de falsificação da história da teoria marxista - Teorias do colapso reduzidas como posição minoritária marxista na época da guerra mundial I: Rosa Luxemburgo - Teorias do colapso reduzidas como posição minoritária marxista na época da guerra mundial II: Henryk Grossmann - Da diabolização de Grossmann ao atrofiar do debate marxista da crise e do colapso - Sujeito e objecto na teoria da crise. A solução aparente do problema em meras relações de vontade e de forças - A crise e a crítica, a ilusão política e a relação de dissociação sexual - O conceito de quantidade de trabalho abstracto e a acusação de "naturalismo"

A Substância do Capital (segunda parte) - (Robert Kurz; EXIT! nº2 Março 2005) Deutsch

A NOVA CRÍTICA SOCIAL E O PROBLEMA DAS DIFERENÇAS

Disparidades económicas, racismo e individualização pós-moderna.

Algumas teses sobre o valor-dissociação na era da globalização

A Nova Crítica Social e o Problema das Diferenças - (Roswitha Scholz; EXIT! nº1 Agosto 2004) Deutsch

TABULA RASA

Até onde é desejável, obrigatório ou lícito que vá a crítica ao Iluminismo?

Tabula Rasa - (Robert Kurz; Krisis 27 - Novembro 2003)

A IDEOLOGIA ANTI-ALEMÃ

Do antifascismo ao imperialismo de crise: crítica da novíssima essência sectária alemã de esquerda nos seus profetas teóricos

A Ideologia Anti-Alemã (prefácio) - (Robert Kurz; Agosto 2003)

ONTOLOGIA NEGATIVA

Os obscurantistas do Iluminismo e a metafísica histórica da Modernidade

A libertação tem de ser repensada. Após o fim do marxismo e do socialismo do movimento operário, não resta dúvida de que quanto a este postulado abstracto existe um consenso entre a maioria das teóricas e dos teóricos de esquerda que ainda continuem a querer sê-lo. No entanto, mal se trate de definir o novo, que é o que se supõe estar em causa, este não se revela apenas regularmente como o velho em traje novo, mas, antes de mais, como o mais vetusto de entre o velho; nomeadamente, como recaída para o que antecede o marxismo, para o seio da Filosofia iluminista burguesa, em vez de uma tentativa de ir para além do marxismo.

Ontologia Negativa - (Robert Kurz; Krisis 26 - Janeiro de 2003)

Robert Kurz

Razão Sangrenta

20 Teses contra o chamado Iluminismo e os "Valores Ocidentais"

O capitalismo a si mesmo se vence até à morte, tanto materialmente como no plano ideal. Quanto maior a brutalidade com que esta forma de reprodução, tornada modelo social universal, devasta o mundo, mais ela vai infligindo golpes a si mesma e minando a própria existência. Neste quadro se inscreve também o comum ocaso intelectual das ideologias da modernização, numa ignorância e falta de ideias de tipo novo: direita e esquerda, progresso e reacção, justiça e injustiça coincidem de forma imediata, uma vez que o pensamento nas formas do sistema produtor de mercadorias paralisou por completo. Quanto mais estúpida se torna a representação intelectual do sujeito do mercado e do dinheiro, mais horroroso fica o seu tagarelar repetitivo das estafadas virtudes burguesas e valores ocidentais. Não há paisagem do planeta, marcada pela miséria e pelos massacres, sobre a qual não chovam a cântaros lágrimas de crocodilo, de um humanitarismo policial democrático; não há vítima desfigurada pela tortura que não seja usada como pretexto na exaltação das alegrias da individualidade burguesa. Qualquer idiota servidor do estado, que se esforça por escrever umas linhas, invoca a democracia ateniense; qualquer patife ambicioso, da política ou da ciência, pretende bronzear-se à luz do iluminismo.

Razão Sangrenta - tradução revista - (Robert Kurz; Junho de 2002) Deutsch Español

AUSCHWITZ COMO ÁLIBI?

Auschwitz como Álibi? - (Robert Kurz; Junho 2000) Deutsch Español

Textos, entrevistas, conferências

-2015-

Richard Aabromeit

QUE ESCOLHA RESTA À GRÉCIA DEPOIS DAS ELEIÇÕES?

Πἁντα ῥεῖ – apenas na Grécia não?

  Que escolha resta à Grécia depois das eleições? - (Richard Aabromeit; Setembro de 2015) Deutsch

Tomasz Konicz 

MAIS UMA VEZ SE PÕE A QUESTÃO

Quando estoura a grande bolha de liquidez em que está preso o sistema financeiro mundial?

