EXIT! CRISE E CRÍTICA DA SOCIEDADE DAS MERCADORIAS

CRÍTICA DO CAPITALISMO PARA O SÉCULO XXI. Com Marx para além de Marx: o projecto teórico do Grupo "EXIT!" Deutsch

Thomas Meyer

"Nova política de classe"? – Notas críticas sobre discursos actuais (1)

I.

Há já algum tempo que a questão social e a política de classe têm vindo a ser cada vez mais discutidas. Embora as situações sociais etc. tenham sido discutidas desde a primeira década do século, este discurso recebeu um novo impulso nos últimos anos. Uma das razões para isso foi a eleição de Donald Trump, que também foi eleito pelos "trabalhadores" (2). (3) Além disso, estes discursos são motivados pelo facto de a "nova direita" também se referir à "questão social" (ou ao que a direita entende por ela): como o Front National, ou Björn Höcke, que apela ao "patriotismo solidário". Este discurso foi alimentado por várias publicações, especialmente o Regresso a Reims de Didier Eribon. (4)

É de facto verdade que, durante muito tempo, a questão social foi completamente ignorada por vastos sectores da esquerda, deixando de ser tematizada. Isto aplica-se sobretudo à esquerda pós-moderna, que renunciou a qualquer pretensão de verdade, imputou o totalitarismo a qualquer "grande teoria", considerou tudo apenas como discurso, como um jogo de linguagem e, portanto, não estava mais em condições de fazer uma análise actualizada do presente. Não só o pós-modernismo tornou a esquerda apática, como o colapso do bloco de Leste também a conduziu a uma paralisia permanente. As reacções a 1989 foram de duas maneiras: ou a rendição incondicional, ou um "continuar assim" no passo socialista, como se nada tivesse acontecido: Uma crise do capitalismo, um limite interno à valorização do valor não podia existir! (5) Quanto a este aspecto, a esquerda estava de acordo em todas as suas correntes.

Desde o início da crise em 2008, a ignorância total pós-moderna tornou-se cada vez menos sustentável. É o que se vê não só por uma nova recepção de Marx (que é mais equivocada do que acertada), mas também pela evidente intensificação da crise na própria "metrópole". Por isso, não é de admirar que alguns se arrependam agora. Não admira que agora se fale de "nova política de classe". Como ficará claro, no entanto, este debate sobre uma "nova política de classe" é tudo menos novo, e não é exactamente profundo em conteúdo. Tudo parece um pouco déjà vu. Em 2004, Roswitha Scholz escreveu o seguinte, no contexto da crítica à globalização da época: "Mas agora o vento sopra de outra direção. Com o agravamento da situação económica, os cortes cada vez mais profundos nos benefícios sociais, etc., no decurso dos processos de globalização, as questões materiais e socialmente existenciais difíceis voltaram a ser o foco teórico e prático do empenhamento da crítica social desde a segunda metade da década de 1990 […] No entanto, isso também é acompanhado por um renascimento da ideia da luta de classes e, portanto, de uma crítica sociológica superficial do capitalismo, que se reduz à questão jurídica da propriedade. As dimensões do 'sexismo' e do 'racismo', que foram pelo menos rudimentarmente tidas em conta desde a década de 1980, correm mais uma vez o risco de ficar para trás [...]" (Scholz 2004, 15) (embora na nova política de classe se sublinhe sempre que não é isso que se está a fazer).

Assim, quando várias esquerdas querem vender como algo novo um debate que já era anacrónico em 2004, isso só atesta a sua curta memória histórica."

"Nova política de classe"? - Notas críticas sobre discursos actuais (1) - (Thomas Meyer; Maio de 2019) Deutsch

Crítica do valor como embalagem enganadora

1. Introdução

Passaram já alguns anos desde a divisão da Krisis e a consequente dissolução do seu anterior contexto (cf. Kurz 2004). Anos em que os textos da Krisis (e da Streifzüge) têm sido repetidamente criticados pela Exit. (1) Seja por propagarem uma crítica redutora do trabalho, escamoteando ou ignorando as críticas ao sexismo, ao anti-semitismo e ao racismo, seja por expressarem um ponto de vista de classe média de homens precarizados (cf. Scholz 2005). O mais tardar com a referência positiva ao "software livre" e com o escândalo das mercadorias que supostamente já não o são, ou seja, com a propaganda dos chamados "bens universais" como a suposta "irmã das mercadorias", ficou evidente a fixação na esfera da circulação e a adesão ao individualismo metodológico (cf. Kurz 2008).

Desde a publicação do livro A Grande Desvalorização (Lohoff; Trenkle 2012), o termo "mercadorias de segunda ordem" (títulos, produtos financeiros, etc.) tem circulado através de vários textos de Ernst Lohoff, onde as mercadorias de primeira ordem representam os bens de consumo habituais (maçãs, automóveis, armários, etc.). As "mercadorias de segunda ordem" seriam a "nova mercadoria de base", como nova "base da valorização do valor" em substituição da força de trabalho, (Lohoff 2016, 17) e, por último, as mercadorias de segunda ordem seriam a nova "mercadoria-dinheiro" que teria substituído o ouro (Lohoff 2018, 11). Sendo que a nova mercadoria-dinheiro "[existe] apenas no lado do activo do balanço do banco central” (ibid., 38).

A crise do capitalismo é negada no sentido em que se formula, com toda a seriedade, que a acumulação de capital fictício não é nada fictícia, nem o trabalho é de modo algum a única fonte de produção de mais-valia. Norbert Trenkle também partilha este ponto de vista, escrevendo no posfácio da nova edição do Manifesto contra o trabalho: "Na nossa visão de então, a acumulação nos mercados financeiros tinha basicamente um mero carácter de aparência – ao contrário da “acumulação autêntica” através da utilização de força de trabalho – e, por isso, parecia lógico que muito rapidamente ela atingiria os seus limites. Isso também levou a que só pudéssemos fazer afirmações muito gerais e inconcretas sobre a dinâmica do mercado financeiro e sua lógica interna, bem como sobre os seus efeitos sociais. No entanto, considerando apenas a longa duração da era do capital fictício, aquilo era extremamente insatisfatório e apontava uma fraqueza da análise teórica.

É por isso que mais recentemente concentrámos progressivamente a nossa atenção na análise da história interna da era do capital fictício. Isto, no entanto, exigiu uma precisão do conceito de capital fictício e um instrumental categorial correspondente, com o qual se possa compreender a multiplicação do capital fictício como uma forma específica de acumulação de capital. Em primeiro lugar, tinha de ser explicado em que se baseia o potencial de acumulação específico do capital fictício, que de modo algum é meramente “aparente”, e, em segundo lugar, de que resultam os limites internos dessa forma específica de acumulação de capital e como eles são alcançados.

Há alguns anos, Ernst Lohoff deu esse passo teórico no livro A Grande Desvalorização [...] Se agora entendermos a acumulação de capital fictício já não apenas como ‘acumulação aparente’, mas como uma forma específica de acumulação que segue suas próprias leis (e possui seus próprios limites internos), então também podemos mostrar mais detalhadamente que consequências isso acarreta para a categoria trabalho – e, portanto, para a massa de pessoas que dependem da venda da sua força de trabalho. Em primeiro lugar, emerge que o trabalho, do ponto de vista económico, sofre uma perda fundamental de sentido quando o capital já não aumenta essencialmente por meio da utilização da força de trabalho, antes se referindo directamente a si próprio." (Trenkle 2019, destaque no original).

A "absurda teoria de pseudo ‘economia política’" (Kurz 2008, 166) de Lohoff será sujeita de seguida a uma crítica mais detalhada. Aqui retomei críticas anteriores a A Grande Desvalorização (cf. Czorny 2016; Hüller 2015, 345-357), mas refiro-me sobretudo a textos mais recentes de Lohoff (Lohoff 2014, 2016, 2018) e não a A Grande Desvalorização. Antes disso, recordarei o que é essencial sobre o trabalho abstracto, a mercadoria-dinheiro e o processo capitalista de valorização como processo social global."

Crítica do valor como embalagem enganadora - (Thomas Meyer; Outubro de 2019) Deutsch

Jéssica Menegatti

Teoria da dissociação-valor: análise da mercadoria e hierarquia sexual

Jéssica Cristina Luz Menegatti

 Resumo: Este artigo expõe a teoria da dissociação-valor, da filósofa alemã Roswitha Scholz, que se baseia na crítica marxista do valor para entender a inferioridade da mulher como intrínseca à consolidação da forma-mercadoria. A evolução do patriarcado produtor de mercadorias se deu numa divisão de trabalho em que homens ficaram responsáveis pela esfera pública da produção social, enquanto mulheres pela esfera privada da reprodução, o que também representou uma divisão psicossocial e cultural-simbólica: aspectos relacionados à reprodução, os sentimentos, o “amor” e o cuidado, foram atribuídos às mulheres, como atividades inferiores, enquanto aspectos necessários à realização do valor, como força física e mental, racionalidade instrumental, destinados aos homens como representantes de uma realização social superior. Este artigo expõe brevemente a análise histórica empreendida por Scholz, destacando ainda aspectos contemporâneos da dissociação, visando, ainda, demonstrar o quanto a análise da teoria crítica de Scholz é útil para a construção de uma militância feminista interseccional que não se distancie da crítica do capital como gerador e mantenedor de desigualdades.

Palavras-chave: Roswitha Scholz; Crítica do valor; Dissociação-valor.

Teoria da dissociação-valor: ruptura com a mulher ontológica pela analise da mercadoria - (Jéssica Menegatti: Junho 2017) (pdf)

Teoria da dissociação-valor: analise da mercadoria e hierarquia sexual - (Jéssica Menegatti: Maio 2017) (pdf)

Marildo Menegat

Entrevista com Marildo Menegat

(em Dezembro 2016)

Sinal de Menos Qual o significado do ciclo petista e do impeachment na história global do capital e da modernização brasileira fracassada? Aliás, fracassada para quem?

Marildo Menegat – Seria necessário inicialmente sobrepor outra pergunta à sua: qual o sentido que ainda tem um partido (e de esquerda!) neste momento histórico? O clube dos Jacobinos, no seu tempo, participou e dirigiu uma revolução moderna que era na época uma relativa novidade. Na metade do século XIX já havia uma disputa de teorias da revolução – Bakunin, Blanqui, Marx... E no tempo de Lênin a revolução pôde seguir um modelo 'científico' que, inclusive, se pretendeu universal. A história das revoluções, porém, se empobreceu vertiginosamente depois dos anos 1970. Para tomarmos um modelo teórico de referência neste assunto, o que Gramsci chamou de 'guerras de movimento', que explicava o tipo de revolução em países com sociedades civis gelatinosas etc, chegou ao seu limite – lógico e histórico – naquela década. A outra modalidade de revolução, formulada por este mesmo autor, a de 'guerra de posição', mais comum nos países europeus ocidentais depois da IIª GM – tanto na modalidade social-democrata, como na eurocomunista, também esgotou seu arsenal de conquistas nestes mesmos anos (as datas podem variar, mas estão entre o Maio de 1968 na França e a Itália dos 1970). Depois deste marco histórico, ao que parece, o partido como organizador de um processo revolucionário perdeu sua substância. Algo muito grave e profundo ocorreu na sociedade burguesa que passou a desfibrar tal modalidade de organização. Não foi apenas seu posicionamento crítico contra o capital (o chamado programa) que perdeu densidade, a base social dos partidos de esquerda erodiu, enfraquecendo-os de modo irremediável. E aqui começo responder a sua pergunta, o PT nasceu justamente nesta conjuntura histórica de fim de linha. Por isso, seu sucesso inicial precisa ser bem compreendido, para não se projetar expectativas sobre sua história que não estavam em jogo. A explicação mais comum sobre as origens do PT procura entendê-lo a partir da atuação de uma classe operária numerosa e combativa, formada nos anos de intensa industrialização da ditadura militar e que, por sua própria situação objetiva, teve força para protagonizar os momentos mais espetaculares do enfraquecimento político que levaram ao termino do regime. Derivaria desta situação a sua força para propor a criação de um partido que se apresentava como uma necessidade histórica que daria unidade a um amplo movimento popular que surgiu junto, e por motivos semelhantes, às greves operárias do ABC paulista. Nesta chave ele é entendido como a organização política da ala radical e popular do movimento pela redemocratização do país que deveria concluir o processo de modernização, elevando finalmente o Brasil aos padrões ocidentais de civilização. Contudo, há dois problemas nesta explicação. O primeiro é que a experiência mais próxima a uma revolução, já vivida por aqui, ocorreu no período pré-1964, cujo golpe a interrompeu preventivamente – e quem dirigiu este processo foram os velhos PTB-PCB, com todos os limites que os caracterizavam. Creio que nesta experiência se esgotaram as possibilidades de uma revolução popular como mito fundador mais democrático (e esclarecido) de uma moderna sociedade produtora de mercadorias no Brasil. Francisco de Oliveira no ensaio Ornitorrinco diz algo parecido com isto. Este argumento ganha consistência se lhe acrescentarmos a crítica de Moishe Postone ao marxismo tradicional, visto por ele como uma esquerda restrita a crítica da distribuição de riqueza no capitalismo e não a crítica das categorias fundamentais que constituem este modo de produção enquanto uma objetividade abstrata destrutiva. O tempo histórico possível para esta distribuição de riqueza, tudo indica, está encerrado. Por isso, um partido revolucionário que surge num tempo em que as revoluções se encerraram – ao menos no modelo moderno que as conhecemos – somente será revolucionário por ilusão de seus membros. Tudo isto posto para dizer que o PT somente foi ou pôde um dia ter sido sonhado como revolucionário por meio de uma sorte de projeção ideal que nada tem a ver com sua história. O segundo problema da explicação comum das origens do PT é que se exclui de antemão a hipótese de que ele possa ser algo muito original, um tipo novo de partido – e talvez único, o que indicaria inclusive a impossibilidade de ser copiado. O PT nasceu no início do colapso do processo de modernização da sociedade brasileira, que é parte – um momento articulado – da crise estrutural do capitalismo iniciada nos anos 1970. Neste sentido, ele representou durante muito tempo a capacidade de reação e resistência das camadas populares e de setores das classes médias que, por diversas razões, se pensavam nos velhos moldes de uma sociedade estável e centrada na dinâmica do progresso – que, aliás, aparecia a estes mesmo setores como algo eterno. Por isso, a ilusão da revolução surgia com frequência como uma miríade, um motivo indefinido de alegria em dias de festa, mas nada real objetivamente. Ele foi a grandeza e a miséria do fim de um tempo e o início de outro que, a princípio, o PT não podia entender e, depois, quando isso era possível, não quis entender. Portanto, se ele não surgiu numa conjuntura em que as revoluções se apresentavam como possibilidades no horizonte histórico – basta lembrar a ominosa coincidência das eleições presidenciais de 1989, em que a Frente Brasil Popular apresentava-se como uma proposta, mesmo que moderadamente socialista, ao mesmo tempo em que o socialismo desmoronava no leste europeu – que sentido poderia ter sua existência que o fez efetivamente ser um partido de esquerda e de massas?"

Entrevista com Marildo Menegat - Sinal de Menos: Dezembro 2016

Violência e Barbárie: um pequeno estudo sobre as origens remotas do bolsonarismo - (Marildo Menegat: Maio 2019) (pdf)

Feitiço de fundo do quintal - o PT, a crise e a economia política da barbárie - (Marildo Menegat: Abril 2017) (pdf)

Entrevista a Marildo Menegat - SUL21: Fevereiro 2019

Entrevista com Marildo Menegat - IHU online: Maio 2019

Entrevista com Marildo Menegat - IHU online: Julho 2018

Entrevista com Marildo Menegat - Revista Maracanan: Junho 2018 (pdf)

Superação da Forma

Entrevista de Wilhelm Beermann

a Robert Kurz

"Acho que há aqui um mal-entendido. A crítica do capital não é automaticamente uma crítica da forma social, da própria forma da mercadoria. Esse é o problema central. Referir-se à forma da universalidade, no sentido em que se diz que há aqui uma autocontradição, isto é, que a forma da universalidade não é tão universal como diz – isso é um mal-entendido para mim. Pois a forma que está aqui em questão, a conotação que ressoa aqui, é naturalmente a universalidade de tudo o que tem o rosto humano, num sentido positivo. Mas se a virarmos e dissermos que esta universalidade, esta abstração da forma, é que é em si negativa, então também podemos identificá-la com a forma da mercadoria, sendo que todos estamos entretanto na forma da mercadoria, e também na subjectividade. E agora, na medida em que elas hoje se tornam assim, ou se tornaram reais, a negatividade dessa universalidade também emerge, e terá de ser criticada como tal. Assim, não mais em sua autocontradição, onde a universalidade ainda teria de ser redimida, mas na superação dessa universalidade abstracta em si e, portanto, na superação da liberdade e da igualdade, que como abstrações puras que são nada mais reflectem do que a liberdade e a igualdade da própria forma. Isso – penso eu – é uma diferença decisiva relativamente a Theunissen. O que ele refere, na verdade, é apenas a história da imposição, na qual ainda fazia sentido a queixa em relação às massas de trabalhadores, aos povos coloniais, etc., que ainda não estavam na forma da mercadoria; pois, naturalmente, não pode haver retorno para trás dessa modernidade. E os conteúdos de emancipação que estão nessa modernidade foram reclamados também por aqueles que estavam fora. Mas este é o problema da história da imposição da própria forma da mercadoria, que as massas subordinadas, os povos coloniais, e, não menos importante, as mulheres, reclamaram para entrar nesta universalidade da forma da mercadoria como sujeitos plenamente válidos, e só neste contexto se encontra a referência central da autocontradição. Mas, na medida em que isso se concretizou, a própria forma se torna o problema."

A Superação da Forma - (Entrevista de Wilhelm Beermann a Robert Kurz; Maio de 1992) Deutsch

Claus Peter Ortlieb

Ilusão Matemática

Com o texto "Ilusão matemática", Claus Peter Ortlieb volta ao fundamental de uma crítica das ciências matemáticas da natureza. Sabe-se que, particularmente as ciências naturais, reivindicam para si uma objectividade que pretende nada ter a ver com os sujeitos investigadores, nem com o seu interesse social específico no conhecimento, nada ter a ver com a forma social; assume-se, por assim dizer, a "visão de lugar nenhum" (Elisabeth Pernkopf). Ortlieb opõe-se à ideia, amplamente generalizada nas ciências exactas, de que a realidade é, na sua essência, de natureza matemática, de que a matemática e as leis formuladas na sua linguagem seriam, portanto, uma qualidade natural, independente das pessoas e do seu olhar sobre o mundo. A análise exacta do procedimento matemático-científico real prova que esta ideia está errada. Trata-se de um fetichismo, que projecta a sua própria forma de conhecimento historicamente específica e os seus instrumentos no objecto do conhecimento, fazendo daqueles propriedade deste. A conexão com o fetichismo da mercadoria é óbvia, e também pode ser mostrado que o conhecimento matemático da natureza tem como seu pressuposto a dissociação do feminino. (Apresentação do texto na exit! n º 15, Abril de 2018).

Ilusão matemática - Claus Peter Ortlieb; exit! n º 15; Abril de 2018) (pdf) Deutsch

Morreu Claus Peter Ortlieb

Morreu Claus Peter Ortlieb - (Herbert Böttcher: Setembro de 2019) Deutsch

Roswitha Scholz

O fim da pós-modernidade e a

ascensão de "novos" pseudo-realismos.