Mais uma vez se põe a questão - (Tomasz Konicz; Junho de 2015) Deutsch

ESTARÁ A CHINA NA IMINÊNCIA DE UM COLAPSO?

O crescimento da economia chinesa financiado pelo endividamento não aguenta mais

Estará a china na iminência de um colapso? - (Tomasz Konicz; Maio de 2015) Deutsch

-2014-

UCRÂNIA – A DUALIDADE DE NACIONALISMO E DESMORONAMENTO DO ESTADO

Ucrânia - a dualidade de nacionalismo e desmoronamento do estado - (Gerd Bedszent: EXIT! nº 12 Novembro 2014) Deutsch

-2013-

BATER CONTRA A PAREDE

Bater contra a parede - (Claus Peter Ortlieb; Novembro de 2013 Deutsch

LIMITES NO ENDIVIDAMENTO E TRAVÕES NA RACIONALIDADE

Limites no endividamento e travões na racionalidade  - (JustIn Monday; Novembro de 2013 Deutsch

FIM DO JOGO

Fim do jogo - (Claus Peter Ortlieb; Agosto de 2013 Deutsch

ELOGIO DO ESBANJAMENTO

Elogio do esbanjamento - (JustIn Monday; Agosto de 2013 Deutsch

-2012-

ESPIRAL DESCENDENTE

Espiral descendente - (Claus Peter Ortlieb; Novembro de 2012 Deutsch

O cocktail de desejos do keynesianismo de esquerda

O cocktail de desejos do keynesianismo de esquerda - (Claus Peter Ortlieb; Setembro de 2012 Deutsch Français Italiano

"MUITAS VENDAS E MUITO TRABALHO"

 "Muitas vendas e muito trabalho" - (JustIn Monday; Agosto de 2012 Deutsch

Em memória de Robert Kurz

Em memória de Robert Kurz - (Claus Peter Ortlieb; EXIT! nº 10 Dezembro de 2012) Deutsch

O TERROR DA CRISE

O terror da crise - (Robert Kurz; Março de 2012) Deutsch Français

-2011-

CEGOS NA CRISE

Cegos na crise - Claus Peter Ortlieb; Novembro de 2011 Deutsch

O FIM DA FÁBULA DO AUTOMÓVEL

O fim da fábula do automóvel - (Robert Kurz; Agosto de 2011) Deutsch

O TERROR DA POUPANÇA E A REVOLTA

O Terror da Poupança e a Revolta - (Robert Kurz; Julho de 2011) Deutsch

REAÇÃO EM CADEIA PÓS-NACIONAL

Reação em Cadeia Pós-Nacional - Robert Kurz; Junho de 2011 Deutsch

UM HERÓI DO MUNDO PÓS-MODERNO

Um Herói do Mundo Pós-Moderno - Robert Kurz; Março de 2011 Deutsch

TRABALHO SEM VALOR

Trabalho sem valor - Robert Kurz; Maio de 2011 Deutsch

O CONSUMO DO FUTURO

O Consumo do Futuro - Robert Kurz; Janeiro de 2011 Deutsch

-2010-

PRÉMIO NOBEL PARA O HARTZ IV

Prémio Nobel para o Hartz IV - Robert Kurz; Outubro de 2010 Deutsch

O FIM DA ECONOMIA DA POTÊNCIA MUNDIAL

O Fim da economia da potência mundial - Robert Kurz; Agosto de 2010 Deutsch

A BOLHA CHINESA

A bolha chinesa - Robert Kurz; Abril de 2010 Deutsch

Falência do Estado e assalto aos bancos

Falência do Estado e assalto aos bancos - Robert Kurz; Fevereiro de 2010 Deutsch

NO FIO DA NAVALHA

Carta aberta às pessoas interessadas na EXIT! na passagem de ano 2009/2010

No fio da navalha - Robert Kurz; Janeiro de 2010 Deutsch

-2009-

SOBREPRODUÇÃO

SOBREPRODUÇÃO - Robert Kurz; Dezembro de 2009 Deutsch

QUEM REGULA O QUÊ?

Porque está a cimeira do G20 com medo da sua própria coragem já na fase preparatória

Quem regula o quê? - Robert Kurz; Setembro de 2009 Deutsch

CAPITALISMO SEM MAIS-VALIA?