Objecções da crítica da dissociação e do valor ao novo realismo,

ao realismo especulativo e ao aceleracionismo

O artigo aborda as muito discutidas linhas de pensamento do novo realismo, do realismo especulativo e do aceleracionismo. Embora com isso regressem ao centro das atenções conceitos como verdade, realismo, materialismo e "coisa em si" (Kant), ao contrário do desconstrucionismo até recentemente dominante, no entanto, significativamente, ao mesmo tempo esses conceitos voltam a ser revogados, como se verá. A constituição fetichista da socialização patriarcal capitalista, que é o que importa agora, permanece excluída. Em vez disso, tais linhas de pensamento voltam a cair de maneiras diferentes no positivismo, na racionalidade, na ideia de progresso e/ou num irracionalismo, ou seja, em arquétipos do pensamento burguês-patriarcal, que se alimenta em grande parte da dissociação do feminino. Elas provam ser completamente incapazes de contribuir com qualquer coisa para transcender a catastrófica socialização patriarcal capitalista. Tais movimentos de pensamento são, portanto, mais uma fuga à realidade do que uma preocupação em transcendê-la (criticamente).(Apresentação do texto na exit! nº 15)

 

1. Introdução: A pós-modernidade, com a sua hipostasiação da linguagem e do discurso, já deu obviamente o que tinha a dar

2. Crítica da dissociação e do valor, pós-modernismo, iluminismo e contra-iluminismo

3. O "novo realismo", o "realismo especulativo" e a aceleração

3.1 O "novo realismo

3.1.1 Maurizio Ferraris: Manifesto do novo realismo

3.1.2 Markus Gabriel: O mundo não existe

3.2 O "Realismo Especulativo"

3.2.1 Graham Harman: A Terceira Mesa

3.2.2 Quentin Meillaissoux: Crítica do correlacionismo

3.3 Aceleração

3.3.1 Nick Srnicek/Alex Williams: "Manifesto Acelerar: por uma Política Aceleracionista"

3.3.2 Ray Brassier: Aceleração e contradição em processo

4. Crítica da dissociação e do valor, novo realismo, realismo especulativo e aceleração

4.1 Claus Peter Ortlieb: Crítica da dissociação e do valor e ciências naturais matemáticas: "Objectividade Inconsciente"

4.2 Resumo: Crítica da dissociação e do valor, novo realismo, realismo especulativo e aceleração

Bibliografia

 

1. Introdução: A pós-modernidade, com a sua hipostasiação da linguagem e do discurso, já deu obviamente o que tinha a dar

(...)

O fim da pós modernidade e a ascensão de "novos" pseudo-realismos. - (Roswitha Scholz; exit! n º 15; Abril de 2018) (pdf) Deutsch

Robert Kurz

Identidade Zero

Texto publicado já em 1994, mas que mantém hoje toda a actualidade, face aos novos movimentos populistas de direita e neo-fascistas, bem como à crescente mania da identidade. Kurz esboça as razões por que, na Modernidade, surge e se impõe às pessoas algo como a "identidade", seja ela nacional ou cultural. O facto de certas tradições e práticas serem pavoneadas como identidade resulta, acima de tudo, da dinâmica da valorização capitalista, que tudo subverte, e do conteúdo vazio da abstracção valor. A identidade serve, por assim dizer, uma necessidade incontornável de estabilidade. Kurz também descreve a conexão entre forma do pensamento científico e forma do dinheiro, já sugerida por Sohn-Rethel. O pensamento científico, ou, mais precisamente, o pensamento matemático, segundo Kurz, também sujeita "a múltipla peculiaridade" do mundo "a uma abstracção estranha e exterior". Finalmente, Kurz constata que a pós-modernidade não formulou uma crítica consequente da identidade e da coerção identitária, mas procura reconhecer as múltiplas identidades do capitalismo, na sua diferença. Segundo Kurz, estas "pós-identidades" lançam as bases para uma "guerra civil molecular". (Apresentação do texto na exit! nº 15, Abril de 2018)

Identidade Zero - (Robert Kurz; Maio de 1994) Deutsch

A maior felicidade possível para o maior número possível

O liberalismo, como ideologia original e raiz de todas as ideologias modernas, que todas elas começam cegamente a partir da mesma base axiomática de um sistema de produção de mercadorias e de "trabalho abstracto" (emprego remunerado por dinheiro) como sua forma de actividade, já havia reunido suas contradições centrais na época entre Thomas Hobbes e Adam Smith: por um lado, o postulado da individualidade "livre" e incontestada, por outro, o monstro repressivo e coercivo do "Leviatã"; por um lado, o princípio da responsabilidade individual e a negociação de contratos (contratos de trabalho, contratos comerciais, etc.) entre sujeitos supostamente autónomos, por outro, o pressuposto de uma máquina social do capital, sem sujeito e automática, com um mecanismo de preços auto-regulativo; por um lado, a promessa de um efeito benfazejo e de aumento do bem-estar da "mão invisível", por outro, a produção mundial de pobreza em massa que é tão artificial (não mais decorrente de restrições naturais) quanto historicamente sem precedentes."

A maior felicidade possível para o maior número possível - (Robert Kurz; Maio de 1999) Deutsch Livros

A Revolta na Bounty

A duplicidade liberal apresenta o seu jogo do coelho e do ouriço com a emancipação, instrumentalizando a sua dupla mentira de "liberdade" e "bem-estar": Se se fala do alegado aumento material do bem-estar, face a surtos de pobreza que já não podem ser ignorados, então a "liberdade" burguesa é afirmada como um valor ético; se, em algum momento, os momentos repressivos e autodestrutivos da "escravidão livre" vierem à luz, então o alegado aumento do nível de vida é invocado como uma gratificação reconfortante. Ao mesmo tempo, a esfera pública oficial e as suas instituições não se esquivam a qualquer falsificação estatística, nem ao embelezamento ou óbvio retoque da pobreza da economia de mercado. Até as favelas são pintadas como "paisagens florescentes" se necessário, um pouco sujas talvez, mas cheias de vida feliz, tão belas e pitorescas. A este respeito, mesmo os clássicos do cinismo liberal são verdadeiros campeões mundiais na "mentira-verdade" de Orwell. Adam Smith, por exemplo, não hesita em afirmar, no meio da miséria do capitalismo pré-industrial e do início da industrialização:"

A Revolta na Bounty - (Robert Kurz; Maio de 1999) Deutsch Livros

A Mão Invisível

Com a "transvaloração dos valores", o liberalismo ganhou primeiro um ponto de partida (anti-)moral. Até mesmo Mandeville parece ter ficado um pouco assustado com o seu próprio avanço, especialmente porque foi levado a tribunal acusado de blasfémia, por divulgar os mais secretos pensamentos liberais. Assim, pelo menos ele (ao contrário de Sade, que foi preso por sua impiedosa divulgação em escalada) apressou-se a considerar, além da zombaria aberta dos "trabalhadores pobres", simultaneamente certas gratificações sociais que, por meio dos "vícios privados", deveriam não só beneficiar a abstracção do Estado, mas também um pouco a população com "benefícios sociais":

“Não há dúvida de que, se a honestidade e a frugalidade fossem nacionais, uma das consequências seria não construir mais casas novas nem usar materiais novos na medida em que houvesse velhos que ainda servissem; de modo que três quartos de mações, carpinteiros e pedreiros etc. estariam sem emprego; e estando arruinada a indústria da construção, o que seria da pintura, da decoração e de outras artes ao serviço do luxo, que foram cuidadosamente proibidas pelos legisladores que preferiram uma sociedade boa e honesta a outra grande e próspera e que se esforçaram para tornar seus súbditos virtuosos em vez de ricos?” (ibid., 229)"

A Mão Invisível - (Robert Kurz; Maio de 1999) Deutsch Livros

A DEMOCRACIA TOTALITÁRIA

É claro que para a consciência dominante, forjada no desenvolvimento fordista desde 1945, o caráter totalitário da própria sacrossanta democracia é ainda menos visível. Essa fixação na esfera política da sociedade capitalista, como fizeram Hannah Arendt e outros teóricos do totalitarismo, permite sempre uma comparação entre formas democráticas e totalitárias no interior da esfera política, em que essas diferenças não são apresentadas como os estágios transitórios de um mesmo processo histórico, mas como “modelos” antagônicos. Liberdade de expressão, liberdade de reunião e eleições livres aparecem desse ponto de vista como exatos opostos da ditadura e uma garantia para a liberdade de decisão das “pessoas” sobre seu destino."

A Democracia Totalitária - (Robert Kurz; Maio de 1999) Deutsch Livros

A Utopia Negra da Concorrência Total

Não há dúvida de que o mercado totalitário, tal como o conhecemos enquanto condição e esfera funcional do capitalismo, tem como pai o Estado totalitário dos regimes absolutistas com seus aparelhos burocráticos. Assim, o empreendedorismo capitalista privado, surgido do comércio mundial e do trabalho doméstico por empreitada, foi também um monstrinho saído desta constelação sócio-histórica. No entanto, não se poderia omitir que a nova figura social do "dono da fábrica" privado teve de ganhar uma crescente dinâmica própria, no contexto dos mercados em crescimento. Na mesma medida em que a lógica de ganhar dinheiro, iniciada pelo absolutismo, começou a apropriar-se da reprodução social e se tornou mediadora das relações sociais, uma estrutura de "interesses" específicos dos seus vários funcionários foi-se inevitavelmente desenvolvendo sobre este novo terreno da sociedade.´"

A Utopia Negra da Concorrência Total - (Robert Kurz; Maio de 1999) Deutsch Livros

Robert Kurz

ÍNDICE Deutsch

O LIVRO NEGRO DO CAPITALISMO

Introdução à nova edição de 2009

Do fim do socialismo de Estado em 1989 à crise do capital mundial em 2009

"A celebração de aniversários de eventos famosos é uma das obrigações mais maçadoras da cena cultural burguesa. No entanto, se o aniversário aponta para contextos controversos, com pouco para celebrar, prefere-se ignorá-lo. Quando este livro foi publicado pela primeira vez, em 1999, havia supostamente algo para comemorar no mundo oficial: o colapso do socialismo de Estado ocorrera precisamente 10 anos antes. A euforia da vitória dos guerreiros ocidentais da guerra fria ainda não tinha esmorecido. A filosofia académica proclamara o "fim das utopias", e o cientista político americano, Francis Fukuyama, o "fim da história"; o desenvolvimento da humanidade teria atingido o seu objectivo, na eterna forma social de "economia de mercado e democracia". O professoral marxismo residual e a esquerda política nunca mais acabavam de abjurar; o reconhecimento do realismo compatível com o mercado tornara-se um ritual. E a "revolução neoliberal" parecia impor imparavelmente a nova imagem humana do radical do mercado. Naquela época, a economia mundial capitalista estava no auge de uma alta sem precedentes nas bolsas de valores. Os gurus do management e os analistas financeiros proclamavam uma new economy que supostamente superara todas as anteriores teorias da ciência económica."

Livro Negro do Capitalismo: Introdução à nova edição de 2009 - (Robert Kurz; Maio 2009) Deutsch Livros

A maior felicidade possível para o maior número possível - (Robert Kurz; Maio de 1999) Deutsch Livros

A Mão Invisível - (Robert Kurz; Maio de 1999) Deutsch Livros

A Revolta na Bounty - (Robert Kurz; Maio de 1999) Deutsch Livros

A Utopia Negra da Concorrência Total - (Robert Kurz; Maio de 1999) Deutsch Livros

A Fábrica Negativa de Auschwitz - (Robert Kurz; Maio de 1999) Deutsch Livros

Modernização e pobreza em massa - (Robert Kurz; Maio de 1999) Deutsch Livros

Livro Negro do Capitalismo: Prólogo - (Robert Kurz; Maio 1999) Deutsch Livros

Bibliografia

Jan Luschach

GESTÃO DA CRISE PARA O POVO

Uma invectiva contra "Mr. DAX".

Desde que a crise fundamental já não se reflecte apenas na periferia, mas também directamente nos centros ocidentais, onde a classe média sustém a respiração com medo do próximo colapso, também as convulsões sociais estão cada vez mais a pressionar no sentido do seu processamento ideológico. Aqueles que ainda não estão prontos a traduzir a raiva ideológica em violência física contentam-se, por enquanto, com as produções, que brotam como cogumelos, de jornalistas de investigação e de representantes independentes dos media. O especialista em bolsa Dirk Müller, mais conhecido por "Mr. DAX", também se conta entre estes. Autor de um bestseller da Spiegel e convidado bem-vindo ao talk show, é uma figuração tão penosamente exacta e exagerada da ideologia pós-moderna tardia que quase aparece como uma caricatura de si mesmo. O objectivo destas linhas é apresentar um instantâneo do caso.

As décadas de experiência de Dirk Müller na Bolsa de Frankfurt permitiram-lhe ver o todo, para além do próprio nariz, e dar aos seus leitores e fãs uma ideia geral do que se passa nos bastidores dos mercados financeiros. Como "insider", ele sabe o que se passa. Contra a camuflagem lançada pelas chamadas elites do poder, "de que a economia e a democracia seguiriam seu curso democrático nada influenciado pelos interesses superiores de pessoas e organizações influentes", Müller formulou o desejo de desiludir seus leitores. A tentativa mais recente é o livro "O abalo do poder. O mundo perante a maior crise económica de todos os tempos. Antecedentes, riscos e oportunidades" (1), com o qual Müller apresenta um daqueles produtos a que geralmente é conferido o atributo de "análise impiedosa". No que agora é o seu quarto livro, "Mr. DAX" prova que tem uma opinião sobre tudo: desde o poder secreto dos plutocratas nos focos globais da crise, o futuro da eletromobilidade, os perigos da digitalização e um rendimento básico incondicional, até às possibilidades de se proteger do próximo crash e lucrar com ele. Ao estilo do conhecedor calejado, "Mr. DAX" vende-se como um analista ideológica e moralmente impecável, que se dispõe a "registar com neutralidade valorativa" o que são realmente o capital e a crise (para ele: plutocracia e cálculo)."

Gestão da crise para o povo - (Jan Luschach; Abril de 2019) Deutsch

Gerd Bedszent

O poder do Estado desde o início da Idade Moderna até hoje

O Estado-nação como parteiro e prestador de serviços para a produção de mercadorias

 

Introdução

Sobre a questão do poder do Estado circulam as mais absurdas afirmações e analogias, em livros e na imprensa, bem como em vários fóruns na Internet. São sobretudo os partidários da direita radical que acreditam que os desenvolvimentos históricos podem ser simplesmente revertidos, através de uma violência brutal, de volta a um tempo em que a sociedade ainda estava alegadamente "em ordem", em que fronteiras estáveis separavam os Estados e os povos uns dos outros e não havia crises económicas. Mas algumas excentricidades também são expressas por autores e autoras de esquerda.

Os activistas políticos anarquistas, por exemplo, ainda acreditam que todos os males do mundo derivam da existência dos aparelhos de poder do Estado, e que ao aboli-los se criaria inevitavelmente uma sociedade de indivíduos livres. Os teóricos do movimento operário clássico, por outro lado, ou se esforçam por posicionar as 'pessoas certas' em posições-chave da burocracia estatal, ou por construir um 'Estado próprio' nas ruínas de uma máquina estatal despedaçada – o capitalismo poderia então ser abolido por um acto de pura vontade e substituído por uma sociedade socialmente justa.

Neste contexto, os desenvolvimentos económicos não são percebidos, ou são completamente dissociados da existência do poder estatal. A interacção entre o poder estatal e a produção de mercadorias, nunca inteiramente compreendida pelos teóricos da esquerda tradicional, e a percepção redutora das realidades sociais resultante deste défice oferecem um flanco aberto às ideias irracionais de ideólogos extremistas de direita. (1)

Como resultado de uma percepção tão redutora, há já algum tempo que os meios de comunicação de esquerda são repetidamente assombrados pela ideia de que o tema da nação e do nacionalismo não deve ser deixado exclusivamente à direita. Teórica e praticamente, porém, não se tira nada daí. O Estado-nação e os seus aparelhos de violência não são vistos pelos ideólogos extremistas de direita como componente e ferramenta da economia mercantil, mas como uma autoridade supostamente superior. (2)

O poder do Estado desde o início da Idade Moderna até hoje - (Gerd Bedszent: exit! nº 16 Maio 2019) Deutsch

exit!  Crise e crítica da sociedade da mercadoria, nº 16

(Maio 2019)

Índice e Editorial

"Quem não quer falar de capitalismo deve abster-se de falar sobre o fascismo. Estas palavras de Horkheimer ainda hoje são válidas e, ao mesmo tempo, têm de ser desenvolvidas, no sentido de quem não quiser falar da constituição fetichista da sociedade da dissociação-valor também não deve falar das lutas sociais. Não há dúvida que a "questão social" tem estado cada vez mais no centro das atenções, sobretudo tendo como pano de fundo a vitória eleitoral de Donald Trump há dois anos. Não poucos criticaram o facto de a "classe trabalhadora" ter sido ignorada por muito tempo, e de uma classe média burguesa de esquerda se ter concentrado em "políticas de identidade" e "questões LBGT", pelo que os trabalhadores teriam optado por Trump. Estas críticas podem ser acertadas, na medida em que os burgueses de esquerda de facto mostraram pouco interesse pela "classe social inferior", pelos trabalhadores pobres, cuja pobreza há muito se tornou evidente (sem-abrigo, pensionistas a recolher garrafas são agora parte da vida cotidiana) e já há muito chegou à classe média. No entanto, estão erradas ao sugerir que o racismo tem a sua verdadeira causa no empobrecimento dos últimos anos, como a nacional-social Sahra Wagenknecht tem insistido repetidamente. Estas críticas também erram quando dão a entender que a esquerda deve esquecer as "questões de identidade" (e assim declarar a homofobia, etc. uma questão menor ou, para o dizer mais claramente, um "problema de luxo" menos importante) e finalmente concentrar-se de novo na "questão dos trabalhadores" ou na "questão de classe".

Índice e Editorial da Revista EXIT! nº 16 - (Thomas Meyer; Novembro de 2018) Deutsch

Boaventura Antunes

AS DÉCADAS DA ANTÍGONA

"Quando a Antígona iniciou a actividade em Junho de 1979, com a publicação do livro Declaração de Guerra às Forças Armadas e Outros Aparelhos Repressivos do Estado, já se acumulavam os sinais do “fim de uma época”. A rebelião do movimento estudantil de 1968, contra o “mofo milenar” das instituições sociais repressivas, espalhara-se como fogo na pradaria all over the worl. Mesmo nesta ocidental praia lusitana, quando em 1974 as forças armadas entraram em greve contra o anacrónico colonialismo que já não ia além da Taprobana, mulheres e homens de todas as idades ensaiaram em conjunto novas formas de socialização, para lá dos aparelhos repressivos alienados. O infantil ícone do cravo na ponta da espingarda mostrou, mais do que pretendia, a irreversível erosão das instituições sociais, ao tentar desconstruí-las."