Um debate insuficiente sobre os limites do crescimento

 Capitalismo sem mais-valia - Robert Kurz; Julho de 2009 Deutsch

ECONOMIA E PSICOLOGIA

Economia e Psicologia - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch

A GUERRA CONTRA OS JUDEUS

A Guerra Contra os Judeus - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch Italiano

DEFLAÇÃO E INFLAÇÃO

Deflação e Inflação - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch Español

-2008-

O CARISMA DA CRISE

Por que está a obamania condenada ao fracasso

O Carisma da Crise - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch

NÃO HÁ SEGUNDO NEW DEAL

Não há Segundo New Deal - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch

ENTREVISTA À REVISTA IHU ON-LINE

Universidade do Vale do Rio dos Sinos, S. Leopoldo, Porto Alegre, Brasil

Entrevista à REVISTA IHU ON-LINE - (Robert Kurz; Outubro 2008) Deutsch Revista IHU

A ÚLTIMA INSTÂNCIA

A Última Instância - Robert Kurz; Setembro de 2008 Deutsch

A MISÉRIA DA POLÍTICA CONJUNTURAL

A ressurreição do keynesianismo é mais que duvidosa

A Miséria da Política Conjuntural - Robert Kurz; Agosto de 2008 Deutsch

CAPITALISMO POPULAR NUNCA MAIS

A longa ressaca após o desastre da Telekom

Capitalismo Popular Nunca Mais - Robert Kurz; Abril de 2008 Deutsch

A GRANDE QUEIMA DE DINHEIRO

Pacotes de salvamento para bancos em situação catastrófica e caça aos criminosos fiscais

 A Grande Queima de Dinheiro - Robert Kurz; Fevereiro de 2008 Deutsch

-2007-

O lado obscuro do capital

O lado obscuro do capital - (Johannes Vogele; Outubro de 2007) Français

TEMPO É ASSASSÍNIO

   Tempo é assassínio - Robert Kurz; - Abril de 2007 Deutsch

DESARMAMENTO MORAL

A cultura do escândalo como expressão da falta de perspectiva social

Desarmamento Moral  - Robert Kurz; Fevereiro de 2007 Deutsch

A PRÓXIMA ONDA DE RACIONALIZAÇÃO

A próxima onda de racionalização - (Robert Kurz; Janeiro 2007) Deutsch

-2006-

A BOMBA RELÓGIO DAS PENSÕES EMPRESARIAIS

A Bomba Relógio das Pensões Empresariais - (Robert Kurz; Agosto 2006) Deutsch

CRISE DO DÓLAR E CRISE DO EURO

Crise do Dólar e Crise do Euro - (Robert Kurz; Junho 2006) Deutsch

O REGRESSO DO JORGE

Notas sobre a "cristianização" do espírito do tempo pós-moderno

e sua viragem para o decisionismo autoritário

O Regresso do Jorge - (Roswitha Scholz; EXIT! nº3 Janeiro 2006) Deutsch

A PRIMAVERA NEGRA DO ANTI-IMPERIALISMO

Uma aliança não santa de transviados da modernização

A Primavera Negra do Anti-imperialismo - (Robert Kurz; Janeiro 2006) Deutsch

-2005-

A MÁQUINA UNIVERSAL DE HARRY POTTER

O conceito de trabalho imaterial e o neo-utopismo reduzido à tecnologia

A Máquina Universal de Harry Potter - (Robert Kurz; Outubro 2005) Deutsch

ECONOMIA POLÍTICA DO ANTI-SEMITISMO

Economia Política do Anti-Semitismo - (Robert Kurz; Setembro de 1995) Deutsch

O ESTADO DE EXCEÇÃO MOLECULAR

Consciência de crise e "theological turn" da pós-modernidade

O Estado de Exceção Molecular - (Robert Kurz; Agosto 2005) Deutsch

MAIS VALIA ABSOLUTA

Mais Valia Absoluta - (Robert Kurz; Fevereiro 2005) Deutsch

-2004-

EXIT! – AUTO-APRESENTAÇÃO PROGRAMÁTICA

EXIT! - Auto-apresentação programática - (Dezembro de 2004) Deutsch Español Italiano

A RESSURREIÇÃO ECONOMISTICA DA RELIGIÃO

A Ressurreição Economistica da Religião - (Robert Kurz; Dezembro 2004) Deutsch Español

Novos e velhos combates

A humanidade não está preparada, mas tampouco tem outra escolha.

Novos e velhos combates (Entrevista) - (Robert Kurz; Novembro 2004) (pdf) Deutsch Español

O COMITÉ NOBEL PASSOU-SE

Apanhado de uma simpática ronda jornalística de homens

O Comité Nobel Passou-se - (Robert Kurz; Outubro 2004) Deutsch

O ÚLTIMO ESTÁDIO DA CLASSE MÉDIA

O Ultimo Estádio da Classe Média - (Robert Kurz; Setembro 2004) Deutsch Español

A nova simultaneidade histórica

O fim da modernização e o começo de uma outra história mundial.