As Décadas da Antígona - (Boaventura Antunes; Abril de 2019)

A Guerra de Ordenamento Mundial

O Fim da Soberania e as Metamorfoses do Imperialismo na Era da Globalização

A GUERRA DE ORDENAMENTO MUNDIAL - Robert Kurz (pdf)

A GUERRA DE ORDENAMENTO MUNDIAL - Robert Kurz (epub)

 

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A crise do sistema mundial e o novo vazio conceptual - (Robert Kurz; Janeiro de 2003) Español

As Metamorfoses do Imperialismo - Capitulo 1. (Robert Kurz; Janeiro 2003) Español English

Os Fantasmas Reais da Crise Mundial - Capitulo 2. (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

O Médio Oriente e a Síndrome do Anti-Semitismo - Capitulo 4. (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

O Império e os Seus Teóricos - Capitulo 7. (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

Da guerra de ordenamento mundial Ao amoque nuclear? - Capitulo 11. (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

Dominic Kloos

Alternativas ao capitalismo

Em teste: A economia do bem comum

 

"Como se poderia conceder a liberdade com a ajuda da submissão?

Abrir uma gaiola e ao mesmo tempo colocá-la dentro duma gaiola maior?"

Amitav Gosh, The Glass Palace [O palácio de cristal], p. 220.

1. Introdução

A crítica do capitalismo levanta a questão das alternativas. Não é diferente na Rede Ecuménica. Por mais compreensível e justificada que seja a questão das alternativas – afinal de contas, trata-se de ultrapassar um sistema que leva as pessoas à morte e o mundo à ruína –, a maioria das respostas é de curto alcance, não conseguindo cumprir o que promete. Sem o "purgatório da crítica radical" (H. Böttcher) das categorias da forma social capitalista (valor, capital, trabalho, dissociação, sujeito, Estado, ideologias, matriz psíquica, simbolismo), não pode haver alternativas emancipatórias. Assim, as abordagens que pretendem ser uma alternativa devem responder à questão de até que ponto criticam e negam as categorias definidoras do capitalismo. Caso contrário, as ilusórias reformas permanecem no quadro da socialização capitalista, que está cada vez mais mergulhada numa crise bárbara. A base para a avaliação das alternativas é a crítica da dissociação-valor, que temos debatido intensamente na Rede. Para nós, na Direcção da Rede, ela nos parece a crítica mais plausível e de maior alcance à formação social capitalista. As abordagens alternativas devem, portanto, ser avaliadas com base na análise feita pela crítica da dissociação-valor às categorias reais– ou seja, que determinam e actuam em termos reais, mas que não podem ser directamente apreendidas de modo positivista – para filtrar os seus possíveis potenciais e/ou reduções.

Alternativas ao capitalismo Em teste: A economia do bem comum (pdf) - Dominic Kloos; Fevereiro de 2019) Deutsch

Roswitha Scholz à conversa com Kim Posster

Entrevista à Jungle World de 28.02.2019

Afirmou uma vez que sem luta nada se alcança como mulher. Como podem as mulheres lutar contra o patriarcado produtor de mercadorias, objecto da sua análise, e, nesse combate, quais poderiam ser as aliadas e companheiras de luta?

Penso que não existe a alavanca central na qual nos possamos apoiar. Acho no entanto que a greve das mulheres já é um sinal. Mesmo na vida quotidiana se depara com muito sexismo enquanto mulher. Também isso tem de ser debatido. Existem para tal diferentes níveis. O meu é o da reflexão teórica, mas estou um pouco receosa de que esse boom de movimento possa matar a reflexão sobre de onde toda a repressão realmente vem. No que diz respeito a companheiras de luta, eu acho que não se pode nomear nenhum sujeito ou grupo em particular, no sentido de “agora vamos orientar-nos por eles”. Temos simplesmente de nos juntar a todas as pessoas que ainda têm os parafusos no lugar.

Roswitha Scholz à conversa com Kim Posster - (Roswitha Scholz; Fevereiro de 2019) Deutsch

Boaventura Antunes

O FIM DA “SOCIEDADE DO TRABALHO” E O FIM DA SOCIEDADE DO DINHEIRO

(Introdução ao debate do livro de Yuval Noah Harari Sapiens: História Breve da Humanidade)

O fim da "sociedade do trabalho" e o Fim da sociedade do dinheiro - (Boaventura Antunes; Fevereiro de 2019)

Roswitha Scholz

El sexo del capitalismo

Teorías Feministas y Metamorfosis Posmoderna del Patriarcado

Introducción:

 Sobre el problema de la culturalización de lo social desde los años 80.

La teoría de Marx no juega un papel importante en el feminismo, al menos desde la caída del bloque oriental. Preguntas que dominaron la discusión hasta mediados de los años ochenta (por ejemplo: ¿Cómo puede la llamada "cuestión de género", la relación asimétrica de género, estar orgánicamente ligada a la concepción de Marx? ¿Cómo se puede desglosar la neutralidad de género de las categorías marxianas? ¿Cuáles son las indagaciones teóricas necesarias para este propósito?), hoy parecen sólo propias del pasado. En un momento en el que las grandes crisis sociales, económicas y ecológicas sacuden literalmente al mundo, en el que innumerables guerras civiles se desatan en todo el planeta, en el que la situación de penuria social se agudiza cada vez más, en el que se hicieron ostensibles los etnofundamentalismos y nacionalismos, en el que la destrucción de las bases naturales guiada por la lógica de los costes de las empresas progresa y en el que se cierne la amenaza constante de crash financiero, las denominadas "grandes teorías", que podrían esclarecer conceptualmente la situación de la crisis mundial, han caído en descrédito."

O Sexo do Capitalismo. Segunda edição - (Roswitha Scholz; Junho de 2011) Deutsch Español

O Sexo do Capitalismo [Excertos] - (Roswitha Scholz; Janeiro de 2000) Deutsch Español

Robert Kurz

RUPTURA ONTOLÓGICA

Antes do início de uma outra história mundial

A Ruptura Ontológica - Robert Kurz; Agosto de 2004 Deutsch Español

Gerd Bedszent

Marx de direita?

Sobre a tentativa de alimentar a administração da crise de direita com teoria de esquerda

Quando a direita radical subitamente se apresenta como social, ou mesmo como anticapitalista, o alarme deve tocar em todas as pessoas razoáveis. Afinal de contas, os políticos de direita e os militantes nazis são conhecidos pelo seu tratamento bárbaro de grupos populacionais indesejáveis. O roubo e assassinato de quase toda a população judaica da Europa durante a Segunda Guerra Mundial é o mais conhecido, mas não é de modo nenhum o único exemplo disso. Com os fenómenos de erosão crescente da sociedade produtora de mercadorias, era lógico e previsível que os direitistas radicais propagassem tentativas de administração violenta da crise. Não se pode esperar outra coisa dos radicais de direita; é para isso que eles existem. O ideal social da nova direita de um povo etnicamente homogéneo, resultante de um passado ideologicamente distorcido, equivale a uma tentativa de controlar a sociedade burguesa em desintegração com meios autoritários."

 Marx de direita? - (Gerd Bedszent: Fevereiro de 2019) Deutsch

Bernd Czorny

Ernst Lohoff e o individualismo metodológico

"Lohoff, como se disse, vai por outro caminho, no qual assume um processo de comoditização da riqueza material em mercadoria e depois o do capital dinheiro em mercadoria própria, em vez de tomar como ponto de partida o processo de constituição do capital global. Ele pensa que é necessário extrapolar este processo, determinando uma terceira fase de comoditização, ou seja, a formação de capital fictício como uma mercadoria que desempenha um papel dominante no capitalismo da terceira revolução industrial. Como veremos mais tarde, Lohoff bloqueia assim o caminho para uma teoria objectiva da crise.

Lohoff, portanto, não tem em conta o processo global do capital como pressuposto do movimento dos capitais individuais e das mercadorias individuais. Pois se o capital é o verdadeiro pressuposto da forma da mercadoria, então o "capital global" ou o "processo global" do capital tem de ser o verdadeiro pressuposto do capital individual e, portanto, da mercadoria individual, pois as categorias reais do capital, desde o início e em todos os planos da sua exposição, devem ser entendidas como categorias do todo social, do capital global e do seu movimento como massa global. "Apenas e só o capital global, o todo fetichista, é a entidade categorial." (Kurz 2012, 177 [157])"

 Ernst Lohoff e o individualismo metodológico - (Bernd Czorny; Fevereiro de 2016) Deutsch

Robert Kurz

Gris es el árbol dorado de la vida,

verde es la teoría

El problema de la praxis como un tema recurrente de una crítica truncada del capitalismo y la historia de la izquierda

Cinzenta é a Arvore Dourada da Vida e Verde é a Teoria - (Robert Kurz; EXIT! nº 4 Junho de 2007) Deutsch Español English

Thomas Meyer

Entre a ectogénese e a felicidade maternal

Sobre a reprodução do género humano na crise do patriarcado produtor de mercadorias

I.

A crise do patriarcado produtor de mercadorias reflecte-se não só no derretimento da substância do trabalho, mas também no aspecto subjectivo: O carácter social narcisista tornou-se um fenómeno de massas (Wissen 2017) e aparecem distorções ideológicas enormes, como se vê desde logo na ascensão do neofascismo (ver, por exemplo, Späth 2017 e Konicz 2018).

Mas também a área da reprodução do género humano mostra o seu próprio curso de crise. Isso expressa-se, por exemplo, no colapso da família e, sobretudo, no facto de ter filhos se tornar um "factor de perturbação" fundamental. No discurso público, este problema aparece, por um lado, num "feminismo de Estado", que entende por emancipação das mulheres sobretudo a integração no mercado de trabalho (precário), sendo (devendo ser) delegadas no Estado um número crescente de actividades de bem-estar. (1) Por outro lado, nos neo-conservadores que rejeitam esta forma de emancipação cívico-feminista e apostam na felicidade familiar privada..."

Entre a ectogénese e a felicidade maternal  - (Thomas Meyer; Julho de 2018) Deutsch

Herbert Böttcher

"Alguma coisa segue seu curso"(1) – ou:

O apito final que ninguém quer ouvir

Carta aberta às pessoas interessadas na exit! na passagem de 2018 para 2019

Já passaram dez anos desde que o crash dos mercados financeiros causou alvoroço a nível mundial. O governo dos EUA deixou o Lehman Brothers ir à falência. Esperava que o banco, relativamente pequeno, desaparecesse dos mercados sem dar muito nas vistas, mas as contas saíram furadas. Com a falência do Lehman, o instável sistema financeiro ameaçou colapsar, ficando completamente fora de controlo. O impacto reflectiu-se na queda das cotações, no adiamento dos investimentos, na redução do crédito, no aumento do desemprego e na diminuição do consumo."

Carta aberta às pessoas interessadas na exit! na passagem de 2018 para 2019 - (Herbert Böttcher: Novembro de 2018) Deutsch Italiano

Ler Marx!

Marx lesen

Os textos mais importantes de Marx para o século XXI

Editados e comentados por Robert Kurz

Tradução de Boaventura Antunes

"Marx Lesen", Frakfurt am Main: Eichborn, 2001. ISBN 3-8218-1644-9.

Ler Marx! Os textos mais importantes de karl Marx para o século XXI. Editados e comentados por Robert Kurz (pdf)  - (Robert Kurz; 2001) Deutsch

ÍNDICE Deutsch Español

Roswitha Scholz

As Metamorfoses do Yuppie Teutónico

Prefácio à nova publicação

O texto "As Metamorfoses do Yuppie Teutónico", de 1995, é publicado novamente na homepage da exit!, na rubrica "Aktuelles", dado que hoje, às vezes, mesmo nas discussões no contexto da exit!, parece como se a viragem à direita dos últimos anos tivesse caído do céu de repente. Este texto mostra que já antes eram previsíveis alguns desenvolvimentos que agora atingem o ponto culminante – alimentados pelo crash de 2007/8 e pela dinâmica da crise social mundial, que necessariamente trazem consigo movimentos massivos de refugiados – e significam um novo nível de barbárie e decadência pós-modernas. Tendo a primeira publicação, em meados dos anos 90, sido recebida com forte desagrado na redacção da Krisis de então e no respectivo meio, entretanto há anos que o "anti-semitismo estrutural", no contexto dos processos de globalização, constitui um componente estável da Krisis residual. É claro que o conflito de então nem sequer é mencionado.

O artigo sobre o "Yuppie Teutónico" baseia-se, entre outras, em análises anteriores de Jürgen Elsässer, que entretanto se converteu à direita, à moda da frente transversal, como outros (antigos) esquerdistas. Suas considerações do início dos anos 90, em muitos aspectos plenamente acertadas, confirmam-se hoje nele mesmo: ele tornou-se aquilo para que então insistentemente alertara.

As tarefas da crítica da dissociação-valor então formuladas não foram entretanto concluídas, mas continuaram a ser desenvolvidas a traços largos, justamente no que define a relação de mediação entre "raça"/anti-semitismo, classe e género (por exemplo, Scholz, “Diferenças da crise – crise das diferenças”, 2005), sendo que também foi evidenciada a central estrutura de exclusão no que respeita ao anticiganismo, amplamente negligenciado na esquerda (designadamente, Scholz, “Homo sacer e os ciganos”, 2007).

Roswitha Scholz pela Redacção da exit!, Novembro de 2018

As metamorfoses do Yuppie Teutónico - (Roswitha Scholz; Maio de 1995) Deutsch

Robert Kurz

A MULHER COMO CADELA DO HOMEM

O cinismo de Mandeville só é ultrapassado pelo do famoso Marquês de Sade (1740-1814), que justamente goza da duvidosa honra de ter o nome associado ao prazer de torturar, que é o sadismo. Na sequência directa de Hobbes e num tom ainda mais duro, Sade também caracterizou, em frases tão secas como claras, a forma de mónada do homem capitalista, logo no início desta ordem social, até hoje a mais monstruosa. “Não nascemos todos isolados? Digo mais: todos inimigos uns dos outros, num estado de guerra perpétuo e recíproco?” (Sade, 2013, p. 87) E, tal como Mandeville, Sade expressou as convicções fundamentais do liberalismo capitalista, sempre apenas insuficientemente veladas, com uma franqueza que, mesmo nas posteriores ideologias racistas, só parcialmente conseguiu ressurgir.

A obra mais difundida de Sade, a história alegórica de Justine, está intimamente relacionada com a fábula das abelhas, tanto no conteúdo como na elaboração. Pequeno volume originalmente, a obra foi sucessivamente aumentada nas diversas versões publicadas entre 1787 e 1797, tendo o autor adicionado inúmeros episódios e digressões filosóficas sempre novas. Se, nas primeiras versões, Sade procedera como se a história tivesse sido escrita com propósitos dissuasivos, ele acabou por tirar também esse véu (de qualquer maneira muito fraco). É em uníssono com Mandeville, e aprovando-o, que faz dizer um de seus personagens, um vilão rico e  liberal:

“Tudo o que sabe a esmola e caridade é coisa tão repugnante para o meu carácter que, mesmo que tivesse três vezes mais ouro, jamais pensaria em dar um tostão a um mendigo. Tenho princípios sobre estas coisas, dos quais jamais me afastarei. O pobre faz parte da ordem da natureza… ajudá-lo equivale a eliminar a ordem estabelecida, e combater a ordem da natureza é destruir o equilíbrio que se encontra na base das suas mais sublimes disposições. É trabalhar em prol de uma igualdade perigosa para a sociedade; é encorajar a indolência e a preguiça.” (Sade, s/d, p. 96/97)

À objecção de que tais ideias significam a perda dos fracos (em sentido capitalista), Sade responde friamente: “Que importa? A França tem mais súbditos do que precisa; o governo, que vê tudo em  grande, pouco se preocupa com os indivíduos, contanto que a máquina (!) funcione bem.” (Sade, s/d, p. 18) E aos suspiros de uma vítima da desigualdade social (“Seria então melhor que nos tivessem asfixiado quando nascemos?”) a voz cortante da razão iluminista responde: “Mais ou menos, mas deixemos...” (Sade, s/d, p. 18) Em seu panfleto A filosofia na alcova, Sade deixa-se mesmo levar por uma espécie de ódio existencial contra os "trabalhadores pobres" e a sua demasiado numerosa descendência "supérflua", e enfurece-se, aqui ultrapassando Mandeville, contra qualquer ajuda pública às casas de pobres:

A mulher como cadela do homem - (Robert Kurz; Maio 1999) Deutsch Livros

Thomas Meyer

BUSINESS AS USUAL

Sobre a loucura continuada do modo de produção capitalista

É sempre agradável, na análise do capitalismo em geral e da crise em 2007/2008 em particular, que a loucura real do capitalismo seja efectivamente percebida e a partir daí se formule uma crítica do mesmo. Acho que é esse o caso do livro de Paul Mattick Jr. (1), escrito em 2011 e traduzido para alemão em 2012, Business as Usual – The Economic Crisis and the Failure of Capitalism. (2)

Neste livro, Mattick descreve a história das crises económicas e pugna por um debate histórico concreto sobre o capitalismo. Por regra, no entanto, as crises não são realmente explicadas nem compreendidas, por incapacidade de relacioná-las com a história interna e com a lógica de valorização do capitalismo. Isto acontece frequentemente porque o capitalismo é percebido como natural, e nem se pensa em considerá-lo historicamente. É o que Mattick tenta remediar neste livro.

O capitalismo como imposição e crise

A situação é conhecida: Com o estouro da bolha imobiliária em 2007/2008 começou a chamada crise financeira. A maioria dos comentários comungavam de uma real falta de compreensão do capitalismo. Com razão se acusou o mainstream da economia, principalmente da neoclássica, (3) de não ter conseguido formular previsões razoavelmente confiáveis, nem ter explicações plausíveis para a actual situação económica. Os críticos do neoliberalismo, da desregulamentação, etc., por sua vez, também foram cegos perante a História, como o keynesiano Paul Krugman, que não se ocupou das razões por que a teoria keynesiana ficou desacreditada nos anos de 1970 (p. 25 )."

Business as usual - (Thomas Meyer; EXIT! nº 14 Maio de 2017) Deutsch

Thomas Meyer

VIGIAR E PUNIR

Terror de Estado democrático em tempos de neoliberalismo

"É sabido que, no patriarcado produtor de mercadorias, o ser humano apenas é reconhecido na medida em que possa provar que é um trabalhador produtivo. Os direitos que lhe são concedidos pela autoridade do Estado são válidos apenas sob reserva. O ser humano tem de enfiar-se à força na capa da forma da subjectividade burguesa, para poder depois lutar pela sua "felicidade" como "agente do trabalho abstracto" (Robert Kurz) (1) ; o que, desde logo, significa ter de vender-se de corpo e alma. Ao mesmo tempo, as categorias reais capitalistas, como dinheiro, mercadorias e trabalho, são consideradas pelo senso comum burguês como determinações ontológicas da existência humana. Assim que se começa a questioná-los na prática, os muito alardeados tolerância e pluralismo burgueses esbarram no seu limite absoluto, e os sujeitos começam a sentir claramente a força da mão visível do Estado (na verdade, já clara nas lutas sociais puramente imanentes ao sistema, como mostram o passado e o presente) (2).

No entanto, se a venda da própria força de trabalho não for bem sucedida, os desastres sociais que se seguem são percebidos, mesmo pelo Estado de direito mais liberal, apenas como um "problema de segurança". (3) Como Robert Kurz anotou no seu livro Schwarzbuch Kapitalismus [O Livro Negro do Capitalismo], a reacção contra os caídos fora e contra os pobres na terceira revolução industrial apenas pode assumir a forma de uma guerra contra os factos, a forma de uma cruzada ("A última cruzada do liberalismo"). (4)

Quanto à guerra contra os factos sociais, o sociólogo francês Loic Wacquant (5), no seu livro Punir os Pobres: a nova gestão da miséria nos Estados Unidos, analisou a mudança na política de justiça criminal e prisional e suas causas nas últimas décadas. Essas mudanças reflectem-se sobretudo na crescente população prisional. (6) Embora o livro já tenha sido lançado há alguns anos [edição original 2009], e também então tenha sido objecto de recensão, ainda vale a pena prestar-lhe atenção, dado que o conjunto das observações de Wacquant, em tempos de limite interno e de estado de excepção permanente, não está de modo nenhum obsoleto, mas continua válido e eficaz. Ainda que Wacquant olhe principalmente para a situação nos EUA, na parte final também entra em desenvolvimentos paralelos na Europa. (7) Naturalmente que nem todos os detalhes e aspectos podem ser aqui delineados, sendo que o material reunido por Wacquant é muito extenso."

Vigiar e punir - Terror de Estado democrático em tempos de neoliberalismo - (Thomas Meyer; EXIT! nº 14 Maio de 2017) Deutsch

Robert Kurz

O FIM DA ECONOMIA NACIONAL

"Que o capitalismo especulativo de simulação se encontrava em rápido processo de decomposição e dissolução categorial em fins do século XX já está claro em muitos aspectos. Não somente o contexto social se dissolve em uma atomização social jamais vista, e não apenas partes inteiras do mundo experimentam uma queda civilizatória em grandes colapsos econômicos; também a nação burguesa, uma categoria essencial da socialização capitalista, cambaleia. Se a nação foi inventada somente no curso da história da modernização capitalista, então, no fim dessa história, ela explodiu em seu próprio interior – a economia fora de controle do capitalismo de crise, que faz explodir a “bela máquina”, destrói seu próprio sistema de referência também nesse aspecto.

     É claro que não se precisa derramar lágrima alguma pela nação. Ela foi, desde o princípio, um constructo manchado de sangue da concorrência capitalista, da repressão social e da exclusão em todos os sentidos. Essa forma distorcida de um falso “nós” serviu sempre para a desorientação e domesticação dos movimentos sociais, a fim de vincular as vítimas da “bela máquina” por uma lealdade irracional. No entanto, a retirada do Estado, ou seja, a decomposição da nação em um cego “processo natural” do capitalismo de crise, não leva à liberdade social, mas aos horrores da dessocialização. No lugar do destrutivo “nós” nacional não surge nenhuma forma social nova, mas apenas o regime de terror econômico da economia empresarial e suas consequências. A nação não desaparece simplesmente, mesmo porque nenhuma estrutura mais desenvolvida ocupa seu lugar; em sua ausência de estrutura, a sociedade se asselvaja."

O fim da economia nacional - (Robert Kurz; Maio 1999) Deutsch Livros

Thomas Meyer

Nota prévia a "A crise do valor de troca", de Robert Kurz

"Apresenta-se aqui expressamente de novo um texto fundamental da crítica do valor, "A crise do valor de troca", escrito por Robert Kurz há já 32 anos. Este texto foi o ponto de partida para posteriores textos e livros sobre a teoria da crise, em que as ideias deste texto continuaram a ser desenvolvidas ou foram mais explicadas, não em último lugar tendo por fundo uma crítica da crítica androcêntrica do valor, formulada por Roswitha Scholz no seu texto "O valor é o homem" (1) e em vários outros. Note-se que este texto fundamental da teoria da crise não é mencionado em lado nenhum por Trenkle e Lohoff no seu livro "A grande desvalorização" (2), sendo que "O colapso da modernização" (3), também de Robert Kurz, é mencionado apenas de passagem, numa nota de pé de página. É uma desonestidade sugerir que a teoria da crise teria saído mais ou menos da cabeça deles (citando aí os dois autores para o efeito também Postone e Konicz).

Mas a motivação para aqui apresentar este texto novamente também se alimenta do facto de ideias muito importantes de Kurz já então terem sido explicitamente formuladas neste texto, de modo que algumas críticas provenientes da esquerda tradicional de modo nenhum podem ser minimizadas como um "mal-entendido", mas devem ser consideradas falhas intelectuais sérias.

Kurz escreveu explicitamente que a desvalorização do valor é um processo que durará décadas:"

Nota prévia a "A crise do valor de troca", de Robert Kurz - (Thomas Meyer; Novembro de 2018) Deutsch Italiano

Gerd Bedszent

A OLIGARQUIA COMO MANIFESTAÇÃO DA EROSÃO DO PODER DE ESTADO

"O termo "oligarquia", herdado da Antiguidade grega, mais não significava realmente do que "poder da minoria", e é geralmente usado no sentido de "domínio dos ricos". O que leva frequentemente os marxistas tradicionais à conclusão apressada de que os Estados capitalistas são todos oligarquias.

É claro que um Estado capitalista moderno só com muita reserva pode ser comparado às formações de poder da Antiguidade. Assim, o termo sofreu uma mudança de significado no nosso tempo. Como oligarcas são actualmente designados os magnatas da economia, que podem estabelecer e impor as suas próprias regras, devido à posição económica proeminente num território limitado, na ausência de um poder estatal em funcionamento. Isso foi possível nas fases iniciais do desenvolvimento do Estado burguês e é-o ainda mais agora, na fase de desmoronamento do poder estatal moderno.

Durante a transição do capitalismo inicial da Europa Ocidental, de cunho estatal, para o livre mercado, indivíduos particularmente enérgicos e brutalmente activos foram capazes de se apoderar temporariamente de ramos económicos inteiros, ditando as condições do respectivo governo. Nos EUA, onde, como é sabido, o capitalismo pôde desenvolver-se livremente, sem ter em consideração as relíquias feudais das relações de produção e de poder que ainda perturbavam a Europa, expandindo-se numa massa de terra aparentemente sem dono, foram chamados oligarcas indivíduos economicamente dominantes, que em territórios recém-explorados exerceram um poder exclusivo, antes que o poder estatal burguês se estabelecesse depois deles. A imposição desta estatalidade, contra a lei da selva concentrada nas mãos de indivíduos, tornou-se parte do mito histórico dos Estados Unidos, e é hoje soprada em numerosos romances de cordel e filmes westerns."

 A Oligarquia como manifestação da erosão do poder de estado - (Gerd Bedszent: EXIT! nº14 Maio 2017) Deutsch

Thomas Meyer

A liberdade da servidão

O anarcocapitalismo como pária do anarquismo

Introdução

Em tempos de crise, são cada vez mais aceites posições que antes ainda podiam ser tidas como minoritárias, ou como um excesso literário. Daí a possibilidade do seu impacto social. A meu ver, isso também se aplica ao "anarcocapitalismo". Não só se lhe referem revistas relevantes da nova direita (como a eigentümlich frei [verdadeiramente livre]), mas também é representado por pessoas mais ou menos notáveis, como Oliver Janich, que considera a UE uma ditadura socialista, e Hans-Hermann Hoppe, para quem uma monarquia seria um mal menor que a democracia.

Poderia supor-se que o anarquismo de esquerda se confrontaria teoricamente com o anarcocapitalismo (ou com os libertários de direita em geral). Mas não é esse o caso. (1) Na minha opinião, principalmente por incapacidade para fazê-lo, devido à sua falta de teoria e de conceitos. Pelo contrário, é possível estabelecer possibilidades de ligações recíprocas.

Para mostrar isso, vamos começar por esboçar as posições anarcocapitalistas, de que são exemplo as de Murray Rothbard, para concluir salientando os déficits teóricos decisivos que o anarquismo de esquerda tem em comum com o anarcocapitalismo.

A Liberdade da servidão - (Thomas Meyer; Junho de 2017) Deutsch

Thomas Meyer

Big Data e o novo mundo inteligente como estádio supremo do positivismo

1. Introdução: A mediação da teoria e da empiria como totalidade concreta * 2. Algumas ideias críticas sobre o uso da matemática nas ciências (sociais) * 3. A física social de Alex Pentland * . 4. Matemática aplicada como meio de repressão * 5. A Internet das Coisas e a idiotice do indivíduo abstracto * 6. Excurso: Sobre o problema da ética ou moral na crítica social * 7. Big Data e o "Fim da Teoria"

Big Data e o novo mundo inteligente como estádio supremo do positivismo - (Thomas Meyer; EXIT! nº 15 Abril de 2018) Deutsch

Timm Graßmann

DEPOIS DE NÓS, O DILÚVIO

Recensão do livro de Kohei Saito: Natur gegen Kapital. Marx’ Ökologie in seiner unvollendeten Kritik des Kapitalismus [A Natureza contra o Capital. A ecologia de Marx em sua inacabada crítica do capitalismo].

Figuras supostamente ligadas a Marx, segundo se ouve dizer, alertaram para a ecologia como "o novo ópio das massas", (1) afirmaram que "[a] natureza não existe" (2) e explicaram que "a sustentabilidade como tal não é um tema de esquerda" (3). Em sua presente dissertação, Kohei Saito remove essas excentricidades, mostrando que às vezes vale a pena dar outra olhadela ao trabalho inacabado de Karl Marx. E consegue provar que o "casamento infeliz" entre marxismo e ecologia não pode ser estabelecido a partir da própria obra de Marx. Não só Marx não era um modernista ingénuo, que tivesse sido porta-voz dum produtivismo sem ressalvas e glorificado a era industrial, mas "o verdadeiro objectivo da crítica da economia política de Marx não pode ser entendido correctamente [...] se se negligenciar o aspecto da ecologia" (p. 14). Saito acabou por realizar o seu ambicioso projeto: retratar com tal detalhe o pensamento ecológico de Marx, com base na sua crítica da economia, é uma novidade. (4)

Depois de nós, o dilúvio - (Timm Graßmann; Maio de 2018) Deutsch

Tomasz Konicz

Marx é que está a dar, no trabalho, no desporto e a brincar

O actual jubileu de Marx revela sobretudo uma coisa: o crescente conservadorismo duma esquerda que se adapta cada vez mais ao reaccionário espírito do tempo

Marx é que está a dar, no trabalho, no desporto e a brincar - (Tomasz Konicz; Maio de 2018) Deutsch Italiano

Robert Kurz

ESPLENDOR E MISÉRIA DO ANTI-AUTORITARISMO

Tópicos para a história ideal e real da “Nova Esquerda” 

 

Esplendor e miséria do anti-autoritarismo - Robert Kurz; Dezembro de 1988) Deutsch

Herbert Böttcher

CAPACIDADE DE ACÇÃO E EM CONCRETO!

Carta aberta às pessoas interessadas na EXIT! na passagem de 2017 para 2018

Capacidade de Acção - E em Concreto! - (Herbert Böttcher: Dezembro de 2017) Deutsch

Tomasz Konicz

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E CAPITAL

Can, what is playing you, make it to level-2?

Nick Land

Na singularidade ansiosamente esperada por Silicon Valley

viria a si mesmo o sujeito automático

"Estará a humanidade pronta para servir com devoção os senhores robots, que em breve estarão entre nós? Esta questão, que costuma aparecer nas produções-lixo da indústria cultural, poderia tornar-se de facto bastante real em breve, na opinião de muitos críticos da pesquisa de inteligência artificial (IA). Se os senhores robots ainda quisessem governar a humanidade e não decidissem livrar-se rapidamente dos "sacos de carne" irritantes, numa reedição dos filmes do Exterminador Implacável.

As vozes que advertem contra a pesquisa, em grande parte não regulamentada, sobre inteligência artificial, nos laboratórios de grandes empresas internacionais de alta tecnologia, estão a fazer-se ouvir cada vez mais ultimamente e vêm de uma grande variedade de figuras proeminentes da comunidade da ciência e da alta tecnologia. (1)"

Inteligência artificial e capital - (Tomasz Konicz; Fevereiro de 2018) Deutsch Italiano

Richard Aabromeit

JEREMY RIFKIN:

A SOCIEDADE DO CUSTO MARGINAL ZERO

Recensão do seu último livro

JEREMY RIFKIN: A sociedade do custo marginal zero (Recensão do seu último livro) - (Richard Aabromeit: EXIT! nº 14 Maio 2017) Deutsch

Robert Kurz

A Honra Perdida do Trabalho

Antigona

A Honra Perdida do Trabalho

O socialismo dos produtores como impossibilidade lógica

A honra perdida do trabalho - (Robert Kurz; Krisis nº10 Janeiro de 1991) Deutsch English Español 

Tomasz Konicz

DA SUPERSTIÇÃO À CRENÇA CIENTÍFICA

A nova "Marcha pela Ciência" também revela

como a regressão social  está adiantada no capitalismo tardio

 Da superstição à crença científica - (Tomasz Konicz; Maio de 2017) Deutsch

DISSOCIAÇÃO-VALOR, GÉNERO E CRISE DO CAPITALISMO

CLARA NAVARRO RUIZ ENTREVISTA ROSWITHA SCHOLZ

 

Dissociação-valor, Género e Crise do capitalismo Clara Navarro Ruiz entrevista Roswitha Scholz; Dezembro 2017) Deutsch

Robert Kurz

MARX 2000. LA IMPORTANCIA DE UNA TEORÍA DADA POR MUERTA PARA EL SIGLO XXI

(não traduzido em Português) Deutsch English Español

Andreas Urban

Curso intensivo de apologia da medicina moderna

Impressões de uma visita à "Torre dos Loucos" de Viena

Recentemente tive o prazer de visitar pela primeira vez a chamada "Narrenturm" (Torre dos Loucos) em Viena. É um edifício em forma de torre do Antigo Hospital Geral (assim chamado simplesmente pelos vienenses), no qual está a maior colecção de preparados de anatomia patológica do mundo. Integra actualmente cerca de 45.000 objectos tanto preparações húmidas (órgãos conservados em formaldeído) e preparações secas (principalmente ossos e esqueletos), como também as chamadas moldagens (figuras fiéis na forma e na cor de partes do corpo doente, em cera ou parafina, que nos cursos de medicina serviam como material visual, antes da fotografia). Esta colecção anatómica é decididamente merecedora de ser vista, e sobretudo não se deve dispensar uma visita guiada, pois aí como a seguir se verá a pessoa é confrontada com uma continuidade maciça e quase ininterrupta dos mais antigos e cruéis ideologemas que a medicina moderna e a ciência como um todo servem, como base de legitimação social, desde o seu nascimento na fase inicial da modernidade capitalista, e que marcaram duradouramente o auto-entendimento de gerações de médicos (1). Um verdadeiro curso intensivo de apologia da medicina moderna é o que se oferece na "Torre dos Loucos".

Curso intensivo de apologia da medicina moderna - Andreas Urban; Junho de 2017) Deutsch

GRAVAÇÕES AUDIO DAS APRESENTAÇÕES NO SEMINÁRIO EXIT! 2017

As apresentações de Roswitha Scholz, Fabian Hennig, Daniel Späth e Herbert Böttcher podem ser obtidas ou ouvidas em Lesekreis Hamburg ou em Archive.org .

Convite e programa do seminário em português aqui.

Convite para o seminário EXIT! 2017 - (Roswitha Scholz; Outubro de 2017) Deutsch

Thomas Meyer

Crimes económicos e outras bagatelas" Breve comentário ao novo livro de Gerd Bedszent

 "Crimes económicos e outras bagatelas" - Breve comentário ao novo livro de Gerd Bedszent - (Thomas Meyer: Novembro de 2017) Deutsch

Thomas Meyer

Entre a ignorância e a insolência – a apologética da ciência como práxis afirmativa da dominação

 

Nota prévia

Na pequena polémica que segue pretende-se comentar a recentemente surgida apologia académica do transumanismo, que é bem sintomática de uma academia burguesa irrefletida e afirmativa da dominação. Não se fará aqui uma crítica do transumanismo em si, nem da sua imagem do ser humano (nem sequer uma crítica da crítica; no máximo alusões, na medida do necessário); para os interessados, curiosos e críticos/as da ciência são feitas algumas referências bibliográficas (1). Também não pretendo aqui debater se e em que medida os resultados e possibilidades da tecnologia (especialmente biomédica), que foram (ou poderão vir a ser) produzidos pelo capitalismo, poderiam ter um propósito útil num mundo não-capitalista e emancipado, nem como eles teriam então de ser eventualmente transformados para o efeito.

Entre a ignorância e a insolência - a apologética da ciência como práxis afirmativa da dominação - (Thomas Meyer: Novembro de 2016) Deutsch

Daniel Späth

Teoria da alienação e pós-modernidade tardia

O "pesadelo das gerações" e o seu regresso zombie em tempos de desintegração social

 

O renascimento da teoria da alienação e o início da era pós-marxista * Crítica da dissociação-valor e "duplo Marx" * A recepção marxista em contradição – a luta pelo "verdadeiro Marx" e os seus pressupostos burgueses * O "Marx exotérico" da crítica da alienação * O contexto condicional social real da crítica da alienação: A pós-modernidade tardia e a naturalização do sujeito em desintegração do estado de necessidade * A redução da crítica da identidade de Marx na lógica da identidade e o fundo tácito da forma androcêntrica da teoria * "Crítica categorial" ou barbárie

Teoria da alienação e pós-modernidade tardia - (Daniel Späth; Julho de 2017) Deutsch

Robert Kurz

DISSIDÊNCIA PREGUIÇOSA

As características da síndrome de oposição destrutiva na teoria crítica *

O texto inédito de Robert Kurz "Dissidência preguiçosa. As características da síndrome de oposição destrutiva na teoria crítica" baseia-se em muitos anos de experiência justamente com uma “oposição destrutiva” em contextos teóricos de esquerda. Trata-se no essencial do seguinte: "Cada posição da teoria social crítica contém necessariamente contradições internas não resolvidas e questões em aberto, é inacabada e marcada na sua formulação pela individualidade nem sempre nobre dos seus autores. Nenhum corpus de publicações teóricas pode, portanto, ser subscrito integralmente por todos e todas neste contexto comum até ao último detalhe, por assim dizer com o próprio sangue ... A dissidência pode ser bastante proveitosa, quando ocorre como mudança de via histórica, no local intelectual do fim de uma época." Como exemplo ele cita a constituição da antiga crítica do valor ou a crítica da dissociação-valor. Neste caso, no entanto, corre-se o risco de uma forma de dissidência que é tudo menos apontada para a frente: "Teria de se falar, nesse sentido, de uma dissidência regressiva, que geralmente também pode ser designada como dissidência preguiçosa; aludindo, com certeza, ao conceito hegeliano de 'existência preguiçosa'. Trata-se aqui, nomeadamente, não apenas de um papel regressivo no interior de uma transformação teórica, mas mesmo de um impulso de auto-afirmação abstracta destrutiva, ou de uma oposição vazia ... especialmente hoje, em tempos pós-modernos, cujas criaturas se assustam perante qualquer definição, quando parecem ter aderido a um grupo teórico ou político." Vemos repetidamente que temáticas amplamente trabalhadas, como, por exemplo, uma referência crítica ao iluminismo, a rejeição de um entendimento de práxis problematicamente imediato e de uma referência filosófica existencial a "a vida" (ver acima), a definição da relação de dissociação sexual como relação equiparada ao valor para a determinação da forma social, etc., são questionadas no meio mais próximo da EXIT!, sendo proferidos de novo contra elas argumentos mais que velhos, como se fossem algo "completamente novo". Isto é cansativo e não leva longe, tanto mais que existem alguns textos em que essas posições já foram longa e amplamente discutidas e criticadas. Neste contexto, Kurz critica também uma divagação transversal (e/ou queer) pós-moderna, que propaga um pluralismo de opiniões abstracto, sem referência ao conteúdo. “Os misturadores de teorias e mediadores de teorias procedem como se o conflito não residisse na coisa em si, mas apenas na unilateralidade do pensamento dos protagonistas; até que os amistosos pensadores queer mostrem o meio-termo dourado, que, infelizmente, sempre leva apenas à desrealização pós-moderna da coisa em si". (Apresentação do texto na EXIT! nº 14)

 

Diferença, dissenso e dissidência * Pensar por si engorda * Liberdade de crítica * Kannitverstan [não entendo] * Incómodo é agradável * Presente e contra * Heroicamente contra as proibições de pensar * Pensar transversal (e/ou queer) liberta

 

Dissidência preguiçosa - (Robert Kurz; EXIT! nº 14 Maio 2017) Deutsch

Roswitha Scholz

CRÍTICA DA DISSOCIAÇÃO-VALOR E TEORIA CRÍTICA

l.