A Nova Simultaneidade Histórica - (Robert Kurz; Janeiro 2004) Deutsch Español Francais English

-2003-

AS PERFÍDIAS DO CAPITAL FINANCEIRO

LIMITES INTERNOS DA ACUMULAÇÃO, CRÍTICA REDUZIDA DO CAPITALISMO E SÍNDROMA ANTI-SEMITA

As Perfídias do Capital Financeiro - (Robert Kurz; Novembro de 2003) Deutsch Español

O que é a terciarização?

Perspectivas de mudança social.

O que é a terciarização - (Robert Kurz; Novembro 2003) Deutsch Español English Italiano

Um corte maior: Anulação das dívidas

Um corte maior: Anulação das dívidas - (Robert Kurz; Setembro 2003) Deutsch

Não-rentáveis, uni-vos!

Não-rentáveis, uni-vos - (Robert Kurz; Maio de 2003) Deutsch Español English Francais

A MÃE DE TODAS AS BATALHAS

A Mãe de Todas as Batalhas - (Robert Kurz; Abril de 2003) Deutsch Italiano Español English Français

IMPERIALISMO DE CRISE

6 Teses sobre o carácter das novas guerras de ordenamento mundial

Imperialismo de crise - (Robert Kurz; Março de 2003) Deutsch Español English Français Italiano

-2002-

A GUERRA CONTRA A CRISE

A Guerra Contra a Crise - (Robert Kurz; Novembro de 2002) Español

ECONOMIA POLÍTICA DOS DIREITOS HUMANOS

Economia política dos direitos humanos - (Robert  Kurz; Outubro de 2002) Deutsch English Español Italiano

CONTRA-REALISMO

Contra-Realismo - (Robert Kurz; Outubro de 2002) Deutsch Español Francais English

A pulsão de morte da concorrência

Assassinos amoque e suicidas como sujeitos da crise

A pulsão de morte da concorrência - (Robert Kurz; Maio de 2002) Español

A guerra dos dois mundos

A guerra dos dois mundos - (Robert Kurz; Abril de 2002) Español

-2001-

Economia totalitária e paranóia do terror

A pulsão de morte da razão capitalista  

Economia totalitária e paranóia do terror - (Robert  Kurz; Setembro de 2001) Deutsch English Italiano

As leituras de Marx no Século XXI

As leituras de Marx no Século XXI - (Robert Kurz; 2001) Español

POPULISMO HISTÉRICO

A confusão de sentimentos burgueses e a busca de bodes expiatórios

Populismo histérico - (Robert Kurz; Janeiro de 2001) Deutsch English Español Italiano

-2000-

Uma vida humana? Só sem mercado, estado e trabalho.

Robert Kurz fala sobre o Livro Negro do Capitalismo (2000) Español

-1999-

MANIFESTO CONTRA O TRABALHO

Edição Portuguesa Deutsch Español English

O Homem Flexível

O homem flexível - (Robert Kurz; Julho de 1999) Deutsch Español Italiano

A expropriação do tempo

A expropriação do tempo - (Robert Kurz; 1999) Español Français

-1998-

APOCALYPSE NOW!

Sobre a relação entre emancipação e pessimismo cultural

Apocalypse Now! - (Robert Kurz; Janeiro 1998) Deutsch

O DUPLO MARX

O Duplo Marx - (Robert Kurz; Fevereiro 1998) Deutsch Español

Objetividade inconsciente

Aspectos de uma crítica das ciências matemáticas da natureza

Objectividade Inconsciente - (Claus Peter Ortlieb; 1998) Deutsch Español

-1997-

ANTIECONOMIA E ANTlPOLÍTICA

Sobre a reformulação da emancipação social após o fim do "marxismo"

Antieconomia e antipolítica - (Robert Kurz; Krisis 19 - 1997) Deutsch Español

Canhões e Capitalismo

A revolução militar como origem da modernidade

Canhões e Capitalismo -(Robert Kurz; de Março 1997) Deutsch Español English Français

-1996-

Os últimos combates

O Maio parisiense de 1968, o Dezembro parisiense de 1995 e o recente acordo trabalhista alemão.