Donde surge a crítica da dissociação-valor? Em que medida o seu ponto de partida é a teoria crítica? Fui socializada no tempo dos chamados novos movimentos sociais, tendo o movimento das mulheres sido para mim o ponto de referência central. O que se passou então, a meu ver, foi como Silvia Bovenschen descreveu uma vez o ambiente nos primeiros tempos do movimento das mulheres: "Acordámos e o mundo estava diferente". No entanto, logo me chocou o que na teoria crítica se chama "falsa imediatidade". Natureza/ecologia, a questão da mulher, etc. eram agora separadas da intenção original de crítica do capitalismo. Um best-seller na década de 1980 chamava-se Technik und Herrschaft [Tecnologia e dominação], o problema da dominação era agora deslocado para a tecnologia e a mãe natureza tornou-se o verdadeiro ponto de referência do feminismo para partes do movimento das mulheres. Neste contexto, na primeira metade da década de 1980 deparei-me com a Dialéctica do iluminismo, que me pareceu oferecer um ponto de partida para a "questão primordial" do feminismo desde 1968: Como juntar Marx e feminismo, mais a questão ecológica e outras com a repressão da natureza interior? Ao mesmo tempo, entrei então em contacto com os começos de um marxismo crítico do valor, que já em meados dos anos de 1980 tinha feito prognósticos precisos (não profecias) sobre a desintegração do capitalismo nas décadas seguintes, os quais em grande medida foram entretanto confirmados empiricamente.

Crítica da dissociação-valor e teoria crítica - (Roswitha Scholz; EXIT! nº 14 Maio 2017) Deutsch Italiano

 

Robert Kurz

A frieza para com o próprio eu

e a pulsão de morte do sujeito sem fronteiras

A frieza para com o próprio eu e a pulsão de morte do sujeito sem fronteiras - (Robert Kurz; EXIT! nº 14 Maio 2017) Deutsch

Klaus Kempter

 

A importância da crítica do valor e da crítica da dissociação-valor para a ciência da história

Sobre a relevância persistente de Karl Marx

 A importância da crítica do valor e da crítica da dissociação-valor para a ciência da historia - (Klaus Kempter; Maio de 2016) Deutsch

 

Leni Wissen

A matriz psicossocial do sujeito burguês na crise

Uma leitura da psicanálise de Freud do ponto de vista da crítica da dissociação-valor

"Um olhar sobre a imposição e desenvolvimento da sociedade patriarcal capitalista deixa claro que a história interna do capitalismo é perpassada por crises. Socialização capitalista e crises não podem ser pensadas em separado. Mas desde a década de 1970 apresenta-se-nos um processo de crise que aponta para a questão de um "limite interno absoluto do capital" (Kurz 2007, 1ª ed. 2006, 280). Já Karl Marx tinha apontado a possibilidade de um limite interno do capital; a teoria da crise da crítica da dissociação-valor vê esse 'limite interno absoluto da socialização do valor' tornar-se historicamente actual com o aumento dos processos de crise no contexto da terceira revolução industrial: pois, por meio da revolução microeletrónica, é tornado supérfluo mais trabalho no conjunto da sociedade do que pode ser compensado com a expansão dos mercados etc. Este contexto tem sido muitas vezes apontado por parte da crítica da dissociação-valor."

 

A matriz psicossocial do sujeito burguês na crise: Uma leitura da psicanálise de Freud do ponto de vista da crítica da dissociação-valor - (Leni Wissen; EXIT! nº 14 Maio 2017) Deutsch

Roswitha Scholz

A MÁSCARA DA MORTE VERMELHA

Capitalismo de casino, movimento feminista e desconstrução

Nota Prévia * Juventude, capitalismo de casino e “(des)construção” * A estetização da oposição radical * (Mulheres) em movimento à moda antiga após o colapso do bloco de Leste * Baile de máscaras dos sexos e alienação * Desconstrução e (etno)fundamentalismo * Após a desconstrução… * Bibliografia * Notas

A máscara da morte vermelha - (Roswitha Scholz; Krisis nº 15 1995) Deutsch

Robert Kurz

VENDEDORES DE ALMAS

 

Como a crítica da sociedade das mercadorias se torna ela própria uma mercadoria

  

Sumário:

Empresário independente pós-moderno e empresa de crítica de esquerda / Crítica do valor como oferta de mercadorias / O vendedor de bugigangas “de crítica do valor” / Uso múltiplo / O conta-assinantes / Bonzinhos descarados / Auto-promotores mostrando a fraqueza humana / Também eu estou entre as celebridades no panteão / O design é a mensagem / Política de slogans e terapia ocupacional para a clientela / Lirismo da preocupação como literatura de edificação / Para a metafísica de uma compreensibilidade comum / A síntese do encadernador / O princípio do Karaoke / “Apropriação” como mania de originalidade e validade aparentemente autónomas / O clique dos idiotas / O pequeno burguês “crítico do valor” como obra de arte total

Vendedores de almas - (Robert Kurz; Abril de 2010) Deutsch

2.ª edição de MANIFESTO CONTRA O TRABALHO

Manifesto Contra o Trabalho | Grupo Krisis | Antígona

2.ª edição de Manifesto Contra o Trabalho - (Antigona; Abril de 2017

TRABALHO E CAPITAL SÃO AS DUAS FACES DA MESMA MOEDA

"A esquerda política sempre adorou o trabalho com particular fervor. Não só elevou o trabalho ao estatuto de essência do Homem, como produziu a mistificação de transformá-lo num princípio pretensamente oposto ao capital. Na sua perspectiva, o escândalo não é o trabalho, mas sim a exploração do trabalho pelo capital. Por isso, o programa de todos os «partidos dos trabalhadores» sempre foi somente «libertar o trabalho», mas não libertar do trabalho. Ora, o antagonismo social entre capital e trabalho é uma mera contradição de interesses distintos no interior da finalidade autotélica do capitalismo (embora o poder de cada uma das partes seja muito diferente). A luta de classes era a forma de expressão desses interesses antagónicos no terreno social comum do sistema de produção de mercadorias. Fazia parte da dinâmica interna da valorização do capital. Quer a luta fosse por salários, por direitos, por condições de trabalho, ou por postos de trabalho, o seu pressuposto cego continuava sempre a ser a engrenagem dominante com os seus princípios irracionais."

Edição Portuguesa Deutsch Español English

Roswitha Scholz 

O ódio às mulheres está novamente a aumentar

O ódio às mulheres está novamente a aumentar - (Roswitha Scholz; Março de 2017 Deutsch

Roswitha Scholz 

El Patriarcado Productor de Mercancías.

Tesis Sobre Capitalismo y Relaciones de Género

El Patriarcado Productor de Mercancías. Tesis Sobre Capitalismo y Relaciones de Género (pdf) - Roswitha Scholz; Agosto 2013 Deutsch

Richard Aabromeit

As transformações milagrosas da criação de valor

Uma pequena história

"A criação de valor na economia capitalista é desde há cerca de 400 anos uma grandeza fixa, mas também um tema recorrente nas discussões de tipo económico, político, social e até mesmo moral. O que começou por ser estudado em livros e levou a novos livros, é hoje carregado e comunicado na Internet numa parte significativa. Assim me deparei eu há alguns meses, enquanto nela navegava, com o conceito de "criação de valor digital", ou de "cadeias de criação de valor digitais". Portanto, agora também o valor, ou a sua criação, a sua produção, teria recaído na digitalização. Como poderia uma categoria abstracta real ser "digitalizada"? Isso não estava imediatamente claro assim eu pesquisei um pouco, para esclarecer um pouco a história deste neologismo e a curta história ficou pronta!"

As transformações milagrosas da criação de valor  - (Richard Aabromeit; Outubro de 2016) Deutsch Italiano

Robert Kurz

IMPERIALISMO DE EXCLUSÃO E ESTADO DE EXCEPÇÃO

Uma vez que a crise fundamental se tem agudizado cada vez mais, em crashes financeiros, bancarrotas nacionais, conflitos armados, movimentos de refugiados, fome e miséria e não só, vamos publicar de novo nesta edição certas partes do livro esgotado Weltordnungskrieg [A guerra de ordenamento mundial] de ROBERT KURZ. Dada a miséria dos refugiados, no contexto de um ser supérfluo generalizado no decurso do tornar-se obsoleto do trabalho abstrato, a que corresponde o terror da exclusão e uma expansão global cada vez mais visível do estado de excepção, queremos combater também uma (nova) ausência de ideias, que se exprime bem, na sua forma mais aberta, mais brutal e mais imediata, na construção de muros e em actos de violência racista, mas pode assumir formas muito mais subtis e mais hipócritas (por exemplo, na restrição do direito de asilo) e exprimir-se numa suspeita e demasiado "amigável" cultura de boas-vindas. É preciso mostrar aqui que o estado de excepção tem uma longa história, que é mesmo decididamente constitutivo para o capitalismo desde o seu surgimento, e que é necessária uma crítica radical e categorial para abolir as respectivas estruturas. Neste sentido, selecionámos do livro de Kurz capítulos e passagens que têm por temas "imperialismo de exclusão" e "estado de excepção". Já está em andamento uma reedição do livro. (Apresentação do texto no editorial da revista EXIT! nº 13)

Imperialismo de exclusão e estado de excepção - (Robert Kurz; Exit! nº 13 Janeiro de 2016) (pdf) Deutsch Italiano

Daniel Späth

A "pós-verdade" e o último combate de rectaguarda da pós-modernidade neoliberal

Notas sobre a especificidade histórica das conjunturas ideológicas

 

I.

característico de cada variante da consciência burguesa que, após assumir um papel hegemónico, depressa se mostra novamente ultrapassada pela processualidade histórica da constituição fetichista do patriarcado produtor de mercadorias. As ideologias mostram assim, em cada caso sem excepção, que fixam analiticamente a forma da dissociação-valor de uma dada constelação histórica, para jogá-la contra outra época da relação de capital. Consequentemente, o conceito burguês de crítica também se limita a este campo de conflito imanente, sendo que a crítica, ou se refere positivamente à configuração actual da disociação-valor, em cujo nome é denunciada a insuficiência de épocas passadas, ou procura idealizar o passado, perante cujo brilho a decadência do presente vem à luz. Tanto o quadro de referência da ideologia da modernização como o da ideologia da decadência permanecem categorialmente presos na positividade da consciência burguesa, assim acabando o próprio conceito de crítica por ser reduzido ao absurdo."

A "pós-verdade" e o último combate de rectaguarda da pós-modernidade neoliberal - (Daniel Späth; Janeiro de 2017) Deutsch

Richard Aabromeit

Agência pós-moderna de viagens a eventos em dificuldades

Agência pós-moderna de viagens a eventos em dificuldade - (Richard Aabromeit; Agosto de 2016) Deutsch Italiano

SEMINÁRIO LER MARX

LER MARX! TESES PARA UM SEMINÁRIO

Seminário ler Marx - (Roswitha Scholz; Setembro de 2016) Deutsch Italiano

Thomasz Konicz

CAPITALISMO DE ROSTO HUMANO

Capitalismo de rosto humano - (Tomasz Konicz; Julho de 2016) Deutsch

Thomasz Konicz

"Halt ze German advance"

Com a vitória do campo do Brexit a forma actual da UE dominada pela Alemanha chegou de facto ao fim. A questão é: o que vem a seguir?

"Halt ze German advance" - (Tomasz Konicz; Junho de 2016) Deutsch Italiano

Thomas Meyer

Crítica do feminismo neoconservador de Birgit Kelle – ou a miséria da análise no milieu queer

Crítica do feminismo neoconservador de Birgit Kelle - ou a miséria da análise no milieu queer - (Thomas Meyer: Junho de 2016) Deutsch

Gerd Bedszent

O PLANETA DOS SUPÉRFLUOS

O Planeta dos Supérfluos - (Gerd Bedszent: EXIT! nº13 Janeiro 2016) Deutsch Italiano

Daniel Späth

Adornitas encasacados e masculinidade sensível

Adornitas encasacados e masculinidade sensível - (Daniel Späth; Maio de 2016) Deutsch

Roswitha Scholz

CRISTÓVÃO COLOMBO FOREVER?

Para a crítica das actuais teorias da colonização no contexto do "Colapso da modernização"

ROSWITHA SCHOLZ neste artigo discute as recentes teorias da colonização no contexto do "Colapso da modernização". Tais teorias ganharam ímpeto no debate da esquerda, pelo menos desde o crash de 2007/2008. Segundo Klaus Dörre, o pressuposto básico, apesar de todas as diferenças em cada abordagem, é que o capitalismo precisa de um exterior para continuar a existir. Frequentemente pressupõe-se uma "acumulação primitiva" sucessivamente repetida. Esta não é considerada limitada aos primórdios do capitalismo, mas é declarada a lei central eterna do capitalismo. Scholz, neste ensaio, contrapõe ao teorema da colonização e correspondentes hipóteses de uma permanente "acumulação primitiva" a dinâmica essencial do capital como “contradição em processo". Para evidenciar as diferenças relativamente à crítica da dissociação-valor, Scholz foca-se nas concepções de colonização de Klaus Dörre e Silvia Federici, proeminentes na Alemanha e não só, sendo que se pode atribuir Dörre uma orientação mais sindical e a Silvia Federici uma orientação mais operaista-feminista. Neste contexto, o artigo prossegue ainda com a dimensão negligenciada por Dörre e Federici das guerras civis mundiais hoje. Mas Scholz também mostra que não é suficiente colocar no centro a "contradição em processo", pelo contrário, a dissociação-valor tem de ser ser entendida como contexto dinâmico de base. Para, entre outras coisas, fazer justiça às diferentes disparidades sociais (económicas, racistas, anti-semitas, etc.) com as suas qualidades próprias, ela tem em conta a dialéctica negativa de Adorno, que naturalmente está em conformidade com a lógica do não idêntico da crítica da dissociação-valor. (Resumo na Revista EXIT! nº 13)

Cristóvão Colombo Forever? - (Roswitha Scholz: EXIT! nº13 Janeiro 2016) Deutsch Italiano

EM MEMÓRIA DE UDO WINKEL

(1937-2015)

"Conheci Udo na Primavera de 1984. Um seminário sobre a Escola de Frankfurt no meu curso exigia alguns conhecimentos básicos sobre Marx e O Capital e assim me inscrevi num curso introdutório da “Initiative marxistische Kritik”. Aí encontrei então Udo, entre outros, que insistiam na teoria de Marx, procurando uma nova orientação contra o espírito do tempo, o qual visava sobretudo criticamente a técnica e as forças produtivas e colocava em primeiro plano a política na primeira pessoa, a preocupação. Udo era um antigo soixante-huitard que tinha fundado a SDS (1) na Universidade de Erlangen-Nuremberga com Robert Kurz e outros. No entanto não foi este o ponto de partida da sua carreira político-teórica."

Em memória de Udo Winkel - (Roswitha Scholz: EXIT! nº13 Janeiro 2016) Deutsch

Robert Kurz

O CLÍMAX DO CAPITALISMO

Breve esboço da dinâmica histórica da crise

O Clímax do capitalismo - (Robert Kurz; Janeiro de 2012) Deutsch Italiano

Roswitha Scholz

O REGRESSO DO JORGE

Notas sobre a "cristianização" do espírito do tempo pós-moderno

e sua viragem para o decisionismo autoritário

"Paulo declara na Epístola aos Romanos que só devido à proibição do desejo tinha tido a ideia de desejar, tendo assim já prevaricado contra a lei do ‘não desejarás’, tornando-se pecador e dando deste modo à lei a possibilidade de se legitimar. O objectivo da lei consistiria então única e exclusivamente em justificar a sua própria dominação (!) e em assegurar as relações vigentes. Por isso mesmo, ela também poderia ser abolida por completo. Tirando esta última consequência, a acepção pauliana da lei corresponde à definição de Carl Schmitt, segundo a qual o soberano é aquele que decide sobre o estado de excepção" (Akrap, 2005).

É neste contexto que Badiou reclama agora um "novo Lenine", do qual, a seu ver, o apóstolo Paulo representa um protótipo. Acresce, diz ele, que o "gesto pauliano" deixa antever a perspectiva de Che Guevara, nomeadamente a "de que um outro mundo é possível". Do mesmo modo, também Slavoy Zizek intitula o seu novo livro "A revolução vem aí". Akrap comenta o feito: "Também poderia ter-lhe chamado ‘O modelo Paulo com barbicha à Lenine’" (Akrap, 2005). A este propósito também são de algum interesse os comentários de Anke Deuber-Mankowsky à ideia de Agamben de "Homo sacer": "Schmittiana é (…) também a interpretação da coincidência do interior com o exterior, como irrupção da catástrofe, que segundo Schmitt equivale à catástrofe da vinda do Anticristo (!). Assim, segundo Agamben, a catástrofe da Modernidade é a consequência da anulação da diferença entre a existência política (bios) e a vida nua (zoe) pelo facto de a vida nua – em vez de se distinguir da dimensão política – se tornar o fundamento da dimensão política no campo" (Deuber-Mankowsky, 2001, p. 107)."

O Regresso do Jorge - (Roswitha Scholz; EXIT! nº3 Janeiro 2006) Deutsch

Roswitha Scholz

MAIO CHEGOU

O padrão de digestão ideológica da crise nos contextos da crítica do valor

Da mesma forma que a crise dissolve a capacidade de reprodução da "classe média", que até agora se considerava em segurança, também a esquerda é tomada pelos padrões de elaboração ideológica que, pelos vistos, a ela estão ligados forçosamente. Roswitha Scholz demonstra neste texto que a "crítica do valor" surgida ao longo destes anos também disso não está a salvo. Os conceitos fundamentais da crítica do valor tiveram que ser implementados na esquerda, a custo, só no princípio dos anos noventa, por isso é que hoje se põe o problema da sua banalização, não só por uma recepção superficial nas diversas "cenas" da esquerda, como também pelas próprias tendências regressivas numa parte do anterior círculo da crítica do valor. Neste cenário, representado não apenas pelo resto da "Krisis", recorre-se agora à "preocupação" e a um "quotidiano" amplamente acrítico, bem como a uma ligação populista de esquerda com um mais vasto público do movimento. Há, no entanto, um perigo de recuperação por parte da direita e de posições conservadoras, se porventura, em caso de agravamento da crise, for esquecida a constituição da subjectividade da concorrência patriarcal-burguesa. Como fundamento desta crítica ideológica a uma versão banalizada da própria teoria crítica do valor designa Scholz o pano de fundo social comum de todas as tendências correspondentes: nomeadamente, "a transformação dos homens em donas-de-casa" (Claudia von Werlhof), incluindo nos círculos teóricos de esquerda, no domínio dos média etc., e "a queda da classe média" (Barbara Ehrenreich). Uma "crítica de trabalho" reducionista, bem como um conceito androcêntrico reduzido da "realidade social" têm que dar o mote da crítica do valor na colectânea "Dead Men Working"; racismo, anti-semitismo e sexismo são outra vez degradados a contradições secundárias com novas vestes, em vez de serem compreendidos no seu entretecimento com as disparidades económicas, a relação entre sexos e a construção da "raça", como faz a crítica da dissociação-valor. (Resumo na Revista EXIT! nº 2)

Maio chegou - (Roswitha Scholz; Exit! nº2 Março de 2005 Deutsch

Robert Kurz

INTERESSES LOUCOS

As metamorfoses do imperialismo e a crise das interpretações 

Interesses loucos - (Robert Kurz; Abril de 2001) Deutsch

Homo Sacer e os ciganos : uma resenha de Larissa Costa Murad

Homo Sacer e os ciganos: uma resenha de Larissa Costa Murad - (Julho 2015)

Roswitha Scholz

Homo Sacer e Os Ciganos

O Anticiganismo – Reflexões sobre uma variante essencial e por isso esquecida do racismo moderno

Homo Sacer e os Ciganos

ANTÍGONA

«Nas relações patriarcais capitalistas, a dissociação-valor é o princípio fundamental de socialização, e não apenas o “valor”. A dissociação é um pressuposto para a formação do trabalho abstracto, tanto como este, inversamente, é também seu pressuposto. Existe uma relação dialéctica entre ambos, que se foi transformando no decurso de um processo histórico. Na Modernidade “a mulher” é considerada um “ser natural domesticado”. Pelo contrário, enquanto banido o cigano é livre como um pássaro (vogelfrei); encontra-se no exterior do mundo do trabalho e da lei, e precisamente nesta exclusão ele está dialecticamente incluído na forma jurídica, como homo sacer par excellence – sem dúvida de uma forma diferente da concepção burguesa da relação entre os sexos. Se a dissociação-valor como princípio fundamental se manifesta, por exemplo, no facto de se imaginar a cigana como prostituta, vagabunda e (não em último lugar) ladra, representando o pólo oposto à dona de casa virtuosa e mãe da Modernidade, esta circunstância prende-se com a existência como homo sacer, que representa a “lei” autêntica e fundamental da socialização da dissociação-valor na forma da ausência da lei. Importante é também que a forma feminina, portanto a imagem da cigana, não por acaso representa o cigano enquanto tal, circunstância que deve lembrar que as modernas ideias sobre os papéis dos sexos também contribuíram para a constituição das relações ciganas aparentemente autóctones.»

Homo Sacer e "Os Ciganos"  - (Roswitha Scholz; Exit! nº4 Junho de 2007 Deutsch

Robert Kurz

WOLPERTINGER NO PARQUE JURÁSSICO

A regressão imparável dos círculos da esquerda radical alemã  

"Os fantasmas que andam por aí não são originais, mas dinossauros bonzai, resquícios de um passado glorioso que não chegam aos calcanhares do objecto da sua idolatria. É que Lenine e os verdadeiros coriféus do passado foram, no seu tempo, tudo menos papagaios dos esplendores passados de movimentos e revoluções mas, sim, revolucionários da teoria. E hoje, o que está na ordem do dia, é a revolução da crítica do valor, e não a nostalgia teórica.

Será que os diversos sósias do marxismo do movimento operário acreditam mesmo que podem incutir, uma vez mais, uma "consciência de classe adequada" a um aglomerado social feito de desempregados permanentes, mães solteiras dependentes das prestações da segurança social, sociedades anónimas unipessoais, trabalhadores apenas aparentemente independentes, empresários do pão que o diabo amassou, trabalhadores temporários, aristocratas operários da indústria de armamentos, burocratas sociais da administração de crise etc.? Acreditam mesmo que podem, uma vez mais, recorrer à resistência social sob o rótulo da "luta de classes"? Acreditam mesmo poderem, uma vez mais, abarcar um capitalismo globalizado em função dos imperativos da economia industrial com os conceitos dos imperialismos nacionais? Acreditam mesmo ser-lhes possível reivindicarem, uma vez mais, num mundo marcado pela sobreacumulação estrutural, por crises de dívida e por um capital fictício globalizado, a "mais-valia usurpada" para a "classe criadora de todos os valores", o que, de qualquer forma, sempre foi mais a opção de Lassalle que a de Marx? Acreditam mesmo poderem formular como objectivo socialista, após o colapso da "modernização recuperadora", uma vez mais uma "produção de mercadorias planificada" instituída por um "estado operário"? Quando a esquerda restante, incapaz de renovar a crítica do capitalismo com recurso à crítica do valor, cacareja, na falta de outros conceitos, "luta de classes", em nada contribui para um desenvolvimento ulterior dos esboços de um movimento social.

A regressão em curso de uma esquerda que, na realidade, há muito tempo que deixou de ser radical, já nem sequer pode ser designada, segundo a tão esforçada sentença de Marx, como a farsa que se segue à tragédia. É que a farsa já passou. Quando a "nova esquerda" celebrou, por ocasião das greves de Setembro de 1969 na indústria automóvel, a "redescoberta da classe operária", já se tratava de um malentendido histórico grosseiro. Hoje não existe qualquer manifestação social real que convide a um revivalismo das palavras de ordem do marxismo do movimento operário. Trata-se de uma necessidade puramente ideológica de uma esquerda residual atolada no passado, do mero produto da decomposição de um edifício de ideias em dissolução."

Wolpertinger no Parque Jurássico - (Robert Kurz; Dezembro de 2003) Deutsch

Roswitha Scholz

Self-Service Canibalesco

Na homepage da revista Streifzüge foi reproduzida a 29 de Abril de 2015 uma homenagem a Robert Kurz publicada antes em Nachdenkseiten, com o título Das Nirwana des Geldes. Zum Gedenken an Robert Kurz [O nirvana do dinheiro. Em memória de Robert Kurz], de Götz Eisenberg. Há aqui uma usurpação fraudulenta de Robert Kurz, como que um self-service canibalesco. Robert Kurz, desde a cisão da Krisis em 2004 até à sua morte em 2012, nunca se cansou de atacar uma crítica do valor redutora que, escaqueirada e com carga vitalista, se esforça por obter um "impacto alargado", de maneira populista. Sobretudo no texto Seelenverkäufer. Wie die Kritik der Warengesellschaft selbst zur Ware wird [Vendedores de almas. Como a crítica da sociedade das mercadorias se torna ela própria uma mercadoria], ele submeteu a uma severa crítica o auto-entendimento e a orientação pluralista da Streifzüge, como exemplo do “movimento interno da contradição de forma e conteúdo da crítica categorial”.

Esta crítica é silenciosamente ignorada pela Streifzüge e sugere-se que Robert Kurz tenha sido sempre um dos "seus". Isso decorre também da ideia de Robert Kurz dada após o texto, ao apresentá-lo como "co-editor  da revista Krisis e membro do grupo com o mesmo nome até este se partir em conflitos internos". Nem uma palavra da Streifzüge sobre o facto de esses "conflitos internos" terem por conteúdo não em último lugar uma popularização problemática e de isso ter levado à criação da revista teórica EXIT!. Para se ter uma ideia da relação entre Robert Kurz, que de facto já não se pode defender, e a Streifzüge, e para prevenir a doença de Alzheimer, mais uma vez se remete vivamente para o texto Seelenverkäufer [Vendedores de almas] de 2010, bem como para toda a rubrica Zur Kritik der verkürzten Wertkritik [Para a crítica da crítica do valor redutora] (1) na homepage da EXIT!, onde também outros autores e autoras apresentam contribuições sobre este tema.

Roswitha Scholz pela Redacção da EXIT!

(1) Dos 12 textos da rubrica estão traduzidos para português dois: DEAD MEN WRITING. Instruções de uso: como transformar a crítica emancipatória num objecto especulativo ao serviço da reprodução pessoal dum bando da intelligentsia lumpen e O DESVALOR DO DESCONHECIMENTO. “Crítica do valor” truncada como ideologia de legitimação de uma nova pequena-burguesia digital (Nt. Trad.)

Self-Service canibalesco - (Roswitha Scholz: Maio 2015) Deutsch Italiano

Boaventura Antunes

Intervenção no XVIII Congresso do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, Lisboa 9-10 Outubro 2015

Intervenção no XVIII Congresso do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, Lisboa - (Boaventura Antunes; Outubro de 2015)

DINHEIRO

Da crítica social à crítica categorial

Dinheiro: Da crítica social à crítica categorial - (Boaventura Antunes; Setembro de 2015)

Johannes Bareuther

O ANDROCENTRISMO DA RAZÃO DOMINADORA DA NATUREZA (1ª PARTE)

Natureza demoníaca e natureza mecânica

1. A derivação da revolução científica feita por Bockelmann a partir da análise da forma de pensar * 2. Separações estruturais na relação com a natureza * 3. Francis Bacon como propagandista da razão dominadora da natureza * 4. A caça às bruxas como crime fundador do patriarcado produtor de mercadorias e o seu papel no estabelecimento da racionalidade científica * 5. Resumo e visão histórica

O androcentrismo da razão dominadora da natureza (1ª parte) EXIT! nº 12 - (Johannes Bareuther; Novembro de 2014) Deutsch

Robert Kurz

Dinheiro sem valor

Linhas gerais para a transformação da crítica da economia política

Dinheiro sem Valor

ANTÍGONA

"A lavandaria automática do capital também parece ter deixado de funcionar. Na realidade, os guardiões institucionais do graal do capitalismo estão a adiar o choque da desvalorização mais que devido, com recurso a métodos cada vez mais aventurosos, porque, no mínimo, intuem que com ele todo o sistema mundial entraria em colapso e, no sentido da economia do capital, apenas restaria terra queimada. Nesta medida, as elites, dispostas a qualquer crime a que uma situação de emergência obrigue, ainda dão provas de uma maior consciência da realidade do que os marxistas residuais e os pós-marxistas – e, mais que todos, Michael Heinrich. Paradoxalmente, ele está aqui em conformidade com, nem mais nem menos, os ideólogos neoliberais hardcore cegos à realidade que, relativamente ao “ajustamento”, se deixam levar pela mesma ilusão e, por isso, exigem que as medidas de resgate sejam abandonadas para que a “natureza” possa finalmente seguir o seu curso. Por outras palavras: a sua tese do “ajustamento” [Bereinigung] revela ser ideologia tão pura e dura como a tese ultraliberal do “ajustamento”

Dinheiro sem valor (Prefácio e Índice) - (Robert Kurz; Maio de 2012) Deutsch

Cap. 20 - O sacrifício e o regresso perverso do arcaico (Dinheiro sem valor) - (Robert Kurz: Maio de 2012) Deutsch

Roswitha Scholz

A IMPORTÂNCIA DE ADORNO PARA O FEMINISMO HOJE

Retrospectiva e perspectiva de uma recepção contraditória

Neste artigo Roswitha Scholz mostra que na teoria feminista se manteve a capacidade de chegar a uma crítica da forma do patriarcado capitalista até à segunda metade da década de oitenta. Em vez disso passou-se para padrões de pensamento formais e sociologistas. Scholz esclarece aqui a importância de Adorno para a crítica da dissociação-valor, ainda que ele parta apenas da troca e não do valor (mais-valia) como princípio social fundamental, e muito menos eleve a relação hierárquica de género na configuração da dissociação-valor à posição de conceptualidade basilar da sociedade, tratando-a de modo meramente descritivo e como tal a criticando. Scholz também assume de Adorno para a crítica da dissociação-valor a rejeição de um pensamento restringido à lógica da identidade, o que significa além do mais que esta crítica tem de ter em conta as diferentes disparidades sociais. Enquanto isto pertence ao cerne da crítica da dissociação-valor, a partir das contradições da lógica da troca ou do valor só se consegue obter uma crítica da lógica da identidade quando muito à força. Assim, a crítica da dissociação-valor impulsiona para lá de si mesmo não só a Adorno, mas também a ela própria. Ela tem de pôr-se a si mesma em questão para fazer jus à sua essência íntima. Assim se põe em causa o iluminismo. Embora também a crítica da dissociação-valor em certo sentido assente ela própria no iluminismo, ela não exclui uma crítica radical do mesmo. Na crítica da dissociação-valor decide-se designadamente ir ao mesmo tempo radicalmente para lá do pensamento iluminista, mesmo até para lá da dialéctica negativa de Adorno, para manter em aberto a possibilidade – em primeiro lugar de modo apenas conceptual e abstracto – de futuras formas de pensar e de viver não capitalistas nem patriarcais. (Resumo na Revista EXIT! nº 10)

A importância de Adorno para o feminismo hoje - (Roswitha Scholz: EXIT! nº 10 Dezembro 2012) Deutsch

Robert Kurz

A LUTA PELA VERDADE

Notas sobre o mandamento pós-moderno de relativismo na teoria crítica da sociedade

Um fragmento

Conflitos sobre a verdade * Da teorização da política à politização da teoria * (Da politização do privado à privatização do político) * Na ordem do dia estão a táctica, a estratégia, o mimetismo, a camuflagem * O dogma "anti-dogmático" da pós-modernidade * O apertar do parafuso * O lugar na história como campo de batalha das ideias * Linguistic turn * Totalitarismo da linguagem e coisa em si * (Anti-essencialismo) * (A atitude existencial) * (Subjectivismo estrutural) * (A falta de fundamentos da narrativa, construção/desconstrução e discurso) * (Crítica da objectividade negativa ou positivismo do discurso?) * (Relativismo histórico e pós-história) * (Esclarecer o adversário e esclarecer-se si mesmo) * (Negar a objectividade da verdade) * (Do positivismo dos factos ao positivismo da narrativa, da construção e do discurso) * (História da formação e história interna) * (Relativismo estrutural, sem conceito da totalidade) * A história como campo de batalha das ideias, as ideias como armas da história (Os títulos entre parêntesis são de capítulos que não chegaram a ser elaborados: Nota do trad.)

A luta pela verdade - (Robert Kurz: Exit! nº 12 Novembro de 2014) Deutsch

Roswitha Scholz

APÓS POSTONE

Sobre a necessidade de transformação da ‘crítica do valor fundamental'. Moishe Postone e Robert Kurz em comparação – e a crítica da dissociação-valor

Introdução * A argumentação de base de Postone * Individualismo metodológico, estrutura-acção e afins * Forma da mercadoria e forma do capital * Dinheiro – circulação – forma do capital – mais-valia * Relação entre trabalho abstracto e trabalho concreto * Tempo abstracto, tempo histórico concreto, tempo biográfico, tempo do mundo do dia-a-dia e tempo concreto do colapso do capitalismo * Sujeito revolucionário e socialização de classe média * Dissociação-valor, totalidade fragmentada e disparidades sociais: algumas observações necessariamente incompletas sobre o contexto da dissociação-valor como contexto social basilar

Após Postone - (Roswitha Scholz: EXIT! nº12 Novembro 2014) Deutsch

Udo Winkel

A I GUERRA MUNDIAL

"No centenário da eclosão da I Guerra Mundial surgiu uma enchente de análises e literatura de memórias. Ela é repetida e incorrectamente designada como “ruptura civilizacional”, embora o capitalismo se tenha desenvolvido com violência brutal desde o seu nascimento na “acumulação primitiva” (Marx). Só a dimensão mudou, com artilharia, gás venenoso e depois também aviões e tanques."

A I Guerra Mundial - Udo Winkel:  EXIT! nº 12 Novembro de 2014) Deutsch

Roswitha Scholz

VIVA O FETICHE!

 

Sobre a dialéctica da crítica do fetichismo no actual processo de ‘Colapso da modernização’. Ou: quanto establishment pode suportar a crítica social radical?

1. A Nova Leitura de Marx – breve história da crítica do fetichismo desde 1965 e sua multiplicação/massificação hoje * 2. O "Novo espírito do capitalismo", o "Eu empresarial" e a crítica do fetichismo * 3. Crítica do fetichismo e vida académica * 4. Crítica do fetichismo, verdade e conteúdo * 5. Feminismo e crítica do fetichismo * 6. A vontade de viver o mais possível “de modo não fetichista”… * 7. Resumo: crítica do fetichismo como processamento da contradição ou crítica radical?

Viva o Fetiche! - (Roswitha Scholz; Exit! nº 12 Novembro de 2014 Deutsch

FEMINISMO – CAPITALISMO – ECONOMIA – CRISE

Objecções da crítica da dissociação-valor a algumas abordagens da actual crítica feminista da economia

Feminismo - Capitalismo - Economia - Crise - (Roswitha Scholz; EXIT! nº11 Julho 2013) Deutsch

Robert Kurz

CRISE E CRÍTICA

O limite interno do capital e as fases do definhamento do marxismo.

Um fragmento. Segunda parte

 

"Nenhuma crise histórica no capitalismo pode ser derivada de “lutas voluntárias” imediatas; mas a nova crise económica mundial iniciada no Outono de 2008 muito menos que qualquer das anteriores. Pois aqui já nem sequer superficialmente é possível construir uma conexão causal real com “lutas” ou com “políticas” conscientes, ou quando muito só por meio de fantasmagorias óbvias. O estourar das bolhas financeiras, a falência do Lehman Brothers e o que se seguiu não foi um complot do empire, nem sequer foi devido à mínima “luta social”, tanto nos EUA como noutros lados. Isso até os normalizados construtores de casinhas da Opel e os faz-tudo do submundo da esquerda radical compreendem. Por isso a ideologia de crise subjectivista, perante esta situação, tem de cair no apelo puramente mistificatório a um “nós” ideológico, na realidade dificilmente existente.

 

Crise e Crítica (Segunda parte) - (Robert Kurz; Exit! nº 11 Julho de 2013) Deutsch

 

CRISE E CRÍTICA

O limite interno do capital e as fases do definhamento do marxismo.