Os últimos combates - (Robert Kurz; Março de 1996) Deutsch Español

-1995-

ECONOMIA POLÍTICA DO ANTI-SEMITISMO

Economia Política do Anti-Semitismo - (Robert Kurz; Setembro de 1995) Deutsch

O PÓS-MARXISMO E O FETICHE DO TRABALHO

Sobre a contradição histórica na teoria de Marx

O Pós-Marxismo e o Fetiche do Trabalho - (Robert Kurz; Krisis 15 - 1995) Deutsch

A ASCENSÃO DO DINHEIRO AOS CÉUS

Os limites estruturais da valorização do capital, o capitalismo de casino e a crise financeira global

A ascensão do dinheiro aos céus - (Robert Kurz; Julho de 1995) Deutsch Italiano Español

-1994-

O FIM DA POLÍTICA

Teses sobre a crise do sistema de regulação da forma da mercadoria

O Fim da Política - (Robert Kurz; Krisis 14 - 1994) Deutsch Español Italiano

-1993-

DOMINAÇÃO SEM SUJEITO

SOBRE A SUPERAÇÃO DE UMA CRÍTICA SOCIAL REDUTORA

Dominação sem sujeito - (Robert Kurz; Krisis 13 - 1993) Deutsch Español

-1992-

O valor é o homem

Teses sobre a socialização pelo valor e a relação entre sexos

O valor é o homem - (Roswitha Scholz; 1992) Deutsch

-1991-

A HONRA PERDIDA DO TRABALHO

O socialismo dos produtores como impossibilidade lógica.

A honra perdida do trabalho - (Robert Kurz; Krisis nº10 Janeiro de 1991) Deutsch English Español  Italiano antigona

A Superação da Crise e "Utopia"

Os passageiros do Titanic querem ficar no convés, e que a banda continue tocando. Se tivermos que viver mesmo o "fim da história", não será um final feliz.

A Superação da Crise e "Utopia" (Robert Kurz; 1991)

Pequeno Glossário (Robert Kurz; 1991)

Outros Textos

A Dialéctica do Esclarecimento e outros textos de Theodor W. Adorno

A Sociedade do Espectáculo e outros textos de Guy Debord

Trabalho espiritual e corporal - (A. Sohn-Rethel; 1998)

Teses sobre o conceito da história - (Walter Benjamin; 1940)

Crítica do Programa de Gotha - (Karl Marx)

O CAPITAL, CAPITULO I - A Mercadoria - (Karl Marx)

Últimos textos: "EXIT! Crise e crítica da sociedade da mercadoria, nº 15 - Índice e Editorial"... " CRÍTICA DO CAPITALISMO PARA O SÉCULO XXI" "EXIT! - AUTO-APRESENTAÇÃO PROGRAMÁTICA" ...Robert Kurz; "O sacrifício e o regresso perverso do arcaico" "NÃO HÁ REVOLUÇÃO EM LADO NENHUM" "Não há Leviatã que vos salve" "OS ASSASSINOS DE CRIANÇAS DE GAZA" "CINZENTA É A ÁRVORE DOURADA DA VIDA  E VERDE A TEORIA" "O PRÓXIMO ORIENTE E A SÍNDROME DO ANTI-SEMITISMO" "A HISTÓRIA COMO APORIA (3ª série)" "A SUBSTÂNCIA DO CAPITAL (segunda parte)" "A PRIMAVERA NEGRA DO ANTI-IMPERIALISMO" "A DESCER NO ELEVADOR DA HISTÓRIA" "O ESTADO DE EXCEÇÃO MOLECULAR" ... Roswitha Scholz; "FEMINISMO – CAPITALISMO – ECONOMIA – CRISE" O TABU DA ABSTRACÇÃO NO FEMINISMO" "NÃO DIGO NADA SEM A MINHA ALLTOURS" "FORMA SOCIAL E TOTALIDADE CONCRETA " "A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno" "O ser-se supérfluo e a "angústia da classe média"  "Homo Sacer e "Os Ciganos" "SOBRE O CONCEITO DE VALOR E DE VALOR-DISSOCIAÇÃO" "O REGRESSO DO JORGE" "DON’T TREAT EVERY "THING" ALIKE!" "A NOVA CRÍTICA SOCIAL E O PROBLEMA DAS DIFERENÇAS" ...Veja todos os textos por ordem cronológica em índice, por autores clic em autores.

 textos por temas | actual crise | EXIT! | autores | entrevistas | livros | theory in progress | belicismo | mct | cisão krisis | índice | links

Contactos: Berlin - Lisboa - São Paulo - Rio de Janeiro - Fortaleza

Lisboa: última actualização - 06.12.2018

«webmasters»