Um fragmento. Primeira parte

  

Crise e Crítica (Primeira parte) - (Robert Kurz; Exit! nº 10 Outubro de 2012) Deutsch

Roswitha Scholz

El "Patriarcado Productor de Mercancías": la teoria del valor-escisión de Roswitha Scholz

El "Patriarcado Productor de Mercancías": la teoria del valor-escisión de Roswitha Scholz: (Álvaro Briales Conseco; Outubro 2013). pdf)

El "patriarcado productor de mercancías" debate con Roswitha Scholz em Madrid (áudio); Novembro 2013 Deutsch

Robert Kurz

A HISTÓRIA COMO APORIA

Teses preliminares para a discussão em torno da historicidade das relações de fetiche

(3ª Série)

SINOPSE: 1. A abordagem da teoria da história para além do marxismo tradicional/ 2. A problemática do conceito de história como constructo moderno/ 3. Aporias solúveis e insolúveis/ 4. A crítica radical da modernidade não pode deixar de ter uma teoria da história/ 5. Dissociação e fetiche/ 6. Capitalismo e Religião/ 7. Sobre o conceito de relações de fetiche/ 8. Metafísica, transcendência e transcendentalidade/ 9. Da divisão de épocas ao relativismo da história/ 10. Alinhar com o processo de desmoronamento da filosofia burguesa da história?/ 11. Que significa pensar contra si mesmo?/ 12. A dialéctica da teoria da história em Adorno/ 13. Crítica do conhecimento da teoria da dissociação e crítica do conceito de história/ 14. Teoria negativa da história e programa de desontologização/ 15. Um novo conceito de unidade entre continuidade e descontinuidade/ 16. Conceitos afirmativos da reprodução e conceitos histórico-críticos da reflexão/ 17. Ruptura ontológica e “superavit crítico [kritischer Uberschuss]”/ 18. Insuficiências e conteúdos de ideologia alemã, reaccionários, da hermenêutica da história/ 19. Fossilização ontológica como vingança da dialéctica/ 20. Consequências possíveis: pose neo-existencialista, decisionismo, reformismo neo-verde.

  A História como aporia (3ª série) - Robert Kurz; Maio de 2007 Deutsch

A História como aporia (2ª Série) - Robert Kurz; Setembro de 2006 Deutsch

A História como aporia (1ª Série) - (Robert Kurz; Agosto de 2006) Deutsch

Roswitha Scholz

LÓGICA DA IDENTIDADE E CRÍTICA DO CAPITALISMO

Notas sobre as reacções da esquerda aos ataques terroristas em Nova Iorque e Washington

De modo tão ilusório como na "questão da mulher", neste contexto o Ocidente também é apresentado como ultra-aberto no que diz respeito ao comportamento sexual, à homossexualidade masculina e feminina etc. A tolerância superficial face aos trans-flexi pretende esconder o facto de que, mais do que permitir diferentes orientações sexuais, o objectivo é impor identidades compulsoriamente flexíveis compatíveis com a globalização e perfeitamente economificadas sem, por isso, suplantar a estrutura fundamental compulsivamente heterossexual. Os Talibãs bárbaros como inimigos das mulheres e adversários dos "perversos" são assim transformados em mera superfície de projecção para poder esconder completamente, na celebração da civilidade burguesa, a relação básica de género inimiga das mulheres e compulsivamente heterossexual que serve de fundamento à sociedade burguesa...

Lógica da identidade e crítica do capitalismo - (Roswitha Scholz; Novembro 2001) Deutsch

Robert Kurz

A INDÚSTRIA CULTURAL NO SÉCULO XXI

 

Sobre a actualidade da concepção de Adorno e Horkheimer

 

Da crítica aparente da burguesia intelectual ao culto pós-moderno da superficialidade * Crítica cultural elitista ou emancipatória? * Reducionismo tecnológico * A publicidade como percepção cultural do mundo e de si mesmo * A continuação do "trabalho abstracto" e da concorrência por outros meios * A Internet como novo meio central da indústria cultural * A virtualização do mundo da vida * Interatividade da Web 2.0 e individualização * Uma cultura grátis paga cara * O limite interno do capital e a crise económica da indústria cultural * A caminho do esgotamento das reservas culturais * O mundo não é um acessório. Por que é impossível uma "revolução cultural" separada

A Indústria Cultural no Século XXI - (Robert Kurz; EXIT! nº 9  Março de 2012) Deutsch Vídeo English 

ESTENDE O TEU MANTO, MARIA!

Produção e reprodução na crise do capitalismo

Estende o teu manto, Maria! - (Roswitha Scholz; Junho 2010) Deutsch Français

Roswitha Scholz

SIMONE DE BEAUVOIR HOJE

O Tabu da Abstracção no Feminismo - (Roswitha Scholz; EXIT! nº8 Julho 2011) Deutsch

Robert Kurz

NÃO HÁ LEVIATÃ QUE VOS SALVE

 

Teses para uma teoria crítica do Estado. Segunda parte

Nota prévia * 23 Por que não constitui o anarquismo qualquer alternativa. A crítica não-conceptual do Estado de Bakunin & Cª. * 24 A discussão conceptualmente confusa com os bakuninistas * 25 A luta pelas necessidades vitais no capitalismo e a constituição automática da política * 26 A "ditadura do proletariado" e o deficit da teoria do Estado * 27 O trauma da Comuna de Paris e a sua lenda * 28 O problema da síntese social como "caixa negra" da ideologia cooperativista * 29 Subjectivação e individualização metodológicas da forma da vontade transcendental * 30 A ditadura de crise do Leviatã ou o estado de excepção como pressuposto e consequência da "vontade geral" * 31 A política como definição do inimigo existencial * 32 Estado de excepção e capacidade política * 33 Executores e executados do estado de excepção * 34 Catástrofe humanitária, pragmatismo de emergência consciente e ideologia de salvação da democracia de esquerda * 35 A miséria do positivismo jurídico * 36 A crença positiva da social-democracia no Estado e as suas metamorfoses * Antevisão da terceira parte

Não há Leviatã que vos salve. Teses para uma teoria crítica do Estado. Segunda parte - (Robert Kurz; EXIT! nº 8  Julho de 2011) Deutsch

NÃO HÁ LEVIATÃ QUE VOS SALVE

 

Teses para uma teoria crítica do Estado. Primeira parte

 

 1 O Estado como "última instância" e as formas de desenvolvimento da crise capitalista mundial • 2 A insuficiência da teoria do Estado e o debate sobre a teoria radical da crise • 3 Desenvolvimento capitalista e historicidade da teoria. A "herança" do iluminismo burguês afirmativo na esquerda da modernização • 4 A teoria do contrato de direito natural e o poder estatal absoluto em Hobbes • 5 O patriarcado objectivado da modernidade e o carácter androcêntrico do Leviatã • 6 "Economia política" absolutista e liberdade de concorrência dos burgueses proprietários • 7 Do liberalismo teológico à forma transcendental da "vontade geral" em Rousseau • 8 O "imperativo categórico" kantiano e a automenorização esclarecida • 9 Adam Smith e a "mão invisível" da máquina da concorrência como a outra face da "vontade geral" • 10 O idealismo de Estado alemão como superação ideológica aparente da duplicação da "vontade geral" • 11 A diferenciação "nacional" anglo-saxónica, francesa e alemã da "vontade geral" • 12 O "estado de natureza" violento entre os Leviatãs e a sua limitação pelo mercado mundial • 13 A "paz perpétua" kantiana como visão duma instituição meta-estatal da "vontade geral" repressiva e o seu desmentido por Hegel • 14 A batalha dos Leviatãs imperiais pelo poder mundial nacional da "vontade geral" • 15 Duas nações em uma. O entendimento do Estado do burguês proprietário como atraso da modernização • 16 O Estado burguês como horizonte de emancipação redutora e a função modernizadora do movimento operário • 17 A repetição feminista da emancipação redutora • 18 O idealismo de Estado alemão como "herança" do movimento operário e a expansão capitalista das funções do Estado • 19 A crítica do Estado no jovem Marx: as contradições da "vontade geral" transcendental • 20 O duplo Marx e a dupla definição do político • 21 O conceito de Estado reduzido à sociologia das classes em Marx e Engels • 22 Trinta anos depois. A reprodução do conceito redutor de Estado no Anti-Duhring de Engels • Antevisão da segunda parte

Não há Leviatã que vos salve. Teses para uma teoria crítica do Estado. Primeira parte - (Robert Kurz; EXIT! nº 7  Dezembro de 2010) Deutsch

Roswitha Scholz

NÃO DIGO NADA SEM A MINHA ALLTOURS

A identidade (masculina) pós-moderna entre a mania da diferenciação e a segurança da teoria marxista vulgar. Réplica às críticas à teoria da dissociação e do valor

Não digo nada sem a minha alltours - (Roswitha Scholz; EXIT! nº7 Dezembro 2010) Deutsch

Roswitha Scholz

FORMA SOCIAL E TOTALIDADE CONCRETA

Na urgência de um realismo dialéctico hoje

Totalidade concreta em Georg Lukács * Totalidade concreta em Theodor W. Adorno * Totalidade concreta em Moishe Postone * Totalidade concreta e crítica da dissociação e do valor * Crítica do fetiche e da reificação como falsa imediatidade em John Holloway * Imediatidade antidialéctica em Hardt/Negri e em Badiou * O falso retorno da dialéctica após o seu suposto fim * Conclusão: alegações finais por um realismo dialéctico, hoje, para lá dos esquematismos tradicionais

 Forma social e totalidade concreta  - (Roswitha Scholz; Exit! nº6 Outubro de 2009 Deutsch

O DESVALOR DO DESCONHECIMENTO

“Crítica do valor” truncada como ideologia de legitimação de uma nova pequena-burguesia digital

O Desvalor do Desconhecimento - (Robert Kurz; Maio 2008) Deutsch

Claus Peter Ortlieb

UMA CONTRADIÇÃO ENTRE MATÉRIA E FORMA

Sobre a importância da produção de mais-valia relativa para a dinâmica de crise final

1. A última crise do capital? Uma controvérsia * 2. Produtividade, valor e de riqueza material * 3. A produção da mais-valia relativa * 4. A tendência de desenvolvimento da mais-valia relativa * 5. Crescimento compulsivo, expansão histórica do capital e limites materiais * 6. Crescimento compulsivo e destruição do ambiente * 7. Conclusão

 

Uma contradição entre matéria e forma - Claus Peter Ortlieb; Setembro de 2008 Deutsch

Robert Kurz

CRISE ECONÓMICA MUNDIAL, MOVIMENTO SOCIAL E SOCIALISMO. 12 TESES.

Comunicação apresentada na Conferência do Fórum Marxista da Saxónia em 14.11.2009

Crise Económica Mundial, Movimento Social e Socialismo - Robert Kurz; Novembro de 2009 Deutsch

Roswitha Scholz

LÓGICA DA IDENTIDADE E CRÍTICA DO CAPITALISMO

Notas sobre as reacções da esquerda aos ataques terroristas em Nova Iorque e Washington

Lógica da identidade e crítica do capitalismo - (Roswitha Scholz; Novembro 2001) Deutsch

WASTE TO WASTE

Os Roma e “nós”

WASTE TO WASTE Os Roma e "nós" - (Roswitha Scholz; Setembro 2008) Deutsch

Robert Kurz

ENTREVISTA À REVISTA ON-LINE “TELEPOLIS”

(Hannover, Alemanha)

Entrevista à REVISTA ON-LINE "TELEPOLIS" - (Robert Kurz; Outubro 2008) Deutsch

A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno

A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno - (Roswitha Scholz; Agosto de 2004 Deutsch

O ser-se supérfluo e a "angústia da Classe média"

O fenómeno da exclusão e a estratificação social no capitalismo

1. Introdução: "Situação de classe", exclusão específica de uma classe, ou desclassificação generalizada? Eis a questão, hoje! 2. O fenómeno do ser-se supérfluo no capitalismo até ao fim do século XIX – breve esboço 3. A "sociedade de classe média nivelada" 4. Individualização para lá da classe e da camada? 5. A destruição da "nova classe média" e os "novos independentes" precários 6. O fetiche da luta de classes 7. Luta sem classes? 8. O último estádio da classe média 9. A sociedade da classe média e o género 10. A sociedade da classe média e a migração 11. A exclusão como problema fundamental do capitalismo. 12. Algumas observações sobre o debate das ciências sociais em torno da exclusão social e da "vulnerabilidade social" nas classes médias 13. A socialização de classe média, a exclusão e a forma social da dissociação-valor.

O Ser-se Supérfluo e a "Angústia da Classe Média"  - (Roswitha Scholz; Exit! nº5 Maio de 2008 Deutsch

PODER MUNDIAL E DINHEIRO MUNDIAL

A função económica da máquina militar dos Estados Unidos no capitalismo global e os motivos ocultos da nova crise financeira

Nota prévia (22.01.2008): O texto que segue foi escrito em Novembro de 2007 para a revista de debates de esquerda "Widersprüch" (Zurique) e aí foi publicado no início de Janeiro [nº 53]. Sob o signo da crise financeira em curso e do mais recente crash bolsista, ele adquire uma actualidade insuspeitada.

Poder Mundial e Dinheiro Mundial - Robert Kurz; Novembro de 2007 Deutsch

BARBÁRIE, MIGRAÇÃO E GUERRAS DE ORDENAMENTO MUNDIAL

Para uma caracterização da situação contemporânea da sociedade mundial

Barbárie, Migração e Guerras de Ordenamento Mundial - Robert Kurz; Janeiro de 2005  Deutsch

"O COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO" - 15 ANOS DEPOIS

Entrevista à Revista "Reportagem", São Paulo, Outubro de 2004

"O COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO" - 15 anos depois  (Entrevista) - (Robert Kurz; Novembro 2004) (pdf) Deutsch Español Italiano

SERES HUMANOS NÃO RENTÁVEIS

Ensaio sobre a relação entre história da modernização, crise e darwinismo social neo-liberal

Nota Prévia: Este texto constitui a versão escrita de uma apresentação efectuada a 15.11.2005 em Brunnen, Suiça, nas Jornadas Anuais da INTEGRAS (Schweizer Fachverband für Sozial- und Heilpädagogik) [Associação Profissional de Pedagogia Médica e Social]. O texto não desenvolve ideias novas, mas consegue dar, ainda assim, uma perspectiva sobre as afirmações standard na análise da crítica do valor e da dissociação, de outro modo só possível de encontrar espalhada em diversos artigos ou no contexto da argumentação mais extensa dos livros. Os sub-títulos são de responsabilidade da redacção da INTEGRAS. As apresentações desta jornada serão publicadas brevemente em brochura

    Seres Humanos não Rentáveis - Robert Kurz; Janeiro de 2006 Deutsch

A Substância do Capital

O trabalho abstracto como metafísica real social e o limite interno absoluto da valorização.

Primeira parte: A qualidade histórico-social negativa da abstracção "trabalho".

O Absoluto [Absolutheit] e a relatividade na História. Para a crítica da redução fenomenológica da teoria social - O conceito filosófico de substância e a metafísica real capitalista - O conceito negativo de substância do trabalho abstracto na crítica da economia política de Marx - O conceito positivo do trabalho abstracto na ontologia do trabalho marxista - Para a crítica do conceito de trabalho em Moishe Postone - O trabalho abstracto e o valor como apriori social - O que é abstracto e real no trabalho abstracto? - O tempo histórico concreto do capitalismo

A Substância do Capital (primeira parte) - (Robert Kurz; EXIT! nº1 Agosto 2004) Deutsch

Segunda parte: O fracasso das teorias da crise do marxismo da ontologia do trabalho e as barreiras ideológicas contra a continuação do desenvolvimento da crítica radical do capitalismo.

"Teoria do colapso" como palavra de toque e conceito de falsificação da história da teoria marxista - Teorias do colapso reduzidas como posição minoritária marxista na época da guerra mundial I: Rosa Luxemburgo - Teorias do colapso reduzidas como posição minoritária marxista na época da guerra mundial II: Henryk Grossmann - Da diabolização de Grossmann ao atrofiar do debate marxista da crise e do colapso - Sujeito e objecto na teoria da crise. A solução aparente do problema em meras relações de vontade e de forças - A crise e a crítica, a ilusão política e a relação de dissociação sexual - O conceito de quantidade de trabalho abstracto e a acusação de "naturalismo"

A Substância do Capital (segunda parte) - (Robert Kurz; EXIT! nº2 Março 2005) Deutsch

A NOVA CRÍTICA SOCIAL E O PROBLEMA DAS DIFERENÇAS

Disparidades económicas, racismo e individualização pós-moderna.

Algumas teses sobre o valor-dissociação na era da globalização

A Nova Crítica Social e o Problema das Diferenças - (Roswitha Scholz; EXIT! nº1 Agosto 2004) Deutsch

TABULA RASA

Até onde é desejável, obrigatório ou lícito que vá a crítica ao Iluminismo?

Tabula Rasa - (Robert Kurz; Krisis 27 - Novembro 2003)

A IDEOLOGIA ANTI-ALEMÃ

Do antifascismo ao imperialismo de crise: crítica da novíssima essência sectária alemã de esquerda nos seus profetas teóricos

A Ideologia Anti-Alemã (prefácio) - (Robert Kurz; Agosto 2003)

ONTOLOGIA NEGATIVA

Os obscurantistas do Iluminismo e a metafísica histórica da Modernidade

A libertação tem de ser repensada. Após o fim do marxismo e do socialismo do movimento operário, não resta dúvida de que quanto a este postulado abstracto existe um consenso entre a maioria das teóricas e dos teóricos de esquerda que ainda continuem a querer sê-lo. No entanto, mal se trate de definir o novo, que é o que se supõe estar em causa, este não se revela apenas regularmente como o velho em traje novo, mas, antes de mais, como o mais vetusto de entre o velho; nomeadamente, como recaída para o que antecede o marxismo, para o seio da Filosofia iluminista burguesa, em vez de uma tentativa de ir para além do marxismo.

Ontologia Negativa - (Robert Kurz; Krisis 26 - Janeiro de 2003)

Robert Kurz

Razão Sangrenta

20 Teses contra o chamado Iluminismo e os "Valores Ocidentais"

O capitalismo a si mesmo se vence até à morte, tanto materialmente como no plano ideal. Quanto maior a brutalidade com que esta forma de reprodução, tornada modelo social universal, devasta o mundo, mais ela vai infligindo golpes a si mesma e minando a própria existência. Neste quadro se inscreve também o comum ocaso intelectual das ideologias da modernização, numa ignorância e falta de ideias de tipo novo: direita e esquerda, progresso e reacção, justiça e injustiça coincidem de forma imediata, uma vez que o pensamento nas formas do sistema produtor de mercadorias paralisou por completo. Quanto mais estúpida se torna a representação intelectual do sujeito do mercado e do dinheiro, mais horroroso fica o seu tagarelar repetitivo das estafadas virtudes burguesas e valores ocidentais. Não há paisagem do planeta, marcada pela miséria e pelos massacres, sobre a qual não chovam a cântaros lágrimas de crocodilo, de um humanitarismo policial democrático; não há vítima desfigurada pela tortura que não seja usada como pretexto na exaltação das alegrias da individualidade burguesa. Qualquer idiota servidor do estado, que se esforça por escrever umas linhas, invoca a democracia ateniense; qualquer patife ambicioso, da política ou da ciência, pretende bronzear-se à luz do iluminismo.

Razão Sangrenta - tradução revista - (Robert Kurz; Junho de 2002) Deutsch Español

AUSCHWITZ COMO ÁLIBI?

Auschwitz como Álibi? - (Robert Kurz; Junho 2000) Deutsch Español

Textos, entrevistas, conferências

-2017-

EXIT! Crise e crítica da sociedade da mercadoria, nº 15 (Abril 2018)

Índice e Editorial

Índice e Editorial da Revista EXIT! nº 15 - (Thomas Meyer; Dezembro de 2017) Deutsch

-2016-

Richard Aabromeit

VALOR SEM CRISE – CRISE SEM VALOR?

Sobre a ausência de uma teoria da crise em Moishe Postone

Do seminário do círculo de leitura da crítica da dissociação-valor de Dresden, em Maio de 2014, sob o tema "Moishe Postone entre a crítica do valor e o marxismo tradicional".

Valor sem crise - crise sem valor? - (Richard Aabromeit: EXIT! nº13 Janeiro 2016) Deutsch

Revista EXIT! nº 13, Janeiro de 2016

SUMÁRIO E EDITORIAL

"Tempos áureos para teóricos e teóricas da crise!" poder-se-ia pensar, pois afinal dispõe-se de algo parecido com ter os meios teóricos para avaliar a situação social, ou mesmo com ter "sabido da coisa antecipadamente". Em última análise, no entanto, perante a violência das circunstâncias da decadência, está-se mais ou menos tão desamparado como toda a gente. Ainda assim, o poder analítico de uma teoria crítica da sociedade e a irreconciliável intenção de revolucionamento desta, que já lhe está sempre subjacente, talvez possam ajudar a manter uma visão das distorções actuais "realista" no melhor sentido, visão que, designadamente, não seja determinada pela expressão prática de situações sentidas justificadamente como ameaça ou coerção, nem pelas ilusões de estratégias redutoras de superação."

Sumário e Editorial da Revista EXIT! nº 13 - Janeiro de 2016) Deutsch Resumos Italiano Resúmenes

-2015-

Richard Aabromeit

QUE ESCOLHA RESTA À GRÉCIA DEPOIS DAS ELEIÇÕES?

Πἁντα ῥεῖ – apenas na Grécia não?

  Que escolha resta à Grécia depois das eleições? - (Richard Aabromeit; Setembro de 2015) Deutsch

Tomasz Konicz 

MAIS UMA VEZ SE PÕE A QUESTÃO

Quando estoura a grande bolha de liquidez em que está preso o sistema financeiro mundial?

Mais uma vez se põe a questão - (Tomasz Konicz; Junho de 2015) Deutsch

ESTARÁ A CHINA NA IMINÊNCIA DE UM COLAPSO?

O crescimento da economia chinesa financiado pelo endividamento não aguenta mais

Estará a china na iminência de um colapso? - (Tomasz Konicz; Maio de 2015) Deutsch

-2014-

UCRÂNIA – A DUALIDADE DE NACIONALISMO E DESMORONAMENTO DO ESTADO

Ucrânia - a dualidade de nacionalismo e desmoronamento do estado - (Gerd Bedszent: EXIT! nº 12 Novembro 2014) Deutsch

-2013-

BATER CONTRA A PAREDE

Bater contra a parede - (Claus Peter Ortlieb; Novembro de 2013 Deutsch

LIMITES NO ENDIVIDAMENTO E TRAVÕES NA RACIONALIDADE

Limites no endividamento e travões na racionalidade  - (JustIn Monday; Novembro de 2013 Deutsch

FIM DO JOGO

Fim do jogo - (Claus Peter Ortlieb; Agosto de 2013 Deutsch

ELOGIO DO ESBANJAMENTO

Elogio do esbanjamento - (JustIn Monday; Agosto de 2013 Deutsch

-2012-

Robert Kurz

NÃO HÁ REVOLUÇÃO EM LADO NENHUM

Carta aberta às pessoas interessadas na EXIT! na passagem de 2011 para 2012

Não há revolução em lado nenhum - (Robert Kurz; Janeiro de 2012) Deutsch Français

ESPIRAL DESCENDENTE

Espiral descendente - (Claus Peter Ortlieb; Novembro de 2012 Deutsch

O cocktail de desejos do keynesianismo de esquerda

O cocktail de desejos do keynesianismo de esquerda - (Claus Peter Ortlieb; Setembro de 2012 Deutsch Français Italiano

"MUITAS VENDAS E MUITO TRABALHO"

 "Muitas vendas e muito trabalho" - (JustIn Monday; Agosto de 2012 Deutsch

Em memória de Robert Kurz

Em memória de Robert Kurz - (Claus Peter Ortlieb; EXIT! nº 10 Dezembro de 2012) Deutsch

O TERROR DA CRISE

O terror da crise - (Robert Kurz; Março de 2012) Deutsch Français

-2011-

Robert Kurz

CEGOS NA CRISE

Cegos na crise - Claus Peter Ortlieb; Novembro de 2011 Deutsch

O FIM DA FÁBULA DO AUTOMÓVEL

O fim da fábula do automóvel - (Robert Kurz; Agosto de 2011) Deutsch

O TERROR DA POUPANÇA E A REVOLTA

O Terror da Poupança e a Revolta - (Robert Kurz; Julho de 2011) Deutsch

REAÇÃO EM CADEIA PÓS-NACIONAL

Reação em Cadeia Pós-Nacional - Robert Kurz; Junho de 2011 Deutsch

UM HERÓI DO MUNDO PÓS-MODERNO

Um Herói do Mundo Pós-Moderno - Robert Kurz; Março de 2011 Deutsch

TRABALHO SEM VALOR

Trabalho sem valor - Robert Kurz; Maio de 2011 Deutsch

O CONSUMO DO FUTURO

O Consumo do Futuro - Robert Kurz; Janeiro de 2011 Deutsch

-2010-

PRÉMIO NOBEL PARA O HARTZ IV

Prémio Nobel para o Hartz IV - Robert Kurz; Outubro de 2010 Deutsch

O FIM DA ECONOMIA DA POTÊNCIA MUNDIAL

O Fim da economia da potência mundial - Robert Kurz; Agosto de 2010 Deutsch

A BOLHA CHINESA

A bolha chinesa - Robert Kurz; Abril de 2010 Deutsch

Falência do Estado e assalto aos bancos

Falência do Estado e assalto aos bancos - Robert Kurz; Fevereiro de 2010 Deutsch

NO FIO DA NAVALHA

Carta aberta às pessoas interessadas na EXIT! na passagem de ano 2009/2010

No fio da navalha - Robert Kurz; Janeiro de 2010 Deutsch

-2009-

SOBREPRODUÇÃO

SOBREPRODUÇÃO - Robert Kurz; Dezembro de 2009 Deutsch

QUEM REGULA O QUÊ?

Porque está a cimeira do G20 com medo da sua própria coragem já na fase preparatória

Quem regula o quê? - Robert Kurz; Setembro de 2009 Deutsch

CAPITALISMO SEM MAIS-VALIA?

Um debate insuficiente sobre os limites do crescimento

 Capitalismo sem mais-valia - Robert Kurz; Julho de 2009 Deutsch

ECONOMIA E PSICOLOGIA

Economia e Psicologia - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch

A GUERRA CONTRA OS JUDEUS

A Guerra Contra os Judeus - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch Italiano

DEFLAÇÃO E INFLAÇÃO

Deflação e Inflação - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch Español

-2008-

O CARISMA DA CRISE

Por que está a obamania condenada ao fracasso

O Carisma da Crise - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch

NÃO HÁ SEGUNDO NEW DEAL

Não há Segundo New Deal - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch

ENTREVISTA À REVISTA IHU ON-LINE

Universidade do Vale do Rio dos Sinos, S. Leopoldo, Porto Alegre, Brasil

Entrevista à REVISTA IHU ON-LINE - (Robert Kurz; Outubro 2008) Deutsch Revista IHU

A ÚLTIMA INSTÂNCIA

A Última Instância - Robert Kurz; Setembro de 2008 Deutsch

A MISÉRIA DA POLÍTICA CONJUNTURAL

A ressurreição do keynesianismo é mais que duvidosa

A Miséria da Política Conjuntural - Robert Kurz; Agosto de 2008 Deutsch

CAPITALISMO POPULAR NUNCA MAIS

A longa ressaca após o desastre da Telekom

Capitalismo Popular Nunca Mais - Robert Kurz; Abril de 2008 Deutsch

A GRANDE QUEIMA DE DINHEIRO

Pacotes de salvamento para bancos em situação catastrófica e caça aos criminosos fiscais

 A Grande Queima de Dinheiro - Robert Kurz; Fevereiro de 2008 Deutsch

-2007-

O lado obscuro do capital

O lado obscuro do capital - (Johannes Vogele; Outubro de 2007) Français

TEMPO É ASSASSÍNIO

   Tempo é assassínio - Robert Kurz; - Abril de 2007 Deutsch

DESARMAMENTO MORAL

A cultura do escândalo como expressão da falta de perspectiva social

Desarmamento Moral  - Robert Kurz; Fevereiro de 2007 Deutsch

A PRÓXIMA ONDA DE RACIONALIZAÇÃO

A próxima onda de racionalização - (Robert Kurz; Janeiro 2007) Deutsch

-2006-

A BOMBA RELÓGIO DAS PENSÕES EMPRESARIAIS

A Bomba Relógio das Pensões Empresariais - (Robert Kurz; Agosto 2006) Deutsch

CRISE DO DÓLAR E CRISE DO EURO

Crise do Dólar e Crise do Euro - (Robert Kurz; Junho 2006) Deutsch

O REGRESSO DO JORGE

Notas sobre a "cristianização" do espírito do tempo pós-moderno

e sua viragem para o decisionismo autoritário

O Regresso do Jorge - (Roswitha Scholz; EXIT! nº3 Janeiro 2006) Deutsch

A PRIMAVERA NEGRA DO ANTI-IMPERIALISMO

Uma aliança não santa de transviados da modernização

A Primavera Negra do Anti-imperialismo - (Robert Kurz; Janeiro 2006) Deutsch

-2005-

A MÁQUINA UNIVERSAL DE HARRY POTTER

O conceito de trabalho imaterial e o neo-utopismo reduzido à tecnologia

A Máquina Universal de Harry Potter - (Robert Kurz; Outubro 2005) Deutsch

ECONOMIA POLÍTICA DO ANTI-SEMITISMO

Economia Política do Anti-Semitismo - (Robert Kurz; Setembro de 1995) Deutsch

O ESTADO DE EXCEÇÃO MOLECULAR

Consciência de crise e "theological turn" da pós-modernidade

O Estado de Exceção Molecular - (Robert Kurz; Agosto 2005) Deutsch

MAIS VALIA ABSOLUTA

Mais Valia Absoluta - (Robert Kurz; Fevereiro 2005) Deutsch

-2004-

EXIT! – AUTO-APRESENTAÇÃO PROGRAMÁTICA

EXIT! - Auto-apresentação programática - (Dezembro de 2004) Deutsch Español Italiano

A RESSURREIÇÃO ECONOMISTICA DA RELIGIÃO

A Ressurreição Economistica da Religião - (Robert Kurz; Dezembro 2004) Deutsch Español

Novos e velhos combates

A humanidade não está preparada, mas tampouco tem outra escolha.

Novos e velhos combates (Entrevista) - (Robert Kurz; Novembro 2004) (pdf) Deutsch Español

O COMITÉ NOBEL PASSOU-SE

Apanhado de uma simpática ronda jornalística de homens

O Comité Nobel Passou-se - (Robert Kurz; Outubro 2004) Deutsch

O ÚLTIMO ESTÁDIO DA CLASSE MÉDIA

O Ultimo Estádio da Classe Média - (Robert Kurz; Setembro 2004) Deutsch Español

A nova simultaneidade histórica

O fim da modernização e o começo de uma outra história mundial.

A Nova Simultaneidade Histórica - (Robert Kurz; Janeiro 2004) Deutsch Español Francais English

-2003-

AS PERFÍDIAS DO CAPITAL FINANCEIRO

LIMITES INTERNOS DA ACUMULAÇÃO, CRÍTICA REDUZIDA DO CAPITALISMO E SÍNDROMA ANTI-SEMITA

As Perfídias do Capital Financeiro - (Robert Kurz; Novembro de 2003) Deutsch Español

O que é a terciarização?

Perspectivas de mudança social.

O que é a terciarização - (Robert Kurz; Novembro 2003) Deutsch Español English Italiano

Um corte maior: Anulação das dívidas

Um corte maior: Anulação das dívidas - (Robert Kurz; Setembro 2003) Deutsch

Não-rentáveis, uni-vos!

Não-rentáveis, uni-vos - (Robert Kurz; Maio de 2003) Deutsch Español English Francais

A MÃE DE TODAS AS BATALHAS

A Mãe de Todas as Batalhas - (Robert Kurz; Abril de 2003) Deutsch Italiano Español English Français

IMPERIALISMO DE CRISE

6 Teses sobre o carácter das novas guerras de ordenamento mundial

Imperialismo de crise - (Robert Kurz; Março de 2003) Deutsch Español English Français Italiano

-2002-

A GUERRA CONTRA A CRISE

A Guerra Contra a Crise - (Robert Kurz; Novembro de 2002) Español

ECONOMIA POLÍTICA DOS DIREITOS HUMANOS

Economia política dos direitos humanos - (Robert  Kurz; Outubro de 2002) Deutsch English Español Italiano

CONTRA-REALISMO

Contra-Realismo - (Robert Kurz; Outubro de 2002) Deutsch Español Francais English

A pulsão de morte da concorrência

Assassinos amoque e suicidas como sujeitos da crise

A pulsão de morte da concorrência - (Robert Kurz; Maio de 2002) Español

A guerra dos dois mundos

A guerra dos dois mundos - (Robert Kurz; Abril de 2002) Español

-2001-

Economia totalitária e paranóia do terror

A pulsão de morte da razão capitalista  

Economia totalitária e paranóia do terror - (Robert  Kurz; Setembro de 2001) Deutsch English Italiano

As leituras de Marx no Século XXI

As leituras de Marx no Século XXI - (Robert Kurz; 2001) Español

POPULISMO HISTÉRICO

A confusão de sentimentos burgueses e a busca de bodes expiatórios

Populismo histérico - (Robert Kurz; Janeiro de 2001) Deutsch English Español Italiano

-2000-

Uma vida humana? Só sem mercado, estado e trabalho.

Robert Kurz fala sobre o Livro Negro do Capitalismo (2000) Español

-1999-

MANIFESTO CONTRA O TRABALHO

Edição Portuguesa Deutsch Español English

O Homem Flexível

O homem flexível - (Robert Kurz; Julho de 1999) Deutsch Español Italiano

A expropriação do tempo

A expropriação do tempo - (Robert Kurz; 1999) Español Français

-1998-

APOCALYPSE NOW!

Sobre a relação entre emancipação e pessimismo cultural

Apocalypse Now! - (Robert Kurz; Janeiro 1998) Deutsch

O DUPLO MARX

O Duplo Marx - (Robert Kurz; Fevereiro 1998) Deutsch Español

Objetividade inconsciente

Aspectos de uma crítica das ciências matemáticas da natureza

Objectividade Inconsciente - (Claus Peter Ortlieb; 1998) Deutsch Español

-1997-

ANTIECONOMIA E ANTlPOLÍTICA

Sobre a reformulação da emancipação social após o fim do "marxismo"

Antieconomia e antipolítica - (Robert Kurz; Krisis 19 - 1997) Deutsch Español

Canhões e Capitalismo

A revolução militar como origem da modernidade

Canhões e Capitalismo - (Robert Kurz; de Março 1997) Deutsch Español English Français

-1996-

Os últimos combates

O Maio parisiense de 1968, o Dezembro parisiense de 1995 e o recente acordo trabalhista alemão.

Os últimos combates - (Robert Kurz; Março de 1996) Deutsch Español

-1995-

ECONOMIA POLÍTICA DO ANTI-SEMITISMO

Economia Política do Anti-Semitismo - (Robert Kurz; Setembro de 1995) Deutsch

O PÓS-MARXISMO E O FETICHE DO TRABALHO

Sobre a contradição histórica na teoria de Marx

O Pós-Marxismo e o Fetiche do Trabalho - (Robert Kurz; Krisis 15 - 1995) Deutsch

A ASCENSÃO DO DINHEIRO AOS CÉUS

Os limites estruturais da valorização do capital, o capitalismo de casino e a crise financeira global

A ascensão do dinheiro aos céus - (Robert Kurz; Julho de 1995) Deutsch Italiano Español

-1994-

O FIM DA POLÍTICA

Teses sobre a crise do sistema de regulação da forma da mercadoria

O Fim da Política - (Robert Kurz; Krisis 14 - 1994) Deutsch Español Italiano

-1993-

DOMINAÇÃO SEM SUJEITO

SOBRE A SUPERAÇÃO DE UMA CRÍTICA SOCIAL REDUTORA

Dominação sem sujeito - (Robert Kurz; Krisis 13 - 1993) Deutsch Español

-1992-

O valor é o homem

Teses sobre a socialização pelo valor e a relação entre sexos

O valor é o homem - (Roswitha Scholz; 1992) Deutsch

-1991-

A HONRA PERDIDA DO TRABALHO

O socialismo dos produtores como impossibilidade lógica.

A honra perdida do trabalho - (Robert Kurz; Krisis nº10 Janeiro de 1991) Deutsch English Español  Italiano antigona

A Superação da Crise e "Utopia"

Os passageiros do Titanic querem ficar no convés, e que a banda continue tocando. Se tivermos que viver mesmo o "fim da história", não será um final feliz.

A Superação da Crise e "Utopia" (Robert Kurz; 1991)

Pequeno Glossário (Robert Kurz; 1991)

Outros Textos

A Dialéctica do Esclarecimento e outros textos de Theodor W. Adorno

A Sociedade do Espectáculo e outros textos de Guy Debord

Trabalho espiritual e corporal - (A. Sohn-Rethel; 1998)

Teses sobre o conceito da história - (Walter Benjamin; 1940)

Crítica do Programa de Gotha - (Karl Marx)

O CAPITAL, CAPITULO I - A Mercadoria - (Karl Marx)

Últimos textos: "EXIT! Crise e crítica da sociedade da mercadoria, nº 16 - Índice e Editorial"... " CRÍTICA DO CAPITALISMO PARA O SÉCULO XXI" "EXIT! - AUTO-APRESENTAÇÃO PROGRAMÁTICA" ...Robert Kurz; "O sacrifício e o regresso perverso do arcaico" "NÃO HÁ REVOLUÇÃO EM LADO NENHUM" "Não há Leviatã que vos salve" "OS ASSASSINOS DE CRIANÇAS DE GAZA" "CINZENTA É A ÁRVORE DOURADA DA VIDA  E VERDE A TEORIA" "O PRÓXIMO ORIENTE E A SÍNDROME DO ANTI-SEMITISMO" "A HISTÓRIA COMO APORIA (3ª série)" "A SUBSTÂNCIA DO CAPITAL (segunda parte)" "A PRIMAVERA NEGRA DO ANTI-IMPERIALISMO" "A DESCER NO ELEVADOR DA HISTÓRIA" "O ESTADO DE EXCEÇÃO MOLECULAR" ... Roswitha Scholz; "FEMINISMO – CAPITALISMO – ECONOMIA – CRISE" O TABU DA ABSTRACÇÃO NO FEMINISMO" "NÃO DIGO NADA SEM A MINHA ALLTOURS" "FORMA SOCIAL E TOTALIDADE CONCRETA " "A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno" "O ser-se supérfluo e a "angústia da classe média"  "Homo Sacer e "Os Ciganos" "SOBRE O CONCEITO DE VALOR E DE VALOR-DISSOCIAÇÃO" "O REGRESSO DO JORGE" "DON’T TREAT EVERY "THING" ALIKE!" "A NOVA CRÍTICA SOCIAL E O PROBLEMA DAS DIFERENÇAS" ...Veja todos os textos por ordem cronológica em índice, por autores clic em autores.

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